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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Cale a boca, farsante!

DIÁRIO DO COMÉRCIO

Os comunistas são os mais frequentes usuários do termo “fascista” para queimar a reputação dos seus adversários, mas sabem bem que lhes falta a mais mínima autoridade moral para isso.
Por Olavo de Carvalho - 25/2/2009 - 21h38

AFP

Em entrevista divulgada pela agência Carta Maior, José Luís Del Roio, 65, brasileiro transfigurado em senador na Itália pelo Partido da Refundação Comunista entre 2006 e 2008, protesta contra a insistência do governo italiano em obter a extradição de Cesare Battisti: "O Brasil não pode entregar um homem inofensivo a um governo fascista", diz ele. Del Roio adverte que o governo Berlusconi está trazendo o fascismo de volta à Itália e tentando criminalizar como terroristas os heróis da luta revolucionária comunista.


A imaginação popular está tão bem adestrada na deformação gramsciana do senso das proporções, que poucas pessoas notam o grotesco da situação quando um comunista adverte contra os perigos do fascismo italiano. Como o leitor pode observar no meu artigo anterior, o regime de Mussolini nem mesmo entra na lista dos poderes genocidas que marcaram o século 20 como a etapa mais sangrenta da história humana – lista na qual os governos comunistas da URSS e da China são responsáveis por mais da metade do total dos assassinatos em massa praticados por autoridades estatais contra suas próprias populações civis.


Os comunistas são os mais frequentes usuários do termo "fascista" para queimar a reputação dos seus adversários, mas eles sabem perfeitamente bem que lhes falta por completo a mais mínima autoridade moral para isso, não só pelo fato de que o uso monstruosamente elástico que dão ao termo acaba por esvaziá-lo de qualquer sentido identificável, rebaixando-o a mera expressão subjetiva de ódios irracionais, mas também porque, comparado aos feitos homicidas do comunismo, o fascismo italiano, por mais repugnante que seja em si mesmo, começa a parecer um hotel de cinco estrelas. A desproporção entre as culpas do acusador e as do acusado é tamanha, que a única resposta cabível ao sr. Del Roio é: Cale a boca, farsante! Todo comunista, e o sr. Del Roio não constitui exceção, é cúmplice moral dos crimes mais hediondos já praticados contra a espécie humana, e está, por definição, excluído do rol das pessoas decentes cuja opinião merece ser ouvida com atenção e respeito.


A distância entre o governo Berlusconi e o fascismo é uma coisa tão óbvia que só uma mente deformada não consegue enxergá-la. Para o sr. Del Roio, porém, o mero sentimento de incomodidade que afeta os italianos quando vêem a imigração usada como instrumento de ocupação cultural já é uma prova inequívoca de "fascismo". Mas mesmo que o gabinete Berlusconi estivesse repleto de camisas-negras e cantasse Facceta nera no início de todas as suas sessões, sua periculosidade seria quase nula em comparação com as tradições que o próprio sr. Del Roio representa. Nessas condições, a simples disposição de discutir as opiniões dessa criatura num jornal respeitável já é, de certo modo, corromper a opinião pública, cegando-a para os verdadeiros termos da equação em jogo. Nenhum comunista tem o direito moral de falar em "liberdade", "direitos humanos" e coisas dessa ordem – nem mesmo quando, na falsidade geral do quadro que ele impinge ao público, alguns fatos se destacam como verdades isoladas. Mas na entrevista do sr. Del Roio não há nem mesmo verdades isoladas. Ele considera um escândalo, por exemplo, que o governo italiano tente neutralizar velhos conflitos históricos recusando-se a endossar a distinção maniqueísta que transforma todos os fascistas em demônios e todos os partiggiani comunistas em heróis angélicos. Como militantes comunistas, os partiggiani carregavam nas costas mais crimes de assassinatos em massa do que Mussolini ousaria sequer imaginar. Se, no contexto local e momentâneo, lutavam ao lado de democratas sinceros contra um regime autoritário, isto não faz deles "combatentes pela liberdade", mas apenas aproveitadores que tentaram se utilizar de uma aliança com os democratas para substituir o mero autoritarismo de Mussolini pelo totalitarismo de Stalin. Não há mérito nenhum nisso. Há apenas hipocrisia e cinismo, exatamente como nos terroristas brasileiros pagos e treinados por Fidel Castro para trocar o autoritarismo brando e hesitante dos nossos militares por um regime de feição cubana, com um agente da polícia secreta para cada 28 habitantes.


Quando a agência Carta Maior divulga a entrevista do sr. Del Roio sem dar ao leitor a mínima ideia do contexto histórico em que se inserem as suas palavras, ela faz propaganda comunista e desinformação. Não discuto, por demasiado cínica, a tentativa que o entrevistado faz de classificar o autor de quatro assassinatos como “homem inofensivo”. Nem discuto a comparação que ele monta entre Cesare Battisti e os governantes estrangeiros exilados no Brasil, Marcelo Caetano e Alfredo Stroessner. No caso deste último, a comparação, embora juridicamente despropositada, é quase justa do ponto de vista moral. No de Marcelo Caetano, que jamais foi um ditador, mas apenas herdeiro acidental de uma ditadura que ele tentou abrandar por todos os meios, é totalmente absurda. Mas, nos dois casos, equalizar chefes de Estado com um assassino já condenado pela justiça é obviamente capcioso. Nenhum desses dois políticos estava condenado com sentença transitada em julgado, que é precisamente o caso de Battisti – um homem que seus próprios companheiros de militância repelem como assassino feroz indigno de piedade.


