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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Unasul: Uribe ganha dos celerados juntos

Dois artigos:

Cúpula da Unasul fracassa em aliviar tensão na região
Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO

28/08/2009 - 23h21


MARCIA CARMO

Enviada especial da BBC Brasil a Bariloche

A reunião da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), em Bariloche, na Argentina, não foi suficiente para aliviar a tensão entre os líderes da região, mesmo após sete horas de discussões intensas sobre o acordo militar entre Colômbia e Estados Unidos.

Saiba mais sobre o acordo militar entre EUA e Colômbia
Base deverá ser usada para reabastecer aviões de carga
Texto abre espaço para EUA usarem mais de sete bases


Fontes do governo brasileiro afirmam que o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, pretendia que a reunião terminasse em um "clima de paz", mas os discursos foram marcados por tensão, principalmente entre os presidentes da Colômbia, Álvaro Uribe, da Venezuela, Hugo Chávez, do Equador, Rafael Correa, e da Bolívia, Evo Morales.


Os líderes pediram a Uribe a apresentação do documento do acordo aos integrantes do Conselho de Segurança da Unasul e o acesso de membros do Conselho às bases colombianas que serão usadas pelos americanos.


Uribe, no entanto, não respondeu aos pedidos e disse que o acordo com os Estados Unidos não significará perda de "soberania" colombiana.


"Esse acordo é importante para a Colômbia e com ele não perderemos um milímetro de nossa soberania. E foram os Estados Unidos que nos ajudaram no combate aos narcotraficantes e terroristas com o Plano Colômbia, a partir do ano 2000", disse o presidente colombiano.


Uribe disse ainda que não são bases americanas, mas colombianas que contarão com militares dos Estados Unidos.

"Mas por mais que eu diga que não são bases americanas vão continuar com esse discurso", disse.


Uribe indicou que o acordo já é um caso consumado e pediu ações conjuntas no combate ao narcotráfico e ao tráfico de armas.


"Lamento que alguns líderes falem destes 'narcoterroristas' como aliados políticos. E queria pedir que integrantes das Farc não encontrem abrigo em outras regiões", afirmou.


Críticas


O presidente do Equador disse que Uribe deveria "parar de transferir" problemas da Colômbia para outros países.


"Os problemas são da Colômbia e devem ser resolvidos pela Colômbia", disse Correa.

Chávez também se manifestou sobre o acordo e sugeriu que a Unasul discuta a paz, "mas a paz na Colômbia".


Morales voltou a pedir que seja realizado um referendo regional para que os eleitores dos países da América do Sul decidam sobre o acordo entre Colômbia e Estados Unidos.


Correa destacou ainda que a Colômbia é o país da região que, proporcionalmente, mais investe no setor militar, mas que também seria o líder na produção de drogas. Uribe negou as acusações do líder equatoriano.


"Presidente Correa, estes dados que o senhor apresentou não correspondem aos fatos", disse Uribe.


Transmissão


Todo o debate entre os líderes da Unasul foi transmitido ao vivo pelas principais emissoras de televisão da Argentina, como C5N. Além disso, as discussões também foram transmitidas em telões da sala de imprensa do local da reunião.


Lula lamentou a transmissão ao vivo do encontro. "Eu na verdade não gostaria que esta reunião tivesse sido transmitida ao vivo. Porque quando são transmitidas ao vivo as pessoas não falam o que pensam o que sentem".


Cinco horas após o início dos debates, e ainda sem consenso ou conclusão, Lula voltou a criticar a abertura da reunião.


"Eu disse desde o começo que uma reunião desse tipo, aberta à imprensa, não ia funcionar porque os presidentes tendem a falar para seu público interno. E se todos tivessem falado (o que pensam) desde a primeira intervenção, não estaríamos aqui discutindo até agora", afirmou o presidente.


A reunião terminou com um documento indicando que os assuntos de Defesa serão discutidos na próxima reunião do Conselho de Defesa, na primeira quinzena de setembro.


O texto final afirma que a América do Sul deve ser uma "área de paz" e que "forças estrangeiras" não devem interferir na soberania dos países da região. O documento diz ainda que as nações sul-americanas devem combater o terrorismo e o narcotráfico.


O encontro terminou com uma foto de todos os presidentes. Mas Uribe permaneceu na sala do encontro enquanto todos já estavam prontos para a foto. A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anfitriã da reunião, foi buscá-lo e todos acabaram aparecendo na imagem.


O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que a reunião em Bariloche foi "um avanço" e que o objetivo do encontro não era "resolver o problema entre Venezuela e da Colômbia".


Quando questionado sobre a razão pela qual o acordo militar entre Estados Unidos e Colômbia não estava citado no documento final, Amorim respondeu: "Pra bom entendedor, poucas palavras bastam".


As veias abertas da América Latina




Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA


Epa! Espera aí. Se Uribe venceu, ficou provado que a entidade Unasul não serve para muita coisa e, como se trata de uma entidade criada sob inspiração chavista, o escancaramento de sua ineficiência também pode ser encarado com uma vitória, não é não?


Devo começar pelo fato: houve uma reunião da Unasul em Bariloche, na Argentina. Sobre o evento, a primeira versão escrita de que tomei conhecimento foi a de dona Eliane Cantanhêde, na Folha de S. Paulo. Conhecendo as simpatias da moça (?!), só posso lê-la pelo avesso, isto é, entendendo no sentido inverso as afirmações da repórter.


Segundo ela, a reunião "aprofundou o impasse entre os 12 países da região". De imediato, deduzo que não aconteceu absolutamente nada. Para o continente (à exceção da despesa que ocasionou para os contribuintes latino-americanos), a reunião não teve nenhum significado e não aprofundou impasse nenhum, até porque não há nenhum impasse.

Haveria impasse se a Unasul tivesse autoridade e consenso, e condenasse com veemência o acordo militar entre a Colômbia e os Estados Unidos, deixando-o em suspenso. Não foi o que aconteceu. Portanto, o acordo se manteve, o presidente Uribe deixou mais uma vez clara a sua razão de ser e defendeu-o dos argumentos falaciosos do eixo bolivariano.

Epa! Espera aí. Mas isso é um fato positivo. Essa é uma vitória de Uribe, da Colômbia e de todos aqueles que se opõem ao eixo bolivariano, não é não? Apesar de toda a pressão de Hugo Chavez et caterva, o acordo se manteve. Por sinal, Uribe nem sequer apresentou as tais "garantias jurídicas" que o ministro Nelson Jobin Laden garantiu que ele apresentaria...

Epa! Espera aí. Se Uribe venceu, ficou provado que a entidade Unasul não serve para muita coisa e, como se trata de uma entidade criada sob inspiração chavista, o escancaramento de sua ineficiência também pode ser encarado com uma vitória, não é não? A reunião foi de tal modo inócua que o próprio Lula ficou irritado e bateu com o sapato na mesa, perguntando: isso aqui é ou não é uma reunião de chefes de Estado? (não foi esse, no fundo, no fundo, o teor de seu pronunciamento?). Ainda bem que ninguém respondeu...

