Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A NORIEGUIZAÇÃO DE HUGO CHÁVEZ

Por e-mail

Por Carlos Alberto Montaner
Tradução: A. Montenegro


“Mas o psicopata não é um doente mental da forma como nós o entendemos. O doente mental é o psicótico, que sofre com delírios, alucinações e não tem ciência do que faz. Vive uma realidade paralela. Se matar, terá atenuantes. O psicopata sabe exatamente o que está fazendo. Ele tem um transtorno de personalidade. É um estado de ser no qual existe um excesso de razão e ausência de emoção. Ele sabe o que faz, com quem e por quê. Mas não tem empatia, a capacidade de se pôr no lugar do outro.”

Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva

Psiquiatra e escritora, diretora das clínicas Medicina do Comportamento, no Rio e em São Paulo, onde atende pacientes e supervisiona tratamentos.


Começou a reação do “establishment” norteamericano contra Hugo Chávez. Já era a hora. Há quase 11 anos este senhor anda fazendo estripolias na metade do planeta. O tiro de partida foi dado no dia 8 de Setembro por Robert Mortgenthau, Juiz geral de Manhattan, o mais poderoso do país. Na casa dos 90 anos, às vésperas de aposentar-se mas com a cabeça perfeitamente alerta, Mortgenthau escolheu o Brookings Institution de Washington, um influente think-tank ligado ao Partido Democrata, para fazer sua denúncia. Assim as revelações não puderam ser ignoradas pela Casa Branca, nem pelo Congresso, poderes responsáveis pela segurança nacional.

O que disse?

Falou das relações da Venezuela com o Irã e do desenvolvimento de armas nucleares entre os dois países, com o objetivo de ameaçar os EUA, como aconteceu com Cuba em 1962 durante a Crise dos Mísseis (soviéticos). Denunciou o sistema bancário venezuelano, convertido em lavanderia de narcodólares e porta de escape para as transações financeiras do Irã que pode assim burlar as restrições impostas por Washington. Destacou a estreita ligação de Hugo Chávez com o Hezbolá e o Hamás, as mais temíveis organizações terroristas islâmicas e com as FARC colombianas. Em fim disse muitas coisas terríveis.

As conseqüências da manifestação de Mortgenthau foram imediatas. Os três grandes jornais diários dos EUA – New York Times, The Washington Post e o Wall Street Journal – publicaram artigos e editoriais em total sintonia com as palavras do Juiz. A televisão, os comentários dos habituais intelectuais e os blogs mais influentes fizeram eco.

Nenhum dos intelectuais em seu perfeito juízo dentro da estrutura de poder dos Estados Unidos, pode ignorar que a Venezuela associada ao Irã e aos terroristas islâmicos, com auxílio da Líbia, Síria, Sudão, as FARC colombianas, constituem um perigo muito sério para a segurança e a tranqüilidade norte americana. Chávez é um tenaz inimigo, simplesmente dedicado a prejudicar os norte americanos em todos os cenários possíveis, o que não deixa de ser irônico porque os EUA compram 80% do petróleo que a Venezuela exporta.

Como agravantes às denúncias de Mortgenthau, acrescentam-se outras três infâmias maiores contra Chavez, que montou uma intriga com o governo francês, associada a interesses econômicos, para que Sarkozy extradite para a Venezuela o terrorista Carlos, o Chacal, preso na França por inúmeros assassinatos.

Simultâneamente, tenta liberar o terrorista Ahmad Vahidi, Ministro da Defesa do Irã de uma ordem de captura que existe por suposta participação no atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), uma carnificina que em Julho de 1994 resultou em 85 mortos e 300 feridos em Buenos Aires. Por último, a oposição venezuelana denunciou que a fábrica de bicicletas do Irã, no estado de Cojedes é, na realidade, um centro de formação de terroristas que acolhe membros das FARC colombianas para familiarizar-se com explosivos, semelhantes aos que são utilizados no Iraque e no Afeganistão.

Chávez, esta se tornando um Noriega do século XXI.

Manoel Antonio Noriega foi um narcotraficante ditador do Panamá, ex colaborador da CIA, que estabeleceu fortes laços com Cuba e com os cartéis colombianos, alugando o território do pais como pista intermediária para o tráfico de cocaína para os Estados Unidos e abrindo o sistema bancário para lavar os dólares, enquanto acossava os militares norte americanos que ocupavam bases militares situadas na zona do Canal do Panamá.

Depois de muita vacilação, a administração do presidente George Bush (pai), dividida sobre o tipo de resposta que os EUA deveriam dar, ordenou a invasão que começou no dia 19 de Dezembro de 1989 e foi concluída com êxito um dia depois. Os governos latino-americanos protestaram de modo tímido. Ninguém queria estar ao lado de um ditador narcotraficante desacreditado. A imensa maioria dos panamenhos apoiou o fato. Será que esta velha história vai repetir-se?

É difícil. Invadir a Venezuela não parece uma opção inteligente no momento em que se estuda a retirada das tropas do Iraque e, possivelmente do Afeganistão. Mas é provável que um setor importante do governo norte americano já esteja sugerindo ao presidente Obama, para tomar medidas que desalojem do poder este perigoso inimigo da democracia, antes que o tumor se torne canceroso. Certamente George Bush não gostava da idéia de invadir o Panamá. Foi uma decisão incômoda que se tornou inevitável.

Fonte: “El Diário Exterior

PERIGO REAL IMEDIATO

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“Mas o psicopata não é um doente mental da forma como nós o entendemos. O doente mental é o psicótico, que sofre com delírios, alucinações e não tem ciência do que faz. Vive uma realidade paralela. Se matar, terá atenuantes. O psicopata sabe exatamente o que está fazendo. Ele tem um transtorno de personalidade. É um estado de ser no qual existe um excesso de razão e ausência de emoção. Ele sabe o que faz, com quem e por quê. Mas não tem empatia, a capacidade de se pôr no lugar do outro.”

Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva

Psiquiatra pós-graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, diretora das clínicas Medicina do Comportamento, no Rio e em São Paulo, onde atende pacientes e supervisiona tratamentos e escritora. Site: http://www.medicinadocomportamento.com.br/



Por Arlindo Alexandre

A historiadora norte americana Bárbara Tutchman, falecida na década de 80, foi a autora de uma obra exemplar, pesquisando e documentando as tragédias humanas. Num livro intitulado “A Marcha da Insensatez”, demonstra como, desde Tróia até o Vietnam, passando pelo Vaticano, as decisões que resultaram em mortandade, carnificina, mudando a face do planeta, partiram de mentes individuais, de mentes psicopatas, desmioladas.

O poder na mão de insensatos! Este é um perigo real que se configura entre nós viventes nas Américas. E a ilustre mente que aciona a chave do perigo, obediente às diretrizes do Foro de São Paulo e do governo americano é o presidente que dizem ter 80% de aprovação. Os ventiladores dos palácios de Brasília – Planalto e Itamaratí já estão espalhando o fedor.

O poder nas mãos de psicopatas! Chávez está radiante! Aprovado fraternalmente pelo companheiro Luís Inácio, interferiu na Bolívia e no Equador, é copiado pela Argentina e abençoado pelo Paraguai. Nas relações com Equador, Bolívia e Venezuela já amargamos alguns prejuízos, sem falar dos irremediáveis malefícios do tráfico de drogas e armas com ajuda de Chávez, de Evo e das FARC colombianas.

