Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.
Mostrando postagens com marcador gore. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gore. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Um “punhado” de 700

Fonte:
por Henrique Dmyterko em 17 de setembro de 2009 Opinião - Cultura


Al Gore: símbolo de uma campanha onde a difamação e a censura contra os críticos é a base de tudo

S

eguindo a máxima leninista segundo a qual a melhor tática é acusar o outro daquilo que você é e daquilo que você faz, um conjunto de bem orquestradas declarações vindas do complexo políticos-mídia-pseudociência-ONU durante anos tentou varrer o elefante para debaixo do tapete, insistindo no inexistente consenso sobre o aquecimento global antropogênico. Mas elefantes incomodam muita gente e não param de entrar na sala: já são mais de setecentos.

Distorção: Em fevereiro de 2006, Miles O’Brien, da CNN, trombeteava: “[O] s céticos do aquecimento global causado pelo homem foram comprados e pagos pela indústria de combustíveis fósseis [petróleo e carvão mineral]”. Em julho de 2007, O’Brien sentenciava: “O debate científico acabou”. Lapso jornalístico, escancarada e arrogante ignorância ou tendenciosidade bem calculada?
Realidade: Os céticos sofreram e continuam sofrendo todo tipo de pressão, constrangimento e ameaças, que incluem perda de cargos, corte de verbas para pesquisa e censura de artigos em publicações, numa verdadeira caça às bruxas. Não obstante, o debate nunca acabou; o que se tentou foi suprimi-lo da academia e afastá-lo dos olhos e ouvidos do público.
Distorção: Em maio de 2006, o Washington Post anunciava: “Há apenas um punhado de céticos”.
Realidade: Em 2006, o número catalogado de cientistas contrários à tese do aquecimento global antropogênico já somava quatrocentos (400) nomes ilustres.
Distorção: Em fevereiro de 2003, o Dr. Rajendra Pachauri, presidente do IPCC [ONU], fazia piada dos céticos: “Há uns trezentos anos, uma Sociedade da Terra Plana foi fundada por aqueles que não acreditavam que o mundo era redondo. Essa sociedade ainda existe; provavelmente tem uma dúzia de membros”.
Realidade: Para um cientista com tamanha responsabilidade é uma leviandade fazer uso de falácias, i.e., argumentum ad hominem [ataques ao caráter e à conduta das pessoas e insultos ou elogios pessoais substituem o raciocínio sobre o ponto em questão] e argumentum ad ignorantiam [um argumento que soa convincente aos outros porque esses ignoram a fraqueza do argumento e dos fatos que se contrapõem a ele].
Distorção: Em agosto de 2006, o repórter Bill Blakemore, da ABC News, “especializado” em aquecimento global, afirmava: “Após extensas pesquisas, a ABC News não encontrou nenhum debate científico a esse respeito”.
Realidade: O debate é cada vez maior, enquanto os cinquenta e dois (52) cientistas que participaram do Sumário do IPCC para Formuladores de Políticas, versão 2007, tiveram de aquiescer aos desejos dos líderes políticos da ONU, num processo que foi descrito como algo mais próximo de uma batalha numa convenção partidária, e não um processo científico.
A lista de ataques, chacotas e distorções é longa e pertinaz, mas creio ser mais útil ao leitor conhecer a lista dos setecentos (700) céticos que já se manifestaram contra o referido consenso. Na realidade, não é uma mera lista de nomes, mas um relatório completo elaborado pela Comissão de Meio Ambiente e Obras Públicas (EPW) do Senado dos Estados Unidos, que inclui as biografias de cada um dos 700 cientistas e suas citações, artigos e links para consulta. O relatório abrange cientistas de vários países, incluindo Estados Unidos, Inglaterra, Austrália, Canadá, Japão, China, Argentina e também do Brasil.
Por questões editorias, uma vez que o relatório tem 255 páginas, forneço os links para acesso ao mesmo e para o download do arquivo em PDF (ambos em inglês).
Peço que o leitor atente para os números: 700 céticos com tudo a perder contra 52 adeptos do “consenso” bem remunerado. É um “punhado” treze vezes maior.

Finalizando, faço menção especial ao Prof. Ricardo Augusto Felicio, do Departamento de Geografia da USP e Doutor em Climatologia, que em longo e interessantíssimo comentário ao meu primeiro artigo sobre ambientalismo, gentilmente solicitou a divulgação de um site brasileiro, www.fakeclimate.com, construído e administrado por professores e pesquisadores brasileiros. Lá, o leitor poderá encontra uma ampla gama de artigos acadêmicos em língua portuguesa que demolem a tese do aquecimento global antropogênico.

Não aprovo nem desaprovo as eventuais declarações políticas contidas no referido site, e simplesmente porque não as conheço: preocupei-me apenas com os aspectos científicos. Quanto a isso, posso afirmar que os artigos lá publicados são muito sérios, rigorosos e que confirmam tudo aquilo que já afirmei sobre aquecimento global com base em fontes estrangeiras. Vale conferir.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Esfriamento mental

Fonte: CHRISTIAN ROCHA
Quarta-feira, Julho 4, 2007


al gore


Tenho observado que alguns estudantes têm chegado até alguns de meus escritos com o objetivo de encontrar material para seus trabalhos escolares a respeito do aquecimento global. O assunto tem freqüentado um pouco menos os noticiários ultimamente; a febre apocalíptica parece ter diminuído. Em compensação, as escolas entraram definitivamente na era do aquecimento global. Receio que seja um caminho sem volta.

Eu me lembro dos trabalhos que fiz no ginásio e no colegial e lembro do que me era exigido. Estudar o aquecimento global nestes ambientes não significa tomá-lo como hipótese e investigá-lo com aquela dose mínima de método. Naturalmente não se pode esperar refinamento científico de estudantes brasileiros de nível médio ou fundamental, mas eu ficaria mais tranqüilo se soubesse que eles não dizem amém para o que encontram na Rede Blobo, na Superignorante e na Rolha de São Paulo.


Dirijo estas palavras a essa molecada — supondo, é claro, que eles voltarão aos meus escritos um dia.


1) O aquecimento global não é um fato. É uma abstração bolada com o objetivo de facilitar a compreensão de certos fenômenos de características semelhantes que ocorrem em diversas partes do mundo. Já se demonstrou que a expressão “aquecimento global” traz em si uma impossibilidade matemática.


Ocorre que abstrações são meios, não fins. Elas obviamente levam a algum lugar (senão não teríamos razões para utilizá-las). Resta saber aonde as abstrações nos levam. Você pode simplificar uma realidade para poder escrever sobre ela ou para fazer cálculos — isto é abstração. Mas você não pode afirmar que os números e as palavras são a realidade.


