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segunda-feira, 13 de abril de 2009

MAS O QUE É ESSA TAL DEMOCRACIA?

MOVIMENTO ENDIREITAR
Escrito por Reinaldo Azevedo | Quarta, 08 de Abril de 2009 11:10

Cristovam, pegue o boné e vá pra casa. "Abaixo o povo, viva a elite!"
 
Um "texto de formação" para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que, coitado!, ainda não entendeu o regime democrático. Segundo afirmou, se o povo decidisse, em plebiscito, fechar o Congresso, isso não seria golpe. Se ele não entendeu a democracia até agora, esqueçam. Não dá mais tempo. O texto de formação fica só para leitores.

Leia também:

Suponho que esteja tentando ser, a um só tempo, irônico com as críticas generalizadas ao Congresso e também crítico aos desmandos do Legislativo. Nos termos em que se expressa, no entanto, consegue se mostrar, no máximo, tolo. Seu discurso, aliás, é uma evidência da assustadora mediocridade do Parlamento. Mas nem assim se justificaria o seu fechamento. Uma democracia é obrigada a conviver até com bobagens.

A ironia e argumentação ab absurdo são recursos retóricos válidos num discurso ou numa porfia. O diabo é que essas coisas se desfazem quando o senador afirma que, se o povo votasse pelo fechamento do Parlamento, “isso não seria golpe”.

Errou, senador! Errou feio!


Seria golpe, sim. O senhor tire o bloquinho do bolso e anote aí o que Tio Rei vai dizer — Tio Rei não se importa de aprender com os moços ou de ensinar aos velhos: nem o povo tem legitimidade para fraudar a essência da democracia. Pense, senador, por exemplo, nas cláusulas pétreas da Constituição. Não podem ser mudadas, como o senhor deve saber, por emenda constitucional ou por qualquer outro instrumento. Só uma Constituinte poderia alterá-la. E uma Constituinte requer rompimento da ordem.


Ademais, caro senhor: se fosse dado ao povo votar em tal plebiscito, quem lhe teria facultado tal possibilidade senão um golpista?

Não, não, senador! O Parlamento tem de continuar aberto, operando com todas as suas prerrogativas. E tem de ser decente. Ainda que o senhor, pelo visto, não considere isso possível. Sendo assim, em vez de dizer tolices, tem de pegar o boné e ir pra casa.

Nem o povo tem o direito de, usando os instrumentos da democracia, solapar a democracia. É por isso, senador, que um linchamento, segundo os valores que aprendemos a cultivar, será sempre uma barbárie, independentemente dos motivos, das motivações e do crime cometido por aquele que se quer esfolar. Porque a civilização democrática aprendeu que os julgamentos devem ser feitos em tribunais, garantindo-se o direito de defesa. Ainda que o povo queira o direito de linchar, nós não lho daremos. O senhor me entende? Quer que eu desenhe?

“Nós, quem?”, o senhor poderia perguntar. Respondo sem susto — e quem sabe o senhor fique um tanto arrepiado: “nós, as elites”, os que formos distinguidos, por um conjunto de razões, para zelar por valores que a todos protegem, embora nem todos possam estar dispostos a protegê-los.

O seu destempero retórico pode nascer do desencanto — tenho até certa simpatia pelos desencantados e pelos pessimistas —, mas se deixa tocar pelo populismo mais rasteiro quando supõe que a única fonte de legitimidade da democracia é a maioria. O senhor está errado. Não existe democracia sem a proteção às minorias. Aliás, senador, nem é preciso regime democrático para fazer o que a maioria quer, como o fascismo deixou claro.

Na democracia, senador, a gente tem de ser tão diligente, mas tão diligente, que, se for preciso, a gente ajuda o povo a se proteger de si mesmo...

E de alguns senadores, é claro!
 
***
 
TEXTOS DE FORMAÇÃO – MAS O QUE É ESSA TAL DEMOCRACIA? 
 
Epa, epa, epa! Devagar com o andor!

