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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Conversa fiada - Paulo Henrique Amorim diz: "Bandeirantes prega o Golpe contra Lula". Leiam, vão morrer de rir...

Paulo Henrique Amorim diz...

A propósito da decisão do Governo Lula de alterar os índices de produtividade das terras para efeito da Reforma Agrária – clique aqui para ler entrevista com José Batista de Oliveira, membro da coordenação nacional do MST, e aqui para a entrevista com João Pedro Stédile – o Grupo Bandeirantes de Radio e TV fez alguém ler o seguinte editorial Golpista, como nos avisou o amigo navegante Francisco Mogadouro da Cunha:

> From: Francisco Mogadouro da Cunha
> Date: 26 de agosto de 2009 1h4min43s GMT-03:00
> To: Paulo Henrique Amorim
> Subject: O PiG sai do armário!
>
> Caro PHA,
>
> Foi difícil acreditar quando ouvi esse editorial do Grupo Bandeirantes na BandNews FM… Fui procurar na Internet e achei ele no YouTube, sem muito alarde:
>
>
> Além do habitual tom golpista, no final o locutor quase incita literalmente um golpe de estado! É o PiG saindo do armário??
>
> “(…) e quem sabe chegando até o gabinete de onde despacha um presidente que os abandonou completamente…”
>
> Um abraço e até mais!


Vejam bem quem ele "chama para depor": A GANGUE DO MST.

Que coisa, não?
Vamos ver um pedacinho da vida do sr. Paulo Henrique Amorim???



PAULO HENRIQUE AMORIM PERDE NOVA AÇÃO CONTRA MAINARDI
Fonte: CONJUR
quarta, dia 16 abril de 2008

POR MÁRCIO CHAER

Acusado de fabricar notícias para favorecer quem paga por isso e prejudicar os concorrentes de seus patrocinadores, o blogueiro Paulo Henrique Amorim não gostou de se ver na posição de vidraça. Processou o jornalista Diogo Mainardi, da revista Veja, nas esferas cível e criminal. No primeiro caso, perdeu. No segundo, também. E ainda foi condenado, esta semana, a pagar as custas judiciais e os honorários dos advogados de Mainardi — que foi representado por Lourival J. Santos e Alexandre Fidalgo.

Os advogados de Amorim já recorreram. "Esperamos que o Tribunal de Justiça possa prover o recurso", afirmou José Rubens Machado de Campos.

A iniciativa de Paulo Henrique Amorim chamou a atenção. Afinal, ele ganhou fama pela virulência de seus ataques pela imprensa. Em entrevista à Folha de S.Paulo ele já definiu sua atividade como “um exercício de pancadaria verbal” e as teclas de seu computador como “aqueles botões que disparam mísseis”. Segundo Mainardi, Amorim cobrava pelo bombardeio R$ 80 mil por mês. O colunista de Veja afirma que o blogueiro “retomou as práticas mais imundas do jornalismo, como a chantagem, a mentira, a propaganda do poder e a matéria paga”.

O portal Observatório da Imprensa já descreveu Amorim como “um protótipo do linchador. Paradigma do empastelador. Agente provocador de quebra-quebras”. Mas foi outra atitude que causou mais estranhamento nos processos: ele pediu, e obteve, o manto protetor do segredo de justiça para que as informações a respeito da disputa não fossem divulgadas. Afinal, se o jornalismo se sustenta sobre o princípio da exposição pública é de se imaginar que jornalistas sejam defensores da publicidade e não do segredo.

A juíza Angélica Nagao, do Fórum de Pinheiros, que recusou o pedido de Amorim para punir Mainardi, parece ter entendido que quem gosta de atirar pedras no telhado alheio não deve estranhar goteiras em sua cozinha. E mais: que entreveros entre jornalistas, em geral, são saudáveis. Rompe-se cumplicidades e são raras essas oportunidades em que a imprensa exerce consigo própria o rigor que costuma aplicar aos outros.

Transações nebulosas

No episódio que envolve Paulo Henrique Amorim, por exemplo, vieram à tona acusações relevantes no momento em que se discute a conveniência de uma nova lei de imprensa. Para proteger o livre exercício do jornalismo é preciso deslegitimar o uso da atividade como balcão de negócios. Emprestar as garantias da liberdade de expressão para essa modalidade de crime organizado fere a credibilidade do conjunto dos jornalistas. Se a imprensa não reage, respondem todos como litisconsortes.

