A campanha a que o PT recorreu contra o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, indagando se ele tinha mulher e filhos é expressão da amoralidade de seus promotores. Mas também é fruto de uma mentalidade que antecede os amorais da hora: nela, o indivíduo está morto. Voltarei a este ponto. Antes, convido o leitor a um passeio pela paisagem ideológica que abriga esta narrativa. Na semana passada, em entrevista a um jornal paulistano, a petista disfarçada de intelectual Maria Victoria Benevides explicou a reeleição do prefeito do DEM segundo a ótica da patologia social: para ela, estivesse o eleitor mais bem informado sobre os seus próprios interesses, e fossem as elites paulistanas menos reacionárias, a eleita teria sido a petista Marta Suplicy. Para essa senhora, ou os vitoriosos são de seu partido, ou a democracia está com uma doença regressiva. Algo a estranhar?
Não. A história da esquerda é a história do esmagamento do indivíduo e do homem que há, com suas precariedades, em nome do homem a haver, livre de "deformações". Seus utopistas nunca viram o horror, o massacre e a morte de milhões como empecilhos para construir esse "novo homem". "Só a esquerda?", logo indagaria um inconformado. Não. A direita também cometeu crimes hediondos. A diferença, o que não a perdoa moralmente, é que nunca reivindicou a condição de um novo humanismo. Em termos um tanto especulativos, pode-se dizer que a direita reacionária – já que existe a reformista – matou para tentar reconstruir o passado, e a esquerda revolucionária, dezenas de vezes mais para construir o futuro. Outra diferença nada ligeira é que o fascismo, felizmente, não deixou senão defensores residuais e sem importância. Já os epígonos intelectuais do socialismo homicida, como se nota acima, estão na academia, na imprensa, nos governos e integram o establishment das democracias, construídas à sua revelia. Afinal, o regime democrático é obra do liberalismo. "Que papo mais antigo, Reinaldo! O muro já caiu!" É fato. Mas a amoralidade da esquerda sobreviveu aos escombros.
Aquele mesmo aparelho intelectual que sustentou a sua facinorosa trajetória continua vivo, ainda que se adapte às circunstâncias de cada país e consiga disfarçar o seu caráter deletério. A débâcle socialista obrigou os "engenheiros de gente" a procurar outro lugar onde pôr a sua "luta de classes". Os esquerdistas desviaram o foco das relações econômicas para a esfera das relações sociais. De certo modo, inverteu-se a equação clássica segundo a qual, para ser muito sintético, seria preciso fazer a revolução na economia para mudar as mentalidades. Incapazes de operar na base econômica, decidiram tentar o contrário: "Primeiro mudamos as mentalidades; o resto vem como conseqüência". Bem, "o resto" não veio nem virá. O máximo que esse esquerdismo bocó consegue é tornar o mundo mais xucro. De comum com o seu passado remoto, o mesmo desprezo pelos indivíduos.
Comecemos a ligar os fios. Mergulhemos, ainda que com o devido cuidado, na mentalidade do PT, caudatário desse pensamento que aposta na reengenharia do homem. Uma das vertentes formadoras do partido são os chamados "movimentos sociais", onde se incluem as "minorias organizadas", antigamente chamadas de "coletivos": havia o das mulheres, o dos negros, o dos homossexuais etc. Hoje, converteram-se em ONGs subordinadas ao partido. Os petistas, sabemos, não viram mal nenhum em fazer ilações sobre a vida pessoal de Kassab. Tentaram ainda conferir ao que pretendiam ser uma pecha o caráter de coisa escusa, sub-reptícia, ilegal.
Por que o partido que um dia se notabilizou pela defesa dos chamados "direitos dos homossexuais" atribui tal condição a um adversário, fazendo-o de maneira oblíqua, covarde e com o óbvio objetivo de desqualificá-lo? Essa gente sabe que, diante do preconceito, todas as respostas se igualam: negar, ignorar ou confirmar têm peso idêntico. O que se quer é disparar a máquina do medo ou da repulsa irracionais. Nas batalhas mediadas por uma ética – e até as guerras têm a sua –, há coisas que não podem ser feitas. Mas, para tanto, é preciso ter uma ética. Trata-se daquele conjunto de interdições e permissões que tanto eu como meu adversário reconhecemos como aceitáveis e justas. Se esse acordo entre desiguais está presente até na guerra, isso significa que, sem ele, também não se faz a paz – e a democracia se torna impossível. A ditadura nada mais é do que um desequilíbrio de valores: "Eu posso fazer o que ao outro é vedado". O PT substituiu a ética pela administração das necessidades da hora, pelo presente eterno. Retomo a questão na conclusão do texto.
Creio ter a resposta para a pergunta que abre o parágrafo anterior. Os petistas não reconhecem os direitos de um sujeito na sua particularidade. Aceitam, por exemplo, a homossexualidade, mas como condição geradora de demandas, o que está longe de ser sinônimo de respeito ao homossexual na sua especificidade. Assim, o gay, para ser admitido no mundo dos justos, precisa ser um militante: exposto, "assumido", porta-voz de uma causa, carregando bandeira. Um negro tem de trazer a escravidão estampada na alma. Ou negará a si mesmo. Também à mulher cabe se organizar contra o seu feitor. Não existem indivíduos, mas categorias. É uma espécie de sindicalização do espírito, de corporativismo anímico. É preciso que as "minorias" sejam dotadas de um rancor escravo que as torne dependentes existenciais de seus algozes.