No mesmo momento em que a Carta Maior espalha a mensagem do sr. Del Roio como se fosse uma defesa sincera dos direitos humanos, começa em Phnom Penh o primeiro julgamento de um genocida comunista – um dos líderes do Khmer Vermelho –, com meio século de atraso e sem a mais mínima repercussão na mídia internacional. O esforço pertinaz da classe jornalística em toda a parte para ocultar os crimes comunistas sob espantalhos de ocasião como o fascismo italiano ou o ex-ditador chileno Augusto Pinochet é, em si mesma, um crime contra a humanidade. Mas esse crime já se tornou tão rotineiro que já ninguém mais o percebe como tal.


PS - Aviso recebido do historiador Carlos Azambuja: José Luiz del Roio fez um curso de luta armada em Cuba, em 1968/1969, sob o codinome de "Barba Ruiva", quando militante da ALN.


Olavo de Carvalho é ensaísta, jornalista e professor de Filosofia

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Mais uma vez, Olavo acerta na mosca...

Mais um exemplo de um dos estudos que o professor Olavo de Carvalho vem desenvolvendo faz anos. A mente revolucionária em ação, aquela que TOMA um futuro hipotético (o POSSÍVEL tratamento desumano  (ficar sem banho de sol - vejam só...) a que o acusado, CESARE BATTISTI, PODERIA VIR A SER SUBMETIDO, na Itália) como argumento para ações no presente (não vamos devolver o cara POIS ELE PODERIA FICAR PRESO SEM BANHINHO DE SOL lá na Itália). Qual a opção escolhida pelo Brasil então? VAMOS DEIXAR ELE LIVRE, LEVE E SOLTO!!!

Como Olavo sempre disse, é a inversão da realidade, característica das mentes revolucionárias (mesmo que o sujeito não saiba disto), o que destróe na base o que ela supostamente está lutando para preservar. O "mundo real" não funciona com base no futuro pois ele é hipotético por definição. Tomar a autoridade do futuro como fundamento para ações no presente é simplesmente loucura. Quem assim pensa/age está doente e não sabe. Não está situado no "mundo real" pois não entende que é no PRESENTE que vivemos, muito menos entende que agir no presente mudando a realidade vigente (criminoso deve ir para a cadeia e DEPOIS se vê se ele vai ter banho de sol ou não) com base em UMA HIPÓTESE cria situações absolutamente imprevisíveis. Ou no caso das revoluções, produz o que os REVOLUCIONÁRIOS querem: destruir a ordem vigente

Vou dar um exemplo bem menos complexo, pensemos por exemplo em uma mudança de endereço, o sujeito quer mudar de casa. Se ele sentar por um ano e colocar no papel tudo que pode acontecer de inesperado neste processo, mesmo assim ele terá deixado de pensar em infinitas outras possibilidades. Além disto tudo, por mais motivos que esta pessoa tenha para acreditar que esta mudança de endereço seja no final das contas muito melhor que ficar no endereço atual, ele não tem ABSOLUTAMENTE NENHUMA CERTEZA DISTO. O que esta pessoa está fazendo é na verdade apostar nas POSSÍVEIS VANTAGENS que ele imagina ter na nova casa, ou seja, no FUTURO. Mas, como tudo isto está no futuro, NINGUÉM pode ter certeza que será melhor viver na nova casa do que na antiga. 

Pensem sobre isto tudo mas façam também a seguinte reflexão: ninguém hoje está feliz e isto pode ter uma causa, um motivo: TODOS ESTAMOS APOSTANDO QUE O FUTURO (ter mais dinheiro, casar com a fulano e não com a sicrana, ser dentista e não engenheiro) é MELHOR QUE O PRESENTE. Ninguém mais vive o presente, ninguém DÁ VALOR AO QUE TEM NEM AO QUE É. O "bom" é ter aquilo que não tenho (hoje), ser aquilo que não sou (hoje). Acho que o que o Olavo encontrou foi, também, a base de nossa infelicidade no ocidente. Sinto que ele descobriu que estamos TODOS DOENTES, estamos infectados da MENTALIDADE REVOLUCIONÁRIA pois atribuímos ao FUTURO poder sobre o PRESENTE, sobre nossas vidas.

Nada de bom pode sair daí...



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

CASO BATTISTI: começa a ruir o muro de proteção, no Brasil e na França

SEM FRONTEIRAS por Walter Fanganiello Maierovitch
10 de fevereiro de 2009


o livro brivido de Genro

Battisti: o livro brivido de Genro


–1. Em mídia eletrônica, já se tem acesso à decisão condenatória de Battisti: www.vittimeterrorismo.it .


–2. A decisão condenatória derruba vários factóides. Estes usados para desviar o foco do único e inconsistente fundamento jurídico-legal contido na decisão do ministro Tarso Genro, ou seja, de o Estado italiano não ter condições de garantir a segurança física de Battisti, no caso de restituição do prisioneiro.


O processo percorreu todas as instâncias, –incluída a Corte de Cassação (equivale ao nosso STF)–, sofreu uma anulação e houve aprofundado exame da prova e ampla defesa. Aliás, não houve violação ao direito de defesa,  como ficou estabelecido em outro foro, qual seja o da rígida Corte de Direitos Humanos da União Européia.


Frise-se: o pedido de Battisti de anulação foi rejeitado pela Corte Européia de Direitos Humanos, sediada na cidade francesa de Estrasburgo e com jurisdição sobre todos os Estados-membros da União Européia (UE).


Além do mais, e é da jurisprudência do nosso Supremo Tribunal Federal (STF), não cabe à Justiça brasileira reexaminar o mérito de condenação italiana, para concluir se justa ou injusta. De se frisar que o ministro Genro, no Fórum Social, deu entrevista para afirmar, absurdamente, que “nenhum juiz”, hoje, condenaria Battisti pois eram insuficientes as provas processuais existentes nos autos.


Vale lembrar que Genro não tem procuração para falar em nome de todos os juízes. E nunca fez parte dos quadros da Magistratura nacional e nem de associações de magistrados.