Procure entender, portanto, o que significa a expressão “aquecimento global”.


2) Supondo que o aquecimento global seja um fato tal como a mídia sugere que ele é (o aquecimento homogêneo e progressivo do planeta), é uma estupidez maldosa afirmar que a causa deste fenômeno é totalmente conhecida e, mais ainda, que ela se resume na ação humana.


É natural que se pense assim. O homem causa desastres ecológicos, polui o ar e os mares, devasta florestas, causa e acelera o processo de extinção de diversas espécies. Por que não causaria o aquecimento global? Se conseguimos admitir que o conceito de aquecimento global é verdadeiro e incontestável, nada nos impede de admitir que conhecemos as causas desse fenômeno. E a causa é o homem. Só pode ser. Não você, sujeito engajado e estudioso, que aperta as torneiras, separa o lixo e pede para sua mamãe ou seu papai deixarem o carro em casa. Quem causa o aquecimento global é o homem médio dos países ricos e é a eles que toda nossa sanha deve ser lançada. Ela pode ter a forma de desenhos fofinhos com balõezinhos em forma de nuvem onde se lê “Vamos proteger a Mãe Natureza” ou pode ser um manifesto contra o capitalismo — China à parte.


Ocorre neste caso que o que realmente aquece a Terra é o Sol. Sol igual a calor igual a aquecimento. Se é o Sol que causa aquele outro aquecimento (o global, o fenômeno demonizado pela mídia), eu não sei. O que sei é que é válido considerar a hipótese. Já foi demonstrado que um fenômeno semelhante tem ocorrido em Marte, ainda que lá não haja pessoas e atividades que gerem gases-estufa.


Lembre-se disto. Sol, Terra, Marte, aquecimento global. Sacou?


3) Há um terceiro fator cuja observação considero fundamental. Não é necessário pesquisar profundamente, buscar autoridades científicas, ler teses e visitar laboratórios, embora isso tudo seja bom. Basta vasculhar a internet um pouco mais demoradamente buscando respostas para as seguintes perguntas: quem são as pessoas que mais defendem as teorias atuais sobre o aquecimento global? O que fazem essas pessoas? A quem essas teorias beneficiam?


Respondidas estas perguntas, pode-se descobrir que a teoria do aquecimento global possui uma dimensão que não é nada científica. Quem se aprofunda nesse aspecto das ciências é Alan Neil Ditchfield em seu trabalho Verdadeiro versus falso. Se lhe interessa compreender algo do emaranhado do aquecimento global, aproveite as férias de julho com esta leitura.


E mesmo que se conclua que determinada teoria científica não sofreu os danos das imprecisões humanas, faz parte da ciência avaliar isso constantemente. Neste caso eu me refiro à teoria do aquecimento global, não ao aquecimento global (a teoria que explica o fenômeno não é o mesmo que o fenômeno): o rigor científico que supostamente permitiu concluir que o aquecimento é pior que bater na própria mãe deve ser usado também para verificar a validade da teoria e os caminhos e métodos que permitiram desenvolvê-la. Sempre que possível, deve-se usar a ciência para avaliar a ciência — o que, logicamente, será apenas o começo.


*

Eu não espero, realmente, que você desafie sua professora ou seus amigos com o que expus aqui — seria uma dupla pretensão: de que você aceite tudo que eu disse e que essa aceitação se dê ao ponto de você reproduzir estas idéias para seus amigos e professores. Eu espero apenas que estudar o aquecimento global não lhe cause esfriamento mental. Eu espero apenas que você reflita a respeito daquilo que lê e do que vê. Eu espero que você — jovem estudante de quem foi exigido um trabalho escolar — compreenda que em relação ao aquecimento global há mais dúvidas do que certezas e que as certezas podem ser criadas artificialmente com objetivos diversos: fazer documentários, conquistar verbas, abalar a autonomia e a economia de alguns países. Ao lidar com teorias, é sempre bom perguntar de onde aquilo vem, para onde aquilo conduz e, em alguns casos, lavar as mãos em seguida.

Uma verdade, esta sim, inconveniente

Posted on February 27, 2007




O consumo de energia na mansão de Al Gore no Tennessee É VINTE VEZES maior que a média americana. Gore paga em média 1.359,00 dólares de conta de luz por mês. Isso sem contar os gastos de mais de 1080 dólares com gás de cozinha e calefação. (Como se sabe, nos EUA, a geração de energia é em grande parte feita por usinas termoelétricas, bastante poluentes).

Isto, claro, considerando que o consumo de energia percapita dos americanos é bem maior que a média mundial. (Via Lew Rockwell Blog, again)]


ATUALIZAÇÃO:
A informação, lançada pelo Drudge Report, causou polêmica na blogoseira americana. Gore responde no Think Progress que utiliza energia renovável, que compra créditos de carbono, utiliza células-solares e que trocou as lâmpadas da casa por lâmpadas fluorescentes. Ed Morrisey responde que células-solares deveriam DIMINUIR, não aumentar a conta de luz, e que Gore propõe um método em que os ricos poderiam comprar créditos de carbono, enquanto os pobres seriam obrigados a fazer sacrifícios pessoais, num esquema regressivo que seria escandaloso para a esquerda se a aplicado aos impostos. I do agree.


Mas acho que o problema é a hipocrisia. Não só seu gasto de energia é absurdo como seu recorde ambiental como vice-presidente é decepcionante.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Fraudes em verde e vermelho

Fonte: MÍDIA A MAIS
por Henrique Dmyterko em 19 de agosto de 2009


Al Gore: militância e fanatismo escondem desonestidade e interesses econômicos

E
u deixei a organização em 1986, depois de quinze anos como membro de seu comitê superior. Eu fui um dos seus cinco diretores internacionais durante os últimos seis anos em que lá estive. Eu passei a me sentir desconfortável com os rumos tomados por meus colegas diretores, em particular quando me dei conta de que eu era o único com educação científica dentre os diretores internacionais da organização. Eu também queria deixar para trás a política de confrontação, que se resume a dizer às pessoas aquilo que elas deveriam parar de fazer. Além disso, o grupo tinha decidido fazer campanha pelo banimento do uso do cloro. Eu lhes perguntei se eles estavam cientes de que o cloro é parte da tabela periódica de elementos químicos e que o cloro contribuiu para um avanço na área de saúde pública uma vez que os antibióticos são baseados na química do cloro. Até hoje a política deles é pelo banimento do cloro e eu tive de sair. O cloro é o mais importante elemento químico para a saúde humana... ele é tóxico para as bactérias e para outras coisas que podem nos matar. [...]