O ódio impotente, que tem de conquistar na marra o que supostamente lhe falta, está na origem de uma nunca contada história sentimental das esquerdas. Uma das filhas de Karl Marx relata que o pai lhes ensinava que Cristo era o filho de um carpinteiro pobre assassinado pelos ricos... Não tinha como dar em boa coisa.
Estaria eu surpreso ou chocado com a baixaria do PT? Não. Como vêem, considero isso um ponto numa longa trajetória. E o partido repetirá o procedimento, com conteúdo novo, tão logo considere necessário. Nessa mesma campanha, os valentes fizeram coisa ainda pior: acusaram a prefeitura de São Paulo de discriminar negras na hora do parto. E que fique claro: não me alinho àqueles que acreditam ou defendem que a política deva ter receio de tratar deste ou daquele tema. Em princípio, todas as questões são "politizáveis" e podem passar pelo escrutínio popular. Num país em que a nova aristocracia sindical, ora abraçada ao velho mandonismo, pretende chamar de vida privada o que não passa de vício público, é preciso tomar especial cuidado ao estabelecer as justas fronteiras entre o individual e o coletivo.
Se a amante de um parlamentar com poder de interferência nos negócios da República tem a pensão alimentícia paga por uma empreiteira; se uma concessionária de serviço público faz negócio com o filho de um político com autoridade sobre essa empresa; ou, ainda, se a vida privada de um homem público influente está em flagrante contradição com sua pregação, tanto o jornalismo como os adversários desses "representantes do povo" têm o direito – e o dever – de levar a questão à arena, à ágora da democracia. Errado é silenciar. Se, no sentido em que trato, todos os assuntos cabem à política, isso não significa ausência de medidas.
E qual é a régua? Justamente a ética, que estabelece as regras, muitas delas não escritas, da convivência pública entre as diferenças. Não se vendo o PT, no entanto, obrigado a dispensar ao outro o respeito que exige para si mesmo, também não se sente comprometido com a sua própria trajetória, rendendo-se à lei da necessidade: "Perca-se a vergonha, mas não a eleição". Nesse juízo perturbado, o escrúpulo é uma herança da cultura que deve incomodar apenas as sandálias da "direita", assim como a coerência é uma cruz que deve pesar exclusivamente sobre os seus ombros. De um modo muito particular, o PT acerta neste caso: ter princípios é mesmo algo próprio da direita democrática, tanto quanto não os ter constitui a verdadeira tradição das esquerdas.
Mas São Paulo disse "não" à campanha suja. E Maria Victoria Benevides considerou isso uma coisa de direita. Talvez ela esteja certa.
Não demonstre medo diante de seus inimigos. Seja bravo e justo e Deus o amará. Diga sempre a verdade, mesmo que isso o leve à morte. Proteja os mais fracos e seja correto. Assim, você estará em paz com Deus e contigo.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
O muro caiu, mas a amoralidade da esquerda sobrevive
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
NOTÍCIA MARAVILHOSA - Bispo barra manifesto pró-PT
Vera Rosa, Quarta-Feira, 22 de Outubro de 2008
D. Pedro pede perdão a fiéis por apoio de padres a Marta
O manifesto divulgado por padres vinculados a pastorais sociais em favor da candidata do PT à prefeitura, Marta Suplicy, provocou desconforto na Igreja Católica. Para conter o mal-estar, o bispo auxiliar de São Paulo, d. Pedro Luiz Stringhini, divulgou nota de esclarecimento, na qual pede "perdão aos fiéis que se sentiram ofendidos". Mais: diz que a distribuição da mensagem nas missas já estava proibida antes mesmo de seu lançamento, na sexta-feira.
"A Igreja não aprova a participação de padres em apoio a um manifesto de caráter político, partidário, eleitoral", reagiu o bispo. Coordenador da comissão que idealizou o manifesto, o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, afirmou que o texto foi mal interpretado.
"Não estamos dando um cheque em branco para Marta", disse Carvalho. Um dos principais auxiliares de Lula no Planalto, ele lembrou que a carta, assinada pelo Fórum de Católicos pela Justiça, em Favor dos Mais Pobres, também não expressa a posição oficial da Igreja Católica, mas, sim, de alguns setores. (Cavaleiro do Templo: FINALMENTE ALGUÉM DE DENTRO DA IGREJA SE MANIFESTA CONTRA A DEMONOLOGIA DA LIBERTAÇÃO!!! ATÉ QUE ENFIIIMMMMMMM!!!)
"Eu compreendo a preocupação de d. Pedro de não permitir que a Igreja se posicione eleitoralmente. Mas o Fórum não é de padres, é de católicos", insistiu Carvalho.
Ex-seminarista, o homem forte de Lula - que desembarcou em São Paulo há dez dias, para socorrer a campanha de Marta - integra o movimento Fé e Política. Trata-se de uma ala da chamada Igreja progressista que considera necessário o posicionamento de cristãos em defesa de projetos que mais se aproximem do Evangelho. (Cavaleiro do Templo: até pareceeeeeee!!! Demonologia da Libertação não é cristianismo, é satanismooooooooooooooooo!!!)
"Só lamento que em nenhum momento tenha havido manifestação oficial da Igreja sobre o site de Gilberto Kassab (DEM), que ostenta fotos com bispos e padres", argumentou Carvalho, numa referência ao prefeito, candidato à reeleição.
O padre Tarcísio Marques Mesquita, que também participou da reunião para o lançamento do manifesto pró-Marta, disse que a mensagem de apoio à petista não foi lida nas missas.