–3. O mandado de segurança (com pedido liminar que não será atentido) ajuizado pelo Estado italiano no final da tarde de ontem junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) abriu caminho, por uma das veredas apontadas na impetração, para uma saída honrosa ao governo brasileiro.


Uma das ilegalidades contidas na decisão de Genro, –a afrontar direito líquido e certo do Estado-impetrante–,  diz respeito a não ter dado o ministro da Justiça a razão que o levou a concluir do risco à incolumidade de Battisti. Por que a Itália não teria condições de preservar a vida de Battisti?


Tarso Genro não responde a essa pergunta. Trata-se de simples“achismo”.


Afinal, como ficou assentado na decisão do Parlamento da União Européia  da última quinta-feira, a Itália é estado-membro da UE e obrigada à garantir os direitos dos presos, protegidos pelos estatutos que disciplinam essa comunidade, a partir do Tratado de Massatricht, também conhecido por Tratado na União Européia.


Como se sabe, até o momento nenhum preso por terrorismo nos chamados “período de chumbo” foi morto em presídio italiano. Existiram, apenas e há anos, dois casos de agressões físicas, em horário de recreação ao sol, por questões referentes a fatos processuais.


Em síntese, não disse Genro por que considerou a Itália uma Darfur (Sudão).


Essa ilegalidade (decisão sem motivação) poderá, com a concessão da ordem de segurança, anular o procedimento administrativo onde ocorreu a concessão da extradição.


Com isso, o mérito do pedido de extradição será julgado.  Trocando em miúdos, uma anulação que não desgastaria o governo Lula.


–4. Os asilados  e ex-políticos  que vivem ou viveram na França nunca suportaram Battisti, apontado como arrogante e não confiável.


Quando da prisão de Battisti, referidos asilados (”asilados de fato”), com o ex-asilado  Oreste Scalzone à frente ( viveu na França e retornou à Itália depois de declarados prescritos os seus crimes. Confira-se: insorgente.wordpress), apoiaram-no e se movimentaram, até no interesse de grupo, em apoiar a decisão brasileira concessiva de refúgio político.


Hoje, a situação é diversa e os asilados se perguntam: “Onde quer chegar a dupla Battisti-Fred Vargas?”  Para os asilados, pela voz de Scalzone, “a dupla está vendo tramas como nos seus romancinhos”.


De recordar que Battisti e Fred Vargas escrevem, com sucesso, livros de suspense, com tramas policiais.


Dois fatos, causaram indignação aos asilados na França.


(a) Primeiro: a inventada história de que Battisti contou sobre fuga da França, com o apoio dos 007 franceses, que monitoraram a sua viagem  e lhe forneceram passaporte falso.


Para um exilado, Battisti reabriu antiga ferida. Quando a direita apontava para grupos de esquerda ligados e manobrados por serviços secretos de inteligência (confira-se, a propósito, o caso Aldo Moro). Para Scalzone, Battisti não disse qual seria o interesse dos 007 franceses.


No particular, o incêndio provocado pela entrevista de Battisti à revista IstoÉ  colocou uma “saia-justa” em Fred Vargas. Vargas é amiga, colega de profissão e principal defensora de Battisti e que, no Brasil, atua coordenada com o senador Eduardo Suplicy.


Vargas correu para remendar as declarações de Battisti à revista IstoÉ. Disse na França: - “Não exatamente um agente dos serviços de inteligência, mas uma personalidade muito vizinha ao governo Miterrand” .


As explicações de Varga não foram engolidas pelos asilados na França. Muitos afirmaram que Battisti-Vargas, a dupla, é capaz, pelas tentativas, como em livros, de ver complô em tudo. Em razão disso, podem acabar com o que resta do “asilo de fato” criado por Mitterrand.  


(b) Segundo. A escritora Vargas, no meio do turbilhão, sofreu outro desgaste, a refletir em Battisti. Foi Vargas que confirmou ter a primeira-dama Carla Bruni intercedido, no Brasil, em favor do mencionado Battisti.


Tal fato levou Bruni (confira post abaixo) a aparecer em programa televisivo na Itália. Tudo para dizer sentir-se “ caluniada” com a insinuação de que teria pedido ao governo brasileiro auxílio a Battisti. No mesmo programa, Bruni solidarizou-se com as famílias das vítimas de Battisti.


–5. PANO RÁPIDO. O escudo protetor de Battisti começa a ruir.


Os factóides e patriotadas são desmoralizantes.


Falsas comparações com Cacciola (no Brasil, e como Battisti, Cacciola foi condenado à revelia por ter fugido, depois de citado para o processo) e a tese de decisão soberana não resistiram. Por exemplo, foram soberanas e reprováveis as decisões de Bush sobre a invasão do Iraque e torturas a presos em Guantânamo. Com efeito, o mundo teria que silenciar e respitar como decisão soberana dos EUA? 


A bola-fora da afirmação de que o governo da Itália, ao tempo de Battisti, era direitista sucumbiu como mostram as crônicas e a história da época. Nem no Mobral essa afirmação é feita, pois se ensina que Sandro Pertini, um combatente do fascismo, virou presidente da Itália, pelo partido socialista italiano.


Para Genro, seu pessoal e a “turma” dos Achille Lollo (incendiou na madrugada e durante repouso noturno, com derrame de gasolina, o apartamento de um varredor municipal de ruas do bairro de Primavalle, a matar recém nascido, crianças e mulheres), a Itália ainda é fascista. A Constituição de 1948, ainda em vigor, não contrastou o fascismo.


O professor Romano Prodi, ex-primeiro ministro de centro-esquerda e que venceu Berlusconi, seria um traidor ao pedir a extradição de Battisti.


Idem, todo o Partido Democrático, de Veltrone a D´Alema, ambos ex-comunistas. Também, Georgio Napolitano, comunista histórico, subscritos do compromisso histórico contra o fascismo.


