Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.
Mostrando postagens com marcador censura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador censura. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de agosto de 2009

As novidades na Venezuela: só se pode falar bem do gostosão do amigo do Lula

Abaixo uma séria de artigos do BLOG DO ALUIZIO AMORIM deste domingo, dia 2 de agosto de 2009, sobre as macaquices do orangotango venezuelano.

Percebam que nem mesmos os chavistas estão gostando, a desaprovação da "cubanização" é quase total mas, como sempre acontece nas revoluções, depois de tomado o poder a opinião dos IMBECIS que a tornaram possível deixam de ter importância. Na verdade nunca tiveram nem pesaram em nada nas decisões dos que buscam o PODER TOTAL como é o caso dos sociopatas comunistas da Iberoamerica.

Leiam e se surpreendam. Afinal, como o mestre Aluizio fala, nada saiu na mí"R"dia nacional. Eu não me surpreendo com isto, e você? Se se surpreende, comece a repensar pois em breve é o que teremos aqui.

Domingo, Agosto 02, 2009

O ORANGOTANGO DA VENEZUELA BABANDO


Via site UnoAmerica

UPDATE 1: Espertinho, Hugo Chávez cancelou seu programa Alô, Presidente. Alegou luxação depois de um jogo de softball...hehehe...Demagogo, mentiroso, assassino da democracia.

UPDATE 2: Pelo que tenho visto nos sites dos jornalões brasileiros e nas edições deste domingo, simplesmente ignoraram o ataque inaudito de Chávez contra a liberdade de expressão na Venezuela, com o fechamento de 32 emissoras de rádio!

CHÁVEZ MOSTRA TODA A SUA ESTUPIDEZ

Manifestantes estão guardando os prédios das 32 rádios fechadas
O noticiário da agência AFP resume o que está acontecendo na Venezuela em razão da truculência dos bolcheviques botocudos comandados por Hugo Chávez, o amigo de Lula, o companheiro do Foro de São Paulo. Até esta hora não vi em nenhum site noticioso brasileiro qualquer manifestação de Lula e seus petralhas. Nem mesmo a grande imprensa, em seus sites tem noticiado o absurdo que ocorre na Venezuela. Algo inaudito na história da imprensa latino-americana que se iguala a Cuba de Fidel Castro. Como Lula e o PT são amigos de Chávez, compõe com ele o Foro de São Paulo, é de se esperar daqui para frente que a mesma coisa aconteça aqui no Brasil.

Tem-se a impressão que a decisão de Chávez é uma espécie de vingança contra as denúncias de que o seu governo está associado aos narco-terroristas, aos quais teria cedido armamento pesado (lança-foguetes) e também em função do caso Honduras em que a sua marionete Zelaya foi afastado do poder. Chávez está completamente fora da casinha. Transcrevo parte da matéria da AFP em espanhol:

Miles de venezolanos manifestaron su respaldo y se concentraron este sábado alrededor de las sedes de emisoras de radio que fueron sacadas del aire por el gobierno del presidente Hugo Chávez, mientras denunciaban esas medidas como actos de censura.

Treinta y dos radios y dos televisoras regionales cesaron este sábado sus transmisiones, luego de que la Comisión Nacional de Telecomunicaciones (Conatel) anulara sus licencias alegando motivos administrativos.

De este primer grupo, al que podrían seguir otras 200 emisoras, la más importante es el circuito CNB, con cinco radios en Caracas y las ciudades de Valencia, Maracaibo, San Cristóbal y Coro.

CNB, una radio con programación informativa y de opinión crítica al gobierno de Chávez, comenzó a emitir vía internet, mientras periodistas, dirigentes políticos de oposición y ciudadanos independientes se reunían a las puertas de la estación en Caracas.

"Pueblo, madura, esto es dictadura", gritaban los manifestantes, al tiempo que rechazaban que "Venezuela sea la segunda Cuba". En la puerta de la estación de radio había una pancarta que decía: "No a la censura".

En una comunicación telefónica con militates de su Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV), transmitida por la televisora estatal VTV, Chávez negó que lo ocurrido sea un cierre de medios de comunicación.

"No es que hemos cerrado unas emisoras de radio, (sino que) se cumple la ley. Las hemos recuperado. (Se trata de) emisoras de radio que ahora son del pueblo y no de la burguesía, porque la patria es del pueblo y no de la burguesía, entonces todo eso hay que apoyarlo", dijo Chávez. Leia MAIS en español In spanish

Sábado, Agosto 01, 2009

IMPRENSA BRASILEIRA ESPERA ORDEM DE LULA

Manifestação deste sábado na Venezuela pela liberdade de imprensa
Dei uma zapeada pelos sites do Estadão, UOL, Folha Online e G1, e não encontrei nada a respeito da crise que fustiga o governo de Chávez na Venezuela, depois que o bufão bolivariano decidiu fechar mais de 3o emissoras de rádio.