"O nosso objetivo não foi produzir animosidade nem ofender o outro candidato e, sim, defender projetos que contemplam os moradores de rua, os excluídos. Não queremos criar polêmica, mas o padre Marcelo Rossi apareceu outro dia com um bolo na mão e Kassab apagou as velinhas. Eu não cantei parabéns para ninguém", comentou o padre, ao lembrar que o prefeito também expôs suas idéias na Região Episcopal Belém.
Tanto Mesquita como Carvalho admitiram que Marta enfrenta rejeição de setores da Igreja e de evangélicos por defender a ampliação do direito ao aborto e a união civil entre homossexuais. Ressalvaram, porém, que a prefeitura não cuida desses temas. "Claro que não sou a favor do aborto, mas não discutimos isso. Também não ficamos em celeumas sobre opção sexual. Tratamos de questões mais sublimes, como saneamento básico e centros de saúde", garantiu Mesquita.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
A "VACA" FOI PARA O BREJO
ERRATA:A Folha errou ao divulgar os números do último Datafolha, que deu em votos válidos: Kassab, 59% e Martaxa, 41%, 18 pontos de vantagem para Kassab, quase um milhão e trezentos mil votos.
O Datafolha tem tanta credibilidade que a campanha do Kassab usa essa diferença, sem fazer "CHECKING".
ACERTATA:
A Folha publica hoje, 21/10, uma reportagem falando do erro e apresentando um quadro corrigido da pesquisa. Uma amiga da internet, que estudou estatística, olhou o quadro e chegou à conclusão que, corrigido o erro inicial, o Datafolha dá:
KASSAB 25% NA FRENTE E NÃO APENAS 18%, o que chega a aproximadamente UM MILHÃO E SETECENTOS E CINQUENTA MIL VOTOS DE VANTAGEM.
SOLTEIRA, SEM FILHOS. E DAÍ?
Marli Gonçalves, jornalista, 50 anos, solteira, sem filhos. E não é gay!
Dona Marta e sua gente, que me perdoem todos, mas diretamente desejo de coração que vocês todos sejam jogados na lata do lixo da história. E que suas cabecinhas falsas, perversas, atrasadas e ignorantes fiquem bem longe de nossa cidade. Vocês, Dona Marta e sua gente, estão querendo governar São Paulo? Deus nos livre de vocês, com esse pensamentinho barato, esse jeitinho comunista de ser que não resiste a um vento, essas balelas religiosas, esses estelionatos que estão praticando em todo o país.
Dona Marta e sua gente, vocês não mexeram só com os gays, ou os seus simpatizantes, o que já seria mais do que suficiente para afundá-los na lama. Vocês mexeram com os solteiros, sem filhos. Mexeram comigo. E com milhões de outras pessoas que são, sim, SOLTEIROS. E que não têm filhos, não! Vocês chamaram para a guerra – e como seus fidagais inimigos – os solteiros, sem filhos. Somos muitos, Dona Marta, e somos poderosos! Porque vivemos para nós. Podemos ser gays. Podemos não ser. Podemos ter cachorro, gato, papagaio, beijá-los na boca, dormir com eles na cama. Podemos transar. Podemos nos manter sem transar. Podemos transar com um, com dois, com três. Podemos nos apaixonar. Sabia? Podemos até casar! E ter filhos... Ou adotar, ou cuidar dos filhos dos outros...
Olha, só, Dona Marta, podemos ter amantes! Não é muito mais divertido?
Está com inveja? Saiba, Dona Marta e sua gente, que há muitos de nós! Sabe que somos muito bem requisitados e valorizados no trabalho? Que nossas casas são mais bonitas? Que gastamos melhor nosso dinheiro? Que somos mais responsáveis, carinhosos e ligados aos nossos amigos e familiares? Por um acaso, Dona Marta, sabe que somos a cara da cidade que a senhora ousa se recandidatar a governar?
Que papelão, que nojo. Quem são vocês, Dona Marta e sua gente, para ousar questionar essa opção? Vocês têm alguma idéia de como é, para nós, importante, poder responder orgulhosamente: Solteiros, sem filhos. Imaginam o que eu, mulher, solteira (embora com muitos casamentos sem papel) já passei, encontrando nesses meus 50 anos de vida, gentinha como vocês? Gentinha que considera, no fundo de suas pequenas almas, que somos gente de “segunda categoria”, ou que – nossa! – por não sermos casados, somos “gays”? Cansei e canso de ouvir insinuações, em geral veladas. “Humm... Ela deve ser sapatão!”
Sou não, Dona Marta. Mas nem eu nem o prefeito Kassab, nem nenhum de nós, lhe deve satisfações sobre para quem damos, se comemos ou somos comidos, se fazemos sexo com homens, mulheres, ou ambos.
Não, Dona Marta e sua gente: somos livres! Eu, por exemplo, não tenho que agüentar um marido argentino rabo de saia ou um senador idiota ilustre por anos para dizer que tenho alguém. Eu não tenho que sorrir em festas infantis, muito menos ver meus lindos filhinhos virando pseudopunks ou sambistas chatos e sem noção. Mais: eu não tenho que a qualquer preço vender a minha biografia ou tentar mudar minha cara e minha personalidade. Dona Marta, a quem a senhora pretende enganar tentando parecer a Luiza Erundina? Ficou igual à Vovó Donalda, Dona Marta, olhe bem no espelho. Porque a Luiza Erundina, Dona Marta, que deveria estar muito envergonhada de estar do seu lado, nunca teve problemas em dizer que era solteira, sem filhos. Governou a cidade, foi muito querida, e só se atrapalhou mesmo quando essa sua corja petista começou a meter a mão na cumbuca.
