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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

“POR QUE A DIREITA NÃO DISPUTA O PODER NA UNIVERSIDADE?”, DESAFIA O PETRALHA

Fonte: BLOG REINALDO AZEVEDO
sexta-feira, 25 de julho de 2008

Um leitor que se identifica como “Pra ser feliz”, certamente esquerdista, manda um comentário, publicado, que mal disfarça a intenção venenosa, mas que contribui para gerar uma reflexão interessante. E só por isso não cortei. Vamos lá:

Uma breve pergunta: Se as universidades estão cheias de esquerdopatas, idiotas, ideólogos do comunismo decadente e se, para entrar na universidade como docente, é preciso concursos, então por que os gênios da direita, os defensores da democracia e os verdadeiros intelectuais não passam nestes concursos?

12:18 PM

Comento

Há aí um importante erro de premissa. Para afirmar que os “gênios da direita” (como ele diz de forma jocosa) não passam nesses concursos, forçoso seria que eles disputassem as vagas. E não disputam. Com as exceções de praxe, os cursos das chamadas “humanas” (de fato, filosofia, letras e ciências humanas) são monopólio da esquerda. Então, não há essa disputa. E, se houvesse, a “direita” perderia — ou seja: seria rejeitada nos concursos de acesso. Por quê? Porque essas áreas do conhecimento quase nunca têm um núcleo objetivo que possa ser cientificamente testado, de modo a se endossar ou refutar uma tese. Ao contrário: lidam, antes de tudo, com valores, que, na origem, já são escolhas também ideológicas.

Por que o establishment da área de humanas das universidades é esquerdista? Há nisso o que já poderíamos chamar de “uma tradição”, que remonta aos anos 60. E que se note: não apenas no Brasil. É assim em praticamente todos os países democráticos. Esses cursos abrigam os descendentes daquele pensamento “de resistência” que anteviu, há quatro décadas, o “fim do capitalismo”. Como o capitalismo, é claro, não acabou, o pensamento “resistente”, de matriz socialista, migrou para a proteção e exaltação do que chamo de “vários parcialismos”: passou a defender a mobilização de parcelas da sociedade que não mais falam em nome da sociedade universal — velha ambição da esquerda —, mas de verdades particulares: mulheres, negros, homossexuais, africanismos, orientalismos… Sigamos.

Nas universidades públicas em especial, não basta ter vocação acadêmica ou querer ascender na carreira. É preciso que o estudante que tenha concluído o curso demonstre interesse — e tenha condições financeiras para tanto — pelos vários estágios da pós-graduação e que haja alguém disposto a orientá-lo. Não é possível ascender na carreira acadêmica sem que haja uma espécie de adoção intelectual. Essa já é uma primeira peneira importante. E outras vão se estabelecendo ao longo do caminho. Seria perfeitamente possível uma banca liquidar com as pretensões de um não-alinhado com o establishment na defesa de uma tese. Mas isso nem chega a acontecer porque o não-alinhado já é barrado muito antes.

Nessas áreas do conhecimento, repudia-se a novidade e se busca a reiteração, perpetuado-se esquemas de poder e de influência ideológica. Nas carreiras que são atravessadas pelas demandas de mercado, por mais que a força do velho tente barrar a novidade, esta se impõe porque depende menos da arbitragem subjetiva. Nas chamadas ciências humanas, ou o sujeito paga o preço de endossar a metafísica influente ou está fora do jogo.

Nas universidades privadas, a realidade não é muito distinta, embora se deva atentar para um dado particular. Com raras exceções, quase nunca ela é formadora da, como chamarei?, “mao-de-obra intelectual primitiva”. Explico-me: o celeiro de “pensadores” e “humanistas” que seguirão carreira acadêmica e se dedicarão ao ensino são as universidades públicas, que formam a maioria dos mestres e doutores.