Pois não é que o doidão tentou interferir em Honduras? Tudo para aumentar a área de influencia do socialismo bolivariano. Mas a Suprema Corte e o Congresso daquele pequeno país, obedientes à letra da Lei Maior, a Constituição, afastaram o Presidente ligado ao narcotráfico que tentava perpetuar-se no poder com ajuda do venezuelano.

As cortes americanas, a Onu e o Departamento de Estado, interpretaram o cumprimento da Lei em Honduras, como “golpe de estado”. E há três meses pressionam Honduras. O chileno presidente da OEA é comunista e amigo de Chavez. O padreco que preside a Assembléia das Nações Unidas é amigo de Fidel Castro. Chavez troca petróleo por tanques, fuzis AK, helicópteros e aviões, inda dispõe de créditos milionários e convida os russos para operações navais em águas do Atlântico.

Evo por sua vez compra da Rússia seu avião particular e abre o território para as operações militares russas com a construção de uma base aérea. E todos mimam Chávez que se relaciona com o fundamentalista presidente do Irã, com os terroristas mais doidos do mundo – Hezbolá e Hamas, que protege as FARC, que desenvolve armas nucleares com o Irã, que abre a rede bancária para atuar na lavagem de narcodólares e “porta de escape para as transações financeiras do Irã que pode assim burlar as restrições impostas por Washington”.

Chegou a ameaçar a Colômbia e quer livrar da cadeia na França o terrorista mais assassino de quem se tem notícia. Consente que terroristas islâmicos utilizem uma fabrica iraniana de bicicletas no estado de Cojedes, como fachada para habilitar terroristas no uso de explosivos. O extremista Chávez e seus associados enfrenta a cambaleante democracia norte americana, que costumava ser ponto de referência, exemplo para o planeta.

Mas com dona Clinton no Departamento de Estado, a coisa mudou de figura. Os democratas no poder prestigiam as contra-democracias bolivarianas paridas pelo Foro de São Paulo e comandadas por Chávez. Exemplo disso é a pressão sobre Honduras, as críticas ao sistema jurídico hondurenho em franca oposição ao princípio de respeito à lei, não intervenção e defesa do estado democrático de direito, que fundamentam as mesmas leis herdadas dos fundadores dos EUA.

Como Obama não tem a mesma popularidade, clarividência, sutileza e jogo de cintura do presidente do Brasil, durante a visita de Lula para um regabofe nos EUA, escalaram-no para botar pressão sobre Honduras. Num passe de magia, o deposto Zé-laia, com seu chapéu de Odorico Paraguassú, apareceu na Embaixada Brasileira, fazendo discurso na sacada, dando entrevista e agitando seus seguidores.

Criou-se uma situação limite. A ameaça para o legítimo e constitucional governo hondurenho é flagrante. Zé-laia já soltou a palavra de ordem: “Vão invadir a Embaixada Brasileira”. E seus seguidores, ajudados pelas tropas terroristas de Hugo Chávez, podem bem fazê-lo, botando a culpa nos hondurenhos. Aí está declarada a guerra. Abre-se o espaço para uma ocupação com tropas da ONU.

Esta cambada de insensatos ameaça mesmo as Américas. O terrorismo apadrinhado por Chávez ameaça mesmo os Estados Unidos da América. Com a ajuda da Rússia e do Irã. Com a ajuda do governo brasileiro e seus dirigentes que querem ver o circo pegar fogo e perpetuar-se no poder. O Ministro da (in)Justiça já foi a Cuba, receber ordens diretas de um animado Fidel Castro.

Nossos profissionais de mídia precisam informar os brasileiros sobre o perigo real imediato a que todos estamos expostos e indefesos. Afinal o Poder Judiciário e o Poder Legislativo Brasileiro, instituições pacíficas, acomodadas, obedientes ao Poder Executivo, parecem aqueles aparelhos de som “Três em Um”. O “um”, dizem tem aprovação de 80%. É a “Marcha da Insensatez”, como diria Bárbara Tutchman.

Governo interino de Honduras pede que Brasil defina status de Zelaya

Fonte: UOL

23/09/2009

Do UOL Notícias
Em São Paulo

Atualizada às 14h26


“Mas o psicopata não é um doente mental da forma como nós o entendemos. O doente mental é o psicótico, que sofre com delírios, alucinações e não tem ciência do que faz. Vive uma realidade paralela. Se matar, terá atenuantes. O psicopata sabe exatamente o que está fazendo. Ele tem um transtorno de personalidade. É um estado de ser no qual existe um excesso de razão e ausência de emoção. Ele sabe o que faz, com quem e por quê. Mas não tem empatia, a capacidade de se pôr no lugar do outro.”

Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva

Psiquiatra pós-graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, diretora das clínicas Medicina do Comportamento, no Rio e em São Paulo, onde atende pacientes e supervisiona tratamentos e escritora.

Site: http://www.medicinadocomportamento.com.br/




O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, informou nesta quarta-feira (23) que seu governo solicitou ao Brasil que defina que status oficial foi dado ao presidente deposto Manuel Zelaya, que está abrigado na embaixada brasileira há dois dias, segundo informações do jornal hondurenho "El Tiempo".

Os elementos da crise

  • Desde que foi eleito, em 2005, Manuel Zelaya se aproximou cada vez mais dos governos de esquerda da América Latina, promovendo políticas sociais no país. Ao mesmo tempo, seus críticos argumentam que Zelaya teria se tornado um fantoche do líder venezuelano Hugo Chávez e acabou sendo deposto porque estava promovendo uma tentativa ilegal de reformar a constituição


A chancelaria do governo provisório comunicou à embaixada brasileira que Zelaya deve ser definido como asilado político, ou então definitivamente entregue à Justiça hondurenha para responder pelas acusações que foram feitas contra ele.

"O que Zelaya está fazendo é incitar a população à violência, e isso não podemos aceitar", acrescentou Micheletti em uma coletiva de imprensa improvisada na manhã de hoje.

A situação de Zelaya na embaixada brasileira é peculiar porque se trata de uma proteção dada a um presidente deposto dentro de seu próprio país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler Celso Amorim tratam Zelaya como uma espécie de "convidado" em território brasileiro, argumentando que se trata do presidente legítimo de Honduras.

Zelaya é acusado de ter violado a legislação hondurenha ao propor um referendo para mudar a Constituição e assim permitir a reeleição. O presidente deposto responde que a reeleição seria válida apenas a partir de seu sucessor. Esse debate levou ao golpe que tirou Zelaya do poder em 28 de junho.

A embaixada em Honduras e as normas internacionais

A Embaixada do Brasil em Tegucigalpa foi aberta em 1951. Representa o território brasileiro em Honduras, funcionando para facilitar o intercâmbio e o mútuo conhecimento. Pelas normas internacionais, não pode ser invadida, sob o risco de rompimento das relações diplomáticas entre os países

Por causa dessas acusações, Micheletti já disse também que o presidente deposto será preso assim que as forças policiais possam ter acesso a ele.

Ilegal
Um especialista entrevistado pelo UOL Notícias declarou ontem que a situação de Zelaya na embaixada brasileira nas atuais condições é ilegal.

"A presença do Zelaya na embaixada, fazendo comício para a população de Honduras, é uma violação das normas de direito internacional, porque a única condição em que, de acordo com as normas internacionais, seria permitida a presença dele lá, seria como asilo político", explicou o advogado Durval de Noronha Goyos.