“O Paulo Henrique Amorim poderia explicar, por exemplo, as suas nebulosas transações imobiliárias”, sugere Alberico Souza Cruz, diretor de jornalismo da TV Globo quando Amorim ainda lá trabalhava. Alberico recorda-se da preocupação manifestada por Roberto Marinho quando soube que um empregado da emissora adquirira um apartamento em Nova York. “Senhor Alberico, com o que pagamos aqui é possível comprar um imóvel ao lado do Central Park?” — perguntou o dono da Rede Globo pouco tempo antes de Amorim ser demitido, e passar a atacar a emissora, o que fez também depois de ser demitido da TV Bandeirantes e do iG.

“Precisamos definir se nosso compromisso é com o leitor ou se estamos todos à venda”, já disse, tempos atrás, em depoimento, o publisher Roberto Civita, da Abril, ao criticar a corrupção na imprensa.

O jeito Amorim de fazer jornalismo é contagioso. Na semana passada, contratado por uma das partes do litígio que envolve a VarigLog, o jornalista Cláudio Magnavita, do Jornal do Brasil, com uma prova ilícita nas mãos (correspondência interceptada), convenceu um juiz não muito perspicaz a punir o concorrente do seu patrocinador. Magnavita fez o que o ministro Gilmar Mendes, do STF, descreve como “o truque do mau policial que coloca cocaína no carro da sua vítima e a prende em seguida por porte de cocaína”. A manobra de Magnavita, que também é presidente da Associação Nacional dos Jornalistas de Turismo, turbinou o juiz e o noticiário.

Tráfico de influência

O negócio que alavancou a carreira de Paulo Henrique Amorim nos últimos anos foi a guerra comercial das concessionárias de telefonia. O entendimento entre as empresas esvaziou o seu papel e ele foi afastado do portal iG, da Brasil Telecom. Em um processo que corre em Milão, seu nome apareceu no depoimento de uma intérprete e tradutora brasileira que trabalhava para a Italia Telecom. A incumbência de Amorim, disse ela, seria a de produzir notícias contra Daniel Dantas. Quem o colocou na missão foi o empresário Luís Roberto Demarco, que se apresentava aos italianos como elo de conexão com o governo Lula e gabava-se de grande influência junto à Polícia Federal, ao Ministério Público, ao Congresso e a jornalistas. Demarco foi pago por isso. Essas informações constam dos autos de processo judicial em diferentes depoimentos.

Supõe-se que seja a gravidade dessas imputações que levaram Paulo Henrique Amorim a pedir segredo de justiça para seus processos. Não enaltecem a pessoa, certamente.

O empresário Luís Roberto Demarco, que hoje é sócio de Amorim, gaba-se de já ter faturado pelo menos US$ 6 milhões de dólares com a atividade de agir nas dobras dos negócios bilionários das telecomunicações. Demarco e Amorim tentaram conseguir, cada um, mais US$ 100 milhões do Citibank, outro conglomerado que ficou na berlinda nessa história. “Se Dantas invadir o inferno, me alio ao Demônio para derrotá-lo”, gaba-se ele em um de seus arrojados textos recentes.

sábado, 1 de agosto de 2009

AMORIM PASSOU DE TODOS OS LIMITES? SIM! MAS ELE VAI SE SUPERAR

Fonte: BLOG DO REINALDO AZEVEDO
quinta-feira, 30 de julho de 2009

Jamais cometa o erro, leitor, de considerar que Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, chegou ao limite. Sempre será um erro. Ele é tão ousado, mas tão ousado, naquele tipo particular de ousadia a que se dedica, que pode superar a si mesmo. Amorim é assim: quando se trata de degradar a política externa brasileira e de alinhá-la com delinqüentes da América Latina, ele sempre bate o próprio recorde. Só há uma coisa pior do que Celso Amorim: é Celso Amorim no dia seguinte.

