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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Aristoi Entrevista: Martim Vasques

ARISTOI - EDUCAÇÃO CLÁSSICA

Prezados visitantes,

Seguindo sugestões, decidimos iniciar uma série mensal de entrevistas, sempre com pessoas que tenham algo importante a dizer sobre educação. Este certamente é o caso do nosso primeiro entrevistado, tanto por ele ser um estudioso sério como por estar coordenando um dos principais projetos de educação liberal do Brasil. Afinal, Martim Vasques da Cunha, 29 anos, é o coordenador do Departamento de Humanidades do Instituto Internacional de Ciências Sociais, uma das primeiras instituições de ensino a adotar a educação liberal como centro de sua filosofia educacional.


Esperamos que a entrevista lhes sejam tão proveitosa quanto foi para nós.


Um abraço,
Lucas Mafaldo


1. Para começar, gostaria que nos falasse sobre sua formação e sobre sua carreira. Muitos lhe conhecessem dos textos que publicou n'O Indivíduo, mas, fora isso, sabemos muito pouco sobre você. Enfim, conte-nos um pouco do que tem feito e dos seus planos.


Bem, não há nada demais na minha formação e na minha carreira. Sou formado em Jornalismo pela PUC-Campinas, fiz também as faculdades de Letras (Unicamp) e de Direito (PUC-Campinas) e atualmente faço mestrado em Ciências da Religião na PUC-SP, sob a orientação de Luiz Felipe Pondé. Abandonei a profissão de jornalista simplesmente porque não agüentava as idiotices que acontecem nas redações; a partir daí, fui trabalhar em outras áreas – como, por exemplo, revisor de textos e vendedor na Livraria Cultura Villa-Lobos – e depois de algum tempo me chamaram para organizar o Departamento de Humanidades do IICS. Agora, sobre o fato das pessoas saberem pouco sobre mim, isso é uma mentira; não sei se isso tem algum interesse, mas é só lerem os meus ensaios em O Indivíduo, no Digestivo Cultural e no meu blog Aurora Borealis, além de, obviamente, verem toda a programação de Humanidades do IICS – e perceberão que estou todo ali, full frontal.


2. Embora certamente haja um núcleo de princípios comuns entre as diferentes definições de educação clássica, há também uma dificuldade em defini-la claramente. Por isso, gostaria de lhe perguntar qual é a sua definição de educação clássica? Enfim, qual a concepção que fundamenta seu trabalho no IICS?


Não tenho uma definição de Educação Clássica porque este tipo de educação não deve ser definido como um sistema cheio de princípios lógicos; a Educação Clássica é a educação que qualquer um deveria ter para ser considerado minimamente articulado. O problema é que o Brasil se importa mais com uma educação fundada em bases ideológicas – seja de direita ou de esquerda – e hoje as pessoas lêem o Rubem Alves e a Marilena Chauí, mas não lêem PlutarcoAristóteles ou Homero. A nossa concepção do IICS é recuperar, de forma bem quixotesca (no bom sentido, isto é, recuperar um norte que foi perdido, mas que está prestes a ser redescoberto), algum brasileiro decente que queira se (re)integrar à tradição do Ocidente, sem se preocupar com o FEBEAPÁ que as ideologias fizeram no país.


3. Podemos ver, pelos seus textos, que você sempre teve uma grande preocupação com a sua formação pessoal e com as questões da alta cultura. Como a educação clássica influenciou sua própria formação? Como estas idéias chegaram a você e como elas lhe afetaram?


A grande preocupação com a minha formação pessoal nos textos que escrevi vem do fato de que não passo de um grande pedante. Com o tempo, vi que ser um grande pedante não levava a nada; percebi que tinha entrar no redemoinho das coisas, de amadurecer nas ambigüidades da vida. A educação que recebi foi igual a de qualquer garoto de classe média – só não virei comunista e um idiota latino-americano por um milagre. O que aconteceu é que passei por certas experiências que, se não fosse pela conversão que enfrentei, nenhuma educação teria me ajudado a compreendê-las. A educação clássica que você fala, Lucas, é simplesmente a educação do homem ocidental que, confrontado com a perspectiva da morte e a inevitabilidade do Mal, o ajuda a enfrentar essas questões – as questões mais sérias da nossa existência – e tenta encontrar não uma solução, mas uma forma de aceitá-las sem falsos otimismos e sem tragédias anunciadas.