Estabelecida a competição entre eles — todos, já então, de um mesmo lado ideológico — pelos postos nas universidades públicas, o excedente opta pelo ensino privado, onde acaba reproduzindo os mecanismos de poder que o originaram. E que se note: os que não são aproveitados nem no ensino público nem no privado acabam se integrando a ONGs ou a instituições de grandes empresas que resolvem investir em cultura. O “comunismo” mais radical do Brasil, hoje — radicalismo de gabinete —, saibam, está nos institutos culturais financiados por grandes bancos. É gente que lastima a moderação de João Pedro Stedile e que acha o capitalismo uma porcaria…

Voltemos à velha questão: vão criar o comunismo no Brasil? Não, é claro. O comunismo, na forma que se conheceu, subsiste apenas em Cuba e na Coréia do Norte — vale dizer: acabou. Nem a China, hoje uma tirania do capitalismo de estado, é mais exemplo. O que essa gente faz, com sua militância contra os valores universais da democracia, é flertar com formas veladas de autoritarismo, impostas por grupos de pressão que se assenhoram do estado e de seus instrumentos de coerção para impor a vontade de minorias organizadas como se fosse a realização plena da democracia.

Nota: o escrevinhador não tentou fazer carreira acadêmica. Ainda que eu tivesse tal vocação, suponho que teria declinado por razões econômicas. Fui professor de escola privada dos 19 aos 26 anos. Mudei de ramo, entre outros motivos, porque não tenho vocação para reclamar de salário.

segunda-feira, 16 de março de 2009

PARTE DO LIXO QUE OFERECEM NAS NOSSAS FACULDADES DE DIREITO

REINALDO AZEVEDO
Quarta-feira, Julho 23, 2008

Um leitor, “PV”, manda-me um comentário que vocês devem ler. Segue em azul. Prestem atenção para o que destaco em vermelho Volto depois:

Olá, Reinaldo. Sou aluno de 1ºano de Direito em uma das faculdades recomendadas pela OAB. Segue o conteúdo a ser ministrado na matéria de Filosofia no decorrer do ano:

Objetivos gerais:
- Desenvolver o espírito de reflexão crítica e exercitar a capacidade humana de se interrogar;
- compreender mais ampla e aprofundadamente a cultura contemporânea, refletindo-se sobre as condições de sua manifestação e explicitando os temas mais relevantes para seu entendimento;
- refletir sobre os fundamentos antropológicos, axiológicos e epistemológicos das teorias e práticas humanas, mais especificamente na área jurídica, dentro de um enfoque global e interdisciplinar.

Objetivos específicos:
- compreender o conhecimento humano como uma construção social que, em sociedades de classes, é atravessado pelo discurso ideológico que se manifesta nas leis e instituições jurídico-políticas;
- promover uma humanização mais acentuada nas instituições do direito, com vistas a uma motivação na verdadeira descobertado ser humano em sociedade;
- entender o direito como uma produção humana que se concretiza num contexto econômico, político e cultural e que expressa interesses, valores e sentidos determinados historicamente ;
propor um novo paradigma civilizatório que articule as dimensões ecológica-social e institucionais-jurídicas numa perspectiva planetária segundo L. Boff.

Conteúdo Programático:
I – Conhecimento, sociedade e ideologia (1º Bimestre)
1. “Todos os homens são filósofos” (Gramsci)
2. O exercício do filosofar
3. O conhecimento
4. Senso comum, bom senso e ideologia
5. Deleuze, sociedade de controle e direito a privacidade
6. Documentário: “Economia de mercado e ideologia neoliberal” – TV Cultura (vídeo)
7. Estado, ideologia e direito: o aparelho ideológico do direito
8. Projetos políticos e modelos de cidadania: neoliberal, capitalista nacionalista e democracia social e popular
9. Palestra: “Democracia, cidadania e participação popular” – Mario S. Cortella (vídeo)
10. Nietzsche: ética como estética da existência

II – Filosofia, antropologia e direito (2º Bimestre)
1. Do mito à razão: o nascimento da filosofia
2. A reflexão filosófica e a filosofia do direito
3. Palestra: “Filosofia: a paixão pelo conhecimento” – Renato J. Ribeiro (vídeo)
4. Antropologia filosófica: o que é o ser humano?
5. O conhecimento metafísico e a concepção essencialista do homem
6. A revolução epistemológica e o projeto iluminista da modernidade
7. A ciência como conhecimento lógico-experimental do mundo e a visão naturalista do homem
8. Palestra: “Crise da modernidade, pós-modernidade e espiritualidade” – Frei Betto (vídeo)
9. Ciência, filosofia e direito
10. Concepções éticas e posturas morais
11. Direito, concepções antropológicas e ética