Wálter Fanganiello Maierovitch

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

STF pode determinar extradição de Battisti

MSN NOTÍCIAS
Agencia Estado - 6/2/2009

Há grandes chances de o Supremo Tribunal Federal (STF) ignorar a decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, e determinar a extradição do italiano Cesare Battisti. Nos bastidores do STF, comenta-se que pelo menos 5 dos 10 ministros que participarão do julgamento deverão votar dessa forma: o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, o vice e relator do caso, Cezar Peluso, e os ministros Ricardo Lewandowski, Carlos Alberto Menezes Direito e Ellen Gracie.


A tese da ala contrária a Battisti é de que uma lei ordinária, como a lei do refúgio, não pode tirar a competência do STF de julgar extradição, prevista na Constituição Federal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O Marcola do país da macarronada

DIOGO MAINARDI
28 de janeiro de 2009

O Brasil negou o pedido de extradição de Cesare Battisti durante minhas férias. Férias na Itália. Acompanhei o episódio de longe, pela imprensa italiana. "La Repubblica" publicou o seguinte comentário:


"No país do samba, há uma espécie de cumplicidade ideal com todos os Battisti do mundo, com os terroristas, com os justiceiros. Lula deve ter pensado que a Itália é uma republiqueta como a sua. (Ele) acredita que o mundo inteiro é formado por paisecos no limite entre o populismo e a ditadura militar".


Ponto.


Nos últimos anos, "La Repubblica" foi um dos jornais estrangeiros que mais tolamente se encantaram com o presidente brasileiro. Agora mudou. A abestalhada claque italiana de Lula passou a enxergá-lo como um retrato do caudilho bananeiro.


Um documento que recebi na semana passada pode ajudar a explicar essa baba raivosa na boca dos italianos. Trata-se da ficha do Ros - o Grupo de Operações Especiais da polícia militar italiana - sobre os terroristas do PAC - os Proletários Armados pelo Comunismo -, do qual fazia parte Cesare Battisti.


Primeiro trecho:


"Os Proletários Armados pelo Comunismo formaram-se nos últimos meses de 1977, no âmbito da luta contra a nova realidade do regime carcerário de segurança máxima, que acabara de ser instituído".


E eu acrescento: os atentados terroristas do PCC, em maio 2006, ocorreram pelo mesmo motivo - a transferência de alguns membros do bando para o presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes. O PAC é o PCC do país da Tarantella (sim, estou parodiando o editorialista do "La Repubblica"). Tarso Genro alegou que Cesare Battisti foi perseguido por suas ideias políticas. A única ideia que ele tinha era essa: aliviar o cárcere duro, exatamente como o Comando Vermelho em Bangu 3.


Segundo trecho da ficha policial:


"Em 6 de junho de 1978, o PAC assassinou, na frente da cadeia de Udine, o coronel Antonio Santoro, comandante dos agentes penitenciários. No documento de reivindicação, lê-se: O Estado usa a cadeia como uma ameaça contra qualquer tipo de divergência, de obtenção de renda por outros meios, de conflito de classe. E para readquirir o controle dos presídios, isola a faixa mais combativa [dos prisioneiros proletários], o que acarreta seu aniquilamento. Precisamos deter esse projeto, reforçando nossa prática comunista, concretizando-a em armamentos e em contrapoder".


Compare-o agora a um manifesto do PCC: A introdução do Regime Disciplinar Diferenciado inverte a lógica da execução penal. E coerente com a perspectiva de eliminação e inabilitação dos setores sociais redundantes, leia-se 'a clientela do sistema penal', a nova punição disciplinar inaugura novos métodos de custódia e controle da massa carcerária, conferindo à pena de prisão o nítido caráter de castigo cruel.


O assassinato do coronel Antonio Santoro por parte do grupo comandado por Cesare Battisti, na realidade, teve um motivo bem mais banal do que se poderia concluir lendo o altissonante manifesto do PAC. Segundo a ficha da polícia, o chefe dos agentes penitenciários foi morto somente por causa da demora em oferecer atendimento médico a outro militante do grupo, que se machucou jogando futebol na cadeia. Aparentemente, o que os terroristas queriam obter era um Mário Américo para cada prisioneiro.


Em 1979, o PAC seguiu essa mesma lógica de apoio sangrento à bandidagem comum nos assassinatos de um joalheiro e de um açogueiro. De acordo com o documento preparado pelos Carabinieri, o bando de Cesare Battisti executou os comerciantes porque eles "fizeram justiça com as próprias mãos, matando dois assaltantes".


Cesare Battisti é isso, é só isso: o Marcola do país da macarronada.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

SUGESTÃO AO GOVERNO ITALIANO

Já que o governo brasileiro deu guarida ao bandido, assassino  italiano CESARE BATTISTI, condenado na Itália como terrorista, diga-se de passagem da ESQUERDA, em resposta a essa decisão estúpida do Itamarati, sugiro que o Governo italiano dê o troco,


CASSANDO A NACIONALIDADE ITALIANA DA Dna. MARISA E SEU FILHO,  o que vocês acham?


SE CONCORDA, PASSE ADIANTE, TALVEZ ALGUÉM TOME A INCIATIVA NA ITÁLIA OU ENTREGAM O CESARE PARA CUMPRIR PENA .

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

No mínimo do mínimo, uma cuspida na cara de todos nós.

Quarta-feira, 28/01/2009
Alexandre Garcia recebe o ministro da Justiça, Tarso Genro, para debater a decisão do governo brasileiro de conceder asilo político ao italiano Cesare Battisti.

Cavaleiro do Templo: DEBATE? Só se estava junto com o entrevistador e o amigo de terroristas a Mulher Invisível do Quarteto Fantástico e devidamente amordaçada, claro, visto que não abriu a boca. O que dizer da mídia nacional além do que já foi dito?

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Caso Battisti: Brasil será acusado de violação de Direitos Humanos perante a Corte de Haia.