Há manifestações e o Twitter está coalhado de twittadas contra a truculência chavista desferida sobre os veículos de comunicação.

Há pouco, no site do G, o vídeo de chamada das principais matérias do Jornal Nacional sequer fazem menção ao fato de que Chávez está transformando a Venezuela numa nova Cuba.

Os sites dos jornais de outros países latino-americanos e no resto do mundo estão cobrindo. Mas os jornais brasileiros e televisões parecem estar esperando uma ordem do Imperador Lula, que é amiguinho de Chávez. Esperam que o Apedeuta libere se podem ou não divulgar, comentar e, o que é mais importante, cair de pau nesse tiranete vagabundo, rato de esgoto Hugo Chávez.

FALEM AÍ JORNALÕES E TV GLOBO!

Foto by #vamp no Twitpic - agora é assim...hehehe...uma venezuelana fotografou e postou no Twitpic e lançou pelo Twitter.

UPDATE: Há pouco vi uma matéria no site da revista Veja. A Veja acaba se transformando na versão brasileira da Globovisión, até que receba o golpe de misericórdia de Lula e do PT e se entregue para as hordas botocudas. É única publicação brasileira que ainda faz jornalista sem concessões ao poder dos comunistas do PT.

90% DOS VENEZUELANOS RECHAÇAM TIRANIA

Segundo revelou pesquisa noticiada pelo site Infobae.com, 67% dos seguidores chavistas rechaçaram a ofensiva do regime contra os meios de comunicação. Para 83% dos entrevistados lhes desagrada o modelo cubano.

A sondagem da empresa Marcanálisis consultou a população sobre se está de acordo ou em desacordo com o fechamento das emissoras de rádio. 84% da população pesquisada estáem desacordo. Os que se identificam como partidários do chavismo rechaçam na média de 67%. A pesquisa foi divulgada pela Cadeia de TV Globovisión.

A pesquisa investigou sobre a separação dos venezuelanos entre chavistas e oposição. 89% estão em desacordo com a separação dos venezuelanos por tendências políticas; curiosamente 82% do chavismo rechaça a separação, assim mesmo 93% da oposição assegura estar em desacordo com que se divida a população venezuelana.

O modelo cubano é rechaçado pela população: 83% estão em desacordo e 13% de acordo. A população chavista, em 72%, desaprova seguir o padrão da ditadura cubana. Do site Infobae.com en español - In spanish

NO BLOG TV ONLINE SOBRE CRISE NA VENEZUELA

Assistam aqui no blog a transmissão de TV online com flashes ao vivo sobre as manifestações que estão ocorrendo na Venezuela, depois que Hugo Chávez mandou fechasr dezenas de emissoras de rádio e prepara uma Lei da Mordaça para calar totalmente a imprensa.

OBAMA, LULA, CLINTON NÃO FALAM NADA?

E daí? Cadê os protestos irados de Lula, Obama, Hillary Clinton, Insulza, OEA, Itamaraty, ONU? contra o fechamento de emissoras de rádio na Venezuela pelo tirano botocudo Hugo Chávez?

Acusam tanto o novo governo de Honduras de golpista, mas lá a liberdade de imprensa continua em vigência plena. Lá o governo de Micheletti não fechou nenhuma emissora de rádio.

P.S.: E OS SINDICATOS DE JORNALISTAS DO BRASIL NÃO IRÃO DIZER NADA?

HIPÓCRITAS, MENTIROSOS, PICARETAS!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Explicando o inexplicável

1 outubro 2008 

O ato de censurar é um atentado contra a liberdade de expressão. Segundo Flaubert, o mais exigente de todos os escritores, a censura impõe-se como um crime de lesa-alma, algo pior que o homicídio. Mas o governo Lula não pensa em outra coisa. Nele, a proposta permanente e subversiva, tramada nos bastidores do poder sob qualquer pretexto ou razão, é a de o governo, em vez de ser fiscalizado, fiscalizar a imprensa.

O cuidado é excessivo. De fato, o governo, por meios diversos, já domina cerca de 80% do noticiário, obtendo, no caso do jornalismo opinativo, a submissão de uns 90% (ou mais) dos chamados “formadores de opinião”. 

Mas para o governo petista a “quase totalidade” é pouco - ele quer o controle total da informação.


Agora mesmo, diante do escândalo que aponta a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência, órgão subordinado ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República) como responsável pelo grampeamento de aparelho telefônico de Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro da Defesa, Nelson Jobim (em depoimento prestado na CPI do Grampo, no Congresso) sugeriu nova legislação para punir os responsáveis pelo vazamento de informações obtidas em escutas telefônicas - entre eles, os jornalistas que as tornem públicas.


Ao provocar os parlamentares, o Ministro da Defesa foi explícito: “Os senhores terão de prestar atenção não só ao interceptador ilícito, mas também no vazador de informações. Se os senhores não fecharem as duas pontas, vai continuar a acontecer o que está acontecendo”.