Não sei se é muito otimismo da minha parte, mas eu ainda encontro outros saldos positivos na reunião. O principal vem da intervenção irônica de Alan García que foi, com perdão do trocadilho, do peru!

García refutou insofismavelmente o discurso chavista ao dizer ao gorila que ele é um militar profissional - fato que o coronel Hugo Chavez tem escamoteado com muita facilidade -, mas também ao questionar o seu termos de um suposto expansionismo norte-americano:

"Homem, para que os EUA precisam dominar o petróleo [da Venezuela] se você já lhes vende todo o petróleo de que eles precisam?"

Melhor do que isso só se o Evo Imoralez tirasse um bumbo debaixo do poncho e saísse cantando, que nem a Mercedes Soza: "Volver a los dezassiete, después de vivir un siglo"...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A palhaçada da Unasul contra o futuro da Colômbia

Fonte: MÍDIA SEM MÁSCARA
CEL. LUIS ALBERTO VILLAMARÍN PULIDO | 13 AGOSTO 2009
NOTÍCIAS FALTANTES - FORO DE SÃO PAULO


Assim como Chávez deixou conhecer suas verdadeiras intenções e auto-deletou sua afinidade política e ideológica com as FARC quando Uribe o retirou da mediação para libertar os seqüestrados, agora Lula deixou reluzir sua verdadeira pele de lobo, quando seu chanceler Amorim disse, em outras palavras, que combater as FARC e o terrorismo com o apoio dos Estados Unidos punha em risco a segurança brasileira.


Os peões de Fidel Castro na América Latina estão empenhados em legitimar as FARC, apoiar a ofensiva final do grupo terrorista contra a institucionalidade colombiana e integrar o país à empulhação comunistóide de Chávez, Correa, Evo Morales e demais governantes marxistas-leninistas do hemisfério.

Na busca do sinistro objetivo, os terroristas das FARC e os delinqüentes de colarinho branco que os acolitam, recorrem às trapaças que forem necessárias.
Por exemplo, com o mesmo cinismo que negou ser o cérebro da trama que permitia Raúl Reyes ter um acampamento no Equador, e que é de conhecimento geral que agora Joaquín Gómez vive na mesma zona, Rafael Correa ordenou a seus assessores que fizessem uma montagem grosseira com um suposto diário pessoal de Reyes.

Porém, a farsa foi tão vulgar e rasteira que os falsificadores não intuíram que dentre os documentos autênticos encontrados na guarida de Reyes, havia vários textos escritos de próprio punho e letra do terrorista abatido, cuja caligrafia não coincide com a que o diário equatoriano apresenta. E o que é pior, que a linguagem utilizada com termos cotidianos usados pelos equatorianos não corresponde ao jargão das FARC, nem ao modo particular de Raúl Reyes falar.

Por sua parte, o boquirroto mandatário venezuelano, que amiúde desconecta o cérebro da língua para falar, saiu ante os meios de comunicação com uma sandice mais incoerente que a de Correa. Para tratar de justificar porquê as FARC tinham em uma cova alguns lança-foguetes de fabricação sueca comprados pelo governo venezuelano para dotar a Força Armada do país vizinho, teve o cinismo similar ao de Correa de dizer que essas armas foram roubadas em 1995 pelas FARC, da Guarda Nacional venezuelana.

Porém, os fatos o desvirtuam por completo e apresentam Chávez uma vez mais perante a opinião pública como o que ele é: um bufão mentiroso. Uma patrulha de contra-guerrilhas não utiliza esse tipo de foguetes, que por suas características táticas e técnicas estão desenhados para combates de guerra regular em operações em campo aberto contra tanques, elementos blindados ou infantaria mecanizada. E em poder de grupos terroristas como a OLP ou Al-Qaeda, são utilizados para disparar contra helicópteros que voam a baixa altura ou desembarcam tropas, em terrenos desérticos ou áreas urbanizadas.

Isto infere que é improvável e inexplicável que uma unidade da Guarda Nacional venezuelana, em cumprimento de missões de vigilância rural, pudesse ter em sua dotação este tipo de arma, cuja munição é pesada, incômoda de carregar e que, evidentemente, afeta a mobilidade por entre a selva.

Assim como Chávez deixou conhecer suas verdadeiras intenções e auto-deletou sua afinidade política e ideológica com as FARC quando Uribe o retirou da mediação para libertar os seqüestrados, agora Lula deixou reluzir sua verdadeira pele de lobo, quando seu chanceler Amorim disse, em outras palavras, que combater as FARC e o terrorismo com o apoio dos Estados Unidos punha em risco a segurança brasileira.

Finalmente, com uma linguagem de criador de caso, o indígena cocalero que governa a Bolívia desqualificou a decisão autônoma e autárquica do governo colombiano ao permitir a presença de membros das Forças Militares dos Estados Unidos em algumas unidades militares colombianas, com o fim de combater o terrorismo comunista e o narcotráfico que é sua principal fonte de financiamento.

É sintomático. Chávez, Correa, Lula e Evo Morales não estão preocupados de que supostamente se viole a soberania de um país ao permitir a presença de "tropas estrangeiras", pois na prática estes conspiradores contra a Colômbia são peões de Fidel Castro, que os manipula a seu arbítrio.

Cegos, surdos e mudos frente à realidade. Não vêem nem querem ver que o experimento totalitário do ditador cubano resume 50 anos de terrorismo comunista e sintetiza a infertilidade da estupidez comunista, enceguecida em oprimir e torturar seus próprios povos.

Além disso, produz comichões em todos os governantes comunistas filiados ao Foro de São Paulo, saber que com a tecnologia de ponta fornecida pelo governo norte-americano as comunicações dos terroristas serão interceptadas com facilidade, os acampamentos localizados para depois ser bombardeados, e os carregamentos de coca que saem pelo Equador, Venezuela, Brasil e Bolívia para o primeiro mundo poderão ser interceptados.

Neste sentido, Correa, filho de um delinqüente que foi encarcerado por narcotráfico nos Estados Unidos, e que naturalmente é beneficiário do dinheiro sujo das drogas ilícitas, cada dia resulta mais untado de coca, terrorismo e farsas comunistas.

Desde antes de tomar posse como des-governante do Equador, desatou uma intensa campanha de propaganda leninista contra a Colômbia, porque as Forças Militares estavam destruindo as finanças das FARC na fronteira binacional e assim não poderiam continuar sustentando-o no poder, ou ajudando com dinheiro para criar os comitês binacionais de vigilância revolucionária organizados pelas FARC e os cappos do narcotráfico de ambos os países.