"No caso específico, ele foi acolhido sem o instituto do asilo, o que demonstra uma falha muito grande no procedimento do Itamaraty e que pode induzir a um agravamento da situação interna em Honduras. A conduta dele é ilegal", completa o advogado, árbitro de comissões internacionais, como a de Arbitragem Comercial da China.

Lula na ONU
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta quarta-feira (23) diante dos líderes mundiais que o presidente deposto de Honduras reassuma o cargo imediatamente.

A declaração, feita no discurso de abertura da 64ª Assembléia Geral da ONU, recebeu aplausos dos líderes presentes.

Ao comentar a necessidade de "vontade política" para reformar as instituições mundiais, Lula classificou como "anacronismo" o embargo dos Estados Unidos contra Cuba. Em seguida, declarou: "Sem vontade política, continuarão a proliferar golpes de Estado como o que derrotou o presidente constitucional de Honduras."

"A comunidade internacional exige que Zelaya reassuma imediatamente a Presidência de seu país e deve estar atenta à inviolabilidade da missão diplomática brasileira na capital hondurenha", declarou Lula.

Esfriamento mental

Fonte: CHRISTIAN ROCHA
Quarta-feira, Julho 4, 2007


al gore


Tenho observado que alguns estudantes têm chegado até alguns de meus escritos com o objetivo de encontrar material para seus trabalhos escolares a respeito do aquecimento global. O assunto tem freqüentado um pouco menos os noticiários ultimamente; a febre apocalíptica parece ter diminuído. Em compensação, as escolas entraram definitivamente na era do aquecimento global. Receio que seja um caminho sem volta.

Eu me lembro dos trabalhos que fiz no ginásio e no colegial e lembro do que me era exigido. Estudar o aquecimento global nestes ambientes não significa tomá-lo como hipótese e investigá-lo com aquela dose mínima de método. Naturalmente não se pode esperar refinamento científico de estudantes brasileiros de nível médio ou fundamental, mas eu ficaria mais tranqüilo se soubesse que eles não dizem amém para o que encontram na Rede Blobo, na Superignorante e na Rolha de São Paulo.


Dirijo estas palavras a essa molecada — supondo, é claro, que eles voltarão aos meus escritos um dia.


1) O aquecimento global não é um fato. É uma abstração bolada com o objetivo de facilitar a compreensão de certos fenômenos de características semelhantes que ocorrem em diversas partes do mundo. Já se demonstrou que a expressão “aquecimento global” traz em si uma impossibilidade matemática.


Ocorre que abstrações são meios, não fins. Elas obviamente levam a algum lugar (senão não teríamos razões para utilizá-las). Resta saber aonde as abstrações nos levam. Você pode simplificar uma realidade para poder escrever sobre ela ou para fazer cálculos — isto é abstração. Mas você não pode afirmar que os números e as palavras são a realidade.


Procure entender, portanto, o que significa a expressão “aquecimento global”.


2) Supondo que o aquecimento global seja um fato tal como a mídia sugere que ele é (o aquecimento homogêneo e progressivo do planeta), é uma estupidez maldosa afirmar que a causa deste fenômeno é totalmente conhecida e, mais ainda, que ela se resume na ação humana.


É natural que se pense assim. O homem causa desastres ecológicos, polui o ar e os mares, devasta florestas, causa e acelera o processo de extinção de diversas espécies. Por que não causaria o aquecimento global? Se conseguimos admitir que o conceito de aquecimento global é verdadeiro e incontestável, nada nos impede de admitir que conhecemos as causas desse fenômeno. E a causa é o homem. Só pode ser. Não você, sujeito engajado e estudioso, que aperta as torneiras, separa o lixo e pede para sua mamãe ou seu papai deixarem o carro em casa. Quem causa o aquecimento global é o homem médio dos países ricos e é a eles que toda nossa sanha deve ser lançada. Ela pode ter a forma de desenhos fofinhos com balõezinhos em forma de nuvem onde se lê “Vamos proteger a Mãe Natureza” ou pode ser um manifesto contra o capitalismo — China à parte.


Ocorre neste caso que o que realmente aquece a Terra é o Sol. Sol igual a calor igual a aquecimento. Se é o Sol que causa aquele outro aquecimento (o global, o fenômeno demonizado pela mídia), eu não sei. O que sei é que é válido considerar a hipótese. Já foi demonstrado que um fenômeno semelhante tem ocorrido em Marte, ainda que lá não haja pessoas e atividades que gerem gases-estufa.


Lembre-se disto. Sol, Terra, Marte, aquecimento global. Sacou?


3) Há um terceiro fator cuja observação considero fundamental. Não é necessário pesquisar profundamente, buscar autoridades científicas, ler teses e visitar laboratórios, embora isso tudo seja bom. Basta vasculhar a internet um pouco mais demoradamente buscando respostas para as seguintes perguntas: quem são as pessoas que mais defendem as teorias atuais sobre o aquecimento global? O que fazem essas pessoas? A quem essas teorias beneficiam?


Respondidas estas perguntas, pode-se descobrir que a teoria do aquecimento global possui uma dimensão que não é nada científica. Quem se aprofunda nesse aspecto das ciências é Alan Neil Ditchfield em seu trabalho Verdadeiro versus falso. Se lhe interessa compreender algo do emaranhado do aquecimento global, aproveite as férias de julho com esta leitura.


E mesmo que se conclua que determinada teoria científica não sofreu os danos das imprecisões humanas, faz parte da ciência avaliar isso constantemente. Neste caso eu me refiro à teoria do aquecimento global, não ao aquecimento global (a teoria que explica o fenômeno não é o mesmo que o fenômeno): o rigor científico que supostamente permitiu concluir que o aquecimento é pior que bater na própria mãe deve ser usado também para verificar a validade da teoria e os caminhos e métodos que permitiram desenvolvê-la. Sempre que possível, deve-se usar a ciência para avaliar a ciência — o que, logicamente, será apenas o começo.


*

Eu não espero, realmente, que você desafie sua professora ou seus amigos com o que expus aqui — seria uma dupla pretensão: de que você aceite tudo que eu disse e que essa aceitação se dê ao ponto de você reproduzir estas idéias para seus amigos e professores. Eu espero apenas que estudar o aquecimento global não lhe cause esfriamento mental. Eu espero apenas que você reflita a respeito daquilo que lê e do que vê. Eu espero que você — jovem estudante de quem foi exigido um trabalho escolar — compreenda que em relação ao aquecimento global há mais dúvidas do que certezas e que as certezas podem ser criadas artificialmente com objetivos diversos: fazer documentários, conquistar verbas, abalar a autonomia e a economia de alguns países. Ao lidar com teorias, é sempre bom perguntar de onde aquilo vem, para onde aquilo conduz e, em alguns casos, lavar as mãos em seguida.

Uma verdade, esta sim, inconveniente

Posted on February 27, 2007




O consumo de energia na mansão de Al Gore no Tennessee É VINTE VEZES maior que a média americana. Gore paga em média 1.359,00 dólares de conta de luz por mês. Isso sem contar os gastos de mais de 1080 dólares com gás de cozinha e calefação. (Como se sabe, nos EUA, a geração de energia é em grande parte feita por usinas termoelétricas, bastante poluentes).