O tresvariado Jobim não faz por menos: com a adesão do próprio Lula, agora dotado de poderes extraterrestres, pretende liquidar o sigilo da fonte, instrumento básico não só para a consecução do direito de informar à opinião pública, mas da própria sobrevivência da democracia. Na ordem prática das coisas, extinta na atividade jornalística a inviolabilidade do sigilo da fonte prevista na Constituição, só haverá punição para aqueles que divulguem, por imperativo do ofício, os crimes e as falcatruas cometidos (em abundância) pelos que governam o país.

Mas a coisa não fica por aí. Como resposta ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) de uma ação em que a atual Lei de Imprensa tem sua constitucionalidade contestada, por excessiva, o governo, por intermédio do seu Ministério da Justiça, enviou ao Congresso projeto de lei para punir jornalistas e órgãos da imprensa que tornem público o conteúdo de escutas telefônicas. Ou seja: a máquina totalitária do governo, reincidindo nas propostas anteriores levadas a efeito pelo Conselho Federal de Jornalismo e pela Ancinav, em vez da enaltecida transparência, quer estabelecer o silêncio pelo ato nefando da intimidação e censura.

Desde que se instalou em Brasília, em 2003, o governo Lula tem sido um colossal repositório de escândalos, sempre envolvido na armação de falsos dossiês, escutas telefônicas, dezenas de denúncias de fraudes, roubos, desfalques, argüição de falsidade ideológica, desvios de verbas oficiais, peculato - na generalidade dos casos sem nenhuma punição aparente. Os intermináveis processos de investigação que arrolam os acusados caminham, em geral, a passo de tartaruga, sendo que um número considerável de denunciados, em vez de castigo, ganha elogios, tapinhas nas costas, homenagens e, segundo o “expert” Anthony Garotinho, generosas “boquinhas ricas” no entorno dos fartos negócios oficiais.

Diante de um quadro assim, tão vergonhoso quanto patético, o que resta à opinião pública nacional mais consciente? Bem, invocando o Dr. Sacher Masoch, respondo: o sofrido, porém necessário direito de saber o que está se passando às suas barbas, se possível pela informação, ainda que incompleta, dos jornais. Claro, o saber-se dos delitos das autoridades governamentais não é uma solução, mas, quando menos, consola. E, por vezes, leva à inconformidade e, daí, à insubordinação.

Pois muito bem: é justamente o restrito consolo de conhecer a triste realidade dos fatos que a máquina do governo quer ver por terra, a partir da ação de Tarso Genro e as palavras de Nelson Jobim. Teria a máquina do governo, de posse de quase todos os instrumentos de repressão, inclusive os fiscais, algum medo (primitivo) da insubordinação do homem comum?

No mesmo instante em que o Ministério da Justiça enviava ao Congresso o seu projeto de lei contra a liberdade de imprensa, o relatório anual da Organização Transparência Internacional dava conta de que o Brasil continua sendo um dos países mais corruptos do planeta, ocupando posição elevada no ranking mundial na decomposição dos negócios públicos. Na variação entre o número zero (muito corrupto) e dez (livre de corrupção), que escalona o grau de corrupção global, o Brasil aparece com 3, 5 pontos, numa lista em que a Somália está catalogada na classificação inversa como dos mais corruptos, com 1 ponto.

Serão necessários mais argumentos para esclarecer a razão pela qual se pretende quebrar o sigilo da fonte e punir jornalistas e órgãos de imprensa que veiculem denúncias captadas nas escutas telefônicas?

PS - Os comunistas, que viviam condenando o PROER criado pelo social-democrata Fernando Henrique Cardoso, o “bom de bico”, agora aplaudem, pela mesma razão, o “pacote de Bush” para socorrer os bancos americanos. Os comunistas são capazes de tudo, inclusive de justificar a expropriação do dinheiro dos contribuintes pelos banqueiros enriquecidos a partir da ultra-regulação e a vontade dos burocratas do FED - caso das seguradoras Fannie Mae e Freddie Mac, protegidas pelo paternalismo do Estado ianque. Mas qual é a lógica que explica o cidadão contribuinte pagar pela oferta de crédito fácil dos banqueiros em conluio com burocratas sabichões e compradores irresponsáveis?

domingo, 17 de agosto de 2008

O empastelamento do Novo Jornal

Do blog TAMOS COM RAIVA
Por José de Castro, sexta-feira, 15 de agosto de 2008

CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA


O dia 14 de agosto de 2008, véspera do feriado religioso dedicado à Padroeira de Minas, bem que poderia entrar para a história como o marco inicial da censura oficial à Internet no Estado.

Às três da tarde, acessei o site do Novo Jornal, única publicação diária mineira que publica notícias contrárias ao governo Aécio Neves. Em vez da página habitual, lia-se ali, em letras garrafais sobre o desenho de uma lente daquele tipo usado por Sherlock Holmes, o seguinte: "Ministério Público do Estado de Minas Gerais. Esta página foi suspensa por medida cautelar judicial e o conteúdo do site é objeto de apuração por indícios de prática de crimes. Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos".