Postei a notícia aqui ontem. O Brasil resolveu fazer coro à gritaria do tiranete Hugo Chávez e resolveu cobrar “transparência” da Colômbia, que está debatendo um novo acordo militar com os EUA. Releiam o que disse o chanceler brasileiro:

“Eu acho, pessoalmente, que, se há uma preocupação em relação a um novo acordo militar entre a Colômbia e os Estados Unidos, seria bom, digo isso no total espírito de amizade, que a Colômbia, transparentemente, diga o que é, para que as pessoas ouçam e vejam. Para que possa haver uma discussão. Inclusive, com esse objetivo foi criado o conselho de defesa”, disse Amorim, em referência ao Conselho de Defesa Sul-Americano”.

Se o contexto fosse outro, já escrevo a respeito, a fala já seria estúpida. Por quê? Porque essa sua oração sem sujeito - “se há uma preocupação em relação a um novo acordo militar…” - tem um sujeito claro, definido, identificado: Hugo Chávez. É ele quem está preocupado. É ele quem está numa espécie de corrida armamentista no continente. Há dias, a Venezuela anunciou uma cooperação militar com a Rússia. Vocês ouviram algum pio de Amorim? Agora, decidiu fazer a segunda voz para a estridência do outro, em nome daquela ridicularia chamada “Conselho de Defesa Sul-Americano”. Esse tal Conselho, diga-se, foi proposto pelo Brasil depois que a Colômbia atacou, no que fez muito bem, um acampamento de terroristas das Farc em solo equatoriano. O único objetivo dessa porcaria, quando existir, será opor-se aos EUA.

Agora vamos ao contexto. No sábado, a revista SEMANA, da Colômbia revelou, conforme vocês leram aqui, que armamento da Venezuela, comprado de uma empresa sueca, foi parar nas mãos das Farc. Vale dizer: estamos diante da prova provada de que Chávez fornece armamento pesado — lança-foguetes e os foguetes — para os narcoterroristas. O que antes era uma desconfiança muito fundada é agora uma certeza. Amorim se lembrou de apelar ao tal Conselho de Defesa? Pediu ao menos apuração? Nada!!! Segundo ele, não pode reagir com base “em notícia de jornal”.

É um despropósito. Quando se trata de cobrar “transparência” da Colômbia, a noticia de jornal serve. Quando se trata de censurar a Venezuela, nem mesmo a prova provada é o bastante. Notem bem: não se trata de um chute ou de uma ilação. As armas compradas pela Venezuela, conforme testemunham a empresa que as vendeu e o governo sueco, estavam com as Farc e foram apreendias pelo Exército colombiano. É fato, não é fofoca. É uma evidência. A prova está lá. Se Amorim quiser, pode até abraçar a bazuca.

Troquem as personagens. Imaginem se armas do Exército colombiano fossem encontradas com algum grupo que combatesse um desses gorilas de esquerda que estão à frente de governos na América Latina. O mundo viria abaixo. Mas Chávez pode armar a narcoguerrilha, estimular a arruaça em Honduras, mandar dinheiro para caixa dois de campanha na Argentina, interferir nas eleições na Bolívia e no Equador… O Brasil silencia.

Silencia? Erro meu! O Brasil empresta o seu integral apoio. E depois a imbecilidade militante sai por aí a dizer que Lula quer ser o contraponto de Chávez na América Latina. Que contraponto? Depois do Bandoleiro de Caracas, Lula é governante mais assanhado, por exemplo, para reconduzir Manuel Zelaya à Presidência de Honduras. Não dá apoio nem mesmo ao Plano Arias. Lembrem-se que ele telefonou a Zelaya quando este estava a caminho (daquele seu jeito) de Honduras para desejar sorte e êxito. Caso o hondurenho se levasse a sério, poderia ter havido lá um banho de sangue. Com o incentivo de Lula.

O antiamericanismo, como vocês sabem, é uma droga pesada. É o crack da ideologia. O sujeito fica viciado e não consegue mais pensar. Durante anos, essa retórica foi o cimento a unir os dinossauros da América Latina. Mas Jorjibúxi já foi, está aposentado. Agora, quem está no poder é Barack Hussein, ele mesmo bastante, como direi?, antiamericano à sua maneira. Mas quê… É preciso continuar com aquela ladainha estúpida de sempre, que atribui aos EUA terríveis planos para mandar no continente — daí a tentativa de atribuir à cooperação militar Colômbia-EUA alguma secreta intenção, que requereria a anuência dos demais países da América do Sul. É uma piada! O Brasil já explicou à Colômbia por que está comprando aviões militares?