[...] O mais recente ‘veneno invisível’, segundo a organização, são os alimentos geneticamente modificados. Essa é uma campanha completamente fabricada, sem nenhuma base. Se não fosse assunto tão sério, seria risível. Muitos povos pobres ao redor do mundo têm no arroz a sua dieta básica e, portanto, têm deficiência de vitamina A, o que pode levar à cegueira. Cientistas criaram um arroz geneticamente modificado, conhecido como golden rice, que contém beta-caroteno (vitamina C) e vitamina A [1]. A organização conseguiu bloquear a campanha para a introdução do golden rice nos países em desenvolvimento onde agricultores poderiam receber as sementes de graça. [...]

[...] A segunda metade dos anos 1980 transformou-se numa era de extremismo ambientalista. Os extremistas [neo-marxistas, segundo o Prof. Ian Plimer, em seu livro Heaven and Earth: Global Warming, The Missing Science, p.437] são fáceis de identificar na medida em que são anti-seres humanos, anti-ciência, anti-tecnologia, anti-globalização, anti-empresas, anti-capitalista e, pura e simplesmente, anti-civilização. [...]

[...] Enquanto a sociedade sabe que suas indústrias liberam gases na atmosfera e que as temperaturas foram mais altas nas décadas de 1980 e 1990, não está claro que a atividade humana é a causa desses incrementos na temperatura. Gráficos referentes a um bilhão de anos de mudanças climáticas mostram períodos quentes conhecidos como estágios estufa e períodos frios, chamados de eras glaciais. Os níveis de CO2 variaram enormemente ao longo do tempo. [...] O truque está na escolha do período de tempo. […] Na verdade, os níveis de CO2 atuais são menores do que em qualquer outro período da história da vida [neste planeta]. [...] A média é sete vezes e meia mais alta do que a atual”.


A organização acima referida é o Greenpeace International, e as declarações foram dadas a dois jornais diferentes, em 07 de julho de 2008 e em 06 de fevereiro de 2009, por ninguém menos do que o Dr. Patrick Moore, um de seus fundadores. Patrick Moore hoje se considera um “ambientalista sensato”, a ponto de defender a construção de mais usinas nucleares como fontes seguras de energia e de afirmar que a fanfarra sobre o desmatamento da Amazônia brasileira não tem base em fatos, mas segue uma agenda política.

Tão interessantes e importantes quanto o fato de que essas declarações tenham partido de um ex-alto dirigente da mais notória organização ativista verde (cerca de 100 milhões de membros no mundo todo), são a época em que se deu o rompimento entre Patrick Moore e o Greenpeace e o padrão de sua composição diretiva: a segunda metade da década de 1980 e a quase ausência de cientistas em favor da presença de ativistas políticos.

Com a queda do Muro de Berlim em 1989 e o fim da chamada Guerra Fria (não o fim do movimento comunista, que está vivo e passa muito bem), o movimento pelo fim das armas nucleares [Stop the Bomb], em grande medida financiado e/ou dirigido pela antiga URSS, ficou sem causa para defender. Pelo menos sem causa que pudesse ser levada adiante na mídia, sempre ávida por catástrofes iminentes.

Coincidentemente, e para a felicidade dos órfãos verdes, um pouco antes surgira uma nova e alarmante tese, a do aquecimento global antropogênico. Em 1988, a ONU criava o IPCC –Intergovernmental Panel on Climate Change [Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas], que deu a oportunidade para os grupos ambientalistas transformarem o aquecimento global em seu tema principal. Em 1989, o aquecimento era um assunto quente e uma comissão do senado americano sobre ciência e tecnologia, presidida pelo então senador Al Gore Jr. discutia o tema ouvindo a opinião de especialistas tais como o Dr. Roger Revelle (que fora professor de Gore em Harvard) e o Dr. James Hansen. Os seus pareceres, apresentados àquele comitê do senado americano numa sala de audiências quente e abafada, davam conta de uma catástrofe ambiental iminente e clamavam por ações drásticas do governo americano. Ainda nesse cargo, Al Gore Jr. bloqueou verbas para que o MIT realizasse pesquisa independente sobre mudanças no clima. Afinal, por que financiar a concorrência a um negócio tão promissor?

Sobre Al Gore Jr. é necessário fornecer mais algumas informações. Ele começou sua carreira política organizando grupos e piquetes diante de fábricas – com a pressurosa cobertura da mídia—, acusando-as de produzir lixo tóxico, de envenenar os rios, o ar, etc. As empresas, temendo a publicidade negativa ou os longos e caros processos judiciais, tratavam de entrar em acordo com o esperto e ambicioso advogado verde. Fechado o acordo, a caravana de Gore partia para outro alvo.

Mas como Al Gore Jr. conseguiu arregimentar os componentes da sua caravana ambientalista? Voluntários não faltavam, pois é preciso reconhecer que havia e há um número enorme de pessoas de boa-fé e boa índole, iludidas pela nova religião política do ambientalismo. Mas voluntários não bastam, é preciso organização, dinheiro e conexões com a mídia. Uma das explicações possíveis está na família de Gore Jr. Seu pai, Al Gore Sr., um modesto professor do Tennessee que tentava reforçar o orçamento doméstico tocando violino em casamentos, foi eleito deputado no final dos anos 1930 e depois senador, em 1952, passando a desfrutar de uma vida luxuosa, estendida a seu filho. O homem que financiou toda a carreira política de Gore Sr. foi Armand Hammer (1898-1990), o bilionário do petróleo (Occidental Petroleum) e das artes, o “capitalista vermelho”. Armand Hammer reforçou as ligações com os revolucionários bolcheviques, iniciadas por seu pai, Julius, e teve livre trânsito entre todos os líderes soviéticos, de Stalin a Gorbachev. Foi condecorado por relevantes serviços prestados à URSS. Contava com a ajuda de Gore Sr., um homem que segundo Hammer “estava no meu bolso”, era o “meu representante em Washington”.

Al Gore Jr. continuaria a prestar os mesmos bons serviços a Hammer, mas seu poder e influência pessoais aumentaram e o deixaram em posição destacada no senado americano. O aquecimento global foi e é a sua plataforma política, sua raison d’être, o seu ganha pão. Em 1992, a ECO-92 atraiu 20.000 ativistas ambientais ao Rio de Janeiro, além de políticos de 170 países. Al Gore foi o herói. Seu então recém publicado livro Earth in the Balance fez furor. Tudo isso contribuiu decisivamente para a sua escolha como candidato a vice-presidência na chapa encabeçada por Bill Clinton.