Dei a notícia, logo em seguida, em páginas de comentários dos sites Observatório da Imprensa e Comunique-se e nos blogs Tamos com Raiva, Fernando Massote e Luis Nassif, para ver qual seria a reação. Não foi bem uma surpresa, quando verifiquei, até o momento em que escrevo este artigo, que foi nenhuma. Se fosse uma censura à Internet na China...

Luis Nassif vem-se destacando, nos últimos meses, pela análise destrutiva ao jornalismo tipo "assassinato de reputação" praticado pela revista Veja. Qual teria sido a reação a um empastelamento da principal revista da Editora Abril, por causa de notícias tidas como ofensivas, injuriosas ou caluniosas?

Para o empastelamento virtual do Novo Jornal, as justificativas, destacadas pelo jornal O Tempo de hoje, na página 8, foram: "Acusado de calúnia, site 'Novo Jornal' sai da Internet. De acordo com Ministério Público, site difama autoridades estaduais e federais".

O jornal O Tempo pertence ao empresário e ex-deputado federal tucano (por 16 anos) Vitório Medioli, um italiano naturalizado brasileiro que chegou a Minas atraído pelos empreendimentos da Fiat no Estado e que hoje transporta os carros zero produzidos pela Fiat Automóveis para concessionárias do Brasil todo e de alguns países latino-americanos. É um aliado fiel do governador Aécio Neves e seu jornal foi o único a dar a notícia (pelo menos entre aqueles que pesquisei na Internet). Por coincidência, em julho passado, o Novo Jornal publicou denúncia envolvendo uma empresa do grupo Fiat e uma empresa do governo mineiro, a Codemig. Na véspera do empastelamento, ele voltou ao assunto, informando que o Ministério Público Estadual estaria apurando a denúncia. Ou seja, atirou no que viu, acertou no que não viu.

O Tempo parece ter se limitado a ouvir o Ministério Público Estadual (embora afirme que procurou o dono do Novo Jornal, mas este não quis falar; eu procurei e não o achei), não buscando o contraditório em outras fontes, conforme as práticas do bom jornalismo. Talvez o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, Aloísio Moraes Martins, que foi um dos donos de um jornal alternativo na época da ditadura, o De Fato, tivesse o que falar. Mas o sindicato parece que só soube do ocorrido à noite, quando pôs em seu site uma informação apressada, para não passar por omisso. Informou apenas, em grandes letras: "A Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público Estadual tirou do ar hoje, dia 14 de agosto, o site www.novojornal.com.br . Justificativa do MPE: "Esta página foi suspensa por medida cautelar judicial e o conteúdo do site é objeto de apuração por indício de prática de crimes"'.

Mais sucinto, impossível.

O Tempo, em reportagem assinada por Renata Freitas, diz que a exibição do site do Novo Jornal foi suspensa na tarde de ontem pela "Operação Anonymus", organizada em conjunto entre a Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos e a Polícia Militar. "A equipe cumpriu mandados de busca e apreensão no escritório do site que está sendo investigado por indícios de práticas de crimes, dentre eles, o de não ter identificação pelo responsável pelas notícias veiculadas. O processo corre sob sigilo judiciário". (Meio ridículo o nome da operação, mas isso é o de menos.)

Diz ainda que a promotoria recebeu representação criminal reclamando que desde 2007 o site "publicava matérias atentatórias à honra de autoridades públicas federais e estaduais. As matérias publicadas incluíam ataques ao procurador geral de Justiça, Jarbas Soares Junior, e principalmente ao governador Aécio Neves (PSDB)".

Como se lembram, em novembro de 2007, o ex-vice-governador mineiro Walfrido dos Mares Guia se viu apanhado em denúncias de envolvimento com Marcos Valério, o operador do Mensalão, e acabou pedindo demissão do Ministério das Relações Institucionais. O Novo Jornal, na imprensa mineira, à exceção do Tamos com Raiva e do blog do Fernando Massote, foi o único que destacou esse envolvimento. E não arrefeceu depois disso.

Voltando a O Tempo. De acordo com o Ministério Público, diz o jornal, "instaurado o Procedimento Investigatório Criminal, constatou-se que não há identificação do responsável pelo site – que se intitula jornal, fato que fere frontalmente a Constituição Federal que prevê que é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato, além da Lei de Imprensa, que se aplica à Internet".

Eu mesmo já havia criticado isso, em comentário no Observatório da Imprensa, em fevereiro de 2007. Preocupava-me não a falta do nome de um responsável, pois era fácil descobri-lo (tanto que o dono, Marco Aurélio Flores Carone, responde a alguns processos por causa do Novo Jornal) e isso não é impeditivo, em qualquer democracia verdadeira, para a existência de um jornal. "Ele teria mais credibilidade se quem escreve ali mostrasse a cara", eu disse comentando uma informação de Ivan Moraes.