Alguém poderá perguntar: “Mas Reinaldo, considerando que o Brasil é o país mais importante da América do Sul, não faz sentido querer saber em que consiste a cooperação maior dos EUA com a Colômbia?” Ora, claro que faz. Mas isso se pode operar de modo diplomático, fora desse ambiente de Cassino do Chacrinha (com todo respeito ao apresentados) em que Amorim transformou a questão. ELE RESOLVEU COMPARECER AO DEBATE EM APOIO A HUGO CHÁVEZ, QUE NÃO RESTE A MENOR DÚVIDA DISSO. E o faz no momento em que esse bandidão, não tendo uma explicação razoável para as armas em poder das Farc, acuado pelos fatos, resolve acusar a vítima, que é a Colômbia.

Alguns países da América Latina não estão mais sendo governados por suas respectivas leis e Constituição. Estão sob o signo de um espírito, que é o do Foro de São Paulo, que tanto mais se evidencia quanto mais a imprensa tenta negá-lo ou ignorá-lo. Refiro-me, como sabem, àquele ajuntamento de partidos de esquerda da América Latina (foi onde Raul Reyes, o tal terrorista colombiano morto no Equador, viu Chávez pela primeira vez), muitos deles agora no poder. Não se deve pensar no foro como um lugar, com sede e escriturários cuidando da burocracia. O Foro serve para o alinhamento de posições políticas. E os candidatos a ditadores, caudilhos e demiurgos nunca estiveram tão unidos no continente.

O Brasil difere um tanto de seus parceiros? Sim! A despeito de todos os esforços do PT para liquidá-las, as instituições respiram. Lula bem que gostaria de se entregar a algumas aventuras “democráticas”, mas não pode. Então aplaude e apóia incondicionalmente todas as ações no continente que têm servido para fraudar o regime democrático.

Não! Não adianta dizer que Amorim, desta vez, passou de todos os limites. Amanhã, ele ultrapassa um novo. Afinal, como é mesmo? Só o Celso Amorim de amanhã consegue ser pior do que o Celso Amorim de hoje.

Só para encerrar: fico pensando o quanto este pobre diplomata sofreu até a chegada de Lula ao poder. Foram anos fingindo moderação e, vá lá, modernidade. Mas ele se revelou mesmo a partir de 2003: o seu negócio é estar na vanguarda do atraso, mergulhado no populismo até a cintura (onde outros estão atolados até o joelho), emprestando sua retórica à defesa daquilo que o continente e o mundo produzem de pior: genocidas, ditadores, filoterroristas, embusteiros…

Um dia ainda daremos no Itamaraty um banho com o sal grosso da ética e dos valores que fizeram as democracias ocidentais. Vamos livrá-lo dos maus espíritos da demagogia, da vangloria e do atraso.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

O desastre Amorim

Do portal MÍDIA SEM MÁSCARA
por Ipojuca Pontes em 28 de julho de 2008


Resumo: A Rodada Doha, em essência, foi inútil. Pois para o Itamaraty Vermelho a pendenga não é de caráter comercial, mas, sim, ideológica. E aí vale tudo, inclusive o uso da mentira revolucionária.

© 2008 MidiaSemMascara.org

“Considero o ato do seu protegido como de alta traição”

(do general Ludwig, ministro da Educação e Cultura, para o chefe da Casa Civil do governo Figueiredo, general Golbery do “Colt” e Silva, antes de demitir Celso Amorim da Embrafilme)

Como escrevi em algum lugar, Celso Amorim, o antigo Celsinho da Embrafilme, é o diplomata de “carrière” que o Brasil teria obrigação de desterrar mas que nenhum país democrático do mundo desejaria receber. Amorim, como se sabe, é um desastre diplomático – por onde passa deixa a marca letal da incompetência, má-fé e arrogância. O seu (dele, lá) mentor intelectual – com o qual se envolveu como assistente de direção nos tempos do Cinema Novo - foi o cineasta comunista Leon Hirszchman, introdutor do leninesco “centralismo democrático” nas relações político-institucionais do cinema brasileiro.