III – Condição humana, globalização e direito humanos (3º Bimestre)
1. Concepção dialética: retomada, negação e superação da metafísica e da ciência
2. A prática tridimensional como mediação do existir: práticas produtiva, política e simbolizadora
3. Documentário: “A linha final: privatizando o mundo” – TV Escola (vídeo)
4. O homem, a natureza e o trabalho: a ordem econômica da sociedade
5. O homem na ordem política da sociedade: poder e dominação
6. A atividade simbolizadora do homem: produção e organização da cultura
7. O agir pessoal e a prática social: a ética e a política
8. Sistemas de dominação-exploração: racismo, machismo e capitalismo
9. Palestra: “Controle da constitucionalidade e direitos humanos” Dalmo Dallari (vídeo)
10. Civilização planetária, condição humana e direitos humanos

IV – Paradigma da re-ligação de L. Boff (4º Bimestre)
1. Crises social e ecológica planetárias
2. Documentário: “A Carta da Terra: valores e princípios para um futuro sustentável” (vídeo)
3. Democracia ecológico-social-planetária
4. Vertentes ecológicas: ambiental, social, mental e integral
5. “Globalização, ética e solidariedade” - TV Senado: entrevista com L. Boff (vídeo)
6. Dignitas Terrae: uma ética eco-centrada
7. O pathos e o cuidado como nova plataforma do ethos humano e planetário
8. Palestra: “Ecologia, política e educação” – L. Boff (vídeo)
9. Planeta Terra, ecologia e ética
10. O direito e a nova ética

Embora tenha tentando assistir as primeiras aulas, fui agredido verbalmente pelo professor ao ter questionado o viés político de sua disciplina. Tenho dó dos alunos obrigados a suportar isso.

Comento

Minha solidariedade, rapaz! Eis aí. Não sei de que faculdade ele fala, mas asseguro: trata-se de puro lixo esquerdopata. Vejam o que destaquei em vermelho — e, às vezes, em negrito. O bravo professor pretende ensinar os futuros advogados a resistir à “sociedade neoliberal”, seja lá o que isso signifique. Vejam as referências do pensamento: Frei Betto, Leonardo Boff, Renato Janine Ribeiro, Dalmo Dallari... Um misto da fina flor do petismo com o sumo da Escatologia da Libertação. Ah, claro: não poderia faltar a conversa mole da ecologia como uma ética.

O professor, seja quem for, é ambicioso. Nota-se que ele quer fundar nada menos do que uma nova civilização, entenderam? Vejam o item 8 do Bloco III: ele pretende juntar num mesmo apanhado todos os sistemas de "dominação-exploração". Quais são? Ora, "o machismo, o racismo e o... capitalismo"!!! Não, queridos, ele não está falando dos tutsis e hutus, do Quênia, do Zimbábue ou do Sudão. Está se referindo às odiosas sociedades capitalistas.

Eis o lixo que oferecem a estudantes de direito, que um dia serão promotores, juízes, defensores públicos. Sou capaz de jurar que a besta que elabora um roteiro como este não sabe o que é ou para que serve, por exemplo, a taxa Selic. Mas se propõe a discutir com os alunos nada menos do que “a privatização do mundo”.

O que falta a tal mestre? Bem, em primeiro lugar, um livro de gramática para aprender a flexionar os adjetivos compostos. Estamos fritos!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Porque um professor universitário brasileiro bate palmas o MST

10.03.09

Com Fidel Castro, mais que um sonho... uma realização ideológica. 
Autor da frase e com a camiseta na foto: José Jonas Duarte da Costa *


Agora uma pérola de um "ícone" para o pessoal do ensino brasileiro, Paulo Freire, que diz explicitamente que existem vidas humanas que valem a pena e outras que não valem a pena, portanto DEVEM ser terminadas. O mais interessante: os critérios sobre qual vida pode continuar vem da doutrina dele mesmo. Ele é o juiz e o carrasco. É isto que tem na cabeça um dos "mestres de nossos mestres".