TERRA MAGAZINE - SEM FRONTEIRAS por Walter Maierovitch
29 de janeiro de 2009

Lula e presidente italiano, Silvio Berlusconi
Lula e Silvio Berlusconi (Foto Ricardo Stuckert/PR)

O pacote de medidas em preparação pela Itália contra o Brasil terá uma que chegará à Corte Internacional de Justiça de Haia.

Rui Barbosa, a águia de Haia dos nossos livros de história, já deve estar, além túmulo, indignado com a imprevidência de Lula em endossar uma estultice do ministro Tarso Genro, em nome de uma falaciosa decisão soberana que, na verdade, afronta aos direitos da pessoa humana e assegura a impunidade a terroristas.

O acionamento da Corte Internacional de Justiça de Haia será uma das próximas cartas a ser lançada, com o aval do presidente Giorgio Napolitano, comunista histórico e que é chefe de Estado.

Na Corte de Haia, o tema a ser encaminhado será a impunidade que o Brasil confere ao ex-terrorista Battisti. Um assassino que, durante um regime democrático, violou direitos invioláveis das pessoas humanas.

Como conseguiu apurar esse blog “Sem Fronteiras” de Terra Magazine, será consignado, na peça à Corte de Haia, a conclusão de que a postura brasileira ofende direitos fundamentais e naturais do homem, das famílias das vítimas e de uma Itália fundadora da União européia, que é uma comunidade alicerçada no respeito à pessoa humana.        

Lula entrará numa saia-justa, pois, o nosso país figurará no elenco daqueles que dão proteção a violadores de direitos fundamentais do homem e asseguram impunidade a criminoso. Tudo com violação a uma decisão soberana da Justiça de um estado democrático, com legitimidade para executar pena imposta a um nacional que, no seu território, é responsável, como co-autor e mandante, de quatro homicídios.

Com efeito. Na reunião mantida entre o ministério das relações Exteriores da Itália e o embaixador peninsular no Brasil, iniciada ontem e que prosseguiu hoje na parte da manhã de hoje e já foi interrompida para o almoço, foram, com cautela, fixadas algumas metas.

Também ocorreram cortes a algumas patriotadas-macarrônicas, como a proposta do subsecretário da pasta, Alfredo Mantica, do ultradireitista partido da Aliança Nacional (AN). Mantica queria o cancelamento da partida entre as seleções do Brasil e da Itália marcada para 10 de fevereiro, em Londres.

Walter Veltroni, líder do maior partido de esquerda italiano (Pardido Democrático) de oposição ao governo Sílvio Berlusconi, recebeu informação do ministério que a sua proposta de “Moção Parlamentar” (Câmara e Senado) de protesto contra a desrespeitosa e ofensiva decisão do ministro Tarso Genro, referendada pelo presidente Lula, não atrapalharia e nem criaria embaraços à atuação no campo diplomático. Como a situação já se manifestou favoravelmente, a moção será implementada uma vez que a iniciativa é da oposição.

A presidente da Cofindústria e os sindicatos receberam  informações de que a tensão entre Brasil e Itália não afetará as relações bilaterais, nessa época de global crise econômico-financeira. No campo da exportação italiana, antes do caso Battisti, a Itália já vinha sentido, com relação ao Brasil, o peso da forte e crescente concorrência da China.

Quando Lula esteve na Itália em novembro passado, –e o premier macarrônico Berlusconi derramou-se em atenções a ponto de reunir os jogadores de futebol que atuam ou que já penduraram as chuteiras mas continuam a morar na Itália–, ficou acertada a visita de retribuição para os primeiros dias de março.

Ao aceitar o convite de Lula para março próximo, uma agenda de viagem foi rascunhada para Berlusconi, com breve passagem do premier por São Paulo antes de Brasília.

Sinalizado pelo ministro de relações Exteriores, o premier Berlusconi falou do adiamento da viagem em face de compromissos extraordinários. Ou seja, diante do que vem sendo chamado de “exteriorização de descontentamentos” decorrente do caso Battisti, o premier cancelou a viagem ao Brasil, embora nenhuma nota tenha sido emitida ainda pelo palazzo Chigi, sede do Conselho de Ministro e onde despacha Berlusconi.

Como Berlusconi e Lula são pródigos em comicidades e gafes, a reunião da dupla ecoaria “sifu” e “vaffa” em profusão por Brasília. O ponto positivo é que ficaremos livres, felizmente, das costumeiras baixarias berlusconianas, que tem comportamento “machista” e acha que é apenas um galanteador. Em síntese, em tempos bicudos, de desemprego, e com marolinhas a virar vagalhões, seremos poupados de cenas patéticas e de humor de teatro de revista de “basfond” parisiense ou de cais de porto.

Na reunião entre o ministro italiano de relações exteriores e o seu embaixador peninsular junto ao Brasil, na famosa Farnesina (sede do ministério), houve a ordem para se alertar de que a Itália, desde janeiro, assumiu a presidência rotativa do G8 e não conta com poder de veto, e nem cogita, de “desconvidar” os “outreach countries”. Ou melhor, países, como China, Índia, Brasil e México,  convidados a participar do encontro do G8 que ocorrerá na Sardenha, em julho próximo.

Já foi avaliado que a chamada do embaixador italiano no Brasil, Michele Valensise, teve o efeito positivo de marcar, internacionalmente, a posição de desagrado da Itália com a decisão do governo Lula, de desrespeito um Estado democrático de direito, e a ferir princípios elementares do direito internacional. Como se disse na reunião e vazou, de um país com legitimidade para executar as suas sentenças judiciais baseadas no respeito à pessoa humana: respeito à memória das vítimas do terrorismo e aos seus familiares.