Muita gente revoltada com as críticas que fiz a Cristovam Buarque. É? Pois acho que ainda fui condescendente. E não me venham com a história de que não entendi a ironia. Leiam direito o meu texto, ora essa! Eu mesmo abordei a hipótese de que ele estava sendo irônico e argumentando ab absurdo — sim, eu lhe dispensei até um pouco de latim... Ocorre que ele disse, com todas as letras, que, se o povo votasse a favor do fechamento do Congresso num plebiscito (que plebiscito???), isso não seria golpe. E aí eu afirmei: "Seria, sim!" Nem o povo tem direito de golpear a democracia. Ao fazer aquela afirmação, Cristovam estava dizendo que toda vontade popular é legítima. E eu digo: “NÃO É”.

Alguns relativistas vieram, então, com suas bizarrices: “Oh, mas os governos são construções históricas, não caem do céu!” Ora, não me digam! Ou então: “Mas o que é a verdadeira democracia?” — estes acreditam que ou a verdade cai do céu, ou tudo é falso. Eu chuto o traseiro de relativistas. Eu não deixo minha carteira dando sopa perto de relativistas. Eu não compraria um carro usado de relativistas. E a razão é simples: eles podem roubar o meu dinheiro ou me vender uma lata imprestável. Afinal, sabem como é, eles têm seus próprios valores...

É claro que a democracia representativa é uma construção histórica. Ela não se assenta apenas na observância das leis (estado de direito), posto que é possível haver “ditaduras de direito” — ou seja: elas só esmagam o cidadão segundo o código discricionário e transformam em leis as proibições as mais estúpidas. A democracia também não se assenta apenas na vontade da maioria, posto que é possível haver regimes violentos que contam com apoio popular, embora suas práticas sejam condenáveis(voltaremos a essa palavra; não se esqueçam dela): os fascismos europeus da década de 40 do século passado são clássicos no gênero; é possível que o Taleban, no Afeganistão, tivesse o apoio da maioria.

Então vejam: o estado de direito não basta para fazer uma democracia. O estado de direito mais a vontade da maioria não bastam para fazer uma democracia. Alguém pode indagar: “E se acrescentarmos aí, Reinaldo, a divisão e independência entre os Poderes? O conjunto basta para fazer uma democracia?” Melhora muito, meus caros. Mas ainda não basta. Digamos — não é o caso, mas digamos! — que o Legislativo e o Executivo na Venezuela, hoje, fossem independentes. Se os três Poderes continuassem irmanados na defesa das mesmas teses ditas “bolivarianas”, esmagando a divergência, não se teria democracia. Mas lhes dou um exemplo ainda mais óbvio.

As teocracias islâmicas, por exemplo, não podem ser democracias. Na maioria delas, há estado de direito, com respeito à vontade da maioria, e os Poderes até são independentes — dentro da independência possível. Ocorre que a religião se torna um redutor de todas as demandas, e seu valordeita sua sombra sobre a sociedade.

Escrevi a palavra-chave: VALOR. Uma democracia tem de estar assentada no estado de direito, na vontade da maioria, na separação e independência entre os Poderes e nos VALORES. Pergunto: é democrático que a maioria decida que nem todos são iguais perante a lei? É democrático que a maioria ache normal que a lei seja posta a serviço do grupo governante da hora? É democrático, para ficar nos termos do senador Cristovam, que o povo decida que não quer mais um Parlamento? Pode haver democracia islâmica, por exemplo, dado que as mulheres, sob o Islã (ou, se quiserem, sob os vários “Islãs”), não têm os mesmos direitos dos homens? "Ah, não se trata de uma questão de direitos, mas de cultura..." Pois é! Eu fico com os direitos...

A tese de que a vontade da maioria é a verdadeira força da democracia é autoritária e filoditatorial. Eu realmente acredito que alguns valores sociais e morais são patrimônios incorporados à evolução da civilização, como as vacinas por exemplo — e, a exemplo delas, nos fazem viver melhor. Eu realmente acredito que alguns valores da chamada cultura ocidental — como tolerância, respeito a minorias, igualdade perante a lei, liberdade religiosa — a fazem superior a outras realidades culturais.