Na época, o Novo Jornal dizia que o Conselho de Administração da Cemig havia decidido que a estatal participaria da RME Minas Energia Participações S/A, que teria assumido o pagamento da dívida do Grupo Globo. Não acho, eu acrescentei no meu comentário, "que o diretor do Novo Jornal precise se esconder, se estiver escrevendo com base em documentos e fatos e em opiniões bem fundamentadas, pois a Constituição lhe garante o direito de opinar. Não precisamos ainda mudar para Londres como fez o primeiro jornalista brasileiro, lá nos primórdios do Século XIX, quando combatia sei lá o quê".

Pois é, pelo andar da carruagem, vamos ter que mudar para Pasárgada, como queria fazer Manoel Bandeira, pois lá somos amigos do rei...

Mas como se deu o empastelamento do Novo Jornal? Revela O Tempo: "A promotoria ingressou com medida cautelar para impedir o funcionamento da página da Internet enquanto ela estiver sob apuração, e obteve o domínio e exibição de página-aviso do Ministério Público Estadual (PME). Também houve a busca e apreensão de computadores".

E não quer parar por aí. Quem quiser denunciar este artigo, tem como, de acordo ainda com o jornal de Medioli: "A promotoria disse, ainda, que abriu um canal de denúncia, através do e-mail crimedigital@mp.mg.gov.br." Espero que não façam, pois eu não teria recursos financeiros para me defender. A justiça é cara e demorada.

O governo de Minas parece que tinha muita pressa para resolver essa questão com o Novo Jornal. Segundo O Tempo, "a Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos foi criada em Belo Horizonte em 16 de julho deste ano. Com o crescente número de crimes praticados por usuários da rede, o MPE decidiu pela sua implantação. A promotoria atua como um órgão de suporte aos promotores de Justiça que atuam na área criminal e agiliza o atendimento às vítimas". E acrescenta, citando uma pessoa identificada como Vanessa Fusco: "A estratégia é agir proativamente no enfrentamento desse tipo de crime, que vem crescendo principalmente com a chegada da banda larga às cidades do interior". E conclui: "Um projeto de autoria do senador Eduardo Azeredo (PSDB) prevê a tipificação da conduta dos crimes praticados na Internet".

Ah, Eduardo Azeredo! Aquele que era governador quando Walfrido dos Mares Guia era vice. Aquele do "mensalão mineiro". Faz sentido.

Mas por que não esperar que o presidente Lula, amigo e aliado de Aécio Neves na campanha para eleger o próximo prefeito de Belo Horizonte, sancione a lei de Azeredo, antes de fechar o Novo Jornal, com base numa lei da ditadura? Por que a pressa? Será que Lula não vai entrar nessa? É isso? Oh, dúvida! Mas de uma coisa tenho certeza. A data escolhida para o massacre de São Bartolomeu... ops, do Novo Jornal, não poderia ser melhor. Véspera de um feriadão, pernas para o ar que ninguém é de ferro. E na segunda-feira, quando o pessoal voltar ao batente, é assunto velho, estará tudo esquecido. Eu mesmo, para redigir este artigo, telefonei para muita gente, inclusive o presidente do Sindicato de Jornalistas, e não consegui falar com ninguém. Deve ter acontecido a mesma coisa, ontem, com a esforçada repórter de O Tempo.


Crime (???) na internet

Do blog COTURNO NOTURNO
Sábado, 16 de Agosto de 2008

CLIQUE AQUI E VOTE CONTRA A LEI QUE VAI ACABAR COM A LIBERDADE NA INTERNET BRASILEIRA



Aconteceu em Minas um avant première dos efeitos da lei contra a liberdade de imprensa na internet, de autoria do chefe do mensalão mineiro, senador Eduardo Azeredo, que está para ser aprovada. O site Novo Jornal foi tirado do ar pelo Ministério Público Estadual, através da novíssima Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos, fundado em 16 de julho passado.

De acordo com o MP, "instaurado o Procedimento Investigatório Criminal, constatou-se que não há identificação do responsável pelo site - que se intitula jornal, fato que fere frontalmente a Constituição Federal que prevê que é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato, além da Lei de Imprensa, que se aplica à Internet".

Não conheço o site, mas a notícia é a pior possível para a liberdade de informação, especialmente pelo ato ter sido tomado na esfera estadual, justamente contra um site que criticava com veemência e freqüência o governador Aécio Neves e outras autoridades.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

CENSURA

Do blog da ANDEC
06 Julho, 2008




Ontem, fui informada que nosso quarto e-mail(!!) estava censurado (os três anteriores já o haviam sido):

Querida Ana, Há dias que tento mandar-lhe um e-mail replicando ao que você me mandou sobre o impeachment de Lula e NADA!! Devolvem-mo sempre.

Informei o fato às demais componentes da diretoria da ANDEC, por e-mail. Uma delas tentou me responder de imediato. E seu e-mail foi devolvido na mesma hora.