Enquanto isso, era formada a Climate Action Network. A causa virou moda, especialmente entre "especialistas" em clima tais como Robert Redford, Barbra Streisand, Meryl Streep, etc. Companheiros de viagem não paravam de engrossar a caravana. O IPCC lhes fornecia material de propaganda. Esse material vinha na forma dos famosos (ou infames) Relatórios.

Propaganda porque os tais relatórios do IPCC mentiam já na alegação de que eram redigidos por cerca de 2500 “cientistas do clima”. Muitos dos nomes que aparecem como autores (1169 “autores”) são de ativistas políticos e ambientais, e não de cientistas. Isso é ainda mais importante pelo fato que esses “autores” é que entram no Summary for Policymakers (Sumário para os Formuladores de Políticas), a porção mais lida e divulgada dos relatórios. De fato, há ainda um grupo de 35 autores principais, por sua vez chefiado por um número ainda menor de pessoas (Ver: Heaven and Earth: Global Warming, The Missing Science, Plimer, pp.20-23 e pp. 442-45).

O Summary de 1996 afirmava que: “[O] balanço dos indícios sugere que há uma discernível influência humana sobre o clima global”.

O furor na mídia foi instantâneo, crescendo a pressão dos grupos ambientalistas sobre governos. O que não era sabido é que um dos 35 autores principais acrescentou essa afirmação ao Capítulo 8 do Relatório depois que este foi concluído e dele apagou passagens que diziam:

Nenhum dos estudos citados acima mostrou indícios claros e modo a que possamos atribuir as mudanças observadas à causa específica do aumento nos gases do efeito estufa [e] nenhum estudo até hoje positivamente atribuiu toda ou parte da (mudança climática observada) a causas de origem humana [e] quaisquer alegações de detecção positiva e atribuição de causa de mudança climática significativa provavelmente continuarão controversas até que as incertezas na variabilidade natural total do sistema climático sejam reduzidas. [...] Quando será identificado um efeito antropogênico no clima? Não é surpresa que a melhor resposta a esta questão seja: “Nós não sabemos”.

O Wall Street Journal denunciou essa fraude num editorial intitulado “Coverup in the Greenhouse?”, mas a denúncia parece não ter arrefecido o ânimo do IPCC ou de Al Gore Jr.

Este continuou a sua muito rentável carreira de garoto-propaganda do apocalipse. Além do livro, lançou um filme, An Inconvenient Truth (Uma Verdade Inconveniente), que contém pelo menos 35 erros factuais. Ele não se cansa de percorrer o mundo dando palestras, todas muito bem pagas.

O que nem todos sabem é que Al Gore Jr. fundou a sua própria corporação “verde”, a Generation Investment Management LLP, com sede em Londres. É também membro do conselho de uma empresa de energia renovável e foi diretor do grande banco de investimentos Lehman Brothers, muito ativo no mercado de créditos de carbono, até quebrar em 2008, na esteira do rompimento da bolha imobiliária. Gore [2] emergiu ileso da crise.

Leia também: A Terra é azul ... e plana e Ambientalismo: a religião política e a politização da ciência

[1] Errata: Onde lê-se " beta-caroteno (vitamina C) e vitamina A", leia-se "beta-caroteno (pró-vitamina A) e vitamina C (ácido ascórbico)".

[2] Não sou afeito a trocadilhos com nomes ou sobrenomes de pessoas. Todavia, duas das várias acepções da palavra gore são, respectivamente, sujeira de qualquer tipo e sangue derramado em carnificina.

terça-feira, 24 de março de 2009

Aquecimento que faz mais gelo? Claro, esta é a percepção de mundo dos sociopatas



Arctic Ice Grows 30 Per Cent In a Year 190808polar

Predictions of “ice free” summer for first time in history completely debunked

Paul Joseph Watson
Prison Planet
Tuesday, August 19, 2008

Alarmist scientists who predicted that the North Pole could be “ice free” this summer as a result of global warming have been embarrassed after it was revealed that Arctic ice has actually grown by around 30 per cent in the year since August 2007.

Back in June, numerous prominent voices in the scientific community expressed fears of a mass melting of the polar ice caps, including David Barber, of the University of Manitoba, who toldNational Geographic Magazine, “We’re actually projecting this year that the North Pole may be free of ice for the first time [in history].”

“This summer’s forecast—and unusual early melting events all around the Arctic—serve as a dire warning of how quickly the polar regions are being affected by climate change,” adds the article.

In February, Dr. Olav Orheim, head of the Norwegian International Polar Year Secretariat, toldXinhua, “If Norway’s average temperature this year equals that in 2007, the ice cap in the Arctic will all melt away, which is highly possible judging from current conditions.”

As per usual, the reality has failed to match the hype of the climate doomsayers.

According to collated data from the NASA Marshall Space Flight Center and the University of Illinois, Arctic ice extent was 30 per cent greater on August 11, 2008 than it was on the August 12, 2007. This is a conservative estimate based on the map projection.

Arctic Ice Grows 30 Per Cent In a Year 190808ice
Blue pixels represent increased ice coverage over the North Pole in the year since August 2007.

The video below highlights the differences between those two dates,” reports The Register. “As you can see, ice has grown in nearly every direction since last summer - with a large increase in the area north of Siberia. Also note that the area around the Northwest Passage (west of Greenland) has seen a significant increase in ice. Some of the islands in the Canadian Archipelago are surrounded by more ice than they were during the summer of 1980.”





But what of the Antarctic down south? Figures tell us that ice coverage in the year since August 2007 has grown by nearly one million square kilometers.

As The Register article notes, “The Arctic did not experience the meltdowns forecast by NSIDC and the Norwegian Polar Year Secretariat. It didn’t even come close. Additionally, some current graphs and press releases from NSIDC seem less than conservative. There appears to be a consistent pattern of overstatement related to Arctic ice loss.”

A general cooling trend across the planet is now clearly apparent as sunspot activity, the main driver of climate change, dwindles to almost nothing.

As we reported last week, A top observatory that has been measuring sun cycles for over 200 years predicts that global temperatures will drop by two degrees over the next two decades as solar activity grinds to a halt and the planet drastically cools down, potentially heralding the onset of a new ice age.

While the mass media, Al Gore and politicized bodies like the IPCC scaremonger about the perils of global warming and demand the poor and middle class pay CO2 taxes, both hard scientific data and circumstantial evidence points to a clear cooling trend.

How man-made global warming advocates will spin this one remains to be seen - maybe they will just continue to adopt their current tactic by claiming that any geological or weather event whatsoever, be it hurricanes, earthquakes, droughts or floods, temperature increase or decrease, and even a 30 per cent growth of the polar ice cap - is a result of that evil life-giving gas that we exhale - CO2.