Isto, claro, considerando que o consumo de energia percapita dos americanos é bem maior que a média mundial. (Via Lew Rockwell Blog, again)]


ATUALIZAÇÃO:
A informação, lançada pelo Drudge Report, causou polêmica na blogoseira americana. Gore responde no Think Progress que utiliza energia renovável, que compra créditos de carbono, utiliza células-solares e que trocou as lâmpadas da casa por lâmpadas fluorescentes. Ed Morrisey responde que células-solares deveriam DIMINUIR, não aumentar a conta de luz, e que Gore propõe um método em que os ricos poderiam comprar créditos de carbono, enquanto os pobres seriam obrigados a fazer sacrifícios pessoais, num esquema regressivo que seria escandaloso para a esquerda se a aplicado aos impostos. I do agree.


Mas acho que o problema é a hipocrisia. Não só seu gasto de energia é absurdo como seu recorde ambiental como vice-presidente é decepcionante.

LULA NA TV

Fonte: BLOG REINALDO AZEVEDO
segunda-feira, 7 de setembro de 2009 | 6:33


Lula falou ontem em rede nacional de rádio e TV. Fez campanha eleitoral desavergonhada. Não se limitou ao nacionalismo de ocasião, com as fantasias do pré-sal. Aproveitou para exaltar as virtudes do seu governo e, de modo nada discreto, insuflar a população contra o Congresso. Eu os convido a ler o que segue.

*

Os apóstolos do Estado nacional, que espumam de indignação patriótica à simples idéia de privatizar alguma empresa estatal, tornam-se de repente globalistas assanhados quando um poder supranacional vem defender os interesses deles contra os interesses da pátria.


Essa conduta é tão repetida e uniforme que só um perfeito idiota não perceberia nela um padrão, e por trás do padrão uma estratégia. Desde logo, “a pátria” que eles celebram se constitui exclusivamente de estatais, onde têm sua base de operações e de onde dominam não somente uma boa fatia do Estado, mas também os sindicatos de funcionários públicos e seus monumentais fundos de pensão.


Defendendo sua toca com a ferocidade de javalis acuados, desprezam tudo o mais que compõe a noção de “pátria” e não se inibem de colocar-se a serviço de ONGs e governos estrangeiros quando atacam as instituições nacionais, desmoralizam as Forças Armadas, desmembram o território brasileiro em “nações indígenas” independentes, impõem normas à educação de nossas crianças, fomentam conflitos raciais para destruir o senso de unidade nacional e, em suma, arrebentam com tudo o que constitui e define a essência mesma da nacionalidade. Da pátria, só uma coisa lhes interessa: o dinheiro e o poder que lhes vêm das estatais.


Em segundo lugar, o nacionalismo que ostentam é de um tipo peculiar, desde o ponto de vista ideológico. É um nacionalismo seletivo e negativo, que enfatiza menos o apego aos valores nacionais do que a ojeriza ao estrangeiro - e mesmo assim não ao estrangeiro em geral, como seria próprio da xenofobia ordinária, mas a um estrangeiro em particular: o americano.


Assim, por exemplo, não sentem a menor dor na consciência quando, sob o pretexto imbecil de que toda norma gramatical é imposição ideológica das classes dominantes, demolem a língua portuguesa e acabam suprimindo do idioma duas pessoas verbais (mutilação inédita na história lingüística do Ocidente); mas, ante o simples ingresso de palavras inglesas no vocabulário - um processo normal de assimilação que jamais prejudicou idioma nenhum, e que aliás é mais intenso no inglês do que no português -, saltam ao palanque, com os olhos vidrados de cólera, para denunciar o “imperialismo cultural”.


Ser nacionalista, para essa gente, não é amar o que é brasileiro: é apenas odiar o americano um pouco mais do que se odeia o nacional. Mas, para cúmulo de hipocrisia, seu alegado antiamericanismo não os impede de celebrar o intervencionismo ianque quando lhes convém, por exemplo quando ajudam alegremente a desmoralizar a cultura miscigenada que constitui o cerne mesmo do estilo brasileiro de viver e lutam para impor entre nós a política americana das quotas raciais, em consonância com as campanhas milionárias subsidiadas pelas fundações Ford e Rockefeller.


Do mesmo modo, seu antiamericanismo fecha os olhos à entrada de novos códigos morais - feministas e abortistas, por exemplo - improvisados em laboratórios americanos de engenharia social com a finalidade precisa de destruir os obstáculos culturais ao advento da nova civilização globalista.


Redução do nacionalismo à defesa das estatais, substituição do antiamericanismo ao patriotismo positivo, adesão oportunista ao que é americano quando favorece a esquerda: desafio qualquer um a provar que a conduta constante e sistemática da chamada “esquerda nacionalista” não tem sido exatamente essa que aqui descrevo, definida por esses três pontos.


Nunca, na História, houve patriotas a quem se aplicasse tão exatamente, tão literalmente e com tanta justiça a observação de Samuel Johnson, de que o patriotismo é o último refúgio dos canalhas.


*


Gostaram? O título do artigo é “O nacionalismo de esquerda é uma fraude” e foi escrito por Olavo de Carvalho em maio de 2001. Parece-me uma excelente análise da fala de Lula, feita com mais de oito anos de antecedência…

A grande fuga

Fonte: MÍDIA A MAIS
8 de setembro de 2009 Opinião - Política

Thomas Sowell

Trecho, íntegra aqui:

"...A grande fuga de nossa época é a fuga da responsabilidade pessoal pelas consequências dos próprios atos..."


Há 70 anos: Democracia e o Indivíduo

Fonte: MÍDIA A MAIS
1 de setembro de 2009 Especial - Segunda Guerra Mundial: 70 anos


Eric Voegelin: honestidade intelectual e coragem para dizer verdades alertando sobre os perigos para a democracia

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á setenta anos, em 1939, quase recém chegado aos Estados Unidos após escapar das garras da Gestapo, literalmente pela janela, o filósofo Eric Voegelin, acostumado ao rigor científico e acadêmico, fez uma breve preleção radiofônica, numa linguagem acessível ao público americano. Voegelin não era apenas mais um refugiado europeu acolhido pelos americanos: não era judeu, não tinha afiliação política e era alemão de nascimento, criado e educado em Viena, Áustria. Mas Voegelin dava aulas e escrevia coisas que não agradavam ao nacional-socialismo. Tão perigosos eram os seus escritos que quase lhe custaram a liberdade e a vida, pois continham elementos corrosivos: honestidade intelectual, rigor e verdades[1].

Suponho que movido pela gratidão, o erudito Voegelin aceitou fazer a preleção radiofônica a partir de Evanston, Illinois. O tema era “Democracia e o Indivíduo[2]. Dela reproduzo aqui alguns trechos em tradução livre, adicionando uns poucos comentários e ênfases em negrito, deixando para o leitor a avaliação de sua pertinência aos tempos e ao país em que vivemos:


“Qual é o papel do indivíduo numa democracia? Para responder a essa questão não precisamos elaborar definições daquilo que é a democracia e daquilo que ela não é; precisamos apenas apontar determinadas instituições que, obviamente, requerem alguma ação da parte do indivíduo.


Nosso sistema democrático moderno é baseado na participação da população adulta na criação de órgãos de governo. Os cidadãos precisam eleger certo número de seus concidadãos para deveres governamentais, e esses, precisam estar prontos a aceitar tais deveres. Consideramos altamente democráticas as instituições quando praticamente todos os cidadãos adultos, homens e mulheres, podem votar e quando os postos são acessíveis a qualquer cidadão, sendo a regra comum a da qualificação pela idade, maior do que a exigida para votar.


Mas simplesmente votar faz uma democracia?