A presença militar norte-americana nas bases colombianas põe totalmente um cala-boca em Chávez, pois neutraliza as intenções bélicas do boquirroto mandatário que já não poderá executar o "Plano Guaicapuro" [1] contra a Colômbia, devido a que os membros das Forças Militares dos Estados Unidos estão meio a meio.

A inteligente, oportuna e transcendental decisão do governo Uribe, de fortalecer com tecnologia de última geração as tropas encarregadas de combater e destruir as estruturas terroristas, tem incomodado muito os cúmplices das FARC.

Porém, enquanto toda esta trama se tece desde fora da Colômbia, dentro os politiqueiros de sempre andam imersos em um novo capítulo da pátria boba.

Vivo reflexo de seu mentor Alfonso López, o desavergonhado ex-presidente Cesar Gaviria lança toda uma série de gracejos indecentes contra Uribe, obstaculiza com fraudes politiqueiras as decisões do atual presidente, tece todo tipo de conchavos com aqueles que têm sangrado o erário público e faz campanha aberta, primeiro para tratar de repetir seu desprestigiado governo e segundo, para abrir o caminho a seu delfim Simon.

Por seu lado, a leviana e oportunista Noemí regressou do exílio dourado da diplomacia, custeada com os impostos que os colombianos pagamos, com o egoísta desejo de manter-se no meio, quer dizer, para buscar uma abundância de votos que no final da próxima campanha presidencial lhe permita continuar na sua eterna figuração pessoal, como embaixadora ou ministra. Além disso, é desleal até a morte.

Em vez de agradecer a Uribe que a manteve sete anos vivendo como uma rainha na Europa, Noemí o traiu e se lançou à politicagem, porque como todos os dirigentes políticos que nos mal governaram durante quase dois séculos, só pensa nela e não na Colômbia.

Com sobeja razão López Michelsen dizia que Noemí Sanín é o mesmo que ver Andrés Pastrana de saia. E Samper dizia que é uma mulher tão firme em suas paixões quanto débil em suas convicções. Nem mais nem menos. O grave é que há quem acredite em suas etéreas ofertas.

Por outro lado, Pardo Rueda se esqueceu de que, produto de sua inaptidão como primeiro ministro da Defesa civil, começou a se desenvolver a etapa mais crítica e sinistra do Plano Estratégico das FARC. Também se esqueceu de que, como qualquer camaleão tornou-se uribista por conveniência, com a finalidade de obter um assento no senado, escudado no nome de Uribe. E agora também lhe pegou a estocada pelas costas. É um dos críticos de tudo o que o governo faz e quem nele acredita, em particular nos assuntos sensíveis nos quais Pardo brilhou por sua incompetência.

Entretanto, Ernesto Samper, talvez o mais inepto e o mais cínico dos ex-presidentes colombianos de toda a história, ansioso por ser reeleito para continuar a sistemática sangria da Colômbia, deixou conhecer suas verdadeiras intenções. Devido a que sua campanha presidencial fora financiada pelo cartel de Cali e por esta razão perdeu até o visto para entrar nos Estados Unidos, encontrou em Hugo Chávez um sócio de trapaças, tentam tirar Uribe do caminho e se mostrar como uma vítima dos gringos.

Desavergonhado, e seguramente que é o que realmente buscam as FARC e Chávez, Samper é tão descarado que pensa que os vai manipular como costuma fazer. E o senador Galán, que parece viver em Marte, porém busca prebendas politiqueiras pessoais na Colômbia, tem o descaramento de sugerir que o governo nacional creia que os mandatários pró-terroristas do Equador, Venezuela e Brasil, obram de boa-fé. Bem-aventurados os mansos porque lhes farão a cirurgia de pé.

Em boa hora o presidente Uribe evitou a emboscada comunista que a cúpula da Unasul lhe havia preparado.

Já é hora de que Noemí, Galán, Samper e os demais desinformados saibam que as FARC têm um plano estratégico para tomar o poder e impor uma ditadura similar à cubana. Que para as FARC e seus cúmplices, os dirigentes políticos tradicionais colombianos são os inimigos que devem desaparecer do mapa, porém que no momento devem aliar-se ou destruí-los.

E que, desde a ótica fariana, não haverá paz na Colômbia enquanto as forças marxistas-leinistas não estejam no poder porque, segundo sua cenozóica visão da política, o mundo está em permanente guerra de classes e essa guerra só termina no dia em que o comunismo governe, desapareça a propriedade privada e se imponha uma ditadura do proletariado.

Assim pensam as FARC, Lula, Correa, Evo, Ortega, a Kirchner e os demais comunistas chiques que desgovernam alguns países do hemisfério.



[1] Esse foi um plano elaborado por Chávez como estudo para prova nas escolas de Inteligência da Força Armada Nacional, no qual se simula um ataque a um país fictício hostil, que recebe ajuda de um outro com temeroso poderio bélico. Naturalmente esses países hostis são a Colômbia e os Estados Unidos, embora eles apareçam com nomes de cores em vez dos seus originais. E, naturalmente também, o fictício país que representa a Venezuela os derrota.

Tradução: Graça Salgueiro

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Um brasileiro fala da Bolívia sobre a obra de horror do Evo Morales: a Guerra Civil

Do blog NOTALATINA
Thursday, September 18, 2008

Hoje um leitor postou um comentário tão importante que resolvi rejeitá-lo no espaço próprio e publicá-lo aqui, como parte da edição de hoje. Trata-se de um brasileiro que vive na Bolívia e que, por esta razão, sabe perfeitamente bem o que está acontecendo naquele país. A mensagem é uma carta encaminhada à revista “Isto É”, e como tenho certeza que ela será jogada com desprezo e nojo na lixeira, faço o que deveria ser a primeira responsabilidade de um órgão informativo: divulgar para o público leitor os fatos e não as versões encomendadas, maquiadas e censuradas.

A reportagem da “Isto É” é falsa, mentirosa, desinformação pura. Como o presidente-cocalero Morales classificou o embaixador Philip Goldberg como “persona non grata”, alegando que ele contribuía para a desestabilização do país, a repórter Luiza Villaméa endossa concluindo: “Os Estados Unidos revidaram, classificando da mesma forma o embaixador boliviano em Washington. É o fantasma do golpe de Estado rondando, de novo, a Bolívia”. Moça, vai estudar, pára de repetir tanta mentira e desinformação que o leitor merece respeito!

Esta revista tem a ousadia (ou cara de pau) de se dizer “independente” mas, do mesmo modo que 99% da mídia nacional, repete as mesmas baboseiras, mentiras e chavões do esquerdismo nacional e internacional, com a mesma linguagem viciada do politicamente correto. Dá vergonha ver os noticiários ou tentar ler o que dizem os jornais e revistas brasileiros sobre esta crise gravíssima que atravessa a Bolívia porque, é como diz aquela máxima comunista: se a teoria não corresponde aos fatos, pior para os fatos! A notícia que vai ser divulgada é aquela que foi estabelecida “por consenso” e fim de conversa; o leitor que se dane.