O tom, — respeito aos direitos humanos–, foi repassado ao ministro para as Políticas Européias, Andréa Ronchi. O ministro Ronchi, ontem, divulgou o teor do ofício carta que está a encaminhar  à Comissão Européia e comissariado para a Justiça da Comunidade européia, Jacques Barrot.

PANO RÁPIDO. O acionamento da Corte Internacional de Justiça de Haia será uma das próximas cartas, numa queda-de-braço que Lula não consegue atentar para o lado do desrespeito a direitos humanos.

A propósito, Lula, com o escapismo de a questão dever ser solucionada no Judiciário (referencia à lei de Anistia cunhada no governo militar), não empresta consideração e respeito, ao contrário do governo da Espanha por exemplo, à memória das vítimas do terrorismo promovido pela ditadura militar iniciada em 1964.

– Wálter Fanganiello Maierovitch –

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Supla-pai

Vejam isto (com autorização de meu amigo M., que entende do que está falando, bem sei eu...)

CASO CÉSARE BATTISTI... e o Sen. Suplicy



Amigo,
 
entendo que o sen.Suplicy é um caso.
Clínico, naturalmente.
 
Condição que, nas especiais circunstâncias que o cercam, o condena a ser também um paradigma do 'Idiota Útil', exemplo escarrado de candidato a eventualmente receber uma bala na nuca.
 
Seu comportamento evidencia bondade.
Dispõem deste tipo peculiar de sensibilidade à dor, sofrimento ou carência alheios, eliciando o impulso de socorro. Acredito mesmo que é capaz de, literalmente, dar a própria camisa a um necessitado.
É, por minha ótica, um valor humano superlativo que lhe move minha simpatia.
 
Mas, pari passu, carrega aquele particular tipo de ingenuidade que associo à patologia, porque bloqueia fatalmente a percepção da ambiência emocional havida em qualquer contato social - a percepção intuitiva do que se passa nos bastidores ocultos do discurso e intenções manifestos.
 
Tout court, cegueira emocional. Um fenômeno que, não trabalhado psicoterapeuticamente, representa absoluta condenação ao fracasso existencial, inclusive porque o torna vítima inerme à manipulação cínica da canalha que o cerca.
 
Representa uma tal facilidade de indução a compromissos com conceitos negativos - valores espúrios, sofismas engolidos sem análise apenas para garantir a não-rejeição - que irá, gradual mas seguramente, conduzí-lo a crescentes níveis de corrupção anímica.
 
Suplicy é - era? - uma bela alma, um coração generoso, a quem uma falha na capacidade perceptual transformou em vítima e instrumento, cego e abúlico, da insídia comunista. Mais um de seus infinitos crimes contra a consciência.
 
Este pobre homem incorpora à perfeição o primeiro dos três clássicos perfis caracterológicos passíveis de adição à escatologia marxista - o IMBECIL, escravizado a seu inimigo por disfunção perceptual, culpas mágicas e dependência emocional - burrice patológica.
 
Tal como o segundo destes perfis - o 'DOENTE', neurótico motivado a destruição do Bem por frustração e inveja corrosiva - tem reais possibilidades de superação em trabalho psicoterapêutico. Algo de que, ademais, fogem como o diabo da cruz.
 
Quanto ao terceiro tipo - o CANALHA, modelo imperante nas elites comunistas - só é suscetível a um único, e somente um, remédio: qualquer dos procedimentos que abreviem sumária e completamente sua estadia no planeta.
 
Suplicy é um pobre coitado, alvo de derrisão e desprezo por aqueles mesmos que o usam impiedosamente, e merecedor de nossa compaixão.
Mas, enquanto instrumento - consciente ou não - do Mal Manifesto, nunca, de nossa tolerância.
 
M.
 
P.S. - Dados significativos:
- não existe comunista após psicoterapia eficaz - e - comunismo e sanidade psico-emocional são antíteses absolutas.

Lula = Obama = terror, crime, revolução

Compare as iniciativas em favor do crime e perceberá que os homens nas cadeiras mais importantes do Brasil (LULA) e do mundo (OBAMA) são iguais. OBAMA mandou parar os julgamentos de acusados de terrorismo e quer fechar Guantánamo. E Lula...

Lula orienta auxiliares a tentar esfriar caso Battisti

Presidente considerou 'exagerada' a reação do Ministério da Itália, que chamou a Roma seu embaixador
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009


BRASÍLIA - O governo brasileiro quer desidratar a polêmica gerada pela concessão de refúgio político ao italiano Cesare Battisti, condenado a prisão perpétua por atos terroristas em seu país. Em conversas reservadas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou "exagerada" a reação do Ministério das Relações Exteriores da Itália, que chamou a Roma seu embaixador em Brasília, Michele Valensise, e orientou seus auxiliares a não esticar o bate-boca. O Itamaraty, por sua vez, trata de jogar água na fervura da crise entre os dois países.

"É fim de papo", decretou Lula, ao baixar a lei do silêncio sobre o caso e acentuar que seu governo não mudará a decisão favorável a Battisti, durante reunião de coordenação política de governo. A ordem foi dada na presença do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que tratou de cumpri-la à risca. "Essas coisas despertam emoções. A melhor maneira de lidar com elas é o tempo", afirmou o chanceler.

Em uma gélida reação à iniciativa da Farnesina de chamar Valensise a Roma, o Itamaraty declarou, por meio de nota, que "
o governo brasileiro considera que todos os procedimentos sobre a questão estão sendo seguidos de acordo com a legislação brasileira(Cavaleiro do Templo: ou seja, o Brasil é na América Latrina (com "r" mesmo) paraíso de terroristas)."Os laços históricos e culturais que unem o Brasil e a Itália continuarão a inspirar nossos esforços com vistas a aprofundar ainda mais as sólidas relações bilaterais nos mais diversos setores."