Censurado como?, você pode estar se perguntando. Explico:
Nossos e-mails (como remetentes ou destinatários) são abertos, lidos e triados. Dependendo do teor, são ou não 'liberados'.

Estou absolutamente irritada! Essa ditadura (meio que) velada, é o pior tipo de ditadura existente!! Você não sabe até onde pode ir, muitas vezes os menos informados te reputam paranóico, mas você sabe que ela está aí.

Além da invasão de privacidade que sinto, da quebra do sigilo de correspondência que nossa Constituição que, se respeitada fosse, determina seja observado, é no mínimo revoltante saber que os vagabundos que se prestam a isso recebem com dinheiro dos nossos impostos!!!

Detalhe: não somos bandidos, não infringimos a lei, não infringimos a moral, a ética, os bons costumes. Ao contrário. Queremos que a moral, a ética, os bons costumes, a lei, prevaleçam. Queremos ORDEM em nosso País!!

Por vezes me perguntei por que temos visitas tão importantes como o SERPRO e o PRODESP em nosso blog, por que nossos e-mails são censurados.

A ANDEC é uma associação tão pequena ainda! Nem temos tido chance de incomodar tanto quanto gostaríamos.

Também nunca pretendemos disputar espaço com outros blogs, excelentes, que noticiam e comentam toda a (falta de) vergonha dos governantes desse nosso País e que a grande mídia, vendida, tão deliberadamente oculta.

O que fazemos para merecer tais ilustres visitas?

O que leva a facção 'Compadres dos Compadres' que hoje domina o Brasil (que ilustração feliz desse infeliz desgoverno, Coronel!) a nos monitorar?

Quem somos nós? Por que estamos incomodando?

Cheguei a uma conclusão: incomodamos porque buscamos a união dos inúmeros núcleos de brasileiros insatisfeitos espalhados nesse nosso País. Incomodamos porque tentamos desfazer o que esses maquiavélicos baderneiros vêm fazendo, dividindo para governar (no caso, para se manter no poder). Incomodamos porque saimos do virtual, embora ainda o utilizemos como meio de comunicação.

Então, amigos, é sinal de que estamos no caminho certo. Esse é o caminho: união e saída do virtual.

Reinaldo Azevedo hoje divulgou a seguinte informação, que reforça a necessidade (premente) de sair do virtual:

"A legislação eleitoral proíbe a mídia eletrônica de difundir opinião favorável ou contrária a candidato e ainda de dar tratamento diferenciado aos postulantes. ... Na prática, a equiparação significa que as inúmeras ferramentas da internet -como blog, e-mail, web TV, web rádio e páginas de notícias, de bate-papo, de vídeos ou comunidades virtuais- não poderão ser usadas para divulgar imagens ou opiniões que configurem apoio ou crítica a candidatos."

A suposta 'pane' na Telefônica, por sua vez, paralisou a web no Estado de São Paulo e deixou clara a fragilidade desse meio de informação e de 'protesto'.

E aí, cara-pálida? Vai continuar sentando em frente ao seu computador ou vai fazer alguma coisa pelo seu País?

Ouso dizer: faça agora (enquanto ainda dá) ou cale-se (e envergonhe-se) para sempre.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

LIMITES À PROPAGANDA: ESSA GENTE FINGE CUIDAR DO NOSSO CORPO PORQUE QUER ROUBAR A NOSSA ALMA

Do blog do REINALDO AZEVEDO
Quarta-feira, Julho 02, 2008

O governo quer limitar agora, conforme se noticiou aqui ontem à noite, a propaganda de alimentos que “engordam”. Prometi que falaria a respeito na madrugada. Acabei me ocupando de outros assuntos. Retomo a questão.

Há um excesso de intromissão do estado na vida do cidadão e na sua capacidade de escolha para que isso não caracterize um método. Entendam: há uma questão é geral, que é de princípio, que deveria provocar a nossa repulsa fosse qual fosse o governo: o ente estatal não pode tratar o indivíduo como um menor de idade, incapaz de saber o que é bom para si mesmo. Sendo o governo Lula em particular, a atenção deve ser redobrada. Há um núcleo no petismo que está empenhado em criar dificuldades financeiras para o que ele chama “mídia” (C.T. - aí temos dois tentáculos esquerdopatas: a "estatização" da sociedade através de inúmeras normas, regras, leis e um monte de outras nojeiras chegando até ao que se pode ou não comer e a eliminação da liberdade da mídia para possam fazer o que queiram).

O texto que segue a partir do parágrafo seguinte repete, com poucas alterações, o que escrevi a respeito no dia 4 de julho do ano passado, quando essa idéia veio à luz pela primeira vez. Como se vê, não é iniciativa nova. E também percebemos que eles jamais desistem de uma idéia. Vamos lá.