Pois muito bem. O Notalatina não tem rabo preso com ninguém, não é patrocinado ou subvencionado por nenhum órgão público ou privado, partido político, políticos ou empresários. Meu objetivo é buscar a verdade e desmascarar a fraude da “informação confiável” que alardeiam mas sonegam os nossos meios de comunicação.

E como já era previsto, Lula respaldou a atitude de Morales de expulsar o embaixador americano. Disse ele: “Se for verdade que o embaixador dos Estados Unidos se reunia com a oposição de Evo Morales, Evo está correto em expulsá-lo. É a famosa ingerência das embaixadas americanas em vários momentos da história do continente americano. Então, creio que houve um incidente diplomático, se o embaixador estava tendo injerência na política, Evo tem razão”. Nesta entrevista que Alejandro Peña Esclusa concedeu ontem de Santa Cruz de la Sierra a Marianella Salazar, uma das jornalistas mais combativas da Venezuela e por isso mesmo perseguida pelo psicopata Chávez, ele faz mais uma análise lúcida, clara, realista da situação atual da Bolívia e desmascara a farsa de um Lula “moderado” e democrata. Não deixem de ouvir porque as revelações que ele faz são importantíssimas e estão sendo sonegadas nas tv’s, jornais e revistas brasileiras.

E antes de transcrever a mensagem do leitor à revista “Isto É”, sugiro a leitura do documento que os governadores da “meia-lua” enviaram aos membros da UNASUL, considerando que estes não quiseram recebê-los em uma audiência onde pretendiam explicar o que estava acontecendo em seu país. E estes presidentes não quiseram recebê-los porque não estavam reunidos como chefes de Estado de nações irmãs mas como MEMBROS DO FORO DE SÃO PAULO, cujos interesses são diversos dos que deveriam ter caso fossem independentes e pensassem no bem dos seus países. O documento é este: A LOS EXCELENTISIMOS SEÑORES PRESIDENTES Y PRESIDENTAS DE UNASUR

Agradeço a importantíssima colaboração deste leitor - que não pode se identificar - porque o que ele diz em sua mensagem só vem corroborar o que o Notalatina e Peña Esclusa têm informado desde o início da semana.

Fiquem com Deus e até a qualquer momento!

****

Prezados Senhores

Por uma questão de segurança, pois vivo na Bolívia, deixarei de identificar-me. Justamente por ser testemunha ocular dos fatos e conhecer um pouco do passado recente desse país, gostaria de respeitosamente corrigir algumas informações no que se refere ao artigo “O risco do apagás” (Edição 2028 – 17/09/08)

Primeiro que não está comprovado absolutamente que os que fecharam as válvulas do gasoduto ao Brasil e causaram a explosão tenha sido gente da oposição. Embora considere que isso seja possível, afirmá-lo como fato pronto e acabado é descartar muito rapidamente a possibilidade de que tenha sido gente do próprio governo como uma maneira de despertar antipatia brasileira para o movimento oposicionista, além de encaixar-se na busca de pretextos para militarizar os departamentos (estados) da chamada meia-lua.

Segundo, a revista fala de posições irreconciliáveis. A primeira e corretamente contada é a de Evo Morales, estatizante e indigenista. Porém, ao falar do outro lado como sendo os “autonomistas das elites políticas e econômicas da oposição” a revista reproduz, ainda que talvez que sem saber o discurso do governo central, que cinicamente insiste em desconhecer a luta autonomista que vem praticamente desde a fundação de Santa Cruz e não está restringida às chamadas elites ou, como preferem os do partido de Evo Morales e seu “amigo” Hugo Chávez, as “oligarquias”. É inegável que há uma elite política e econômica em Santa Cruz, mas o apelo pela autonomia é um desejo das massas, como se pôde comprovar, entre outras coisas, pelo referendo relacionado ao tema realizado em junho, onde os números falam por si só. A favor da autonomia: 86% em Santa Cruz, 80,2 % em Beni, 80% em Tarija e 81,8% em Pando. O departamento de Chuquisaca prepara-se para realizar seu referendo sobre o assunto em novembro (conferir: http://www.la-razon.com/versiones/20080505_006263/nota_249_590407.htm, http://www.la-razon.com/versiones/20080602_006291/nota_249_606835.htm, http://www.la-razon.com/versiones/20080623_006312/nota_249_619442.htm).

Historicamente falando, todas as vezes que Santa Cruz tentou falar de autonomia, o discurso do governo central (ou seja, não é de hoje) foi de que o que desejavam era separatismo. Isso é reforçado agora, pois evidentemente autonomia (que é algo muito mais tímido que federalismo) não combina com governo centralista e autoritarismo.

Terceiro, Evo Morales teve seu mandato ratificado e não posso negar que tristemente as pessoas, principalmente as mais simples e incultas, foram fortemente influenciadas pelo maquinário propagandístico estatal, que funciona muito bem por sinal. O que a imprensa brasileira se esquece de contar é que o referendo revogatório foi realizado apesar das fortes e comprovadas acusações de que o padrão eleitoral boliviano está contaminado, com pessoas com dois até quatro cédulas de identidade com nomes diferentes, “mortos” votando, estrangeiros, tudo previamente azeitado por Venezuelanos que foram flagrados nos escritórios da Polícia (responsável pela emissão de documentos) altas horas da noite para “ajudar” nesse trabalho (ver, por exemplo, http://www.fmbolivia.com.bo/noticia2397-denuncian-que-venezolanos-ingresaron-al-registro-civil.html, http://www.eldiario.net/noticias/nt080810/2_02plt.php, http://www.eldeber.com.bo/2008/2008-08-10/vernotaahora.php?id=080810130643).

As acusações de fraude são tão evidentes que a Corte Nacional Eleitoral, composta no momento por apenas três elementos por obra e graça do senhor Evo e cujo presidente da instituição é partidário de Morales, num lampejo de bom senso resolveu não administrar o referendo sobre o projeto de constituição do MAS (partido do governo) enquanto não for feita uma auditoria completa (http://www.eldeber.com.bo/2008/2008-09-03/vernotaahora.php?id=080903173255).

A revista diz que “os governadores da oposição, que também tiveram seus mandatos ratificados, se negam a aceitar as regras do jogo democrático e decidiram radicalizar”. Primeiro, que quem já deu amplas mostras de que não estar interessado em respeitar o jogo democrático é o próprio presidente. Há vários exemplos, mas o mais recente é fato de que convocou o referendo sobre a constituição para 7 de dezembro com um Decreto Supremo (equivalente a nossa medida provisória), quando a lei expressamente diz que tem de ser convocado pelo congresso (mas no senado o governo é minoria, esse o temor). Além disso, disse com todas as letras que quando lhe informam que algo é ilegal, ele não se importa e diz a seus advogados que o legalizem (http://mirabolivia.com/foro_total.php?id_foro_ini=54885, http://www.eldiario.net/noticias/nt080809/3_01ecn.php).