Como vocês ousam fazer essa pergunta ao prefeito Kassab? Sim, eu respondo por ele: é solteiro, sem filhos; ouvi dizer que tem um gato de estimação. Mas Kassab tem uma família; todos com uma história construtiva, muitos engenheiros, gente do bem, Dona Marta! Irmãos, que o querem muito bem, com certeza. Cuida do pai, cuidou da mãe, vive feliz, seus olhos brilham e ele gosta de trabalhar pela cidade. A senhora pode dizer que tem uma família? Cadê? Mostra aquela foto da sua família! Aparece com o Luis Favre! Apresente-o para a gente! Não me faça rir. Mas, por favor, chega, não me faça querer xingá-la, como é o pensamento que tenho agora. Me deixe simplesmente esquecê-la, ou lembrar apenas de seus melhores momentos. Olha que já está ficando difícil lembrar dessa parte de sua biografia.
Vamos falar sério, Dona Marta e sua gente: podemos começar com Celso Daniel. Que tal? Não, não quero saber de nada de crime de Santo André. Quero saber como é que vocês conseguem dormir depois de, por causa do preconceito, há exatos 6 anos fazer de tudo para que a verdade mais clara do mundo a respeito de Celso Daniel (e verdade com a qual ele lidou numa boa) não aflorasse? Petista não pode ser veado, né? Pode, sim!
A senhora e sua gente acha mesmo que levantou alguma suspeita sobre o prefeito Kassab? Ora, seu filhinho Suplinha pula dali, pula daqui... e não é que ele é solteiro, sem filhos? Será gay? Será por isso que ele usa aquelas tachas na roupa, pinta o cabelo, faz cara de mau? Lá pelos lados do Palácio do Planalto tem outras pessoas assim, hein? Solteiras, sem filhos! Quer que eu lembre de algumas ou não precisa?
Dona Marta, que vergonha, que papelão! A gente não lutou tanto tempo, não morreu brigando, foi torturado, batalhou tanto para a senhora e sua gente vir agora mexer com uma coisa tão importante como é a liberdade individual. Dispensamos e desprezamos gente como você, e como o Eduardo Paes, esse simplesmente um moleque safado, que deveria ir, logo, para o PT.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Hahahahahhahah... Piadinha infernalmente boa!!!!
Martha "Favre", a "relaxa e goza", de apologista do sexo a suplicante de igrejas
| 20 de outubro de 2008 | ||||||
Do Observatório de Inteligência No tempo da guerra fria, uma inusitada psicóloga educada pelas freiras do Sion ganhou espaço na mídia brasileira ao se apresentar em programa de TV como sexóloga. Tinha como objetivo "desmistificar" a sexualidade humana e provocar a sua liberação dentro do contexto sócio-cultural de uma sociedade representativamente cristã e discreta em seus costumes e intimidades carnais. Na perspectiva da abertura política dos anos 70, após um período de defesa da sociedade contra investidas da penetração ideológica no campo psicossocial, propagou-se pelo país a vulgarização do sexo, sobretudo com diversas publicações na área, que contribuíram para a antecipação do conhecimento e prática entre os adolescentes. A partir dos anos 80, assistimos ao crescimento indiscriminado da prostituição nas novas gerações, aliada ao consumo de bebidas alcóolicas e drogas.
Na verdade, a onda do exercício da sexualidade apenas cumpria o velho manual de psicopolítica de Lavrentiy Pavlovich Beria, que recomendava sua vulgarização e acesso desde tenra idade, com reforço da pornografia, para o enfraquecimento moral dos adversários frente à expansão do movimento comunista. Assim, a estimulação dos instintos animais, do desvio de conduta e da promiscuidade seriam os elementos de destruição das forças morais e da instituição família nas sociedades democráticas e do enfraquecimento da Nação. Oriunda de excelente linhagem familiar, a psicóloga Marta Teresa Smith de Vasconcelos Suplicy adquiriu vulgaridade e notoriedade como grande agente sexóloga que inaugurou a temática do sexo, em todos os seus matizes, na mídia brasileira. Sem sombra de dúvida, prestou um grande serviço ao Movimento Comunista e ao marxismo deletério, pois o sexo tinha que se converter em produto de contestação, desestruturação social e ruptura da base moral e dos bons costumes. Igreja Católica arrebentada Nesse contexto, a grande prejudicada foi a Igreja Católica Apostólica Romana do frei Henrique de Coimbra que, desvirtuada em seus fundamentos, com sacerdotes pedófilos e homossexuais, encontrou no assanhamento da CELAN de Medelin em 1967, o marco da expansão de frades e padrecos enebriados com a devastadora Teologia da Libertação, avivando as questões da tolerância da cultura do sexo. Assim, o enfraquecimento dos instintos mais nobres da espiritualidade do homem e o fortalecimento dos atributos do corpo comstituíram-se em facilitadores da cultura da promiscuidade. Paralelamente, ganharam espaço os organizados cultos evangélicos, notadamente os episcopais, cuja expansão alarma o Vaticano e a Cúria brasileira, com seus templos registrando evasão de fiéis e uma legião de católicos de frouxas convicções.