4. Devido ao péssimo estado do nosso sistema educacional, muitos dos nossos leitores se vêem pressionados a recorrer ao autodidatismo. Você se considera um autodidata? O quanto da sua formação se deve ao auxílio de professores e ao esforço isolado?


Qualquer um que se orgulhe em ser um autodidata é um completo otário. O autodidata é o ser mais solitário do planeta. Não encontra eco, não encontra confronto. O Bruno Tolentino me dizia sempre para fazer um mestrado porque, apesar do nível baixo das universidades, elas sempre são um local de encontro de idéias e de debates. Confrontar os seus inimigos intelectuais é essencial para a formação de qualquer um que queria enfrentar a vida como um adulto. A minha formação vem de muita coisa que li sozinho, mas também das várias pessoas que me influenciaram: meus pais, os meus amigos do IFE (Instituto de Formação e Educação, entidade que criei com alguns amigos e onde discutimos Platão minuciosamente há quase quatro anos), os colegas do mestrado, os verdadeiros mestres com quem tive a benção de conviver, como Bruno Tolentino, Luiz Felipe Pondé, João Pereira CoutinhoOlavo de Carvalho; e também os mestres que já se foram há algum tempo, como Eric Voegelin (este sim, a minha verdadeira influência, junto com Tolentino), Mário Ferreira dos SantosChesterton e muitos outros.


5. Diga-nos quais foram os principais livros, cursos ou experiências que mais fortemente definiram o seu percurso intelectual – e o que disto você nos recomenda.


Os livros que te marcam mais são sempre relacionados com algumas experiências cruciais pelas quais todo o ser humano deve ter passado. Falo, claro, da experiência da morte e do sofrimento, mas também da bondade e da caridade e o fato de que viver em um mundo que tem as duas coisas simultaneamente é talvez a coisa mais perturbadora que alguém pode sentir.


Por isso, alguns livros são fundamentais para se entender essas experiências; para mim foram os seguintes: Ulysses, de James Joyce; Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust; a Poesia de T.S. Eliot, W.H. Auden e W.B. Yeats (leia tudo o que puder desses três grandes gênios); Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro, de Machado de Assis; Grande Sertão:Veredas, de Guimarães Rosa; Avalovara, de Osman Lins; toda a obra deBruno Tolentino (sem dúvida, o maior poeta que o Brasil já teve); as obras de Drummond, Bandeira e Cecília Meirelles; os ensaios de Edmund WilsonG.K. Chesterton C.S. Lewis; e as grandes obras filosóficas de Platão, Aristóteles, Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino e Eric Voegelin.


Também não deixaria de lado a música e o cinema, artes essenciais para que alguém tenha uma sensibilidade saudável. Escute os clássicos (MahlerBachMozartSibelius), escute o bom e velho rock-n´-roll (todo mundo sabe da minha fixação por Bob Dylan) e veja filmes, muitos filmes, em especial os de Stanley KubrickHoward HawksJoseph MankiewiczF.W. MurnauScorsese e tantos outros.


6. Finamente, gostaria de entrar em uma questão cara aos leitores do Aristoi: seu trabalho junto ao IICS. Gostaria que você nos contasse um pouco da história deste empreendimento: como ele surgiu, como você se envolveu no projeto e, evidentemente, quais objetivos vocês pretendem alcançar.


A diretoria do IICS me chamou porque precisava de um sujeito jovem, com uma linha sólida de pensamento cristão e que fosse suficientemente maluco para aceitar uma empreitada dessas. Eu preenchia todos os requisitos. Os objetivos que pretendemos alcançar é sermos um centro de pensamento e de formação de scholars. Em outras palavras: um think tank. Conseguiremos? Não sei; o que sei é que a diretoria do IICS me deu todo o apoio necessário.


7. Os "módulos de educação clássica" são, definitivamente, uma dos grandes projetos do IICS. Como foi o processo de desenvolvimento destes módulos (a seleção das leituras, dos temas, a determinação do tempo para cada etapa)?


Foi simples. Inspirei-me nos modelos curriculares do St. John College e do St. Thomas Aquinas e depois discuti bastante com os professores de cada aula, relacionando temas e cruzando referências. Quando se trabalha com pessoas inteligentes e com o mesmo horizonte de pensamento a coisa caminha sozinha.