Como diria Barack Hussein Obama, eu não estou em guerra com o Islã — nem com ninguém. Eu sou, isto sim, é um defensor radical, intransigente mesmo, desses valores. E, com efeito, acredito que os homens de toda a terra viveriam melhor sob o seu abrigo.

Sob este ponto de vista, reconheço meu lado quase jesuítico. Acho que os valores da democracia têm de ser espalhados pelos quatro cantos da terra. E creio que devem ser devidamente contidos aqueles que, mesmo estando entre nós, pretendem sabotá-los. Porque o regime de liberdades pode tolerar quase tudo — só não pode tolerar os intolerantes.

Houvesse um símbolo ou emblema para o regime democrático, como há para o cristianismo, por exemplo, eu não teria dúvida de nele inscrever a frase "In hoc signo vinces".
 
Publicado originalmente no Blog do Reinaldo Azevedo 

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Olavo falou da incapacidade do Christovam Buarque. O "cênadô" prova que é muito mais do que incapaz...

A Ana Prudente trocou e-mails com o senador Christovam Buarque e me autorizou a publicá-los. O assunto é o presidente racista que temos.

Vejam abaixo se um senador tem DIREITO de dar uma resposta como esta. Ao invés de tocar no assunto (racismo presidencial e posicionamento político frente ao assunto), ele fala das impressões de pessoas de sua família sobre os comentários lulescos.

Ana, parabéns pela resposta ao "nóçu cênadô".


De: Ana [mailto:]
Enviada em: quarta-feira, 1 de abril de 2009 11:09
Para: Sen. Cristovam Buarque; Sen. Jose Nery
Assunto: Comissão de Direitos Humanos


Srs Senadores
Cristóvam Buarque e José Nery
respectivamente presidente e vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos
 
 
Diante dos elogiosos esforços desta Comissão em defesa da iguardade racial, contra a discriminação e preconceito, venho perguntar-lhes quais as medidas que estão sendo tomadas frente as declarações do presidente da Republica Luiz Inacio da Silva, depois de sua acusação, em rede internacional, que a culpa da crise econômica mundial é de "brancos de olhos azuis".
 
Sou branca de olhos azuis e fui acusada injustamente pelo presidente por causa da minha cor.
 
Esta demonstração pública de racismo trata-se de crime em nosso país e segundo nossa Constituição, imprescritível.
 
Aguardo sua resposta expondo as providências tomadas, já que pretendo acompanhar o andamento do processo.
 
Atenciosamente
Ana Prudente

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----- Original Message -----
To: Ana
Sent: Tuesday, April 07, 2009 7:49 PM
Subject: RES: Comissão de Direitos Humanos

Ana,
 
Minha mulher e minha neta tem olhos azuis, e viram na declaração do presidente um descuido ou, pior,populismo, porque ele falou para a África, Ásia e quase todo povo brasileiro em detrimento de uma parcela da população.
 

Abraço,
Cristovam


"Junte-se a nós no Movimento Educacionista"
"Você já leu o livro "O que é Educacionismo", publicado pela Editora Brasiliense?
Acesse o site
www.editorabrasiliense.com.br
 
www.cristovam.org.br
www.educacao-ja.org.br


_____


----- Original Message -----
From: Ana
Sent: Wednesday, April 08, 2009 12:50 AM
Subject: Re: Comissão de Direitos Humanos

Perdão senador, eu perguntei sobre a SUA RESPONSABILIDADE como presidente da Comissão de Direitos Humanos, que tanto luta contra o racismo, discriinação e preconceito no país. Meus filhos pensam uma porção de coisas mas que no meu trabalho, não posso misturar as coisas. E parlamentares representam o povo, o que significa que devem reagir quando suas convicções são atingidas.
 
Diante de sua resposta, resta-nos, a mim e lista de amigos, desconfiar de toda e qualquer proposta apresentada pelo senhor. Não me parece que o senhor siga interiormente a linha que defende no discurso.
 
Esqueçamos a moral, vocês não estão preocupados com isso até porque, quando a força da lei cobra do Parlamento, daí é melhor deixar pra lá!
 
Pobre do Brasil, que depende das decisões de vocês!
 