Causa arrepios aos católicos e evangélicos de bom senso o desenxabido presidente do governo mais corrupto da história, Mr. Da Silva, despachar o seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, detentor do título de ex-seminarista, para fazer uma costura política de líderes religiosos na capital paulista, em apoio à consagrada sexóloga Marta Suplicy "Favre", a enrustida pioneira do proselitismo ao estímulo da devassidão e da ninfomania em nossa sociedade, reprovada pelas correntes conservadores do catolicismo. Registra-se que a burguesa sexóloga fez carreira no Partido dos Trabalhadores pelas mãos do seu ex-marido, o probo e respeitável senador Eduardo Suplicy, e pleiteia seu retorno ao governo da cidade de São Paulo, desfilando com o atual consorte, o franco-argentino Luis Favre, pseudônimo de Felipe Belisario Wermus, figura que causa desconforto nas sinagogas de Piratininga, Buenos Aires e, provavelmente, Paris. A previsível derrota da candidata do PT em São Paulo amargará o sultão do Alvorada que subestimou e saudou a "marola" e, agora, se angustia em meio ao turbilhão da economia mundial, demonstrando a artificialidade do seu governo, que se favoreceu da conjuntura dos últimos seis anos. Gilberto Carvalho deveria melhor se penitenciar pelo brutal desaparecimento do seu ex-chefe e amigo, o pranteado prefeito Celso Daniel, torturado e morto pelos seus algozes, que procuravam o paradeiro da mala com 80 milhões de dólares e pelo mal que a esquerda propiciou ao solapamento da Igreja Católica no país. Dom Cláudio Hummes, ex-bispo de Santo André e Cardeal de São Paulo, hoje, murmura nos corredores e salões do Vaticano a lamentável experiência da sua igreja com terroristas, partidos políticos e sindicatos, no Brasil. (OI/Brasil acima de tudo) Leia este também: Kassab é gay? Pois Marta é bissexual. Bissexual e adúltera | ||||||
Kassab é gay? Pois Marta é bissexual. Bissexual e adúltera
Por Hugo Studart (*)
Marta Smith de Vasconcelos, ora Suplicy, sempre foi desequilibrada. E inconseqüente. Isso é público em sua vida pregressa – e só tende a piorar à medida que ela envelhece. Há dez anos, quando deputada federal, foi à votação na Câmara um projeto de sua autoria que institucionalizava o casamento gay. Fui entrevistá-la. Recebeu-me e seu apartamento na superquadra sul 309, em Brasília. O senador Eduardo Suplicy estava na mesa da sala, lendo documentos. Ele mora lá até hoje.
-- Quase todo mundo é gay ou bissexual.
-- Como assim? Indaguei assustado.
-- Marta, não exagera... -- pede Suplicy, sempre gentil, olhando por cima dos óculos.
-- Não exagera o quê, Eduardo? Você sabe que mais de 90% da população é bi.
-- Maaarta!, diz o senador quase em desespero.
-- O que é Eduaaardo? Você tá me desmentindo? Você sabe do que to falando. Sou bissexual, você, nosso filho Fulano, o sicrano, quase todo mundo é.
O senador abaixou a cabeça envergonhado. Morri de vergonha por ele pelo fato de estar ao lado de uma mulher tão grosseira, irresponsável, inconseqüente. Tenho uma antiga e respeitosa relação com Suplicy. Contudo, até aquele momento, jamais havia visto Marta em minha vida. A deputada não sabia quem era o repórter à sua frente. E o gravador ligado, e ela falando, declarando ao gravador de um jornalista desconhecido que é bissexual. Não usei essa parte da entrevista em respeito aos demais citados, como um dos filhos do casal.
O raciocínio de Marta é desconcertante. Segundo ela, somente 4% da população seria 100% heretossexual, ou seja, 2% de homens-machos e 2% de mulheres-fêmeas. Outros 4% seria completamente gay. Os demais, 92% da população mundial, seria bissexual, em maior ou menor grau. O simples fato de um homem achar outro homem bonito, segundo Marta, já o transformaria num bi.
Ora, se esse raciocínio estiver certo, como considero George Cloney e Eduardo Suplicy bem apessoados (é o máximo de elogio que um nordestino consegue fazer a outro homem), então também sou bi. Suplicy, por sua vez, é publicamente louco por Joan Baez, aquela cantora com jeito de menino. Para Marta, é prova de bissexualidade admirar uma cantora meio andrógena. Tudo bem.
O essencial nessa discussão é que a candidata do PT a prefeita de São Paulo se considera uma bissexual – e declarou isso em entrevista gravada. Ora, se ela é bi, o que tem demais seu concorrente também ser? Kassab é discretíssimo nos hábitos e na vida pessoal. Sabe-se apenas que é solteiro e não tem filhos. E daí? Será que Marta, logo ela, a musa das paradas gay, virou homófoba quando caiu nas pesquisas?
Fustigar o debate sobre a vida sexual dos candidatos é um terreno por demais pantanoso para Marta Smith de Vasconcelos, ora Suplicy. Ora, ora, ela é uma adúltera. É público que se tornou amante do franco-argentino Felipe Belisário Wermus, codinome Luis Favre, quando ainda estava casada com Eduardo Suplicy. Convenceu o marido a abrigar o gentil argentino em sua própria casa. É público que foi lá, no lar que Suplicy herdou da família, que houve a sedução entre Marta e Favre. Foram meses de romance durante o pleito de 2000. Assim que foi eleita prefeita ela assumiu o caso.