Depois, é muito fácil falar para quem está de fora sobre “rebelião” dos governadores contra as regras do jogo. Pode ser que isso não seja justificável, mas é perfeitamente explicável quando se é testemunha dos freqüentes atropelos do governo central, sem um mínimo de respeito pelas regiões ditas autonômicas que, além do fator político, envolve sérios problemas de preconceito racial para com os “cambas” (habitantes do oriente). A medida é de extremo desespero, horrível para nós que vivemos aqui, mas, tristemente, parece ser um mal necessário para tentar pôr freio aos desmandos desse senhor que, com conexão direta com Caracas, não se importa uma vírgula com o que seja institucional.

Em que momento os governadores da oposição falaram de separatismo? Quando de depor ao presidente? Perguntem aos repórteres brasileiros que estão aqui. O que reclamam é o respeito à votação a sua autonomia, contra o projeto de constituição do MAS aprovado em um quartel e pela devolução do que têm direito por lei e que foi retirado pelo governo que é o Imposto Direto de Hidrocarburo (IDH). Embora a revista afirme corretamente que o dinheiro tomado é usado “para pagar aposentadoria para maiores de 60 anos pobres”, o valor necessário para fazer isso é muito inferior ao valor confiscado, evidenciando a verdadeira intenção do governo: debilitar economicamente os departamentos autonômicos (www.santacruz.gov.bo/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=645).

Peço que, por favor, investiguem os fatos aqui expostos para que os leitores possam ter uma idéia mais realista sobre o que realmente está se passando. É muito triste ver os acontecimentos serem distorcidos pelos órgãos de informação do governo e que esses consigam passar sua versão adiante. Um exemplo é o atual estado de sitio em Pando, onde o governo “estranhamente” não permite que cheguem jornalistas (somente os de Televisão Boliviana, do governo) nem gente dos direitos humanos ao mesmo tempo em que divulgam sua versão dos fatos e ameaçam com prender ao governador.

Na expectativa de poder haver cooperado, desde já agradeço.

Comentários e Traduções: G. Salgueiro

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Evo Morales

Do blog NOTALATINA
Tuesday, September 16, 2008

O Notalatina volta a falar sobre a rebelião da Bolívia, produzida artificialmente pelo presidente cocalero Evo Morales, que é um marionete comandado por Chávez e pelas designações do Foro de São Paulo. Assisti há pouco pela CNN em Espanhol duas entrevistas interessantes: uma com o governador de Tarija, Mario Cossío, e outra com Thomas Shannon, Secretário de Estado Adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental, dos Estados Unidos, em que ambos coincidem com a avaliação que fiz na edição de ontem, onde acuso Evo Morales de ser o principal causador do caos e mortes resultantes deste conflito que não se sabe aonde vai dar nem quando vai acabar.

Segundo informações de Cossío, dadas por telefone, a situação tornou-se insustentável desde o início dos conflitos porque isto foi uma “estratégia planejada por Morales” e que já vinham sendo implementadas há bastante tempo. Lembro que, quando houve os referendos nos estados da “Meia Lua”, Morales não quis reconhecer o resultado que lhes dava – legalmente - a autonomia, alegando que os opositores eram “separatistas” e que queriam ser “países” autônomos. Não apenas sandice mas desinformação, que foi imediatamente absorvida e apoiada pelos países-membros do Foro de São Paulo, dentre os quais o ParTido-Estado do Sr. Lula da Silva.

Ontem os governadores dos estados atingidos pela desordem ingenuamente aceitaram um diálogo com o Governo e elaboraram um documento que seria entregue a Morales. Como era de se esperar, pois já ocorreu isto mesmo em outras ocasiões, enquanto Mario Cossío entrava no Palácio do Governo com o documento, Morales decretava estado de sitio, ameaçando a população de Pando com tropas de choque das Forças Armadas, além de tomar o aeroporto de Cobija, capital do estado. Hoje, Morales mandou prender o governador de Pando, Leopoldo Fernández, sob a acusação de genocídio, e o vice-ministro de Coordenação com os Movimentos Sociais, Sacha Llorente, já sentenciou (bem ao estilo dos tribunais revolucionários) que Fernández será processado e “receberá 30 anos de prisão sem direito a indulto”. Desde o início da tarde Fernández está detido em Cochabamba, o que causou revolta na população não só de Pando mas também de Santa Cruz, Tarija e Beni, os estados autônomos.

Na versão do Governo, quem começou o massacre de 11 de setembro foram os funcionários do governo estadual que “emboscaram os camponeses com maquinaria pesada”, deixando um saldo de 15 mortos, 37 feridos e 106 desaparecidos (fugiram). Ainda segundo a versão do Governo, os funcionários do estado utilizavam metralhadoras contra pobres camponeses armados apenas de “facões e escopetas” que utilizam para a “caça doméstica”. Não já ouvimos coisa semelhante por aqui, quando se trata de ataques dos marginais do MST e índios?

Entretanto, segundo o dirigente cívico Edberto Mayne, tudo começou quando gente paga pelo Governo Morales interceptou funcionários do governo estadual de Caminos e os “matou a bala” e que esse mesmo grupo atuou em Porvenir. O senador Róger Pinto acrescenta que os camponeses mataram a sangue frio o engenheiro Pedro Oshiro que se encontrava no ponto de bloqueio da governadoria e que outro foi morte a golpes de facão. O governador Fernández disse ainda que os malfeitores tinham cintos coloridos para serem identificados entre si, o que confirma que isto foi uma atitude planejada. Vejam aqui neste vídeo como os cocaleros armados por Morales ameaçam em Santa Cruz. E a propósito disto, vale a pena rever o vídeo “O massacre de 11 de abril foi planejado”, produzido por Fuerza Solidaria, pois foi exatamente o que ocorreu na Venezuela em 2002, quando Chávez planejou um massacre contra a população indefesa e depois colocou a culpa na oposição. Até nisso este delinqüente mete suas patas imundas e repete na Bolívia seus malditos planos criminosos!

E ontem após reunião da UNASUL (União das Nações Sul-Americas), redigiu-se um documento intitulado “Declaração de La Moneda” (por ter sido no Palácio La Moneda do Chile, onde a presidenta Michele Bachelet é a presidente pro tempore do grupo), em total a absoluto apoio a Morales. Como era de se esperar, está repleto de palavrório bonito mas falso e hipócrita porque eles mesmos não cumprem o que pregam, como pode-se observar logo no segundo parágrafo que diz: “Considerando que o tratado constitutivo firmado em Brasília em 23 de maio de 2008 consagra os princípios do irrestrito respeito à soberania, à não ingerência nos assuntos internos, à integridade e inviolabilidade territorial, à democracia e suas instituições e ao irrestrito respeito aos direitos humanos”.