Ana Prudente
Uma cidadã inconformada com o futuro de sua neta, este que o senhor está ajudando a formatar. Que Deus o perdôe um dia, se for possivel!

domingo, 26 de outubro de 2008

ITAIPU - Exigências do novo presidente do Paraguai

Por e-mail (sic)

Senhor Senador Cristóvão Buarque,

O senhor afirmou, da tribuna do Senado Federal, o seguinte:

'Não podemos simplesmente negar ao Paraguai o direito de pedir o reajuste. Nós não podemos esnobar o Paraguai. Até porque temos uma dívida com esse nosso país vizinho, já que há 138 anos matamos 300 mil de seus cidadãos [na Guerra do Paraguai]. Em proporção, seria como se
matassem nove milhões de brasileiros - ponderou Cristóvão'.

É muito estranho, senador, e causa preocupação ouvir de um senador da república tal afirmativa. E é estranho por dois motivos:

a) O senhor não tem conhecimento da história e está equivocado ao afirmar que o Brasil matou 300 mil paraguaios;

b) O senhor tem conhecimento da história e, por conseguinte, está mentindo.

Ambas as hipóteses o desqualificam para exercer o alto cargo de senador da república. Quando um senador da república se dirige à nação da tribuna do Senado Federal para afirmar uma asneira deste porte, francamente, não tem condições de estar onde está. Está trabalhando
contra o país, contra o seu povo, quando o seu dever sagrado deveria ser o contrário.

A guerra do Paraguai, da qual o senhor culpa o Brasil, inclusive imputando-lhe 300 mil mortes, foi provocada pelo ditador Solano Lopes, cujas ambições expansionistas o fizeram invadir a Argentina, que lhe negara o uso do seu território para chegar até Uruguaiana. A Argentina
então declarou guerra ao Paraguai, dando início a um conflito ao qual se juntariam o Brasil e o Uruguai no que ficou conhecido como a Tríplice Aliança.

O Paraguai contava àquela altura com um exército de 77 mil homens, enquanto o efetivo brasileiro não passava de 18 mil, o que obrigou D. Pedro II a organizar apressadamente as forças brasileiras para fazer face a agressão.

Sem entrar em detalhes, para não me alongar, quero informá-lo que das 300 mil mortes de paraguaios que o senhor imputa ao Brasil, a fome, a cólera e a malária foram responsáveis por 70%. Em combate mesmo, o Paraguai perdeu metade do seu exército, enquanto o Brasil perdeu 30 mil. E as perdas paraguaias aconteceram em razão da estupidez do ditador Solano Lopes que, instado a se render posto que já estava derrotado, com Assunção invadida pelas tropas brasileiras, levou a guerra às últimas conseqüências conduzindo o que restava de suas
tropas combalidas e, àquela altura composta de adolescentes e até crianças, a Cerro Corá, onde se deu a batalha final.

Solano Lopez jamais aceitou negociar a paz e a guerra só acabou com a sua morte. O Brasil não conquistou territórios do Paraguai, apenas reinvindicou suas fronteiras anteriores. O tratado de paz, assinado em 9 de janeiro de 1872, estabeleceu dentre outras coisas, como a navegação livre pelo rio Paraguai, uma indenização a ser paga ao Brasil, dívida esta que foi perdoada em 1943 pelo governo brasileiro.

Vê-se, portanto, que o grande culpado pelo massacre do seu povo foi o próprio ditador Solano Lopes, tendo o Brasil apenas respondido à altura uma agressão sem sentido. Seguindo a lógica do seu raciocínio, os aliados da segunda guerra mundial devem pagar uma indenização a
Alemanha pelo fato de Hitler ter perdido a guerra. Ainda seguindo a lógica do seu raciocínio, as atuais gerações devem pagar pelos erros por acaso cometidos por governantes em gerações passadas. Assim, não me surpreenderia se o senhor defendesse que a atual e futuras gerações
de italianos continuem pagando aos países conquistados pelo Império Romano pela avidez de seus imperadores.

Mas como o próprio presidente Lula já declarou algumas vezes que o Brasil tem uma dívida para com a África em razão da escravidão, nada mais me admira. Só quero declarar peremptoriamente que eu jamais possui um escravo, assim como nenhum brasileiro vivo na atualidade.