Quem controla as armadilhas do coração? Marta se deixou tragar pelas emoções. Acontece nas melhores famílias. Foi adúltera? E daí. É bissexual? Qual o problema? Falava-se o mesmo da ex-prefeita Luiza Erundina, do PT, e do ex-prefeito de Curitiba Rafael Grecca, um dos melhores da história da capital paranaense. Fala-se idem da atual prefeita (aliás, reeleita) de Fortaleza, Luizianne Lins, que só aparece em público com amigas – e há muitos mexericos na corte a respeito da candidata de Lula ao Planalto, Dilma Roussef, que nesse caso seria maldade pura.
E se por acaso Gilberto Kassab estiver de fato enfrentando aquilo que o apóstolo Paulo de Tarso chamava, em dolorosa confissão, de "um espinho na carne"?. O que Marta tem a ver com isso? O que interessa é saber se Kassab está de fato administrando a cidade com competência e probidade. Sobre a competência, as pesquisas provam que o paulistando está aprovando. Sobre a probidade, é dever dos adversários abrir suas cartas.
CONTAS DE FAVRE EM CAYMAN
Curioso: em 2004, quando Marta enfrentou Serra na disputa pela Prefeitura de São Paulo, deu ordens para que o Núcleo de Inteligência do PT, que mais tarde receberia a alcunha de "aloprados", fizesse um dossiê sobre a vida pregressa de Serra e de seu vice, Kassab. Encontraram muita coisa de Kassab, em especial sobre sua estranha participação (estranhíssima, aliás) na CPI da Máfia dos Combustíveis. Detalharei adiante. Marta até atacou Kassab por seu passado político, pelo fato de ter sido secretário de Celso Pitta. Mas na hora H, Marta se omitiu por completo na questão da probidade de Kassab. Na época a direção do PT avaliou que o partido poderia sofre uma retaliação muito pesada – Serra poderia querer debater a morte de Celso Daniel em Santo André. Erraram.
Eleição é a grande a oportunidade que se tem para debater questões essenciais, dentre elas a probidade dos homens públicos. E o eleitor tem o direito de saber tudo sobre a ficha corrida e a vida pregressa dos candidatos. Em nações democráticas, é na eleição que segredos vêm à toma. É esse o momento. Eleição com "debate de alto nível", ou melhor, somente e tão somente com debate sobre programa de governo, é falácia de candidato que tem rabo preso. Quem não tem nada a esconder aponta os pontos pantanosos da vida do adversário. Principalmente questões sobre a administração do dinheiro público.
È muito estranho que Marta Suplicy nesta eleição também que esteja fugindo o assunto. Ela tem em mãos um dossiê sobre Kassab mas preferiu debater a sexualidade do adversário. Será que ela tem algo a esconder?
O marido de Marta, Luis Favre, resolveu me processar por conta de uma matéria que publiquei em julho último, neste blog. A matéria revela que Favre tem duas contas em paraísos fiscais. Eis os números: 60.356356086 e 60.356356199, do Trade Link Bank nas Ilhas Cayman.
A suspeita da PF e do MP é a de que um senhor chamado Felipe Belisário Wermus (nome verdadeiro de Favre) seria o principal elo entre o PT e um esquema internacional de arrecadação de dinheiro a partir dos serviços superfaturados de coleta de lixo nas capitais brasileiras. Esse esquema teria funcionado em prefeituras controladas pelo PT, como São Bernardo, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Campinas e São Paulo.
Eis a história completa, no link abaixo
http://www.conteudo.com.br/studart/as-contas-do-marido-de-marta-suplicy-em-cayman
(*) Hugo Studart - Jornalista, historiador, cronista e palestrante sobre o tema "Novos caminhos dos profissionais da Comunicação". Como jornalista, atuei como repórter, editor, colunista ou diretor em veículos como Jornal do Brasil, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo, revistas Veja, Manchete, IstoÉ-Dinheiro e IstoÉ. Colaborei com colunas ou artigos em veículos como as revistas Exame, Imprensa, Playboy, Interview, República, Primeira Leitura e Brasil História. Ganhei diversos prêmios de jornalismo, como o Prêmio Esso. Como acadêmico, fui professor na Universidade Católica de Brasília, e no IESB. Tenho três livros publicados. O mais recente, "A Lei da Selva – Estratégias, Imaginário e Discurso dos Militares sobre a Guerrilha do Araguaia" (2006), foi agraciado com o Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, menção honrosa, e foi finalista do Prêmio Jabuti de 2007.
sábado, 18 de outubro de 2008
Aloprados e truculentos

Aprendiz de Duda Mendonça, o novo Dr. Goebbels não lamentou o pérfido preconceito, nem a ostensiva introdução do lixo no debate eleitoral. A admissão do erro não foi um dever de consciência, esforço para mostrar alguma urbanidade e decência, na realidade foi mais uma tentativa de livrar a ex-campeã da tolerância do papel de ícone da arrogância e da presunção.
A solução “relaxa e goza” proposta pela então ministra do Turismo para enfrentar o caos aéreo foi evidentemente uma gafe, fruto da desatenção ou do despreparo, mas, como sabem psicólogos, psicanalistas e inclusive a autora do despautério, gafes são lapsos que não acontecem por acaso. Armazenados em algum recanto da alma, soltam-se na primeira oportunidade.
As duas perguntinhas fatais – “Ele é casado? Ele tem filhos?” – foram estudadas, foram estratégicas, resultaram de uma bateria de “pesquisas qualitativas” onde os marqueteiros identificaram uma oportunidade para cobrar esclarecimentos a respeito da intimidade de Gilberto Kassab.