Research related articles:

  1. Arctic ice refuses to melt as ordered
  2. Russia threatens to seize swathe of Arctic
  3. Arctic Sea Ice Melt Season Officially Over; ice up over 9% from last year
  4. Arctic Sees Massive Gain in Ice Coverage
  5. Are the ice caps melting?
  6. Arctic Sea Ice Increases at Record Rate
  7. OPINION: Anxiety Grows in Global Warming Alarmist Camp
  8. US mission to Arctic will lay claim to gas reserves
  9. Networks Wrong On Global Warming Again; Arctic Ice Still There
  10. Arctic time bomb set for 2020?
  11. Russia plots course in race for the Arctic
  12. WWF Resorts To Deception In Climate Fearmongering

“Hora do Planeta”, voluntarismo ingênuo e poder global

MÍDIA A MAIS
por Gerson Faria em 23 de março de 2009

Veja o vídeo abaixo A GRANDE FARSA DO AQUECIMENTO GLOBAL e entendam o artigo, bem como uma das partes do projeto de dominação mundial (Globalização é um de seus nomes) que sufoca a inteligência, a verdade e a capacidade que temos de sermos seres humanos, por fim. 




Para os ecologistas, a criação humana é quase sempre maléfica (Foto: Luminato Festival)

A edição de 2009 do apagão voluntário, chamado pelos marketeiros ecológicos de “Hora do Planeta”, tem data marcada: 28 de março às 20:30. Trata-se de um “ato simbólico para sensibilizar e pressionar as autoridades sobre a necessidade de combater o aquecimento global”. A partir dessa hora, os participantes se submetem a apagar todas as luzes de suas residências por uma hora. Os organizadores têm nome e estão sob a pele do ursinho da WWF. Particularmente, irei alugar um daqueles imensos holofotes de indicação de eventos e utilizá-lo nesse dia, um dia de comemoração.

Esse tipo de manifestação é realmente tocante ao espírito do cidadão bem-pensante. Ora, dirão, “as autoridades se sentirão pressionadas com nossa demonstração de organização mundial e poder de mobilização que cedo ou tarde terão que ceder às nossas exigências de seres humanos que somos”. Mas será que é assim que o poder funciona?

Em todos os tempos, quem organiza pessoas em prol de algo é quem de fato detém o poder. A capacidade de fazer com que o mundo curve-se à idéia de que algo precisa ser mudado é que distingue quem tem poder dos que têm apenas belos ideais ou nem tanto. Os voluntários são os desconhecidos que fazem com que a operação se realize na ponta, meros agentes passivos, por mais irônico que soe. Somente mediante um giro mental os passivos sentirão que têm poder na equação. E esse giro mental é o produto de toda a propaganda do “faça sua parte”. Fazer parte é a chave para a felicidade do bom-moço. Já o que é a sua parte você não decide.

O ecologista-político-empresário das cavernas pede seu apoio: "Conto com você no dia 28!"

Por exemplo: a idéia de aquecimento global tem sido divulgada em escala mundial de modo a obrigar alguns países a se submeter a políticas restritivas ao desenvolvimento humano. Se aplicadas as diretrizes do protocolo de Kyoto (que já possui um sucessor), países como o Brasil e os Estados Unidos por exemplo, seriam obrigados a produzir alimentos e explorar uma parte ínfima de seus territórios. Todo o restante seria protegido e legislado pela ONU, as chamadas zonas “buffer”. A mesma ONU que tem criticado o aumento nos preços dos alimentos quer impedir que se produza alimentos mediante a sustentabilidade impossível.

Já outros países jamais serão submetidos ou, ainda que submetidos, é evidente que não cumprirão protocolos que os prejudiquem, como a China e a Rússia. Isso é política e não belos ideais de novas gerações neo-hippies. Os neo-hippies entram como a propaganda necessária, o ideal que nunca morre, os portadores da chama da revolução. Eles não estão nem na China nem na Rússia. Após as várias refutações da teoria do aquecimento global, seus próprios criadores acharam por bem amenizar o termo e legislar sobre as “mudanças climáticas”, termo geral, expansível ao infinito.

Sucesso total da manifestação, na visão dos ativistas

Um amigo, astutamente, me pergunta: “Tal apagão não poderia gerar uma catástrofe no sistema de distribuição de energia, dado que um balanço entre oferta e demanda deveria ser mantido?” Não sei se a resposta é sim ou não. Só sei que, se o movimento crescer e as prefeituras forem obrigadas pelos ativistas a apagarem as luzes das ruas e avenidas, a coisa ficará preta. 

Todos os ativistas e seus patrões apelam ao coração do cidadão, fazendo do ser humano um neném chorão, prestes a pedir a chupeta ou a papinha. Têm utilizado o chamado “soft power” a seu bel prazer, girando a humanidade de cabeça para baixo várias vezes ao ano. Apelam ao simbolismo tosco e infantilizante em todas as ocasiões.

Eis que dessa vez fica bastante claro o simbolismo do movimento ecologista. Escuridão remete a trevas, cavernas, estado basal, cessação de atividade criativa. Bem ao gosto daqueles que podem se dar ao luxo de nada fazer e ainda assim receber muito por isso.


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Ninguém sabe, artigo de José Carlos de Azevedo

CIÊNCIA HOJE
25 de Fevereiro de 2009

“Aos cultores dessa ciência climática vudu restou fazer ameaças, frases feitas e reuniões estridentes para salvarem a Terra” 

José Carlos de Almeida Azevedo é doutor em física pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA), e foi reitor da UnB (Universidade de Brasília). 

Artigo publicado na “Folha de SP”:

Em janeiro de 2008 nevou em Bagdá e isso não ocorreu em todo o século 20; no mesmo ano e no atual, nevou na Síria, na Turquia, na Grécia e em grande parte da Ásia.

Na Europa e nos EUA o inverno é inclemente e nevou nos desertos de Mojave e de Las Vegas. Nada disso foi previsto pelos xamãs e videntes do IPCC, que, há 20 anos, fazem "projeções climáticas" para 20 ou mais anos depois. Mas o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) previu as enchentes de Santa Catarina com acerto e uma semana de antecedência. A frase é de Mark Twain: "Clima é o que esperamos; tempo, é o que recebemos".

Há hoje apenas uma prova do "aquecimento antropogênico": os computadores do IPCC e adeptos. É certo que a quantidade de CO2 no ar cresce muito tempo depois de a temperatura aumentar. Satélites e sondas meteorológicos também comprovam que, nos últimos 13 anos, a temperatura ficou estável nos dez primeiros e caiu nos três últimos.