Quer dizer, se isto fosse observado e cumprido como manda o tal tratado, Chávez seria no mínimo admoestado pelos outros países-membros, caso esta organização não fosse mais um desdobramento do Foro de São Paulo e todos se locupletassem entre si. A propósito da ingerência de Chávez nos assuntos internos da Bolívia, vale muito a pena ver este vídeo do discurso inflamado que este psicopata fez, ao declarar a expulsão do embaixador dos Estados Unidos na Venezuela, que eu citei na edição do dia 12. É uma vergonha superlativa alguém ter um psicopata em surto como este dirigindo seu país e, vergonha maior ainda, daqueles que o apóiam e aplaudem feito micos de circo.

E para concluir esta edição de hoje, reproduzo (traduzido) o esclarecedor artigo de Alejandro Peña Esclusa sobre esta mega-farsa promovida pela UNASUL.

Fiquem com Deus e até a qualquer momento com novas informações sobre a situação da Bolívia!

Traduções, comentários e nota: G. Salgueiro

A farsa da UNASUL

Do blog NOTALATINA
Tuesday, September 16, 2008

Por Alejandro Peña Esclusa

A grave crise que a Bolívia vive hoje, deve-se a que Evo Morales interpretou seu triunfo na consulta do passado 10 de agosto como uma patente de corso [1], para desconhecer os referendos autonômicos (cortando ilegalmente o benefício que as regiões obtêm dos impostos dos hidrocarbonetos) e para promulgar sua Constituição, aprovada ilegalmente na calada da noite, sem a presença da oposição. Como era de se esperar, os bolivianos se rebelaram ante semelhante golpe de Estado.

Uma vez desatada a crise, os aliados de Evo Morales – particularmente Hugo Chávez – se mobilizaram para defender seu camarada, argumentando falsamente que “a direita”, apoiada pelos Estados Unidos, estava desestabilizando a Bolívia. Por arte de magia, o vitimário Evo Morales se converteu em uma pobre vítima.

Os governos pertencentes à União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) se reuniram em Santiago do Chile, para defender a “institucionalidade democrática” na Bolívia, porém não disseram que quem a estava vulnerabilizando era o próprio Morales. Tampouco disseram que todos os presidentes que assistiram ao encontro – exceto Álvaro Uribe – formam parte do Foro de São Paulo, organização à qual também pertence Evo Morales, junto com as FARC e o ELN. Muito menos criticaram Chávez por intervir flagrantemente nos assuntos internos da Bolívia, ameaçando enviar tropas a esse país e fazendo um chamando para intimidar os chefes militares bolivianos.

O próximo passo dos governos da UNASUL – quer dizer, do Foro de São Paulo – será propiciar um falso diálogo entre as partes em conflito, o qual na realidade servirá para que Evo Morales persiga ferozmente a oposição boliviana, argumentando que tentaram dar um “golpe”. Isto dará a Evo Morales uma nova oportunidade de impor sua cartilha totalitária, escrita em Cuba e financiada pela Venezuela. Como se fosse pouco, a UNASUL decidiu designar uma comissão que investigará os eventos na região de Pando, a qual equivale a pôr um rato para tomar conta do queijo.

Para os venezuelanos este é um filme repetido. Em 11 de abril de 2002, Hugo Chávez cometeu um terrível massacre, ao ordenar a seus seguidores que disparassem à vontade contra uma manifestação pacífica. Posteriormente, Chávez e seus aliados internacionais converteram o massacre em “golpe”, e começou uma perseguição feroz contra a oposição, que ainda não teve fim.

Resulta revelador que os integrantes da UNASUL ponham mais interesse na propaganda auspiciada por Chávez, do que nos vínculos de seus principais funcionários policiais com o narco-terrorismo, ou à forma descarada como financia com maletas a seus aliados. Isto prova que, como dizem na Venezuela, são jacarés do mesmo poço.

1. Campanha que os navios mercantes faziam pelo mar, com patente de seu governo, para perseguir os piratas ou as embarcações inimigas.

Traduções, comentários e nota: G. Salgueiro

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Perplexo e sufocado

Por Arlindo Alexandre via e-mail

Há tempo me venho relacionando com pessoas que demonstram ainda possuir alguns neurônios patriotas.

Pessoas que prezam princípios, valores, democracia, liberdade e tradições culturais.

Algumas destas pessoas mantêm sites e blogs denunciando a marcha de socialização disfarçada, soturna, insidiosa dos que desconhecem a Constituição e disseminam leis na contra mão do estado democrático de direito.

Há tempos venho pensando sobre as dificuldades para juntar pessoas com os mesmos objetivos, mas que parecem assustadas com a agressividade dos antagonistas, talvez assustadas com os riscos, perseguições, infiltrações. Esta é uma guerra contra o tempo, contra o poder total que hoje se traduz em poder financeiro que gerou e comanda capimunismo.

Pessoas conscientes me têm dito sobre pequenos empresários que preferem calar-se a defender as instituições e o estado democrático de direito. Calam-se e não se comprometem para iluminar a cena e impedir avanços totalitários bandidescos contra o direito consuetudinário das nações, contra as individualidades e a excelência competitiva.

Aqui nas Américas, a UNASUL já é uma realidade para conduzir este continente ao objetivo dos “esquerdistas” – para ser politicamente correto e não dizer comunistas, como seria mais correto e menos político. Mais ainda quando a correção política é um sofisma. É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha que encontrar um político correto na atualidade.

Aqui no Brasil, onde o crime organizado é protegido por organizações que se proclamam defensoras dos direitos humanos com o beneplácito dos governantes;

. onde o território é retalhado entre indivíduos e empresas estrangeiras, comprometendo a soberania;

. onde se criam leis que promovem o racismo;

. onde os crimes cometidos por membros do governo são arquivados e os responsáveis blindados;

. onde se desfiguram traços culturais e se mantém uma escola que promove ineptos;

. onde as negociatas e o desvio do dinheiro público é a regra e não exceção punida com cadeia;

. onde movimentos terroristas à margem da lei recebem verbas públicas, como o mst e outros apoiados por missionários internacionais;

. onde o partido do governo tem como objetivo a socialização, nos dias em que o socialismo se provou um sistema criminoso com um rastro histórico de sangue, medo e pobreza;

. organizar-se contra a marcha dos acontecimentos, organizar-se para tomar o poder e corrigir erros históricos, organizar-se para defender a pátria e os direitos dos nacionais, corresponde a defender-se de assaltantes, defender a própria casa contra ladrões, defender a própria família contra a violência institucionalizada.