Na reta final da disputa pelo governo de São Paulo, em 2006, um pelotão de milicianos ligados à candidatura de Aloísio Mercadante também inventou uma operação suicida: a divulgação através da revista “IstoÉ” de um falso dossiê contra o candidato José Serra, o famigerado Dossiê Vedoin. Apesar da repercussão, como se tratava de grave crime eleitoral o então-ministro da Justiça Márcio Thomas Bastos associado ao então diretor-geral da Polícia Federal deram um jeito de livrar da merecida condenação os “aloprados” – a designação é do próprio presidente Lula.
A partir daquele episódio, aloprar e seus derivados, incorporaram-se ao nosso riquíssimo vocabulário político como sinônimos de paranóia e falta de escrúpulos. Insinuar que Gilberto Kassab pode ser homossexual porque não é casado e não tem filhos não constitui crime. É um ardiloso desvio de conduta, manifestação de preconceito, falha ética, irregularidade que o TRE de S. Paulo puniu rápida e exemplarmente.
É possível que o “deslize” (como o classificaram círculos petistas que condenaram as perguntas, mas não a candidata) possa ser absorvido e superado. O saldo, porém, dificilmente será esquecido: a percepção do eleitorado avançou, a veneranda passividade e complacência começam a ser substituídas por um senso de vigilância e responsabilidade social.
A ameaça de novos surtos de alopramento é concreta. A possibilidade da derrota de candidatos próximos ao governo federal em cidades-chave, como Rio de Janeiro, S. Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre, pode estimular a insensatez, os desvarios e o seu ingrediente mais perigoso: o vale-tudo político.
Convém lembrar que nesta quinta-feira, um dos mais animados participantes do bafafá que resultou no confronto entre as polícias civil e militar em S. Paulo, era o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho, presidente da Força Sindical que corre o perigo de perder o mandato por conta de uma sucessão de estrepolias com dinheiro público. Gente assim, ameaçada de perder as regalias, embarca sem qualquer constrangimento em aventuras e desatinos. Diferentes do Dr. Goebbels, não apelam para perguntas insidiosas. Preferem a truculência. - Alberto Dines é jornalista.
VALE-TUDO ELEITORAL
As campanhas de Marta Suplicy, em São Paulo, e de Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, lançam mão de golpes baixos contra seus adversários, Kassab e Gabeira. - Fábio Portela e Ronaldo França - Veja
Disputas eleitorais aguerridas fazem parte do cardápio de qualquer democracia digna deste nome. E, quando a temperatura da batalha está muito alta, é desculpável que os candidatos subam um pouco o tom das críticas mútuas. O que não é admissível é que, em nome da disputa pelo poder, sejam jogadas no lixo as regras mínimas da ética, da decência e da responsabilidade. É isso que vem ocorrendo em São Paulo e no Rio de Janeiro, as duas maiores cidades do país. As candidaturas de Marta Suplicy, do PT paulista, e de Eduardo Paes, do PMDB fluminense, transformaram a reta final das eleições municipais num período que será lembrado com vergonha. Para tirarem votos de seus adversários – Gilberto Kassab, do DEM, e Fernando Gabeira, do PV, respectivamente –, as campanhas de Marta e Paes degeneraram em um caldo de insinuações preconceituosas de caráter sexual, calúnias publicadas em panfletos clandestinos e uso ostensivo da máquina pública.
A delinqüência eleitoral culminou, na última quinta-feira, com a transformação das ruas próximas ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, em uma praça de guerra.
O que parecia ser um confronto entre a Polícia Civil, que está em greve e tentava invadir o palácio, e a Polícia Militar, que defendia o prédio, era, na verdade, uma ação engendrada por sindicalistas irresponsáveis, liderados pelo deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, que preside a Força Sindical apesar de ser acusado de desviar dinheiro do BNDES com a ajuda do dono de um prostíbulo. Paulinho deveria ter um único diálogo com a polícia: a confissão. Deram-lhe a chance de seguir outro caminho. Aliado de Marta, ele insuflou os policiais contra o governador José Serra, para atingir a candidatura de Kassab, apoiado pelo tucano. Paulinho escancarou seu objetivo em um discurso feito a policiais na semana passada: "Estamos chegando às vésperas do segundo turno. O chefe de vocês, que é o José Serra, sabe que tem de ganhar as eleições. E sabe que uma greve da polícia tem repercussão nacional. A proposta que eu quero fazer aos companheiros é que, na semana que vem, na quinta-feira, a gente faça uma passeata saindo do Morumbi, com carro de som, com bandeira, com faixa. E, do Morumbi, vamos para a porta do Palácio dos Bandeirantes". Ofereceu 200 carros de som e apoio da Força Sindical para encorpar a passeata.


A campanha carioca foi manchada, ainda, pelo uso da máquina estadual. O governador Sérgio Cabral não poupa esforços para beneficiar Paes, seu aliado. Depois de um quebra-quebra de cabos eleitorais, seu secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, entregou à campanha de Paes a ficha policial de um militante do PV agredido por peemedebistas. Encabeçou, portanto, uma tentativa de desqualificar a vítima para limpar a barra do agressor. Nem o futebol escapou. No Estádio do Maracanã, há um serviço que permite aos torcedores mandar mensagens de texto de seus celulares para ser exibidas no placar eletrônico, durante os jogos. Numa partida entre Flamengo e Atlético Mineiro, o telão do estádio exibiu os dizeres "Parabéns, Eduardo Paes" e "O subúrbio merece respeito". Nenhuma das mensagens dos eleitores de Gabeira foi exibida. Outro gol contra do governo Cabral.