8. Como será o funcionamento prático dos módulos? Fale-nos um pouco do que vocês esperam realizar enquanto prática pedagógica.


O funcionamento prático dos módulos é a discussão de alguns temas dos livros apresentados e, a partir daí, orientar cada um dos alunos a seguir um caminho próprio, dentro do seu ritmo e do seu interesse. A única coisa que espero é que não venha ninguém com ideologias ou papo falsificado de boteco. Os módulos são para pessoas que gostam de investir na sua formação como algo para a vida e não para conquistar menininhas ou ser bem sucedido no mercado de trabalho.


9. Recentemente, em seu blog, você publicou uma verdadeira declaração de guerra contra o "totalitarismo cultural da esquerda". Como você entende esta guerra cultural? Como você avalia as nossas chances? E – principalmente – quais estratégias lhe parecem mais efetivas?


Bem, estamos em uma guerra, não estamos? Entendo que essa guerra cultural é a mais importante que já passamos. O Brasil não existe mais no mapa da Civilização porque decidiu ir para uma Segunda Realidade onde Foucault é meu rei e o Lula-lá é o exemplo de estadista. É a função desta geração que sabe das coisas recuperar o país do lodo em que se encontra; afinal, nós sabemos que a USP não presta mais e que o PT não é o partido dos santos e imaculados. Nós sabemos quem é quem. E a única estratégia que vejo ser efetiva é a nossa geração tomar vergonha na cara. Mesmo com o aumento de uma resistência na mídia e nos meios educacionais, ainda assim as pessoas que compõem essa suposta “resistência” não passam de sujeitos mimados, egocêntricos e que só pensam no seu “aperfeiçoamento espiritual” – leia-se: fugir do mundo. Afirmam ser cristãos quando Cristo disse que tínhamos que ensinar aos outros, que tínhamos uma missão para realizar neste mundo. É como eu disse: esta é a hora da resistência entrar em ação. Quem não quiser entrar nela não passa de um covarde.


10. Diga-nos o pensa da educação liberal no Brasil - o que podemos esperar do futuro e o que podemos fazer para torná-lo um pouco melhor.


Não existe educação liberal no Brasil. Precisa dizer mais alguma coisa?


11. Por fim, gostaríamos de lhe pedir algumas dicas de estudo e leitura para nossos leitores – e para nós mesmos, evidentemente.


a. Você teria alguma recomendação em relação à ordem prática dos estudos para nossos leituras (técnicas, métodos, etc.)?


A única ordem prática que dou para o estudo é a seguinte: o sujeito tem de estudar porque há um problema que o consome no seu íntimo, um problema que, se não começar a querer saber porque existe e porque incomoda a sua vida, vai deixá-lo louco. Não estude para ter boas notas; não estude para ser culto; não estude para fazer amigos e influenciar pessoas. Estude somente para solucionar a questão que, provavelmente, só vai ser resolvida quando estiver no leito de morte.


b. Que livros sobre educação e formação pessoal você indica?


Indico três: os contos de Sherlock Holmes (para pensar direito e saber onde se encontra o Mal), o Eclesiastes (para você saber que tudo nessa terra é passageiro) e o Autobiographical Reflections, do Eric Voegelin, uma verdadeira aula de como ser um homem do espírito sério.


c. E que livros – sobre qualquer assunto – você recomenda entusiasticamente a nossos leitores?


Recomendo que leiam A Nova Ciência da Política, de Eric Voegelin, para saber o que realmente se passa no mundo, o tratado do Voegelin, Order and History, além de O Mundo Como Idéia, de Bruno Tolentino, uma verdadeira aula de filosofia através da mais bela poesia, e qualquer romance do Joseph Conrad ou do Henry James, para saber como se faz literatura.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

A grande notícia do ano – que você não vai ler nos jornais

Do site LucasMafaldo
Quinta-feira, 24 de janeiro de 2008


Caro leitor,

Há poucos dias, recebi uma notícia importantíssima – uma confirmação, na verdade, de algo que já me haviam avisado que ia acontecer – que um amigo sabiamente intitulou "a grande notícia do ano".