Nomeado ministro das Relações Exteriores pelo aéreo Itamar Franco, Celsinho, digo, Amorim, viu-se às voltas em 1993 com a ação terrorista da FARC, que fez explodir 200 quilos de dinamite (pura) na embaixada do Brasil em Bogotá, num atentado no qual morreram 43 colombianos e saíram feridas cerca de 350 pessoas, entre oito funcionários e diplomatas lotados na nossa representação[*]. Mesmo assim, instado a responder em data recente se considerava a guerrilha colombiana uma organização terrorista, o vosso chanceler tergiversou do seguinte modo: “O Brasil não faz classificação de quais organizações são terroristas e, por isso, não iria discutir se as FARC entram ou não nesta categoria”.

A posteriori, durante o primeiro mandato do sindicalista Lula, sempre dando a entender aos Estados Unidos que laborava em favor da criação da Alca, a Área de Livre Comércio das Américas, segundo ele num “formato à la carte”, o ministro do Itamaraty Vermelho passou a sabotar as negociações que nos abriria mercado de mais de 800 milhões de pessoas. E para sepultar de vez a perspectiva de uma zona de livre comércio, depois de procrastinar o quanto possível acordo que nos levaria a participar de um PIB (Produto Interno Bruto) continental na ordem de US$ 12 trilhões, o chanceler de Lula, no seu antiamericanismo doentio, deixou que um funcionário do MRE associasse a Alca ao fulgor de uma “odalisca de cabaré barato”.

Agora, em Genebra, mais insolente do que nunca, o desastrado diplomata, no afã de sair-se como líder voluntarioso do emergente G-20, procurou detonar no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio) a chamada Rodada Doha, que se arrasta há sete longos anos e que tem por objetivo estabelecer negociações multilaterais entre países ricos e pobres (cujos governos estão ficando mais ricos do que os dos países ricos), a partir da eliminação de subsídios e barreiras que dificultam o livre trânsito das commodities agrícolas, serviços e produtos industrializados.

Ligado o dispositivo totalitário, Amorim de saída acusou os países ricos de adotarem na Rodada uma estratégia nazista na condução das negociações, que incorporaria a máxima de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler, segundo a qual “uma mentira muitas vezes repetida torna-se verdade”. A coisa pegou mal, na mesa em que a presença de vítimas do nazismo é bem nítida. Na ordem prática das coisas, no entanto, o chanceler de Lula diz que os países desenvolvidos protelam a redução dos seus subsídios agropecuários – o que impediria as nações emergentes de comercializarem seus produtos agrícolas.

Os países desenvolvidos, por sua vez, ao anunciarem cortes de subsídios na área da agricultura, acusam os países membros do G-20, dos quais Amorim é uma das lideranças, de não promoverem, em reciprocidade, a respectiva abertura nas áreas industriais e de serviços. Mesmo levando em consideração que a Rodada não é apenas sobre agricultura, Amorim atravanca as negociações “fincando o pé” na velha posição de que só cortando mais subsídio na área agrícola poderia aventar alguma coisa no terreno industrial – numa manobra onde o saldo de confiança é zero. Agora me digam: quem diabo topa, numa Rodada de hienas, fazer negócio assim?

Ao citar a máxima de Goebbels sobre a mentira, o ministro do Itamaraty Vermelho esqueceu de mencionar a recomendação do estrategista Lenin, segundo a qual, instalado o quadro de conflito, o comunista deve “acusar o outro do crime que ele mesmo comete ou pensa”. Com efeito, para aplicar o golpe sobre o Governo Provisório de Kerensky e dos ex-aliados mencheviques, na Rússia de 1917, o mentor da sangrenta revolução aconselhava aos súditos a adoção sem limites da mentira como arma, imputando aos adversários as tramas criminosas que praticava.

De fato, para chegar à vitória dos seus objetivos, Lenin era capaz de empreender qualquer tipo de trapaça, tais como calúnias, fraudes, delações, atentados, chantagens, aliciamentos e falsificação de documentos. Marxista de carteirinha, ele acreditava, como de resto todo comunista, que em nome do porvir revolucionário o militante pode cometer todos os crimes possíveis, tendo como álibi a mentirosa verdade (utópica) revolucionária.