Devemos notar que o voto, simplesmente, não faz um governo democrático. Líderes ditatoriais, e não apenas nos dias de hoje, foram muito hábeis na transformação do processo eleitoral livre num processo mais ou menos sutil do voto de mão-única. Eles permitem que a população vote, mas apenas com um sim ou não; e pobre daquele que votar não. A decisão real acerca de quem deve ocupar cargos é tomada pelo grupo no poder.
[...] De modo a que um sistema de votação seja democrático, é necessário que esse seja complementado por instituições que permitam ao cidadão formar uma opinião sobre os assuntos e que tal opinião seja politicamente eficaz. Este fim é servido pela proteção às liberdades civis, pelo direito à livre expressão, imprensa livre, direito à reunião e petição, o direito de ingressar num partido, ou, se os existentes não forem do agrado, reunir pessoas e formar um novo. [...]”


Comentário 1: Deliberadamente, traduzi o office da transcrição como dever, posto e cargo, respectivamente. Os dois primeiros termos, nas democracias; o terceiro e último, nos regimes ditatoriais. Deliberadamente, mas não por acaso: etimologicamente, as duas são as acepções originais. Fica por conta do leitor avaliar se os eleitos no Brasil cumprem um dever, mantêm um posto em defesa das instituições, ou se apenas ocupam cargos. Sobre a idade adulta, conheço pessoas de cinquenta anos ou mais que ainda agem feito crianças, não obstante ocuparem cargos. Por outro lado, os adolescentes de dezesseis anos, que por natureza ainda não sabem o que são, são, não raro, pequenos ditadores e a eles lhes é concedido o direito ao voto. A nós outros, a humilhante obrigação.

Comentário 2: Os brasileiros têm opiniões sobre quase toda e qualquer coisa: a “imprensa livre” não pára de lançar opiniões ao ar. Direitos nominais, tampouco nos faltam. O que nos falta, então?

Voegelin continua:

“[...] O problema mais delicado da democracia é o da classe governante. Nenhuma sociedade política pode ser mantida estável quando há uma rápida mudança no grupo de pessoas que governa, e uma democracia não é exceção a essa regra. Deve haver certo número de pessoas que façam da política a sua profissão, estabelecendo as regras do jogo, preservando a tradição, iniciando os novatos, moldando-os à tradição. [...]

Comentário 3: Qual é a tradição política brasileira?

“[...] Eles não podem ser uma casta e precisam regenerar-se continuamente, a partir de diferentes estratos da sociedade. Uma delicada textura de interrelações sociais precisa ligar a ampla base democrática dos cidadãos que formam opiniões ao grupo governante, a fim de que este grupo seja verdadeiramente representativo do sentimento do povo e, ao mesmo tempo, preserve o elemento de estabilidade e continuidade no conjunto governante, o que é essencial a um governo estável e eficiente. [...] De forma abreviada, o problema de uma democracia funcional pode ser assim enunciado: um povo, constituído de indivíduos, capaz e desejoso de tomar interesse por assuntos políticos, capaz de formar opiniões bem fundamentadas e disposto a dedicar tempo e esforço na obtenção das informações necessárias [para a formulação de tais opiniões]. [...]”

Comentário 4: Sem comentários.

Volto ao sábio:

“[...] Os perigos que ameaçam uma democracia podem ser traduzidos por uma fórmula similar: Uma democracia está em perigo quando os cidadãos individuais, por uma ou outra razão, são incapazes ou não têm o desejo de ser bem informados, de ponderar, de argumentar e debater. [...] Ou, quando os cidadãos não mais produzem um número suficiente de indivíduos dispostos a assumir responsabilidades políticas. [...] Os dois perigos estão intimamente relacionados. [...] O caso alemão é bastante instrutivo a esse respeito. Os opositores do regime frequentemente criam a impressão ingênua de que um povo foi sobrepujado e destituído de suas instituições por uma minoria de demônios astuciosos. Às vezes é esquecido o fato de que muito antes de os Nacional Socialistas subirem ao poder na Alemanha, o sistema democrático tornou-se inoperante uma vez que os dois partidos antidemocráticos, o Comunista e o Nacional-Socialista, detinham uma maioria paralisante, por assim dizer. Isto significa que os dois partidos juntos tinham a maioria dos assentos do Reichstag, e juntos bloquearam e paralisaram qualquer ação democrática governamental. E essa maioria antidemocrática no parlamento foi eleita por uma maioria de eleitores vivendo no âmbito de instituições estritamente democráticas. A maioria dos cidadãos alemães desistiu do (ou nunca o obteve) status de indivíduos com opiniões bem fundamentadas, preferindo, em vez dessas, ter convicções. [...] O problema da democracia é, portanto, manter os indivíduos num estado de espírito democrático. [...]”

Comentário 5: Eric Voegelin evidentemente falava em favor das democracias modernas, pois seu grande mestre, Platão, temia as democracias, uma vez que estas seriam o caminho mais curto para a demagogia e, finalmente, para a tirania. Do exposto acima, é difícil classificar o Brasil como uma democracia moderna.

Comentário 6: A propósito do comentário anterior...



Também há setenta anos, exatamente em 1º de setembro de 1939, homens cheios de convicções, ostentando suásticas, invadiam a Polônia vindos do oeste, dando início à II Guerra Mundial. Dias depois, outros homens, não menos convictos, mas ostentando estrelas vermelhas, foices e martelos, invadiam a mesma Polônia, selando o seu destino. As grandes democracias européias, Inglaterra e França, protestaram com veemência... Foi necessário o concurso da grande democracia norte-americana para que ao menos uma parte do mundo não sucumbisse à tirania. Resta saber se essa democracia ainda conserva o vigor e o equilíbrio originais. Ora pro nobis.

[1] Ver Reflexões Autobiográficas, É Realizações, São Paulo, 2008.
[2] Democracy and the Individual in The Collected Works of Eric Voegelin, volume 33, The Drama of Humanity and Other Miscellaneous Papers 1939-1985, Missouri University Press, Columbia, 2004, pp.24-32

O Papa, o Islã e a Covardia

Por e-mail


Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior
17 de setembro de 2006


Deus tem suas datas. No domingo em que o mundo islâmico, em polvorosa, se ergue em protesto contra o Papa Bento XVI, a Igreja proclama o evangelho da cruz: “Se alguém quer me seguir, tome a sua cruz e me siga” (Mc 8,34).

Mas a cruz não é palavra que se ouça com freqüência em muitas igrejas. Fez sucesso, nos últimos tempos, uma visão adocicada e inócua do cristianismo e de Jesus. Para alguns, Jesus seria um destes pacifistas meio hippies e nômades que vivem apregoando obviedades inofensivas. Se assim fosse, não se explicaria como o homem foi acabar pregado numa cruz. Se Jesus fosse assim, não mereceria nem sequer respeito, muito menos fé e adoração!

O cristianismo não prega a salvação desta vida a qualquer custo. A mensagem de Cristo é corajosa e destemida, e continua incomodando a muitos. O Evangelho, no mais das vezes, custa ao evangelizador sua própria vida.

É isto o que Jesus, a duras penas, ensina a Pedro no evangelho deste domingo (Mc 8,27-35). O Príncipe dos Apóstolos professa a fé da Igreja: “Tu és o Messias”. Mas, logo em seguida, o divino Mestre anuncia que esta fé tem a cruz como conseqüência. Cruz que deve ser corajosamente carregada, não somente pelo Cristo, mas também por seus discípulos.