O clima na Terra muda há bilhões de anos e a temperatura sobe há uns 20 mil, desde o fim da Era Glacial, quando uma enorme parte do hemisfério Norte esteve sob uma camada de gelo com mais de um quilômetro de espessura e o nível dos oceanos era uns 150 metros inferior ao atual.

Se não existe a teoria do clima, que modelos climáticos os videntes do IPCC processam nos seus supercomputadores? Um estudo de Koutsoyianis e outros autores, de 2008, confirma que "o desempenho dos modelos é fraco; em escala de 30 anos (...) as projeções não são confiáveis e o argumento comum de que o seu desempenho é melhor em larga escala não tem fundamento".

Em 2007, K.Trenberth, meteorologista do IPCC, disse que "não há previsões climáticas feitas pelo IPCC. E nunca houve". Mas os xamãs dizem que há "consenso científico" sobre a influência do CO2 no clima, o que fez R. Lindsay, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA), dizer: "Chegaram ao consenso antes de a pesquisa ter começado".

O que significam então os fatos mencionados no primeiro parágrafo? Só os pobres em espírito sabem. É ainda impossível provar se a Terra aquece ou esfria ou se começou a nova Era Glacial anunciada nos anos 1970 por atuais videntes do IPCC.

O clima depende de fatores físicos, químicos, geológicos, biológicos, oceânicos, glaciais, astronômicos e astrofísicos, mas eles garantem que o CO2 é o responsável e citam sempre dois estudos do século 19, de Fourier e Arrhenius, ambos sem validade científica atual e com muitos erros, mas por eles reverenciados com enternecido fervor religioso.

O artigo de Fourier é uma exposição literária, sem uma só equação e com muitos erros conceituais, apesar de não ter sido assim àquela época. Arrhenius errou ao calcular a temperatura da Terra se não existisse o CO2 no ar e ao atribuir as eras glaciais à diminuição desse gás; prático, disse que a sua teoria só poderia ser contestada se provassem que a retirada do CO2 não esfriaria a Terra e assim deu o mote para o "sumo sacerdote do aquecimento", o norte-americano Al Gore: "A ciência está feita". Quem quiser que prove o contrário.

O IPCC desconhece o que fez o físico meteorologista C.T.R. Wilson, inventor da "cloud chamber" -câmara de nuvens-, com a qual pretendia reproduzi-las em laboratório; ganhou o Nobel de Física de 1927 porque a câmara possibilitou comprovar muitas previsões das teorias da relatividade e quanta. Wilson é o precursor dos importantes estudos sobre o clima no Instituto de Pesquisas Espaciais da Dinamarca e no Cern.

Às mudanças drásticas no clima ocorridas nos últimos 10 mil anos são atribuídos os colapsos das civilizações acadiana (Mesopotâmia, 2200 a.C); maia (Mesoamérica, há 1.200 anos); moche (Peru, há 1.500 anos); e tiwanaku (Bolívia/Peru, há mil anos).

Tudo isso ocorreu sem um grama do CO2 "antropogênico" no ar. Nem a devastação de cerca de 400 mil quilômetros quadrados nas pradarias dos EUA e do Canadá ("dust bowl", 1930 a 1936) é fruto desse gás, pois foi causada pela seca e o mau uso da terra.

Aos cultores dessa ciência climática vudu, sem teoria nem comprovação experimental, restou fazer ameaças, frases feitas e reuniões estridentes no Rio, em Bali e em Poznam para salvarem a Terra. E ungir mais um sumo pontífice, o barão Stern of Brentwood, que, na Oxonia Lectures de 2006, fez a cândida confissão: "Em agosto ou julho do ano passado, eu tinha uma ideia sobre o efeito estufa, mas não estava seguro".

Meses depois, sacramentado como sábio pelo governo inglês para elaborar o relatório Stern, um cartapácio de 700 páginas, quer fortalecer o ecoterrorismo. O barão veio a esta Terra dos papagaios e causou enorme sensação, apesar da sua sabença oca. 

(Folha de SP, 25/2) 

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O que está em risco não é o clima, mas a liberdade

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Václav Klaus em 09 de julho de 2008


Resumo:
A questão do aquecimento global tem mais a ver com ciências sociais do que naturais, e mais a ver com o homem e a sua liberdade do que com a variação de décimos de um grau Celsius na temperatura média global.


© 2008 MidiaSemMascara.org

Vivemos tempos estranhos. Um inverno excepcionalmente quente é suficiente – desconsiderando o fato de que no decorrer do século XX a temperatura global cresceu apenas 0,6 por cento – para que os ambientalistas e seus seguidores sugiram medidas radicais para fazer algo – e fazê-lo já – quanto ao clima. No ano passado, o dito “documentário” de Al-Gore foi exibido em cinemas no mundo todo, o relatório britânico Stern – mais ou menos de Tony Blair – foi publicado, o quarto relatório do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas foi concretizado e a conferência do Grupo dos Oito anunciou a vontade de se fazer algo em relação ao clima. As pessoas racionais e defensoras da liberdade devem se pronunciar. Os ditames do politicamente correto são rígidos e apenas uma verdade autorizada, não pela primeira vez na história, nos é imposta. Todo o resto é denunciado.

O escritor Michael Crichton declarou de forma clara: “O maior desafio que enfrenta a humanidade é distinguir a realidade da fantasia, a verdade da popaganda”. Eu entendo da mesma maneira, porque a histeria do aquecimento global tornou-se o maior exemplo do problema da verdade versus a propaganda. Requer-se coragem para opor-se à verdade “estabelecida”, embora muitas pessoas – incluindo cientistas renomados – vejam a questão das mudanças climáticas de forma totalmente diversa. Eles protestam contra a arrogância daqueles que defendem a hipótese do aquecimento global estar relacionado às atividades humanas.

Como alguém que viveu sob o comunismo a maior parte da sua vida, sinto-me obrigado a dizer que vejo no ambicioso ambientalismo, e não no comunismo, a maior ameaça à liberdade, à democracia, à economia de mercado e à prosperidade, hoje. Esta ideologia quer substituir a evolução livre e espontânea da humanidade por algum tipo de planejamento central (agora global).

Os ambientalistas pedem por ação política imediata porque eles não acreditam no impacto positivo do crescimento econômico a longo prazo, e ignoram tanto o progresso tecnológico de que as futuras gerações sem dúvida usufruirão como o fato comprovado de que, quanto maior a riqueza da sociedade, maior é a qualidade do meio ambiente. Eles são malthusianos pessimistas.

Os cientistas deveriam nos ajudar e levar em consideração os efeitos políticos de suas opiniões. Eles têm como obrigação declarar suas acepções políticas e juízos de valor e o quanto estes afetam as suas seleções e interpretações das evidências científicas.