Este notícia, meu caro, certamente não sairá nos grandes jornais, mas logo você verá que ela supera muito em importância as manchetes que correm diariamente – e que são logo esquecidas no dia seguinte.

Pouco antes de receber a notícia, vi que, em seu Feliz Nova Dieta, Júlio Lemos anunciava cripticamente que 2008 seria um ano de grande agitação cultural em São Paulo – e não me restou dúvida alguma de que ele e meu amigo falavam da mesma coisa.

Mas chega de suspense, leitor, a notícia é bastante simples, mas tenho certeza que o leitor saberá saborear sua importância: acaba de ser lançado o primeiro instituto com cursos especialmente fundamentados na educação liberal.

Trata-se do Instituto Internacional de Ciências Sociais (www.ceu.org.br), cujo Departamento de Humanidades anuncia os mais variados cursos baseados no bom e velho método da leitura dos clássicos.

Quem acompanha o trabalho que temos feito com o Aristoi – www.aristoi.com.br – certamente sabe por que o retorno à leitura dos clássicos é a melhor forma de adquirir uma sólida formação intelectual, assim como provavelmente concorda que sua substituição pela leitura fragmentária de textos e apostilas mal digeridas está na raiz da grande tragédia do nosso – suposto - sistema educacional.

Só o retorno à leitura dos clássicos e à meditação sobre as "coisas permanentes" pode nos resgatar da barbárie em que estamos. Não são necessárias mais verbas para a educação; não precisamos de mais reformas políticas; precisamos apenas concentrar nossa atenção sobre os livros que, de fato, merecem nosso tempo – e o IICS está dando um grande passo nessa direção.

A missão do instituto é inequívoca - "Formar pessoas com a capacidade de dialogar com os grandes mestres de todas as épocas e de todas as culturas, em uma abertura intelectual baseada no sólido conhecimento da realidade e dos valores individuais" – eis a própria essência da educação liberal.

O instituto ainda faz referência ao St. John's College e ao Thomas Aquinas College – grandes modelos de instituições que recolocam a educação liberal no centro do ensino superior.

Esta, de fato, é a grande notícia do ano: por décadas não se ouviu falar de educação liberal em nosso país, enquanto no resto do mundo floresciam diferentes associações que criavam pequenas ilhas de tradição intelectual para se protegem da decadência generalizada, mas agora, finalmente, estes frutos começam a chegar ao nosso país.

Esta notícia não deve aparecer nas páginas dos grandes jornais, mas seus efeitos certamente serão mais profundos e duradouros do que as notícias que ocupam as manchetes do dia.

Para quem mora em São Paulo – e até mesmo para quem mora nos arredores – este instituto representa uma oportunidade imperdível de fazer um precioso investimento na própria formação.

Para nós outros, impedidos pela geografia de usufruir diretamente deste empreendimento, podemos ao menos nos confortar em saber que este instituto certamente é apenas um sinal de uma nova e positiva tendência que está surgindo em nossa sociedade: o retorno à educação clássica como base para a formação pessoal.

Faço meus votos de que o instituto tenha muito sucesso e de que iniciativas como essa, se reproduzam por todo o país.

Um abraço,
Lucas Mafaldo

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Lançamento do Projeto Aristoi


Temos o prazer de comunicar o lançamento do Projeto Aristoi: pretendemos organizar o esforço de traduzir e publicar dezenas de livros importantes sobre conservadorismo e educação liberal.

Nosso novo site já está no ar. Visitem e nos envie sua opinião: www.projetoaristoi.com. Nas próximas semanas, adicionaremos mais conteúdo e daremos mais detalhes sobre o andamento dos nossos esforços.

Pedimos que todos os interessados divulguem o site entre seus amigos e considerem a possibilidade de nos ajudar de algum modo.

O que iremos fazer

Nosso objetivo é traduzir e publicar dezenas de livros sobre educação liberal e conservadorismo; um material que há décadas circula pelo primeiro mundo e, do qual, apenas fração chegou ao público brasileiro.

O que precisa ser feito

Nosso projeto tem quatro etapas principais: aquisição dos direitos autorais, tradução, diagramação, impressão e distribuição. A aquisição dos direitos autorais precisa ser negociada diretamente com os detentores. A tradução precisa ser feita por pessoas competentes o suficiente para produzir um trabalho de qualidade. A impressão e a distribuição podem ser terceirizadas, mas correspondem às partes mais onerosas do projeto.