O método
Este texto identifica um método de ação do governo Lula: o chavismo à moda da casa. Denuncio aqui os instrumentos a que pretende recorrer o governo para implementar entre nós o bolivarianismo light. Porque o PT sabe que não pode fazer da Rede Globo a sua RCTV, por exemplo, resolveu criar dificuldades para a emissora. No mundo ideal do petismo, devemos ficar todos subordinados à TV de Franklin Martins, que não precisa do mercado para existir, ou à TV Record — que, se ficar sem anunciantes, jamais ficará sem a Igreja Universal do Reino de Deus, dona do partido do vice-presidente e do de Mangabeira Unger, aquele secretário que fala uma língua mais incompreensível do que a do Espírito Santo quando baixa em Edir Macedo — deve baixar, eu suponho.

Penitencio-me aqui. Dizem que sou arrogante, que nunca assumo um erro. A segunda parte, ao menos, é mentirosa. Errei, sim. Errei na única vez em que apoiei, ainda que parcialmente, uma proposta do governo Lula. Fui enganado pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Uma recomendação: eis um nome do governo Lula que deve ser visto com muito mais cuidado.

Como sabem, o governo limitou o horário da propaganda de cerveja na televisão. E também enrosca com o seu conteúdo — Temporão, por exemplo, invocou com a tal “Zeca-Feira”. Mais: afirmou que a publicidade glamouriza o consumo do produto... No programa Roda Viva eu lhe disse que era favorável à limitação de horário, mas contrário a que o governo se metesse no conteúdo publicitário. Ora, isso seria nada menos do que censura. E o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária é um órgão que funciona, sim, senhores! Só falta agora a gente ter um Romão Chicabom também na Saúde...

É claro que a limitação da publicidade acarretaria uma diminuição de receita para as emissoras de TV. "Fazer o quê?", pensei. "Aconteceu isso quando se proibiu a propaganda de cigarros; que procurem novos nichos, novos produtos, novas fontes de receita". Eu, o liberal tolo diante de um petista... Nova pretensão anunciada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deixa evidente que a limitação da propaganda de cerveja tem mais a ver com a saúde do governo Lula do que com a saúde dos brasileiros. Eu passei a considerá-la parte de uma estratégia para asfixiar as emissoras que dependem do mercado para viver: que não têm estatais ou igrejas de onde tirar a bufunfa. Fui um idiota. Não apóio mais. Penitencio-me.

A Anvisa, órgão subordinado ao Ministério da Saúde, agora quer limitar ao horário das 21h às 6h a propaganda de alimentos considerados poucos saudáveis, "com taxas elevadas de açúcar, gorduras trans e saturada e sódio" e de "bebidas com baixo teor nutricional" (refrigerantes, refrescos, chás). Mesmo no horário permitido, a propaganda não poderia conter personagens infantis e desenhos. Segundo a Abia (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação), isso representaria um corte de 40% na publicidade do setor, estimada em R$ 2 bilhões em 2005. Dos R$ 802 milhões que deixariam de ser investidos, aos menos R$ 240 milhões iriam para a TV — a maior fatia, suponho, para a Rede Globo.

Virei caixa dos Irmãos Marinho agora? Não! Virei guardião da minha liberdade. É evidente que se tenta usar a via da saúde para atingir o nirvana da doença totalitária. É evidente que estão sendo criadas dificuldades para as emissoras — e, a rigor, nos termos dados, para todas as empresas que vivem de anúncios — para vender facilidades. O ministro Temporão, que ainda não conseguiu fazer funcionar os hospitais (sei que a tarefa é difícil; daí que ele deva se ocupar do principal), candidata-se a ser o grande chefe da censura no Brasil. Na aparência, ele quer nos impor a ditadura da saúde; na essência, torna-se esbirro de um projeto para enfraquecer as empresas privadas de comunicação que se financiam no mercado — no caso, não o mercado do divino ou o mercado sem-mercado das estatais.

Temporão quer propaganda de camisinha, não de biscoito
Imagine você, leitor, que aquele biscoito recheado (em SP, a gente chama “bolacha”) que sempre nos leva a dúvidas as mais intrigantes (Como as duas de uma vez? Separo para comer primeiro o recheio? Como o recheio junto com um dos lados?) seria elevado à categoria de um perigoso veneno para as nossas crianças — mais um querendo defender as crianças! —, que serão, então, protegidas por Temporão desse perigoso elemento patogênico. Mais: mesmo no horário permitido, a propaganda teria de ser uma coisa séria, né? De bom gosto. Sem apelo infantil. O Ministério da Saúde é uma piada: quando faz propaganda de camisinha, sempre recorre a situações que simulam sexo irresponsável. Mas não quer saber de desenho animado em propaganda de guaraná. A criatividade dos publicitários, coitados, teria de se voltar para comida de cachorro. Imagine o seu filho, ensandecido, querendo comer a sua porção diária de Frolic, estimulado pela imaginação de publicitários desalmados.

Assim como o governo pretendia impor a censura prévia na presunção de que os pais são irresponsáveis, agora quer limitar a propaganda de biscoito e refrigerante porque as nossas crianças estariam se tornando obesas e consumistas.