Por que então, os que conhecem os fatos, percebem a presença do Foro São Paulo, entendem como se aplicam as lições de Antonio Gramsci, têm tanta dificuldade de unir-se e agir num sentido coerente?

A inferência a mais que me chega é que estamos todos controlados de modo subliminar, por uma mídia controlada por alienígenas poderosos. Tradicionalmente podemos observar como se criam “necessidades” artificiais. Como se mobiliza a gente para uma economia descartável: com natais, dia das mães, dos pais, da criança, páscoa, dia do namorado, eventos como a parada gay, direitos exdrúxulos, racismo, mobilização de etnias, mobilização de grupos ideológicos radicais, tudo batizado sob a bandeira dos “direitos humanos”- irresponsabilidade e mais violência.

Ou será que estamos em cima do muro e aí vamos ficar esperando o estreitamento do cerco totalitário, aproveitando mais um dia de vida e pretensa liberdade? Quando Julio Verne escreveu sobre balões, viagens submarinas, viagem à lua, aplaudimos o resultado final do engenho humano que hoje nos permite visitar o mundo, museus, idéias, sem sair de casa. O fato é que diante da telinha do computador viramos uns bundões: apreciamos a marcha dos acontecimentos na dúbia “segurança” do lar, enquanto uma bala perdida da guerra lá fora não nos atingir.

Desconfiamos das razões, dos bons motivos e até deixamos de acreditar em nossa mesma possibilidade, porque a liberdade de expressar o pensamento pode entrar em choque com forças poderosas que vigiam com olho do “big brother” imaginado por George Orwell, que diferente de Julio Verne, pintou o rebanho controlado e robotizado nos guetos.

Acho que ainda não comemos pastilhas feitas com restos mortais humanos. Mas estou certo de que a indústria química, há muito, implanta medos e controla algumas de nossas escolhas vendendo toneladas de comprimidos contra a dor de cabeça e o resfriado. Automáticamente - e não deliberada e racionalmente, - “escolhemos”: o que comer, vestir, fazer contra a nossa própria natureza, contra a liberdade, contra a livre iniciativa.

Esquecemos ou abrimos mão (por mêdo ou precaução?) de agir como cidadãos, de defender o nosso território. Será que já estamos convencidos de que é inútil defender a propria casa e a propria familia? Será que já estamos robotizados a ponto de mover-nos sem perceber os riscos do terreno, sem capacidade de reagir?

Se é assim, viramos zumbis! Os formadores de opinião, os pais, os educadores, os ministros religiosos, os políticos, os profissionais liberais, os intelectuais, os empresários fracassaram e também foram contaminados por uma inteligência externa que invadiu as nossas instituições, igrejas, lares, repartições e cérebros para realizar o mundo do big brother de Orwell.

Como a natureza sempre resistiu e sobreviveu, resta esperar que comportamentos naturais possam aflorar para superar esta debilidade mental que nos acovarda.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Governo mundial

Do portal do DIÁRIO DO COMÉRCIO
Por Olavo de Carvalho, 10 de junho de 2008

O controle continental latino-americano
é o objetivo do Foro de São Paulo.




À primeira vista, a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), não é nada mais que a implementação de um preceito constitucional. No seu artigo 4, parágrafo único, a Constituição brasileira determina: “ A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações .” Na verdade, será uma autoridade supranacional, um órgão do governo mundial, com poderes para impor o socialismo a todo o continente sem que os povos e nações envolvidos possam deter o processo ou interferir nele no mais mínimo que seja (acima a "bandeira oficial " do monstro).

Os motivos que me levam a dizer isso são muitos. Desde logo, a implantação do governo mundial a partir de sucessivas integrações regionais é um plano em avançado estado de realização, conforme admitiu já dois anos atrás um relatório do Council on Foreign Relations . Das várias integrações regionais pretendidas, a primeira e mais bem sucedida até agora, o modelo para todas as vindouras, é a União Européia , e esta funciona exatamente do modo como estou dizendo. Hoje em dia, setenta por cento das decisões de governo na Europa são tomadas em Bruxelas, sem que os eleitores dos vários países possam dar um pio ou tenham sequer os meios de informar-se a respeito. O processo democrático nas nações européias está hoje limitado às questões menores e de curto prazo, nas quais tem de cingir-se às linhas gerais determinadas pela UE.

A Europa é hoje uma ditadura administrada localmente por democracias de brinquedo encarregadas de ratificar suas decisões, seja impondo-as sem dar satisfação ao eleitorado (como no caso da poligamia britânica), seja legitimando-as por meio de uma nova modalidade de consulta popular, farsesca até o último limite da palhaçada: quando o referendo decide contra a vontade da UE , é considerado provisório e então se faz outro, e outro, e outro, cansando o eleitorado até forçá-lo a dar a resposta desejada, que então se torna definitiva (foi assim que se impôs a liberação do aborto em Portugal, por exemplo).

A Constituição da UE , para admitir uma nova nação-membro, exige provas de que o regime vigente nela é suficientemente democrático, mas, como observou o sociólogo Ralf Dahrendorf, a própria UE , caso pedisse ingresso nela mesma, jamais passaria no exame.

Quem quiser estudar esse assunto, que leia The European Union Collective , de Christopher Story (London, Edward Harle), e sobretudo o estudo recente de John Fonte, Global Governance vs. the Liberal Democratic Nation-State: What Is the Best Regime? , apresentado quarta-feira última no Bradley Symposium 2008 do Hudson Institute em Washington D.C. (v. http://pcr.hudson.org/files/publications/2008_Bradley_Symposium_Fonte_Essay.pdf ).

O núcleo gerador da planejada integração latino-americana já existe e está em pleno funcionamento há dezoito anos: é o Foro de São Paulo . O nível de integração aí alcançado pode-se medir pela extensão da rede de proteção mútua entre partidos legais de esquerda e organizações de narcotraficantes e seqüestradores, a qual opera em praticamente todas as nações da América Latina, assegurando a total impunidade para os criminosos que ajam no interesse da estratégia continental esquerdista.

A completa inexistência de fronteiras nacionais para o Foro de São Paulo e a eficácia assustadora da sua gestão secreta dos assuntos continentais ficaram mais que comprovadas quando o sr. Luís Inácio Lula da Silva, em seu discurso de 2 de julho de 2005, no 15º. aniversário do Foro , admitiu que o resultado do referendo venezuelano de 15 de agosto de 2004 foi criado pela intervenção camuflada dele próprio e de outros membros da entidade.

O poder de controle exercido pelo Foro sobre o debate público pode ser medido pelo fato de que o sr. Luís Inácio, mesmo depois dessa confissão oficial, jamais foi sequer interpelado no parlamento ou na mídia sobre sua interferência ilegal nos assuntos de um país vizinho. O Foro faz o que quer, e ninguém em torno ousa sequer levantar perguntas.