Como será feito

Nós cuidaremos da negociação dos direitos autorais. A tradução será feita com uma combinação de trabalhadores voluntários e profissionais contratados. Como é importante garantir a qualidade da tradução, nenhum texto ficará exclusivamente sob a responsabilidade de um amador. Tradutores voluntários podem traduzir artigos mais curtos e simples, mas serão supervisionados por alguém com mais experiência.

Quando o conteúdo do livro estiver pronto, faremos uma pesquisa para encontrar a maneira mais barata de imprimir o livro. A distribuição pode ser feita pelo próprio site do Aristoi, mas estudaremos outras alternativas.

Como será levantado o dinheiro para o projeto

Nosso plano inicial era criar um site por assinatura para financiar este projeto. Isto ainda está em nossos planos, mas depois de analisar a idéia com cuidado, vimos que isso não seria viável a curto prazo. Por isso, a idéia foi adiada, mas não abandonada.

Por enquanto, vamos recorrer a doações na fase inicial do projeto e, depois, a parcerias e incentivos fiscais na etapa final. Nós utilizaremos as doações para adquirir os direitos autorais e pagar os revisores das traduções. Quando estivermos com esta etapa adiantada, nós daremos entrada nos órgãos de incentivo a cultura e procuraremos empresários para investir no projeto.

O motivo desta divisão é que na etapa inicial é muito difícil conseguir financiamento por estes órgãos e ela é relativamente pouco onerosa. A etapa mais cara é a da impressão, mas, por outro lado, com o conteúdo pronto ficará mais fácil encontrar empresários que queiram nos ajudar.

O que você pode fazer para nos ajudar

Caso você também perceba a importância do nosso projeto, considere a possibilidade de fazer uma doação para o colocarmos em prática. Somos um grupo de pessoas dedicadas e bem-intencionadas, mas de recursos limitados. Esperemos poder contar com sua ajuda.

A ajuda mais imediata que você pode nos dar é realizar uma doação através dos botões ao lado. Esse dinheiro será diretamente utilizado para adquirir os direitos autorais dos livros que iremos traduzir. Antes de termos fechado o contrato pelos direitos, fica arriscado começarmos a tradução, pois se não conseguirmos negociá-los posteriormente, teremos perdido muito tempo caminhando na direção errada.

Ao lado, você tem a possibilidade de utilizar o PagSeguro e o PayPal; respectivamente, os serviços nacional e estrangeiro mais respeitados do mercado.

Qualquer contribuição nos ajudará a avançar a causa da educação liberal e do conservadorismo em nosso país.

Outras maneiras de ajudar

Além das contribuições financeiras, há muitas maneiras importantes de ajudar o nosso projeto. A mais importante certamente é divulgar este site entre seus amigos e conhecidos. Para difundirmos a educação liberal, precisamos levar estas idéias a outras pessoas - e precisamos de sua ajuda para fazer essa divulgação.

Encaminhe nosso link para seus conhecidos. Inscreva-se e incentive os outros a se inscreverem em nossa newsletter. Em apenas um clique e um segundo, você receberá um boletim mensal com as principais novidades do nosso site e do nosso projeto.

Os livros que serão traduzidos

Aqui está apenas uma pequena seleção dos primeiros livros que pretendemos publicar. Esta lista não está fechada, assim como estamos abertos a sugestões. Ela servirá apenas como um guia inicial.

Russell Kirk - A mente conservadora: de Burke à Eliot
Thomas Woods - Como a Igreja Católica construiu o Ocidente
Richard Weaver - As idéias têm conseqüências
Ludwig von Mises - Teoria e História
Mortimer J. Adler - vários títulos
Pr. James V. Schall - vários títulos
Jacques Barzun - vários títulos

Notas finais

Caso queira discutir este projeto conosco, entre em contato através do formulário dessa página: http://www.projetoaristoi.com/contato.asp

Para manter-se atualizado do que estamos fazendo, assine nosso boletim no menu à direita.

Para nos ajudar, faça uma doação através dos botões que se encontram igualmente no menu à direita.

Um grande abraço, Lucas Mafaldo Diretor do Aristoi - Educação Clássica

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".