Para o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, baixaria não dá resultado. "O eleitor é esperto e bem informado. Esse tipo de ação não se reverte em votos." Suas pesquisas confirmam a análise. A uma semana da eleição, os dois candidatos que partiram para o vale-tudo continuam atrás de seus oponentes. Seria muito bom se os candidatos que enfiaram o pé na lama se esforçassem para manter pelo menos a cabeça fora dela.
KASSAB LIDERA ENQUETE FEITA NA USP
Sondagem realizada na Cidade Universitária da USP mostra que, lá, Gilberto Kassab é o preferido dos eleitores.
Enquete feita entre os dias 8 e 10 de outubro com 443 pessoas do campus revela que o prefeito venceria o segundo turno lá com 44,3%. Marta Suplicy teria 31,4%. Os votos nulos somam 17,4%, e os indecisos, 5,6%. O levantamento foi publicado pelo "Jornal do Campus", feito por alunos da ECA (Escola de Comunicação e Artes). A sondagem, segundo os responsáveis pelo jornal, tem representação proporcional de todas as unidades da USP e de todas as categorias da Cidade Universitária, alunos, professores e funcionários. Leia mais aqui
PT FICA EM SEXTO NO NORDESTE
Mesmo com o Bolsa Família, partido de Lula amarga desempenho insuficiente na região
O PT não conseguiu eleger um número expressivo de prefeitos no Nordeste, apesar da farta distribuição de benefícios do Bolsa Família na região. O percentual de políticos eleitos dobrou em relação a 2004, mas o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou em sexto lugar na região, atrás de grandes legendas, como PMDB, PSDB e DEM, e até mesmo de partidos médios, como o PSB e o PTB. Dirigentes petistas e até mesmo líderes da oposição imaginavam que o principal programa social do governo Lula traria dividendos eleitorais ao PT no Nordeste já nestas eleições. Na região, foram distribuídas 5,5 milhões de bolsas (11%) numa população de 50 milhões de pessoas. Como o governo considera 4,5 pessoas por família, metade da população nordestina estaria sendo atendida.
O maior percentual de prefeitos eleitos pelo PT ocorreu na Região Norte (14,8%), onde o percentual de bolsas-família também foi elevado (7,5%). O número de prefeitos eleitos também foi alto no Sul (16,6% do total na região). Nesses estados, o percentual de bolsas concedidas foi o menor (3,3%), o que demonstra, mais uma vez, a desvinculação desse programa com o resultado das eleições municipais. Isso não significa, porém, que o programa não tenha repercussões eleitorais numa campanha presidencial, onde a influência do presidente da República é maior. Por Lúcio Vaz do Correio Braziliense
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
NA RETA FINAL DAS ELEIÇÕES, SÓ FALTA CONVOCAREM O PCC
Lula mandou escrevermos no “caderninho, anteontem, que sua candidata petista irá ganhar as eleições em São Paulo”. Um dia depois de sua declaração, os paulistanos assistiram ontem a uma triste repetição de um filme que já passou em 2006, na época, protagonizado pelo PCC, quando Geraldo Alckmin estava à frente nas pesquisas para a eleição presidencial.
A baderna de ontem foi insuflada pelos sindicatos lulistas (CUT e Força Sindical), que levaram a guerra armada para as ruas da cidade em socorro a candidata petista, cuja derrota para a prefeitura é mais que certa. Vocês verão abaixo, no vídeo da Globo, um dos carros de som da CUT, de onde o Paulinho da Força Sindical incita os grevistas armados ao confrontamento com as barreiras de proteção e à invasão do Palácio do Governo de São Paulo. Reparem na foto acima, um elemento empunhando a arma.

Ações orquestradas nas duas cidades onde o PT está perdendo as eleições - Por Reinaldo Azevedo
“Ele (o Paulinho) o pronunciou numa manifestação de policiais ocorrida na sexta-feira passada, no vão do MASP. Observem que o próprio deputado toca na questão eleitoral. Com a precisão muito peculiar, ele acusa o governador José Serra, que está no cargo há menos de dois anos, de não dar aumento aos policiais há 14 anos!!! Mas eu os deixarei agora com este Colosso de Rhodes da ética. A idéia de fazer bagunça no Palácio foi dele. E notem que também deixa claro que botaria gente sua, alheia à Polícia, no movimento. Divulguem este post. Ajudem a expor a farsa. A transcrição obedece ao, por assim dizer, raciocínio do valente. Leia o artigo completo aqui.
A HORDA ESTÁ TENTANDO ACOAR SÃO PAULO
Para não deixar dúvidas quanto ao alvo, um caixão adornado com uma foto de José Serra e uma frase: "Aqui jaz o ex-futuro presidente". Obviamente que, pelo cálculo dos boçais, o resultado imediato que eles esperam dessa ação terrorista, é que ela reflita imediatamente sobre o índice de aprovação do candidato do DEM, Kassab, e, por tabela, que também respingue no maior opositor de Lula, atualmente: no José Serra.
Na Nota da CUT, de ontem, ela acusa do governador Serra de “autoritarismo”. Ora, o que queria a canalha da CUT/PT, comandando uma horda armada em direção ao Palácio do governador? A Gabriela assistiu a reportagem completa ontem, e viu uma cena em que um Coronel da PM leva um tapa na cara, de um "deles". Se essa escória entra no Palácio, alguém dúvida que um tiro teria endereçamento certo? Por Gaúcho/Gabriela
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Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.