A covardia faz com que Pedro chame Jesus à parte e tente, timidamente, repreender o Mestre. Mas o Senhor não tolera segredinhos ao pé do ouvido e, diante dos discípulos, dirige a Pedro talvez as palavras mais duras de todo o evangelho: “Vai para longe de mim, Satanás!... Quem quiser salvar sua vida, vai perdê-la”!

Os cristãos apreciam a paz e a tranqüilidade, mas não a qualquer custo. O Papa Bento XVI é o sucessor de Pedro, mas não é o imitador de seus erros. O timoneiro da Igreja é um homem e não um verme.

Recapitulemos os acontecimentos dos últimos dias. Em visita a sua terra natal, o Papa teve a oportunidade de proferir, mais uma vez, uma aula magistral na mesma Universidade onde fora professor. O tema da aula: fé, razão e universidade. Durante seu discurso, o Papa demonstra de forma irrefutável que a irracionalidade não tem nada de divino. E, neste contexto, denuncia o uso da violência e do terror.

Alguns dias depois, como bomba de efeito retardado, o mundo muçulmano explode em indignação, acusando o Papa de “convocar uma nova cruzada”.

Logo em seguida, assistimos as tentativas infrutíferas da Santa Sé de dialogar com o mundo islâmico, que faz ouvidos de mercador. As declarações se deram num crescente hierárquico: o diretor da Sala de Imprensa, o Secretário de Estado e, finalmente, o próprio Sumo Pontífice. A imprensa brasileira, por ignorância ou por má fé, reportou estas declarações da pior maneira possível: “Papa lamenta o discurso que fez”. Seja maldade, seja burrice, esta gente parece não ter compromisso com a verdade.

As três declarações são claras: o Papa não lamenta o que disse. Lamenta apenas duas coisas: a) que o seu discurso tenha sido mal interpretado e b) que as sensibilidades tenham reagido assim. Mas o conteúdo do que ele disse permanece de pé. E o que disse de tão grave?

Disse o que muitos enxergam, mas poucos têm coragem de dizer: usar Deus e a religião para justificar a violência é contrário à natureza de Deus e da própria religião.

O Islamismo é uma religião que merece respeito. Mas, em alguns lugares, não se pode negar que esta religião foi raptada por uma ideologia de irracionalidade e violência. Esta ideologia política abusa do nome de Alá e da religião Islâmica para justificar uma carnificina de inocentes.

Apesar das explicações do Papa, o que se vê? Protestos de governantes islâmicos, queixumes de líderes religiosos, bombas incendiárias, ameaças de ataques terroristas ao Vaticano e passeatas, várias passeatas, aos gritos de que o Papa seja enforcado e os inimigos do Islã massacrados. Tudo isto, ironicamente, demonstra apenas uma coisa: o Papa tinha razão. A irracionalidade e a violência não podem seqüestrar uma religião desta forma!

Os seguidores e os líderes muçulmanos devem compreender uma coisa. Eles podem ter a nossa tolerância, mas só conquistarão nosso respeito quando usarem suas passeatas, declarações e protestos para condenar, não um homem de Deus, mas a brutalidade monstruosa do terrorismo. Só esta atitude poderá redimir o Islamismo aos olhos do Ocidente.

Mas também o Ocidente precisa se redimir. Nossa sociedade, covarde, preferiria, como o Pedro do evangelho, que o Papa ficasse calado. Este mesmo Ocidente que hipocritamente recrimina os Papas de negligência diante do nazismo, agora exige prudência diante do surgimento de um regime ainda pior: o fascismo de inspiração islâmica. Na verdade a doença do Ocidente não é apenas covardia. Se fosse assim, uma simples chamada ao brio e à virilidade resolveria o problema. A doença é mais grave. Trata-se de AIDS espiritual.

O corpo com AIDS, já não sabe distinguir entre o vírus inimigo e o alimento saudável. O organismo não tem coragem de dar ao vírus o seu nome próprio, por temor de “ofender-lhe os nobres sentimentos”! Tal a doença do Ocidente: AIDS espiritual; falta-nos força moral para identificar o mal e, uma vez identificado, combatê-lo. Com isto, a violência, o fanatismo e a irracionalidade irão continuar sem seus nomes horrendos, disfarçados simpaticamente de legítima defesa, fervor e devoto arrebatamento.

Mas, a nós brasileiros, tudo isto importaria muito pouco, se a pusilanimidade fosse apanágio exclusivo do além-mar. Por aqui, enquanto os PCCs e Comandos Vermelhos reduzem nossas cidades ao estado de sítio, falta-nos um Bento XVI.

Nossos eminentes pastores, católicos e evangélicos, nos envergonham ao acorrerem pressurosos na defesa dos direitos dos... delinqüentes. E, se a mídia chique e as ONGs de esquerda se acotovelam para aplaudir os novos profetas, uma população inteira de covardes se tranca dentro de casa, como tantas velhinhas que, de mãos trêmulas, desejam assegurar suas últimas jóias.

“Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la!” Não nos damos conta que, querendo salvar nossas vidas, renunciamos à própria liberdade. Os cristãos desejam a paz, mas não a qualquer custo. Desejam salvar esta vida, mas não fazem dela um valor absoluto.

Não nos iludamos, quando homens de esquerda vierem com seu discurso “a favor da vida” (e invariavelmente também a favor do aborto!) e desejarem salvá-la, custe o que custar. A vida de que falam não é a vida verdadeira. A política “a favor da vida” é o novo nome do velho materialismo.

Os terroristas, aqui e além-mar, contam com isto. Contam com o materialismo que se instalou no Ocidente. Materialista, geralmente, não arrisca a vida. Ele não terá outra! Contam com nosso materialismo, mas aqui se enganam. A fé cristã ainda não está morta. Ainda há quem diga: “Vosso amor vale mais do que a vida”. Contam com o materialismo e, por isto, odeiam as palavras do velho Papa. Eles sabem que elas, e somente elas, podem acordar o grande gigante adormecido. O gigante que gerou este Ocidente, democrático e livre: o homem cristão.

"Boto quem eu quiser" no Senado, diz filho de Sarney

Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO
23/09/2009


da Folha Online

Hoje na Folha

Filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o empresário Fernando Sarney diz, em conversa interceptada pela Polícia Federal, que é o dono de uma vaga no gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA), informa reportagem de Andréa Michael, Andreza Matais e Hudson Corrêa, publicada nesta quarta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

"Boto quem eu quiser", afirmou ao filho João Fernando em 27 de agosto de 2008. O cargo era, nesta data, ocupado por João Fernando. Devido ao cerco ao nepotismo no Congresso, ele foi demitido sigilosamente em 2 de outubro. Na conversa, gravada pela polícia com autorização da Justiça, Fernando falava com o filho sobre a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de proibir a contratação de parentes nos três Poderes.


"Se tiver que, de alguma forma, ter uma atitude, tiver que sair mesmo, ele [Cafeteira] já me disse que o lugar é meu, que eu boto quem eu quiser", afirmou Fernando Sarney. Foi o que ocorreu. Menos de um mês após a demissão do filho, assumiu o cargo a mãe dele, Rosângela Terezinha Gonçalves.


Apesar do grampo, Cafeteira negou interferência. "Eu a contratei porque quis. Não vou leiloar vaga no gabinete", disse.


Fernando Sarney afirmou que não há "ilegalidade" na sua conversa e que não comentaria o caso porque o diálogo foi vazado de inquérito sigiloso. A Folha não localizou João Fernando.