Senador, acorde! O povo brasileiro atual, do passado e do futuro, pagaram, estão pagando e pagarão a enorme e infindável conta que lhes foi colocada sobre os ombros por uma plêiade de governantes irresponsáveis, corruptos e sem visão de futuro, incluindo o atual. E o senhor ainda quer aumentar essa conta?

Quanto a Itaipu, senador, foi o pior negócio feito pelo regime militar e é fácil de se explicar.

O complexo Itaipu foi totalmente custeado pelo Brasil. O Paraguai não desembolsou um centavo de guarani. O acordo firmado deu ao Paraguai o direito a 50% de toda a energia gerada pela usina. Como o Paraguai não tem capacidade para utilizar toda essa energia, o acordo estabelece
que a sobra seria vendida ao Brasil a preço de mercado, e não a preço de custo como estão dizendo alguns esquerdopatas. O Brasil sempre cumpriu rigorosamente a sua parte, pagando integralmente ao Paraguai o excedente desses 50% sem descontar sequer as despesas de manutenção da usina.

Pergunto-lhe, senador: quem fez o melhor negócio? E quem ainda está usufruindo desse negócio da China? Com certeza não somos nós.

Talvez o senhor ache mais justo o Brasil entregar a usina ao Paraguai de mão beijada e passar-lhe a comprar a energia de que necessita, a exemplo do que a Petrobrás fez com as duas refinarias de petróleo que ela instalou na Bolívia, tudo isto em nome da ideologia que une o
atual governo brasileiro a los hermanos andinos.

Convém lembrar, senador, que Itaipu custou 6 bilhões de dólares à época em que foi construída, dinheiro este tomado emprestado no exterior e pelo qual até hoje pagamos porque, compromissos como este, somados aos da construção de Brasília e outros que atenderam a
megalomania de governos passados deram origem ao monstruoso endividamento que hoje impede o desenvolvimento do país. 

Convém lembrar também que, caso o governo resolva atender a reinvidicação do hermano, o preço da energia, que no Brasil custa mais caro do que a energia produzida por usinas nucleares em torno do mundo, terá que ser reajustado e quem pagará a conta será o povo brasileiro. A menos que o senhor e seus pares da esquerda resolvam bancar a conta, o que com certeza não lhe passa pela cabeça. 

É fácil, senador, fazer proselitismo político demagógico com a carteira dos outros.

Convém lembrar também, senador, que o contribuinte brasileiro, já escorchado por uma verdadeira derrama fiscal, lhe paga o salário e todas as suas mordomias para que o senhor defenda o Brasil, e não estados alienígenas.

Dito isto, quero lhe dar uma sugestão: se o senhor sinceramente quer fazer um bem ao Brasil e ao seu povo, renuncie ao seu mandato e volte a sua cátedra na universidade. Lamentando pelos seus alunos.

Indignadas Saudações,

Otacílio M. Guimarães

http://www.puggina.org/curtas/news.php?detail=n1222196059.news

http://waltervcampos.spaces.live.com/

domingo, 28 de setembro de 2008

FHC - A Luta de PT e PSDB é Política (disputa de cargos), não Ideológica (orientação política). Portanto, o projeto é o mesmo: COMUNISMO!!!

Do portal FALA BRASIL
Escrito por Cristovam Buarque*, Monday, 06 December 2004

Cavaleiro do Templo: notem pelos trechos em vermelho que PT e PSDB são a mesma imundíce e, portanto, não são de forma alguma oposição um do outro, diferindo apenas nos seus nomes. Um é PT, outro é PSDB. A afirmação é de FHC.


Apesar das farpas de um lado e do outro, PT e PSDB marcharão juntos na política brasileira, Cristovam Buarque e Fernando Henrique Cardoso.

Foi uma longa conversa para reinterpretar o passado, analisar o presente e pensar o futuro. Com um gravador em punho, o senador petista Cristovam Buarque (DF), ex-ministro da Educação, resolveu registrar a troca de impressões com o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, quando eles se reuniram, um mês atrás, em Providence, nos Estados Unidos.