“A revolução é biófila, é criadora de vida, ainda que, para criá-la, seja obrigada a deter vidas que proíbem a vida.” 

Paulo Freire, em “Pedagogia do Oprimido”, defendendo os fuzilamentos sumários comandados por Che Guevara e Fidel Castro 

Já vimos acima quem o PROFESSOR JOSÉ JONAS DUARTE DA COSTA, ou só JONAS DUARTE, adora. O comunista sociopata (poderia ser diferente?) Fidel Castro. Vimos também Paulo Freire, um dos ícones nas instituições de ensino defendendo o ASSASSINATO de pessoas que simplesmente discordam da ideologia assassina imposta por FIDEL e outros mundo afora.  

Pergunto então: 

É DE SE ESTRANHAR QUE UM "PROFESSOR" APLAUDA O MST? CLARO QUE NÃO É DE SE ESTRANHAR. 

Agora pergunto aos pais que estão lendo:
 
VOCÊS SABEM O QUE OS PROFESSORES DE TEUS FILHOS ESTÃO ENSINANDO PARA ELES NAS ESCOLAS?

Se não sabe, DEVERIA. Visite o site ESCOLA SEM PARTIDO e se quiser ajudar a acabar com a doutrinação nas escolas, entre em contato clicando AQUI. Agora leia as declarações deste doutrinador comunista que se traveste de professor:


Eu sou José Jonas Duarte da Costa. Sou professor do Departamento de História e do Programa de Pós-graduação em História da UFPB - Universidade Federal da Paraíba. Atualmente coordeno o curso de História para os Movimentos Sociais do Campo nesta Universidade. Sou graduado em História, mestre em Economia e doutor em História Econômica pela USP.


Diante da ofensiva de setores reacionários da sociedade brasileira contra o Movimento dos trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) venho a público prestar minha irrestrita solidariedade e apoio a esse movimento social popular que hoje é o depositário da resistência democrática e da luta por um tempo melhor de justiça e paz na sociedade brasileira.


Minha aproximação com o MST ocorreu quando o nosso Departamento de História aprovou, ainda em 2004, um curso de história para os movimentos sociais do campo, em parceria com o PRONERA - Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária, do INCRA/MDA, cujo demandante era o MST.


Nessa aproximação pude constatar que o MST é o que há de novo e revolucionário na sociedade brasileira, em termos de sua postura ética e dos valores disseminados. Há um código de postura no MST que se baseia na solidariedade, na justiça e na democracia interna, respeitando as diferenças, mas mantendo a unidade da ação política e social.


Nos primeiros quatro anos que convivemos com os alunos do MST, nós do mundo acadêmico tivemos a oportunidade de apreender com os (as) militantes do Movimento valores olvidados em nosso dia a dia de atividades de pesquisas e de ensino, numa universidade que parece fria diante do mundo ao redor. O MST trouxe à academia brasileira a vibração e os questionamentos de uma sociedade prenha de contradições, desigualdades e injustiças. Mas também trouxe métodos, técnicas e teorias baseadas na solidariedade com o próximo, na honestidade e na crítica corajosa da academia. Por isso conquistou a todos docentes, discentes e servidores que conheceram essa nova postura diante da sociedade alienada, consumista e individualista em que vivemos. Mostrou-se ser um pólo de aglutinação da resistência democrática. Sem partidarismos ou sectarismos, ao mesmo tempo em que se tornou pólo de aglutinação para os que lutam por um mundo de justiça e de liberdade. Para quem tem visão emancipadora para os oprimidos da Terra.