O diálogo gravado pela PF entre Fernando e João Fernando é o primeiro em que o filho de Sarney assume explicitamente o poder de empregar quem quiser no Congresso.


Leia a reportagem completa na Folha desta quarta-feira, que já está nas bancas.

Extraordinária intervenção divina

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA

Quando um furacão ataca, quatro séculos de história da imprensa passam diante dos meus olhos.


Os jornalistas adoram eventos incomuns: Notícias como "Homem morde cachorro" são sensação. Então, como é que os repórteres reagiram a uma surpresa que ocorreu na cidade de Minneapolis no mês passado?


Fatos: Uma assembléia da Igreja Evangélica Luterana nos Estados Unidos (conhecida pela sigla ELCA) aprovou em votação a ordenação pastoral de homossexuais praticantes no mês passado. A meteorologia havia indicado que não estava para ocorrer nenhuma tempestade pesada. Além disso, nenhum furacão havia atingido o centro da cidade de Minneapolis por um longo tempo - pelo menos, por 90 anos, de acordo com um arquivista. Apesar disso, quando os líderes luteranos se reuniram, um furacão danificou o teto do centro de convenções de Minneapolis onde eles estavam reunidos e derrubou a cruz da igreja ao lado, que era a anfitriã do evento.


Nos dias seguintes, li uma variedade de relatos sobre o evento. Eis uma pesquisa rápida da cobertura, desde a direita (certeza da ação justa de Deus) até a esquerda (qualquer menção de furacão tem de ser omitida, pois é certo que qualquer deus que exista não agiria dessa forma):


* John Piper, pastor e escritor de Minneapolis, fez uma análise da notícia com base na Bíblia, no padrão do jornalismo do século XVII. (Em 1681 uma reunião geral de pastores de Massachusetts exortou cuidadosa cobertura de "conhecidas providências [ou eventos]", inclusive "juízos divinos, tempestades, inundações, terremotos e raios como incomuns...") Citando a análise que Cristo fez da queda fatal da torre de Siloé (Lucas 13), Piper escreveu que "o furacão em Minneapolis foi um aviso gentil mas firme para a ELCA e todos nós: Arrependam-se da aprovação ao pecado. Arrependam-se da promoção de condutas que levam à destruição... Regozijem-se no perdão da cruz de Cristo e seu poder para transformar pecadores esquerdistas e direitistas".


* Uwe Siemon-Netto, blogueiro e ex-editor de assuntos religiosos da UPI, disse que a assembléia da ELCA foi "vergonhosa", mas não concluiu de forma absoluta que Deus enviou o furacão. Ele escreveu: "Não consegui deixar de sorrir: Isso foi realmente algo do estilo do Antigo Testamento: Deus às vezes usa a natureza para falar diretamente sobre um assunto. É claro que teremos de crer nessas coisas a fim de entender suas conseqüências. Se por outro lado aceitarmos as verdades da Bíblia só seletivamente, como fez a maior parte dos líderes luteranos em Minneapolis, então esse incidente poderia ter sido apenas uma ocorrência casual - sabe: tão casual quanto o início do universo".


* O jornal The Philadelphia Inquirer noticiou o evento e fez uma interpretação, com um toque negativo com a palavra "até": "Alguns conservadores até viram sinais de ira divina quando um furacão atingiu o Centro de Convenções de Minneapolis horas antes da votação". A Associated Press também noticiou o incidente, mas de um modo mordaz: "Era inevitável que se fizessem algumas piadas sobre a ira de Deus. 'Estamos confiantes de que o quadro meteorológico não seja indício de que Alguém esteja querendo dizer algo sobre o que estamos fazendo', disse o Rev. Steven Loy, que estava ajudando a supervisionar a assembléia".


* O jornal Minneapolis Star Tribune noticiou o furacão, mas fez pouco caso: "De forma geral, a tempestade passou despercebida dos 2.000 luteranos envolvidos". (Humm... Julia Duin do jornal Washington Times comentou que "dentro do centro, o Bispo Mark Hanson, presidente da ELCA, leu o Salmo 121 - que fala sobre o cuidado e amor de Deus - para a tensa assembléia".) O jornal The New York Times deu a opinião da extrema esquerda: Omitiu completamente toda menção do furacão, muito embora tenha publicado dois artigos totalizando 1.462 palavras e concluído o segundo com palavras de um pastor luterano a favor ordenação de pastores gays: "Vamos parar de deixar as pessoas para trás e vamos ser a família que Deus está nos chamando para ser".


Em que posição você estaria nessa variedade de opiniões? Onde é que estou? Piper está certo: Deus controla os ventos. Portanto, qualquer furacão é um aviso para todos nós de que não controlamos nem mesmo a hora seguinte de nossas vidas. Mas precisamos ser cautelosos antes de citar ataques ou ausências de furacões como provas de que Deus está de forma específica favorecendo o não. Os pastores episcopais que aprovam o pecado não deveriam descansar tranqüilos só porque suas assembléias não estão sendo atingidas por furacões. Na revista Worldevitamos declarar como fato aquilo que não pode ser provado a partir da Bíblia ou de observação cuidadosa, mas não seguimos o New York Times, que ignora as extraordinárias intervenções divinas.


O fato de que o furacão que atingiu Minneapolis não tenha matado ou ferido seriamente ninguém é mais um exemplo da miraculosa misericórdia e persistente paciência de Deus. A Bíblia avisa a todos nós, de modo que não precisamos de furacões - mas às vezes precisamos. Obrigado, Deus, por não nos dar o que merecemos. Ajude mais de nós a nos apegarmos a Cristo de forma que não colhamos furacões, nesta vida ou na próxima.



Traduzido e adaptado por Julio Severo

Vice-chanceler de Honduras acusa Brasil de ingerência

Fonte: BRASIL ACIMA DE TUDO
23 de setembro de 2009


O golpista Zelaya está usando a embaixada brasileira como quartel-general para fomentar uma insurreição civil, com anuência do Sr Da Silva.

"... Brasil responsável por um possível "derramamento de sangue" caso a tensão aumente diante da embaixada."

"... pode ser provado é que a ingerência da Venezuela é evidente em tudo isso e agora, lamentavelmente, a do Brasil também."

"A comunidade internacional já entendeu que o retorno de Zelaya ao poder não é viável porque a Suprema Corte e o Congresso Nacional, império da lei que governa qualquer país do mundo, o declararam culpado. E, quando se extradita o senhor Zelaya, o que quer se evitar é o que vocês estão vendo agora, uma turba dirigida por ele, uma turba que não é uma maioria."
BBC Brasil (*)

A vice-chanceler do governo interino de Honduras, Martha Lorena Alvarado, acusou o Brasil de ingerência nesta terça-feira por permitir que o presidente deposto Manuel Zelaya mobilize manifestantes a partir da embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde está abrigado.

Em entrevista à BBC, Alvarado negou que o governo tenha ordenado que as forças de segurança de Honduras disparassem tiros para dispersar os simpatizantes de Zelaya reunidos diante da embaixada.

A vice-chanceler de Honduras diz que o governo do país considera o Brasil responsável por um possível "derramamento de sangue" caso a tensão aumente diante da embaixada.

Alvarado afirmou ainda que a restituição de Zelaya ao poder "não é viável" e que a única alternativa para o presidente deposto é "enfrentar um processo judicial.

Leia abaixo a entrevista.