O Itamaraty confia que a Itália não cogitará no rompimento de relações diplomáticas e, como convém a seus interesses econômicos no Brasil, tenderá a igualmente baixar a temperatura de suas reações. Em princípio, o governo italiano terá amplo direito de apresentar seus argumentos diante do Supremo Tribunal Federal (STF), que deverá julgar o pedido de extradição de Battisti no início de fevereiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Quem é Achille Lollo? Pergunte ao PSOL

BRUNO PONTES
22 DE JANEIRO DE 2009

Sabe que foto é essa? Leia abaixo... 


Artigo no jornal O Estado

Enquanto as vítimas do “escritor” na Itália sofrem, nossa esquerda festiva acolheu Cesare Battisti com todas as honras destinadas a um assassino a serviço da causa.

Em abril de 2007, quando Battisti estava preso nas dependências da Polícia Federal em Brasília*, uma comitiva de parlamentares foi prestar solidariedade ao “escritor” que matou quatro pessoas entre um livro e outro. Estiveram lá a ex-prefeita de Fortaleza Maria Luiza Fontenele, Fernando Gabeira, o deputado federal petista Luiz Couto, o comunista Evandro Milhomen e dois expoentes do PSOL: o deputado federal Chico Alencar e o senador José Nery, que estava um dia desses na tribuna lambendo as botas de Fidel Castro.

O que pouca gente sabe é que um dos fundadores do PSOL, o também italiano Achille Lollo (não sei como o partido o chama, talvez seja mais um “escritor” ou “intelectual” da turma), também matou pela causa, e matou crianças.

Em 1973, Lollo e dois colegas da organização Poder Operário derramaram gasolina por baixo da porta do apartamento onde morava Mario Mattei, um gari de 48 anos, a esposa e seis filhos. Mattei era secretário de um partido neofascista, o Movimento Social Italiano. Ele ficou encurralado pelas chamas e se jogou pela janela. A esposa conseguiu pegar os filhos pequenos de 9 e 4 anos e os levou para o andar de cima, onde foram socorridos pelos bombeiros. Outras duas filhas de 19 e 15 anos escaparam descendo de um balcão. Os últimos dois filhos ficaram presos no quarto. Morreram abraçados e carbonizados. Veja fotos digitando “Rogo di Primavalle” (incêndio de Primavelle) no Google Imagens.

Em 2006, estudantes de comunicação da Universidade de Brasília aproveitaram a passagem de Heloísa Helena, que foi lá pedir voto, e lhe perguntaram o seguinte: “a senhora e seus companheiros de partido têm sido criticados por serem colegas de Achille Lollo, que foi condenado por assassinato na Itália. Até onde é possível separar a vida pessoal da militância política de cada um, na opinião da senhora ?” Heloísa Helena não respondeu e ainda acusou os estudantes de chantagem. Claro!

Os militantes do PSOL estão entre os mais exaltados críticos da reação israelense contra o Hamas. Nos últimos dias, eles gritaram todo tipo de impropério contra os israelenses, incluindo a já tradicional acusação de genocídio. Esses socialistas libertários (uma contradição risível) estão mesmo muito preocupados com as criancinhas, não? Pois vamos perguntar a eles o que acham de Achille Lollo, o companheiro que ajudou a fundar o partido da galera mais bacana e consciente do Brasil. Tocar fogo nos filhos dos adversários políticos faz parte da luta? Eles não responderão, obviamente.

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* Ele ainda está lá, aguardando a decisão do STF.

PSDB e DEM são oposição ao PT? Cesare Battisti está rindo da piada

BRUNO PONTES
23 DE JANEIRO DE 2009

Uma ladainha famosa na imprensa governista (sustentada por Petrobras, Caixa Econômica, Banco do Brasil e outros) é a de que o governo Lula sofre uma campanha implacável da oposição, que por sua vez está associada à imprensa golpista (qualquer uma que faça algo parecido com jornalismo) na missão de derrubar o presidente mais popular da história do universo.

As duas partes ganham com esse discurso: o governo tem espaço para a propaganda e os propagandistas têm as verbas do Franklin Martins. O papo furado de perseguição ao PT, e falo por experiência, faz sucesso em faculdades de comunicação, 90% delas comandadas por professores petistas. Os outros 10% se dividem entre PSOL e PC do B.

Mas não existe oposição partidária ao governo Lula. Em seis anos, a única derrota governista foi a derrubada da CPMF. Só. Vão gastar milhões para criar uma TV que ninguém vai ver? Tudo bem, vão em frente. O filho do presidente está metido numa maracutaia da telefonia? Tudo bem, deixa o Lulinha pra lá. O presidente deu a Petrobras na Bolívia para o amiguinho de Foro de São Paulo? Grande coisa. O presidente foi cúmplice do maior escândalo de corrupção da República brasileira, em que um Poder literalmente comprou outro? Tudo bem. Ninguém quer estragar a festa de um líder messiânico com 80% de aprovação.

Depois de tudo, Lula está sentado em sua cadeira presidencial, na maior tranqüilidade, completamente a salvo de uma oposição que não existe.

Qualquer pessoa minimamente alfabetizada é capaz de perceber isso. Se ainda existe algum inocente acreditando no mito da oposição que não dá descanso a Lula, ou no mito ainda maior da própria existência de uma oposição, sugiro que observe o comportamento da dita cuja (PSDB? DEM? Que piada) diante do caso Cesare Battisti. O PT deu abrigo a um assassino de quatro pessoas na Itália. A repulsa lá é generalizada. Até mesmo partidos da esquerda italiana ficaram chocados. Foi “uma cuspida na cara” dos italianos, como disse Severino Santiapiachi, procurador da Corte de Cassação daquele país. E cadê a oposição brasileira? Você viu algo mais significativo do que um muxoxo?

Representantes de praticamente todos os partidos italianos, da esquerda à direita, se pronunciaram duramente contra a decisão desse canalha chamado Tarso Genro. O governo italiano já apelou ao nosso STF. E a nossa oposição? Está calada, como sempre esteve.