O diálogo, cedido ao Globo por Cristovam, somou 50 páginas impressas, das quais foram extraídos alguns trechos.

Entrevistador e entrevistado revelam identidades. Ambos defendem um choque social e acreditam que, um dia, apesar das farpas de um lado e do outro, PT e PSDB marcharão juntos na política brasileira.

CRISTOVAM BUARQUE: A sua eleição e a do Lula não são fatos inesperados? A esquerda chegar ao poder?

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO: Totalmente.

CRISTOVAM: E não é uma surpresa que tenhamos chegado ao poder sem uma proposta nova para o povo? Chegamos rebocados pela direita.

FERNANDO HENRIQUE: Surpresa não é chegar, é chegar pelas duas vias... (risos)

CRISTOVAM: Nossas brigas (PT e PSDB) não podem impossibilitar um trabalho?

FERNANDO HENRIQUE: Não discutimos nem disputamos ideologia. É poder, é quem comanda. Minha idéia para o Brasil é a seguinte: você tem uma massa atrasada no país, e partidos que representam esse atraso, clientelismo. Os dois partidos que têm capacidade de liderança para mudar isso são o PT e o PSDB. Em aliança com outros partidos. No fundo, disputamos quem é que comanda o atraso. O risco é quando o atraso se comanda. É um pouco o negócio do pacto com o diabo, do Fausto, não é? Você pode perder a sua alma nesse processo, porque o atraso pode te comandar. O risco neste momento é de vocês, do PT. De comandar um pouco o atraso e imprimir os outros nessa direção.

CRISTOVAM: Ainda é possível uma aliança PT-PSDB?

FERNANDO HENRIQUE: Acho que sim. Porque a luta é política, não é ideológica.

CRISTOVAM: Nós, do PT, fomos cooptados, ficamos lúcidos, amedrontados ou oportunistas? A nossa mudança veio de qual destes fatos?

FERNANDO HENRIQUE: Veio de tudo isso. Na campanha, é natural um certo oportunismo. Com jogada de marketing, você cria um mito, conta uma história. O meu mito era fácil, era o real, moeda, estabilidade. O Lula era ele próprio, a vida dele. Eu não estava mentindo, realmente tinha feito o real. O Lula também não, representa a ascensão de uma camada. Mas uma coisa é campanha e outra é governo. No governo, não basta paz e amor.

CRISTOVAM: Não está na hora de a gente dar um choque social no Brasil?

FERNANDO HENRIQUE: Se não fizermos alguma coisa rápido, haverá danos à democracia. Se o resultado vai muito devagar, é uma tragédia. Se não anda, pior ainda. Andar para trás é inaceitável. Eu resumiria dizendo: mais investimento em infra-estrutura e um choque social.

CRISTOVAM: Com uma carga fiscal de mais de 30% do PIB já dá para fazer...

FERNANDO HENRIQUE: Aumentou muito a arrecadação. Não entendi porque houve um aumento do superávit primário. Sou doutor nisso. Desde 1999 estou lutando com o FMI. A idéia do Fundo é sempre um pouco mais alto. Porque com o superávit atual, de 4,5%, você não paga nem os juros. Mas se for de 5%, também não vai pagar. Não precisa exagerar no superávit primário. Eu até posso dizer isso. O Lula é que não pode porque é o presidente. Os mercados caem no dia seguinte, é verdade.

CRISTOVAM: Mas para dar esse choque, não é preciso ter um compromisso (a palavra pacto não é boa)?

FERNANDO HENRIQUE: Não devemos falar de pacto porque dá má sorte. Digamos uma convergência. Tem de ser uma coisa suprapartidária. A sociedade tem de comprar a idéia. E tem que pegar gente influente na mídia, porque hoje não existe nada sem mídia. Na política atual, parafraseando Descartes (“Penso, logo existo”), é “estou na TV, logo existo”. Se você não é virtual, você não existe.

CRISTOVAM: A imprensa a gente até traz, agora a Justiça é que difícil trazer...

FERNANDO HENRIQUE: As classes dirigentes, dominantes, e mais do que as classes, as mentalidades dominantes e as culturas tradicionais estão encasteladas na Justiça.