Faz algum sentido falar sobre aquecimento da Terra quando analisamos o caso no contexto da evolução do nosso planeta ao longo de centenas de milhões de anos? Todas as crianças aprendem na escola sobre as variações da temperatura, sobre as eras glaciais, sobre o clima muito mais quente da Idade Média. Todos nós percebemos que mesmo durante a nossa vida ocorrem mudanças de temperatura (em ambas as direções).

Graças a avanços na tecnologia, o crescimento da riqueza disponível, a racionalidade das instituições e a capacidade dos países se organizarem, a adaptabilidade da sociedade humana cresceu radicalmente. E ela vai continuar crescendo e vai solucionar qualquer conseqüência em potencial de variações climáticas moderadas.

Concordo com o professor Richard Lindzen, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, que disse: “As gerações futuras vão se admirar com a estupidez desconcertante de que o mundo desenvolvido do início do século XXI entrou em um pânico histérico a respeito de um aumento de temperatura global médio de alguns poucos décimos de grau, e, com base em exageros grosseiros de projeções feitas por computador de forma altamente duvidosa, combinado a uma implausível cadeia de inferências, passou a contemplar a possibilidade de reverter a era industrial”.

A questão do aquecimento global tem mais a ver com ciências sociais do que naturais, e mais a ver com o homem e a sua liberdade do que com a variação de décimos de um grau Celsius na temperatura média global. Como uma testemunha do atual debate mundial sobre mudança climática, eu sugiro o seguinte:

- Pequenas mudanças climáticas não demandam medidas restritivas abrangentes

- Qualquer supressão da liberdade e da democracia deve ser evitada

- Em lugar de organizar as pessoas de cima para abaixo, deixemos que cada um viva como quiser

- Resistamos à politização da ciência e oponhamo-nos ao termo “consenso científico”, que é sempre alcançado por uma minoria barulhenta, nunca por uma maioria silenciosa

- Ao invés de falar sobre “o meio ambiente”, sejamos atentos a ele no nosso dia-a-dia

- Sejamos humildes, porém confiantes na evolução espontânea da sociedade humana. Acreditemos na sua racionalidade e não tentemos freá-la ou desviá-la em qualquer direção.

- Não nos assustemos com previsões catastróficas ou utilizemo-nas para defender e promover intervenções irracionais nas vidas humanas.

Tradução: Marcel van Hattem

Fonte: Financial Times UK - http://www.hacer.org/current/LATAM232.php

* Václav Klaus é presidente da República Tcheca

quinta-feira, 3 de julho de 2008

As raízes marxistas da paranóia do aquecimento global

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Wes Vernon em 03 de julho de 2008


Resumo: Simplesmente delete a palavra “soviéticos” e substitua-a por “ambientalistas marxistas”, e você terá uma idéia bastante clara sobre o que hoje nos ameaça.

© 2008 MidiaSemMascara.org

Natalie Grant Wraga, hoje falecida, escreveu: “A proteção do meio ambiente tornou-se a principal ferramenta de ataque contra o Ocidente e tudo o que ele representa. Pode ser utilizada como pretexto para adotar uma série de medidas destinadas a solapar a base industrial das nações desenvolvidas. Pode também servir para introduzir o mal-estar por meio da redução dos padrões de vida e, conseqüentemente, da implantação de valores comunistas”.

Quem foi Natalie?

Natalie Grant Wraga (falecida em 2002 aos 101 anos de idade) foi uma expert internacionalmente reconhecida no serviço de desinformação. Em seu obituário no Washington Post, Herbert Romerstein - veterano da inteligência e expert nos ramos legislativo e executivo de governo - descreveu Grant/Wraga como “uma das nossas principais autoridades” sobre a farsa soviética.

Em um artigo de 1998 publicado no Investors Business Daily (IBD), o repórter John Berlau escreveu que alguns dos mais respeitados estudiosos sobre a Inteligência Soviética, creditavam a esta mulher o ensino de como penetrar os meandros da desinformatzia, termo utilizado por Moscou nas suas constantes operações para enganar governos estrangeiros induzindo-os permanentemente a erros de avaliação estratégicos.

John Dziak, que fora funcionário sênior da inteligência na Defense Intelligence Agency (DIA), é citado pelo IBD como tendo dito que se não fosse “por alguém como Natalie, teríamos tido mais fracassos e os soviéticos teriam tido mais sucessos”.

O que nos leva aonde?

Em muitos de seus textos, ela abandonou o seu sobrenome e assinou com a alcunha Natalie Grant. Isto nos retoma à edição de The Register da primavera de 1998. Lá, Grant identifica a Cruz Verde Internacional (GCI em inglês) como uma Organização Não-Governamental (ONG) fundada por Mikhail Gorbachov, o último ditador comunista da União Soviética. O objetivo da GCI era a aplicação global de uma rígida agenda ambiental.

Ao mesmo tempo em que avançava a GCI, ocorria o nascimento de outra ONG chamada Earth Council (Conselho da Terra), presidida por Maurice Strong, um dos principais ecoativistas e agitadores nas Nações Unidas. De acordo com a Wikipedia, Strong - um canadense - descreve-se a si mesmo como “um socialista na ideologia e um capitalista na metodologia”. A biografia também cita que “alguns consideram Strong um temível faminto por poder”. E mais: “Ele compartilha a visão do mais radical ambientalista que protesta nas ruas, mas ao invés de gritar até ficar rouco na barreira policial duma conferência global, ele é o secretário-geral nos bastidores, mexendo os pauzinhos”.

Enquanto isso, uma dezena de pessoas participava na reunião preparatória da GCI de Gorbachov, incluindo o então Deputado norte-americano James Scheuer (Democratas, Nova York). O congressista tinha publicamente declarado de que, independentemente da alegação de que o “aquecimento global” provocado pelo homem ser real ou exagerada, os EUA deveriam seguir em frente e tomar as atitudes necessárias para enfrentá-lo, pois tais atitudes supostamente beneficiariam o planeta. Como foi explicado na coluna da semana passada, a legislação cap-and-trade (limitar-e-negociar) - taxar e roubar - tinha como objetivo levar a agenda ambiental radical a um custo tão exorbitante para os consumidores e contribuintes americanos que caísse como uma bomba no Senado, levando-os a temer que o povão se revoltasse e desse uma resposta indesejada nas urnas. Ela voltará em 2009. Ligar estes pontos é relevante. Mas isto eu deixo de lado momentaneamente.

Os principais eventos preparatórios

Outros eventos da GCI se seguiriam, incluindo o que Grant chamava de “O Grande Evento - a Conferência de Moscou”, em Janeiro de 1990. O então senador Al Gore estava entre os palestrantes. Apenas dois anos antes, ele coordenara audiências públicas no Capitólio para apresentar a teoria do “aquecimento global”.