Para estudiosos isentos da história moderna, não há mais dúvida: a única diferença entre os objetivos do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nazi) e dos diversos partidos comunistas é que o primeiro prega a implantação do socialismo nos limites nacionais e o segundo o quer estabelecido internacionalmente. Para dominar a propriedade privada e o controle dos meios de produção, os nazistas fizeram do judeu (na Alemanha) o bode expiatório, enquanto os comunistas apontam os “burgueses capitalistas” como alvo de suas inculpações. O próprio Hitler, quando entre pares, costumava revelar que aprendera muito, para atingir o poder, lendo Marx e observando Lênin e Mussolini.

Quanto à Rodada Doha, decerto que ela, em essência, foi inútil. Pois para o Itamaraty Vermelho a pendenga não é de caráter comercial, mas, sim, ideológica. E aí vale tudo, inclusive o uso da mentira revolucionária.

[*] Há controvérsias com relação a esta ação e o número de vítimas; o citado neste artigo foi publicado pelo jornalista Cláudio Humberto em seu site. Entretanto, segundo o jornal “O Estado de Minas”, publicado nos dias 16 e 17 de abril de 1993, no dia 15 um caminhão-bomba explodiu em local próximo à Embaixada Brasileira, matando 11 pessoas e ferindo pouco mais de 200. A embaixada foi atingida, porém não era o alvo e dentre os funcionários, apenas 2 senhoras ficaram feridas sem maior gravidade. Entretanto, na época, o criminoso Pablo Escobar estava utilizando a mão de obra de organizações terroristas de esquerda como as FARC, que atuavam como braço armado do traficante colombiano.

O autor é cineasta, jornalista, escritor e ex-Secretário Nacional da Cultura.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Mais uma MENTIRA GIGANTESCA DO PT - Amorim diz que Brasil não vê Farc como terrorista

Do portal CONGRESSO EM FOCO
Por Tatiana Damasceno

A Comissão de Relações Exteriores do Senado ouviu hoje (12) o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, acerca da posição do Brasil sobre os recentes conflitos entre Colômbia, Equador e Venezuela.

O ministro foi cobrado pelos senadores sobre uma posição do país em relação às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). De acordo com Amorim, o Brasil segue a classificação das Nações Unidas, que define apenas a Al-Qaeda como organização terrorista.

“Não classificamos as Farc de grupo guerrilheiro, beligerante ou criminoso porque isso poderia atrapalhar nossas estratégias diplomáticas ou humanitárias”, explicou o ministro durante a sessão.

(C.T. - NÃO PODERIA HAVER MENTIRA MAIS SUJA. O GOVERNO BRASILEIRO NÃO PODE RECONHECER AS FARC COMO "FORA-DA-LEI" PORQUE O PT, AUTOMATICAMENTE, ESTARIA EXTINTO SE O GOVERNO FEDERAL ASSIM O FIZESSE. NOSSA CONSTITUIÇÃO NÃO PERMITE QUE PARTIDOS POLÍTICOS MANTENHAM RELAÇÕES COM GRUPOS CRIMINOSOS E A PARCERIA PT/FARC NO FORO DE SÃO PAULO ESTÁ MAIS DO QUE DOCUMENTADA)

O ministro reafirmou, entretanto, que não há qualquer tolerância com as práticas adotadas pelas Farc, como seqüestros e narcotráfico, nem possibilidade de diálogo. (C.T. - outra mentira, nem precisa dizer porque, basta reler o comentário acima). Para Amorim, o compromisso do Brasil é com a paz, sem ceder para as organizações desse tipo. (C.T. - mais uma)

O ministro disse que o Brasil acredita no diálogo como forma de resolver em longo prazo os conflitos na América do Sul e que o próximo passo é adotar medidas que evitem que os recentes confrontos se repitam. “Algo novo e positivo que se pode fazer é por meio de medidas práticas, como a criação de confiança, a verificação de compromissos e a maior facilidade de comunicação entre os governantes”, disse Amorim para os senadores durante a reunião.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".