Por isso os fascistas, os reacionários e os adesistas da ordem perseguem e tentam criminalizar o MST. Porque ele, o Movimento, é avesso às injustiças. Porque não se cala diante das ignomínias. Porque denuncia a exploração. Porque organiza o povo. Porque eleva o nível político cultural das massas trabalhadoras. Porque desperta o povo brasileiro para lutar por justiça, por igualdade, por emancipação. Essa atuação do MST desperta a ira da classe dominante brasileira. Essa classe dominante que não pode ser chamada de elite para embelezar sua trajetória histórica suja e vergonhosa. Classe dominante escravocrata, preconceituosa. Que mantém sua opulência e consumismo à custa do sofrimento, da fome, da miséria e do abandono em que vivem milhões de brasileiros. Classe dominante que se associou submissa aos magnatas do capital internacional para entregar a pátria, nosso patrimônio comum. Deram de mãos beijadas a Vale do Rio Doce, a CSN, a TELEBRÁS e parte da PETROBRÁS. Classe dominante que se apropria por grilagem descarada das terras públicas na Amazônia, no Pantanal, no Cerrado e em várias partes do Brasil; que mantém trabalhadores escravos em sua sanha de acumulação nas mais modernas fazendas e usinas. Classe dominante parasitária, abarrotada de dinheiro fictício oriundo da especulação financeira e da jogatina nos mercados de ações. Enfim, classe dominante que em nada honra o Brasil e seu povo trabalhador, honesto, explorado, mas altivo.


Repudio energicamente esses representantes do poder judiciário e dos meios de comunicação, a serviço dos neofascistas disfarçados de democratas e enganosamente falando em defesa do Estado de Direito na tentativa de criminalizar o MST. Esses representam o autoritarismo, os poderosos, os que querem a manutenção da opressão e da injustiça social.


Vejam a quem serve o poder judiciário brasileiro - a instituição mais antidemocrática desse país; que de fato só observa a Lei quando é contra os pobres, os desvalidos, os indefesos. Os verdadeiros criminosos contra o povo, contra o patrimônio brasileiro e contra o Brasil estão impunes, por um poder judiciário que para esses é dócil, lento e ordinário. E a quem serve esses meios de comunicação de massa senão a esses setores neofascistas que vêm em onda no Brasil? Que entram nos lares brasileiros diariamente dizendo suas mentiras e espalhando a ideologia dos dominantes, dos exploradores. A ideologia do individualismo, do consumismo, da alienação.


Atacar o MST é atacar a esperança num tempo melhor. (Cavaleiro do Templo: o professor DE FATO Olavo de Carvalho explica perfeitamente este tipo de doença incurável e também assassina que ataca alguns seres humanos e inverte em seus cérebros a relação temporal AQUI).


Gostaria de falar sobre a experiência no curso de história para os Movimentos Sociais do Campo. E certamente falo em nome dos professores desse bravo Departamento de História que aprovou, por unanimidade, a segunda turma de História para os Movimentos Sociais do Campo, já em andamento.


No nosso curso de História tivemos os estudantes mais dedicados e esforçados da UFPB. Alcançaram um Coeficiente de Rendimento Escolar Médio de 8,65. Bastante superior aos dos nossos alunos de História do curso extensivo, que souberam acolher e apoiar a experiência magistral que desenvolvemos nesta Universidade e que mantém o curso de História da UFPB entre os dez melhores do Brasil. O índice de desistência do curso para os movimentos sociais do campo foi de apenas 3,2%. Dez vezes menos do que o índice médio da universidade. As monografias apresentadas pelos graduados em História oriundos dos Movimentos Sociais do Campo, particularmente do MST, foram destaque nessa universidade. Algumas estão para ser publicadas por editoras internacionais. Muitos desses alunos/militantes foram aprovados em concursos Brasil afora e em programas de mestrados.


A convivência com os militantes do MST nos orgulha, orgulha a UFPB e a todos que com eles socializam essa experiência. O espírito de solidariedade deles contagiou a muitos dos que com eles partilharam os estudos acadêmicos e as ações políticas na Universidade. Aos que com eles participaram das jornadas nos fins de semanas voluntários, quando realizavam limpeza no quarteirão onde estavam alojados. Quando decidiram colaborar com as colônias de pescadores da Praia da Penha, consertando barcos, redes e outros apetrechos da pescaria, quando resolveram fazer, semestralmente, mutirões de doação de sangue para o Hemocentro da Paraíba, como uma espécie de retribuição carinhosa à Paraíba pela recepção calorosa do nosso Estado a esses educandos/militantes oriundos de 23 estados brasileiros onde o MST se organiza.