Enquanto ocorria a Conferência de Moscou, a União Soviética estava respirando seu último fôlego - em baixa, porém ainda não fora de cena, poder-se-ia dizer. Gorbachov, ainda o líder soviético, anunciou a exigência de seu governo para que as nações pressionassem pelo fim dos testes nucleares, por um sistema de monitoramento ambiental internacional, um pacto para proteger “zonas ambientais exclusivas” (uma mentalidade que desde que foi proposta levou a uma briga internacional a respeito dos esforços da ONU para proibir snowmobiles [tipo de moto para neve] no Yellowstone Park, em pleno solo americano), apoio aos programas ambientais das Nações Unidas e a uma conferência para dar seguimento aos trabalhos a ser realizada no Brasil, em junho de 1992.

Grant escreve que, enquanto Gorbachov expressava as “visões” e “sugestões” do Partido Comunista Soviético, tais sugestões caíram em solo fértil. “Logo, logo, as atividades do movimento começaram a refletir as ‘recomendações’ comunistas”.

Atualização: 2008

Por que todo este pano de fundo?


Em 28 de maio, em Washington, o palestrante do jantar anual do Competitive Enterprise Institute (CEI) foi Václav Klaus, Presidente da República Tcheca (C.T. - leiam sobre este homem maravilhoso e o Novo Comunismo aqui).

O livro de Klaus, “Blue Planet in Green Schackles”, acabara de ser lançado. Como o chefe de Estado tcheco disse no jantar, o propósito do seu livro era frisar sua forte crença de que grande parte do ambientalismo organizado é “uma ideologia que eu considero a mais perigosa ameaça à liberdade e à prosperidade da era atual”.

Schumpeter tinha razão?

Klaus acredita que os Estados Unidos - apesar de todos os seus problemas - é “o país mais livre no mundo e fonte de inspiração para todos nós. Eu enfatizo isto principalmente por causa da minha crescente decepção com o desenrolar das coisas no outro lado do Atlântico, de onde acabei de vir”.

O Presidente Klaus referiu-se então ao filósofo Joseph Alois Schumpeter, cujo conhecimento da tirania proveio de fatos ocorridos na sua própria vida, tais como a fuga da Alemanha nazista. Klaus disse que “A teoria evolucionária de [Schumpeter] do fim do capitalismo [teria sido] baseada em seu próprio sucesso”.

Eis como funciona a teoria: as inovações tornar-se-iam uma questão de rotina, o progresso seria mecanizado, os problemas seriam “simplesmente resolvidos” pela razão e pela ciência, o empreendedorismo seria substituído pelo mero cálculo, a motivação individual declinaria, a mentalidade coletivista prevaleceria e as cada vez maiores equipes de trabalho das grandes corporações tornariam obsoleto o principal ator (ou talvez mobilizador) do capitalismo – o empreendedor. Este, com o tempo, viria a desaparecer (C.T. - isto acontece no Brasil a algumas décadas, esta opressão imensa contra a livre iniciativa com leis, impostos e travas ao empreendedorismo chegando até à quase criminalização da prática. Tudo isto começa nas escolas quando colocam o empreendedor como um malfeitor. Parece sem sentido para quem não conhece as estratégias esquerdopatas mas as coisas estão mudando e as pessoas com alguma inteligência estão perecebendo a estratégia por trás dos atos).

Nos anos pós-Watergate e pós-Vietnã, no final dos anos 70, havia sinais incipientes de que a teoria de Schumpeter poderia se tornar realidade no futuro. O otimismo e a economia vigorosa dos anos oitenta colocaram a América (e grande parte do mundo) de volta aos eixos.

Klaus acredita que a teoria de Schumpeter “parece ser pessimista demais”. O mundo simplesmente não seguiu aquele roteiro. “Como alguém que participou ativamente no desmantelamento do comunismo e na construção de uma sociedade livre”, diz ele, “o colapso [do Império Soviético] e a aceitação explícita do capitalismo em quase todo o mundo [é algo que], com o devido respeito, é claramente incompatível com a hipótese schumpeteriana”.

Então, qual é o problema?

Como Klaus relatou à sua platéia na CEI, há outros fatores “pelos quais o capitalismo poderia ter sido destruído, [como no] crescente descrédito na criatividade humana e nas vantagens do mercado”.

No passado, disse o chefe do Executivo tcheco, os argumentos dos socialistas eram atrelados a slogans sobre “o empobrecimento das massas” (trabalhadores do mundo, unidos, etc.). Agora, em lugar disso, há “um slogan muito mais perigoso: o empobrecimento [ou até a destruição] do Planeta”.

Antigamente, era fácil provar se as pessoas (isto é, trabalhadores) estavam em melhor situação. “Agora levará séculos para se chegar a uma prova convincente de que o Planeta está sendo destruído ou de que não se acha à beira da sua destruição”.

Em outras palavras, “o galope deste potro é, portanto, muito mais fácil. Os políticos ambiciosos que tentam planejar o mundo e a vida dos seus cidadãos vêem sonhando há décadas como encontrar uma doutrina tão maravilhosa e imune à realidade. Anos ou décadas de clima gelado não vão desmenti-lo – para meu grande pesar. É quase uma religião. Minha certeza de que esta ideologia se tornará o meio mais efetivo para a destruição do livre mercado foi o maior motivo para escrever o livro”.

E somente para melhor precisar o problema, Klaus acrescenta: “Schumpeter felizmente estava errado em suas previsões. E, além disso, ele morreu há quase sessenta anos. Al Gore, contudo, está bem vivo”.

A nova arma de propaganda marxista

Ou – novamente – como a falecida Natalie Grant diz, “a proteção do meio ambiente pode ser utilizada como um pretexto para adotar uma série de medidas forjadas para minar a base industrial das nações desenvolvidas. Também pode servir para causar mal-estar reduzindo seus padrões de vida e implantando valores comunistas”.

O obituário de Natalie Grant Wraga trazia a seguinte frase como se fosse dela: “Devemos dar aos Soviéticos o seu real valor. Nenhum outro país é capaz de manipular a opinião pública do Ocidente como eles”.

Simplesmente delete a palavra “soviéticos” e substitua-a por “ambientalistas marxistas”, e você terá uma idéia bastante clara sobre o que hoje nos ameaça.

Wes Vernon é veterano escritor e radialista em Washington, D.C.

© Copyright 2008 Wes Vernon - http://www.renewamerica.us/columns/vernon/080616

Tradução: Marcel van Hatem

wibiya widget

A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".