O governo italiano está brigando pela extradição do “escritor” (é assim que Battisti é tratado por seus amigos brasileiros). E a nossa suposta oposição faz o quê? Nadica de nada. É por isso que o PT pode continuar aparelhando o Estado até alcançar o estágio do partido único (o Roger Prado, do blog Cafeinado, acha que já estamos lá). É por isso que Dilma Rousseff só não será presidente em 2011 se Lula não quiser.

O PSDB é oposição ao governo Lula? O DEM é oposição ao governo Lula? Que piada. Passaram seis anos cumprindo as ordens do PT e nunca vão importuná-lo. Taí o caso Battisti para quem quiser ver.

O segredo de um terrorista


Diário do Comércio, 23 de janeiro de 2009


Muitos se escandalizam com o asilo político concedido ao assassino Cesare Battisti, mas poucos tentam averiguar o que o episódio significa realmente. A sucessão de casos similares, a proteção concedida pela esquerda brasileira a praticamente todos os terroristas internacionais que aqui aportam – Achille Lollo, Olivério Medina e sua esposa, os seqüestradores de Abílio Diniz e Washington Olivetto – e o contraste que esses casos formam com a recusa de asilo aos dois boxeadores cubanos deveriam alertar para a obviedade de que não se trata de episódios isolados, mas de uma atividade permanente, sistemática. Mas mesmo aqueles que o percebem hesitam em sondar a relação entre esses fatos e a estratégia geral petista.


Qual é exatamente a posição do Brasil no quadro da esquerda internacional em ascensão? A uma visão superficial, o Brasil é uma democracia de esquerda moderada, favorável ao livre mercado e respeitosa da ordem jurídica. Quase ninguém entende que o país precisa ser tudo isso precisamente para poder desempenhar a função nuclear que lhe cabe na estratégia esquerdista mundial. Também poucos querem enxergar que a democracia brasileira é hoje um puro formalismo jurídico a encobrir o poder monopolístico da esquerda e a total exclusão da simples possibilidade teórica de uma oposição conservadora, seja na política eleitoral, seja na mídia, seja até na pura esfera cultural.


O Brasil, democracia sui generis onde as liberdades legalmente constituídas coexistem pacificamente com a total impossibilidade de exercê-las, é a origem e o centro de comando da revolução comunista na América Latina. É da elite intelectual petista, fundadora do Foro de São Paulo, que emanam discretamente as instruções gerais destinadas a transformar-se em espetáculos de esquerdismo histriônico por meio dos Chávez, Morales e outros tantos que às vezes nem mesmo compreendem as sutilezas dialéticas do processo e por isto acabam, com freqüência, exagerando no desempenho de seus papéis. Se a Venezuela e a Bolívia parecem estar na vanguarda da revolução, e o Brasil muito na retaguarda, é porque o comando, por definição, fica na retaguarda.


Por isso mesmo é que o Brasil se torna também o abrigo ideal para os revolucionários caídos em desgraça nos seus respectivos países. Se eles fossem para Cuba ou para a Venezuela, teriam de conservar sua identidade exterior de revolucionários e se tornariam inúteis para funções mais discretas e relevantes. Aqui, podem adquirir uma fachada de cidadãos pacíficos, aposentados de toda violência, e integrar-se, sem risco nenhum, nos altos círculos intelectuais que comandam o processo. Só um idiota completo pode acreditar que o governo brasileiro aceitaria o risco de uma crise diplomática só para agradar a uma socialite. Tal como Achille Lollo e Olivério Medina, Cesare Battisti não recebeu apenas um asilo político, mas uma promoção, subindo na hierarquia revolucionária, do posto de executor na linha de frente para o de analista e planejador nas altas esferas. Ele é protegido porque é útil, não porque Carla Bruni é bonitinha.


Nenhuma análise séria dos fatos políticos pode-se fazer desde o ponto de vista liberal e conservador se este não absorve, primeiro, a perspectiva do adversário. Se você não está capacitado para fazer uma análise marxista da situação exatamente como a fariam os teóricos e estrategistas do movimento revolucionário, suas opiniões a respeito da política de esquerda serão sempre meras tentativas de projetar sobre ela categorias que lhe são estranhas, ajudando, portanto, a encobrir seus verdadeiros intuitos e a conferir o privilégio da invisibilidade quase absoluta às estratégias e táticas do esquerdismo.


Afinal, o marxismo não é só uma “ideologia”: ele é uma estratégia da praxis revolucionária e, nesse sentido, é uma ciência – uma ciência extremamente sutil e complexa, da qual os formadores de opinião liberais e conservadores, no Brasil, não sabem praticamente nada. O deslocamento entre as categorias analíticas e a natureza do fenômeno estudado é garantia segura de incompreensão, e a incompreensão é por sua vez a origem dos erros estratégicos monstruosos que, ao longo dos últimos trinta anos, reduziram o liberalismo e o conservadorismo, de forças imperantes, a exceções doentias que só subsistem graças à tolerância provisória do sistema.


É fácil observar de fora os erros da economia marxista e pontificar que todo movimento baseado nela está condenado ao fracasso. Mas a estratégia do movimento comunista não é, de maneira alguma, uma decorrência direta e mecânica da sua economia. Principalmente não o é na esfera da luta cultural, onde as manobras e rodeios da intelectualidade ativista vão, com freqüência, no sentido contrário daquilo que se poderia deduzir do economicismo marxista vulgar. Trata-se de um ramo de conhecimento que tem sua própria autonomia e que não pode ser dominado senão mediante longos anos de estudo. É só aprendendo a pensar como os teóricos da revolução mundial que se pode, em seguida, transcender a sua visão das coisas e condená-la com fundamento. Atirar-lhe pedras desde fora é ficar abaixo dela e tornar-se vítima cega do processo revolucionário.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".