CRISTOVAM: Em novembro de 1998, acompanhei o Lula para visitá-lo. Quando o senhor abriu a porta do apartamento residencial no Alvorada, disse: “Lula, venha conhecer a casa onde você um dia vai morar”. Foi generosidade ou previsão?

FERNANDO HENRIQUE: 
Não creio que tenha sido uma previsão, mas sempre achei uma possibilidade. E também um gesto de simpatia. Eu disse ao Lula naquele dia: “Temos uma relação de amizade há tantos anos, não tem cabimento que o chefe do governo não possa falar com o chefe da oposição”. Era uma época muito difícil para o Brasil.

Eu disse lá, não sei se você se lembra: “Algum dia nós podemos ter de estar juntos”. Eu pensava numa crise.

E disse ao Lula: “Não quero nada de você. Só conversar. É para você ter realmente essa noção de que num país, você não pode alienar uma força”. Lula conversou comigo no dia da posse. E foi bonita aquela posse... Na hora de ir embora, o Lula levou a mim e a Ruth até o elevador. E aí ele grudou o rosto em mim, chorando. E disse: “Você deixa aqui um amigo”. Foi sincero, não é?

CRISTOVAM: Você é adversário dele?

FERNANDO HENRIQUE: Eleitoralmente, sim. Mas tem que estar perto. Tem que saber o que o outro pensa.

* Cristovam Buarque é Ph.D. em Economia, ex- governador (DF) (1995-1998), em 2002 elegeu-se senador pelo PT com a maior votação dada a um político no Distrito Federal. Foi Ministro da Educação (2003-2004). É membro do Instituto de Educação da Unesco. Autor do livro "Admirável Mundo Atual", e nosso colunista. Você pode visitar sua homepage - http://www.cristovam.com.br e escrever-lhe em mensagem@cristovam.com.br.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

FHC - A luta de PT e PSDB é política, não ideológica

Do site FALA, BRASIL
Monday, 06 December 2004
Escrito por Cristovam Buarque

Para quem acha que PT e PSDB são rivais em qualquer coisa que seja ou que um é oposição ao outro, leia o bate-papo entre Christovam Buarque e FHC escrito pelo primeiro.

Apesar das farpas de um lado e do outro, PT e PSDB marcharão juntos na política brasileira, Cristovam Buarque e Fernando Henrique Cardoso.

Foi uma longa conversa para reinterpretar o passado, analisar o presente e pensar o futuro. Com um gravador em punho, o senador petista Cristovam Buarque (DF), ex-ministro da Educação, resolveu registrar a troca de impressões com o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, quando eles se reuniram, um mês atrás, em Providence, nos Estados Unidos.

O diálogo, cedido ao Globo por Cristovam, somou 50 páginas impressas, das quais foram extraídos alguns trechos.

Entrevistador e entrevistado revelam identidades. Ambos defendem um choque social e acreditam que, um dia, apesar das farpas de um lado e do outro, PT e PSDB marcharão juntos na política brasileira.

CRISTOVAM BUARQUE: A sua eleição e a do Lula não são fatos inesperados? A esquerda chegar ao poder?

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO: Totalmente.

CRISTOVAM: E não é uma surpresa que tenhamos chegado ao poder sem uma proposta nova para o povo? Chegamos rebocados pela direita.

FERNANDO HENRIQUE: Surpresa não é chegar, é chegar pelas duas vias... (risos)

CRISTOVAM: Nossas brigas (PT e PSDB) não podem impossibilitar um trabalho?

FERNANDO HENRIQUE: Não discutimos nem disputamos ideologia. É poder, é quem comanda. Minha idéia para o Brasil é a seguinte: você tem uma massa atrasada no país, e partidos que representam esse atraso, clientelismo. Os dois partidos que têm capacidade de liderança para mudar isso são o PT e o PSDB. Em aliança com outros partidos. No fundo, disputamos quem é que comanda o atraso. O risco é quando o atraso se comanda. É um pouco o negócio do pacto com o diabo, do Fausto, não é? Você pode perder a sua alma nesse processo, porque o atraso pode te comandar. O risco neste momento é de vocês, do PT. De comandar um pouco o atraso e imprimir os outros nessa direção.