BBC - Houve informações de que manifestantes reunidos em torno da embaixada do Brasil foram retirados do local com violência. A senhora pode confirmar?
Martha Lorena Alvarado - Há um toque de recolher desde ontem (segunda-feira). E o toque de recolher significa, em todo mundo, que as pessoas não podem sair às ruas, e Zelaya está convocando as pessoas a ir às ruas. O toque foi respeitado durante toda a noite. Foi dada uma margem (de tempo) para que as pessoas saíssem das ruas, apesar de o toque de recolher ter começado ontem. Então, bombas de gás lacrimogêneo foram utilizadas. Creio que deve haver gente armada entre os manifestantes.

BBC - Houve informações de disparos contra a embaixada do Brasil. A senhora poderia confirmar ou desmentir?
Alvarado - Não, não. Isso não aconteceu. Os militares sabem que se trata de uma sede diplomática, e o governo também. Apesar de a sede diplomática estar sendo utilizada como quartel-general por Zelaya, que convoca uma insurreição dali, e comprometendo o Brasil. Por isso, esperamos que, nas próximas horas, o Brasil o entregue ou conceda a ele asilo político.

BBC - Fala-se de presos, mortos e feridos às portas da embaixada do Brasil.
Alvarado - Eu vivo muito perto da embaixada do Brasil, e a única coisa que senti foram os disparos das bombas de gás lacrimogêneo e um pouco de fumaça. Agiram para desalojar essas pessoas

BBC - A senhora descarta que o Exército ou a polícia tenham recebido ordens de disparar contra a embaixada do Brasil?
Alvarado - Sim, porque eu estava ali no momento em que o Exército foi instruído. E tenho fé em Deus de que assim seja, de verdade. As instruções eram as normais, que se recebe em qualquer parte do mundo, para evitar fazer vítimas.

BBC - Manuel Zelaya garantiu que não pensa em deixar Honduras. A senhora sabe quais são os próximos movimentos políticos do governo interino de Roberto Micheletti diante dessa situação? Alvarado - Ontem, lemos um comunicado da chancelaria no qual se expressava um rechaço absoluto à atitude do Brasil de ter permitido o retorno de Zelaya e de ele estar dirigindo, da embaixada, uma insurgência civil. Essa situação é obviamente complexa, porque ele entrou no país sob proteção do Brasil. E o que se pediu é que o entreguem de imediato às autoridades hondurenhas, para que enfrente o processo judicial que tem pendente em Honduras. Por outro lado, a outra opção que ele teria é obter asilo político. Diante dessa situação, a decisão de Zelaya de continuar no país depende da atitude que o governo brasileiro tomar diante da situação de Zelaya de fazer de sua embaixada um quartel-general.

BBC - Qual seria a atitude do governo interino no caso de Zelaya decidir abandonar a embaixada do Brasil?
Alvarado - No caso de ele abandonar a embaixada sabe que espera por ele um processo judicial, pelo qual seria preso, porque há uma ordem de prisão e vários delitos pendentes, acrescentados a uma quantidade de delitos que foram descobertos. Então, a melhor forma para ele seria submeter-se a um julgamento e demonstrar, se assim for, que é inocente ou assumir as responsabilidades de sua culpa.

BBC - Essa situação ocorre em um momento em que ocorre a Assembleia Geral da ONU e o G-20 estão prestes a se reunir, o governo interino de Honduras está isolado internacionalmente e a comunidade internacional está observando Honduras.
Alvarado - Até ontem, foi possível ver que isso está sendo muito bem orquestrado, por tudo que se passa lá nos Estados Unidos. Nós desconhecemos o que está sendo planejado entre o senhor Zelaya e a comunidade internacional. O que, sim, pode ser provado é que a ingerência da Venezuela é evidente em tudo isso e agora, lamentavelmente, a do Brasil também.

BBC - Diante das notícias de que milhares de pessoas estão chegando a Tegucigalpa, como o governo interino planeja administrar essa situação?
Alvarado - A situação está se agravando e consideramos o governo brasileiro responsável por propiciar um derramamento de sangue que, até agora, não ocorreu. Está atiçando dali uma insurreição civil e a situação se complicou. Há informações precisas para que as Forças Armadas não utilizam mais bombas de gás lacrimogêneo. Mas, à medida que essa multidão vai se exaltando, está armada e conta com recrutadores profissionais treinados por cubanos e venezuelanos, estamos diante de uma situação que pode se tornar dramática.

BBC - Os senhores, na medida em que controlam o Exército e a polícia, têm responsabilidade sobre essa situação. Que ordens o Exército está recebendo?
Alvarado - Estamos sendo o mais cautelosos, dentro do possível, por convicção, por respeito à lei e à cidadania, e porque o que se quer evitar é um derramamento de sangue, desde o primeiro dia. Tal como se deu com a captura e extradição do senhor Zelaya, quando não houve derramamento de sangue. As instruções são a de um Exército profissionalizado e que compreende qual é sua responsabilidade em relação aos direitos humanos, e que quer evitar a todo custo derramamento de sangue. É difícil quando se começam a ouvir alguns disparos. Mas, antes da chegada de Zelaya, não houve distúrbios. Agora, não se sabe o que acontecerá. E ele faz um chamado para que se viole o toque de recolher.

BBC - A senhora acredita que vocês podem perder o controle da situação?
Alvarado - Não perdemos o controle porque as multidões são de números administráveis. Cercam um quarteirão ao redor da embaixada e vão até a embaixada dos Estados Unidos. Não tenho informação do que aconteceu durante a noite. Mas são pessoas administráveis por nossas Forças Armadas. Mas, nesse momento, é um problema de ingerência do Brasil em Honduras.

BBC - Mas a comunidade internacional condenou o golpe de Estado e o governo de Micheletti. Alvarado - Mas isso não permite a qualquer embaixada que, desde seu território, que é o Brasil, fomente uma insurreição civil. Tudo bem que apoiem o retorno de Zelaya, mas a força não é um forma de fazê-lo.

BBC - E qual seria a forma adequada?
Alvarado - A comunidade internacional já entendeu que o retorno de Zelaya ao poder não é viável porque a Suprema Corte e o Congresso Nacional, império da lei que governa qualquer país do mundo, o declararam culpado. E, quando se extradita o senhor Zelaya, o que quer se evitar é o que vocês estão vendo agora, uma turba dirigida por ele, uma turba que não é uma maioria.

BBC - Zelaya disse estar disposto a dialogar com Micheletti. Qual a posição do governo a respeito? Alvarado - A proposta de Zelaya está condicionada a sua entrega à Justiça, porque há uma ordem de prisão. Essa é a condição à proposta de Zelaya. As pessoas que não têm dívidas com a Justiça não têm qualquer problema, mas o processo contra o senhor Zelaya tem que ser cumprido.

BBC - Quando houve a destituição de Zelaya, os senhores contavam com o apoio do Judiciário, do Executivo e dos militares. Agora, que apoio interno tem o governo interino?
Alvarado - Nós nos vimos obrigados a tomar uma decisão como essa para garantir o processo democrático que Zelaya estava ameaçando prejudicar, com uma nova reeleição e uma Constituinte. Esse país está sob um Estado de direito, em que a Justiça funciona. E esse é um governo transitório, que não busca permanecer no poder. O único que quer é que sejam reconhecidas as próximas eleições. Essa é a única saída legítima para uma crise provocada por Manuel Zelaya.



(*) Fonte: http://noticias.uol.com.br/bbc/2009/09/22/ult5022u3449.jhtm

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".