Por isso não só apoio o MST, como sinto-me honrado de trabalhar com esse Movimento. Conclamo aos que lerem esse meu desabafo e concordarem com ele a cerrarem fileira numa grande mobilização internética e/ou de rua em apoio ao MST. O momento é crucial, pois em época de crise a direita mostra suas armas contra o povo e suas organizações. Revivemos momento de ameaça a vida democrática brasileira. Por isso é hora dos que defendem a democracia erguer os punhos unidos contra o avanço do autoritarismo e do golpismo. A direita quer acuar o Governo Lula em seu viés democrático, progressista. Não podemos ficar indiferentes.


* Professor do Departamento de História da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Somos capazes de conversar?

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Thomas Sowell em 20 de dezembro de 2007

Resumo: Jovens educados nas mais prestigiosas faculdades e universidades americanas estão aprendendo a lição de que a tática de “invasão de palco” pode silenciar aqueles que não estão em moda no campus, e expressões honestas de opinião podem lhes render uma suspensão.

© 2007 MidiaSemMascara.org

Há muito poucos santos dentre os povos de qualquer raça, religião, origem nacional ou orientação sexual. Ninguém deveria estar acima das críticas.

Cada vez mais, contudo, as restrições sobre o que se pode dizer a respeito de grupos de indivíduos se tornam mais rígidas. O radialista Pete Wilson, de São Francisco, descobriu isso recentemente, quando criticou uma autoridade municipal e sua amiga – não amante – com quem ele teve um filho.

O homem é gay e a mulher é lésbica, não sendo eles amantes comprometidos.

Criar um filho não é fácil, mesmo quando os pais são casados e comprometidos em permanecerem unidos. Criar um filho onde não há um relacionamento estável pode ser uma coisa de vanguarda, mas o que Pete Wilson disse foi que um filho não é um experimento.

O mesmo pode ser dito de heterossexuais, como uma mulher que, recentemente, teve um filho já na faixa dos sessenta anos. Isso é bom para aparecer na mídia, mas o que vai acontecer quando o bebê se tornar adolescente e o nível de energia da mãe tiver declinado com a idade, se ela ainda estiver por perto?

A questão real, no entanto, não é sobre heterossexuais e homossexuais, e se estende mesmo além da importante questão do interesse da criança.

A questão mais ampla para a sociedade americana é como Joan Rivers disse: “Somos capazes de conversar?”.

Os políticos “importantes” de São Francisco dizem “Não”. Eles estão exigindo que Pete Wilson se demita. Em São Francisco, ninguém pode criticar nada feito por homossexuais.

Ademais, essa atitude não está confinada a São Francisco e aos gays. Do outro lado do país, estudantes de Universidade de Columbia invadiram o palco de onde um dos Minuteman, crítico de nossas frouxas leis de imigração, tentava fazer uma palestra.

Em muitas outras faculdades ou universidades, ele não teria sido sequer convidado a falar. Muitos campi têm códigos de discurso que denominam “criar um ambiente hostil” se você diz coisas que desagradam a grupos raciais, sexuais ou outros grupos protegidos.

Jovens educados em nossas mais prestigiosas faculdades e universidades estão aprendendo a lição de que a tática de “invasão de palco” pode silenciar aqueles que não estão em moda no campus, e expressões honestas de opinião, sobre assuntos que envolvem qualquer coisa, de ação afirmativa a mulheres no exército, podem lhes render uma suspensão se eles se recusarem a humilhação e a hipocrisia de serem “reeducados”.

Enquanto isso, esquerdistas no Congresso vêm, há muito tempo, advogando uma volta à chamada doutrina da “justiça”, que exige um “equilíbrio” em programas de rádio. Programas de rádio são majoritariamente conservadores simplesmente porque os programas esquerdistas fracassaram repetidamente em atrair a audiência.

Publicado por Townhall
Tradução Antônio Emílio Angueth de Araújo




Thomas Sowell é doutor em Economia pela Universidade de Chicago e autor de mais de uma dezena de livros e inúmeros artigos, abordando tópicos como teoria econômica clássica e ativismo judicial. Atualmente é colaborador do Hoover Institute.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".