Estupidez
A proposta não resiste a 30 segundos de lógica. É evidente que biscoito não faz mal. Biscoito não é ecstasy. Em quantidades moderadas, de fato, não havendo incompatibilidade do organismo com os ingredientes, até onde sei, faz bem. Se o moleque ou a menina comerem um pacote por dia, acho que tenderão a engordar. Acredito que há um limite saudável até para o consumo de chuchu... Ora, carro também mata. Aliás, acidentes de automóveis são uma das principais causas de morte no Brasil. A culpa, quase sempre, é da imprudência do motorista ou das péssimas condições das estradas. Nos dois casos, é preciso usar/consumir adequadamente a mercadoria. A Petrobras é uma grande anunciante — e certamente estará no apoio à TV de Franklin Martins. Os produtos que ela vende poluem o ar e aquecem o planeta (sou de outra religião, mas dizem que sim...). A publicidade, então, deverá estar sujeita a severas limitações?

Uma pergunta: água entra ou não na categoria das “bebidas com baixo teor nutricional”? O ridículo desses caras é tamanho a ponto de propor limites à propaganda de água? Ela alimenta mais ou menos do que um copo de coca-cola ou de mate? E de lingüiça, pode? A gordura animal em excesso também faz mal à saúde. Quem garante que o sujeito não vai consumir o produto todos os dias, até que as suas artérias se entupam? Não ande de moto. Há o risco de cair. Numa bicicleta, você pode ser atropelado. E desodorizador de ambiente do moleque que quer fazer “cocô na ca-sa do Pe-dri-nho”? Pode ou não? Não fere a camada de ozônio?

Nazistas
Observem: se isso tudo fosse a sério, fosse mesmo com o propósito de cuidar da saúde dos brasileiros, já seria um troço detestável. Sabiam que os nazistas foram os primeiros, como direi?, ecologistas do mundo? É verdade: não a ecologia como uma preocupação vaga com a natureza, mas como uma política pública mesmo. Hitler gostava mais de paisagem do que de gente, como sabemos. Eles também tinham uma preocupação obsessiva com a saúde, com os corpos olímpicos. O tirano odiava que se fumasse perto dele, privilégio concedido a poucos. Mas o mal em curso não é esse, não.

A preocupação excessiva do governo nessa área, entendo, é também patológica, mas a patologia é outra. Por meio da censura prévia — de que foi obrigado a recuar — e da limitação à publicidade de vários produtos, pretende é atingir gravemente o caixa das empresas de comunicação, que fazem do que conseguem no mercado a fonte de sua independência editorial. Ora, é claro que, sem a publicidade da cerveja, dos alimentos e do que mais vier por aí, elas ficam, especialmente as TVs, mais dependentes da verba estatal e do governo.

O raciocínio é simples: vocês acham que a porcentagem da grana de estatais no faturamento global é maior numa Band ou numa Globo? Numa Carta Capital ou numa VEJA? No Hora do Povo ou no Estadão (a propósito, veja post abaixo)? Os petistas não se conformam que o capitalismo possa financiar a liberdade e a independência editoriais. Quer tornar essas grandes empresas estado-dependentes. Quanto mais se reduz o mercado anunciante — diminuindo, pois, a diversidade de fontes de financiamento —, mais se estreita a liberdade.

Golpe
Trata-se, evidentemente, de um golpe, mais um, contra a imprensa livre. E por que digo que o alvo é a Globo? Porque, afinal, ela concentra boa parte do mercado publicitário de TV — é assim porque é melhor e mais competente, não porque roube as suas “co-irmãs” — e porque, no fim das contas, o que importa mesmo a Lula é aparecer bem no Jornal Nacional. E ele deve considerar que isso é tão mais fácil de acontecer quanto mais ele disponha de instrumentos para tornar difícil a vida da principal emissora do país. Acho que vai quebrar a cara.

E Temporão, tenha sido ou não chamado à questão com esse propósito, tornou-se o braço operativo dessa pressão. Curioso esse ministro tão cheio de querer impor restrições do estado à vida e às opções das pessoas. É aquele mesmo que já deixou claro ser favorável à descriminação do aborto até a 14ª semana porque, parece, até esse limite, o feto não sente dor, já que as terminações nervosas ainda nem começaram a se formar. É um ministro, digamos, laxista em matéria de vida humana, mas muito severo com biscoitos. O que faço? Recomendo a ele que tenha com as crianças que estão no ventre o mesmo cuidado que pretende ter com as que querem comer Doritos?

Eis aí o caminho do nosso bolivarianismo. A terra está amassada pelo discurso hipócrita da saúde. Farei agora uma antítese um tanto dramática, cafona até, mas verdadeira: essa gente finge cuidar do nosso corpo porque quer a nossa alma.

*
PS: Divulguem este texto, espalhem-no na Internet, montem grupos de discussão no Orkut, passem a mensagem adiante, mobilizem-se.

wibiya widget

A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".