A integração latino-americana opera também no nível ostensivamente criminal, mas, mesmo quando a colaboração entre as Farc, o MIR chileno e as quadrilhas locais chegou a produzir no Brasil o recorde macabro de 50 mil homicídios por ano, a existência da trama de cumplicidades que permitiu alcançar esse resultado continuou tabu nos debates parlamentares e na mídia em geral. Nos meios políticos e empresariais, toda menção ao assunto é ainda considerada uma impolidez pecaminosa.

O Foro já é a autoridade supranacional, ante a qual as nações se curvam com obediência reverente, nada ousando falar contra uma entidade tão sublime. Para que, depois disso, será preciso um órgão encarregado de realizar a “integração”?

A Unasul não fará senão estender um manto de legalidade aparente sobre o fato consumado, com a ajuda das devidas conveniências comerciais de parte a parte, apaziguando as consciências dos que se calaram ao longo de quase duas décadas ante o avanço da prepotência e do crime em escala continental.

Unasul ou pré-Ursal?

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Instituto Federalista em 08 de junho de 2008

Resumo: Ao se buscar uma união como a européia, sem consulta aos povos de cada um dos 12 países, demonstra-se claramente o espírito autoritário que rege os governos sul-americanos.

© 2008 MidiaSemMascara.org



Cremos que muitos acompanharam a criação da chamada UNASUL que visa a integração econômica e politica de 12 nações sul americanas, na semana que se passou, em Brasília. Temos comentários bastante preocupantes sobre esse fato.

O federalismo pleno das autonomias estaduais e municipais implica conceitualmente na autonomia e soberania de paises dentro de um bloco ou continente. E há que se considerar a vontade das populações, o que, ao que parece, claramente, foi deixada de lado. Pergunte a um brasileiro o que é a tal dessa UNASUL e certamente a maioria próxima de 99,9% dirá que nunca ouviu falar disso antes da assinatura do tratado.

Quando colocamos o título deste editorial adicionando a sigla URSAL, queremos provocar uma reflexão ousada, considerando nossa postura não ideológica enquanto instituição cultural. O que significa essa sigla? Significa União das Repúblicas Socialistas da América Latina, algo como a extinta URSS. Uma visita ao Wikipedia vai revelar as formas e cores da bandeira (acima), que lembra, infelizmente, a da extinta URSS e também da China comunista. Parece que estamos exagerando? Não, estamos provocando a reflexão. Afinal, não há mais como negar a existência do Foro de São Paulo, criado em 1990 pelo PT e por Fidel Castro dentre outros “revolucionários” e o tema é tratado abertamente dentro dos planos de “socialização” de toda a América Latina, após a Queda do Muro de Berlim e o fim da URSS (Acesse o link e também o Midia Sem Máscara, que guarda documentos originais que foram retirados dos sites oficiais da entidade). A provocação que fazemos tem sentido especial quando se percebe que o Brasil e países como a Venezuela, Bolívia, Argentina e Equador esquivam-se de classificar as FARCs como terroristas, como já foi feito pela própria União Européia e EUA. Álvaro Uribe, o corajoso presidente da Colômbia, exigiu isso nas conversas sobre a formação do UNASUL.

Enquanto na Europa a Confederação Helvética da Suíça rejeitou seu ingresso na União Européia, através de consultas plebiscitárias feitas à sua população, na América do Sul fica cada vez mais comprovado que a democracia ainda é matéria a ser descoberta pelos povos que compõe as 12 nações que acabam de assinar o pacto denominado UNASUL. E isso é que causa preocupação, pois se medidas dessa natureza são tomadas sem consulta – e pior, sem que ninguém tivesse conhecimento disso – o que mais poderia vir?

A matéria informa ainda que bastam nove congressos dos doze paises ratificarem o pacto, ou seja, três países terão que aceitar o que seus presidentes assinaram, podendo criar problemas de ordem constitucional interna de cada um deles, ampliando a insegurança politica e institucional que ronda a América do Sul.

Não há dúvida de que a única segurança que uma nação tem contra tais atitudes, independentemente das intenções nela contidas, é a descentralização plena dos poderes, de forma que, de acordo com cláusula constitucional, cada estado possa se manifestar aprovando ou não, a proposta do Poder Executivo Central, algo muito mais respeitoso e legítimo até mesmo do que o próprio parlamento, ou no caso brasileiro, do Congresso Nacional.

Analisando-se o contexto da proposta, percebe-se que ela é inapropriada em vários sentidos, pois a integração dos países deve ser, via de regra, feita de forma bilateral, considerando as enormes disparidades e diversidades, desde a econômica até a social. O Mercosul, por exemplo, demonstra o fracasso retumbante de uma tentativa – sem nenhuma consulta popular a nenhum dos povos das nações envolvidas – de integração e formação de um bloco, haja vista exatamente as disparidades entre os membros, além de nenhum deles resolver seus graves problemas internos, começando pelos simples cartórios presentes em praticamente todos os setores econômicos dos países. Só para começar, podemos citar a falta de livre transferência de moeda entre os países, ou da necessidade de legalização consular de uma simples procuração, coisa que inexiste na União Européia. Quanto mais em falar em “moeda única”, uma piada institucional de longa data. Alguns dos benefícios trazidos pelo tratado, como a livre movimentação de pessoas e de produtos não exige algo como o que está sendo feito. Além disso, o NAFTA, por exemplo, não tem bandeira.

Ao se buscar uma união como a européia, sem consulta aos povos de cada um dos 12 países, demonstra-se claramente o espírito autoritário que rege os governos sul-americanos e a bandeira com as suas cores deixa muito mais do que uma pulga atrás das orelhas de quem conhece a História, em especial a do Século XX.

Reiteramos a nossa preocupação com o avanço de “organismos internacionais” como esse recém criado, assim como em todo o globo terrestre, pois não é esse o tipo de globalização saudável que preserva a autonomia e soberania dos países, pois impõe obrigações conjuntas a todos, independentemente de aspectos econômicos, culturais e estratégicos de cada um. Configura-se sim, a longo prazo, em risco para a democracia, pois um parlamento único decidirá por todos os povos, exatamente o que os suíços rejeitaram. E o fizeram, porque são detentores de uma das democracias mais perfeitas do mundo, talvez a melhor de todas, na qual, o povo decide, dentro de suas respectivas jurisdições fiscais e eleitorais, sobre os assuntos de seu interesse, longe dos interesses de lobistas influenciadores dos deputados em Bruxelas.

A reflexão sobre mais este estranho movimento político e institucional está proposta, pois não se pode cometer o erro mortal de olhar e se deixar levar apenas pelo momento, a visão deve ser de um contexto maior para que se enxergue o essencial.

Publicado pelo Instituto Federalista

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".