CRISTOVAM: Ainda é possível uma aliança PT-PSDB?

FERNANDO HENRIQUE: Acho que sim. Porque a luta é política, não é ideológica.

CRISTOVAM: Nós, do PT, fomos cooptados, ficamos lúcidos, amedrontados ou oportunistas? A nossa mudança veio de qual destes fatos?

FERNANDO HENRIQUE: Veio de tudo isso. Na campanha, é natural um certo oportunismo. Com jogada de marketing, você cria um mito, conta uma história. O meu mito era fácil, era o real, moeda, estabilidade. O Lula era ele próprio, a vida dele. Eu não estava mentindo, realmente tinha feito o real. O Lula também não, representa a ascensão de uma camada. Mas uma coisa é campanha e outra é governo. No governo, não basta paz e amor.

CRISTOVAM: Não está na hora de a gente dar um choque social no Brasil?

FERNANDO HENRIQUE: Se não fizermos alguma coisa rápido, haverá danos à democracia. Se o resultado vai muito devagar, é uma tragédia. Se não anda, pior ainda. Andar para trás é inaceitável. Eu resumiria dizendo: mais investimento em infra-estrutura e um choque social.

CRISTOVAM: Com uma carga fiscal de mais de 30% do PIB já dá para fazer...

FERNANDO HENRIQUE: Aumentou muito a arrecadação. Não entendi porque houve um aumento do superávit primário. Sou doutor nisso. Desde 1999 estou lutando com o FMI. A idéia do Fundo é sempre um pouco mais alto. Porque com o superávit atual, de 4,5%, você não paga nem os juros. Mas se for de 5%, também não vai pagar. Não precisa exagerar no superávit primário. Eu até posso dizer isso. O Lula é que não pode porque é o presidente. Os mercados caem no dia seguinte, é verdade.

CRISTOVAM: Mas para dar esse choque, não é preciso ter um compromisso (a palavra pacto não é boa)?

FERNANDO HENRIQUE: Não devemos falar de pacto porque dá má sorte. Digamos uma convergência. Tem de ser uma coisa suprapartidária. A sociedade tem de comprar a idéia. E tem que pegar gente influente na mídia, porque hoje não existe nada sem mídia. Na política atual, parafraseando Descartes (“Penso, logo existo”), é “estou na TV, logo existo”. Se você não é virtual, você não existe.

CRISTOVAM: A imprensa a gente até traz, agora a Justiça é que difícil trazer...

FERNANDO HENRIQUE: As classes dirigentes, dominantes, e mais do que as classes, as mentalidades dominantes e as culturas tradicionais estão encasteladas na Justiça.

CRISTOVAM: Em novembro de 1998, acompanhei o Lula para visitá-lo. Quando o senhor abriu a porta do apartamento residencial no Alvorada, disse: “Lula, venha conhecer a casa onde você um dia vai morar”. Foi generosidade ou previsão?

FERNANDO HENRIQUE: Não creio que tenha sido uma previsão, mas sempre achei uma possibilidade. E também um gesto de simpatia. Eu disse ao Lula naquele dia: “Temos uma relação de amizade há tantos anos, não tem cabimento que o chefe do governo não possa falar com o chefe da oposição”. Era uma época muito difícil para o Brasil.

Eu disse lá, não sei se você se lembra: “Algum dia nós podemos ter de estar juntos”. Eu pensava numa crise.

E disse ao Lula: “Não quero nada de você. Só conversar. É para você ter realmente essa noção de que num país, você não pode alienar uma força”. Lula conversou comigo no dia da posse. E foi bonita aquela posse... Na hora de ir embora, o Lula levou a mim e a Ruth até o elevador. E aí ele grudou o rosto em mim, chorando. E disse: “Você deixa aqui um amigo”. Foi sincero, não é?

CRISTOVAM: Você é adversário dele?

FERNANDO HENRIQUE: Eleitoralmente, sim. Mas tem que estar perto. Tem que saber o que o outro pensa.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".