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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Lula envergonha o Brasil, afirma jornalista do New York Times

INSTITUTO PLINIO CORRÊA DE OLIVEIRA

30, maio, 2010


Atilio Faoro
Chovem críticas a louca aventura do presidente Lula ao se lançar como mediador de um acordo com o Irã para resolver a crise em torno do programa nuclear iraniano.
Em Teerã, o presidente Lula confraterniza com o ditador iraniano Mahmoud Ahmadinejad
De fato, a diplomacia brasileira, com Lula à frente, subiu à cena internacional, como quem entra sem ser convidado numa briga de namorados, ignorando que o confronto tem aspectos históricos, religiosos, políticos e militares que fazem do caso iraniano um dos mais delicados e explosivos do mundo atual.
Os jornais “O Globo” e “Folha de S. Paulo” reproduziram na semana passada um artigo de Thomas Friedman, do New York Times, com o seguinte título: “Ao dar legitimidade a Ahmadinejad, Lula envergonha o Brasil”. “Será que existe algo mais feio que ver democratas traindo outros democratas em benefício de um bandido iraniano?” escreve Friedman.
Efetivamente, a visita de Lula ao Irã ocorreu no dia 16 de maio, dias após o Irã executar cinco prisioneiros políticos. Ele abraçou Ahmadinejad, mas nada disse sobre direitos humanos. “É vergonhoso que seus líderes [do Brasil e da Turquia, que também participou do acordo] abracem e fortaleçam um presidente que usa sua polícia para esmagar e matar democratas iranianos”, fulminou o articulista do New York Times.
Para Andres Oppenheimer, do Miami Herald, Lula tem “um histórico lamentável de sempre partir para o resgate de alguns dos ditadores mais implacáveis do mundo”. Ademais, o acordo não foi levado a sério pelas grandes potências, sobretudo pelos Estados Unidos. Horas apenas depois de Lula ter declarado sua vitória, Hillary Clinton anunciou que o governo Obama tinha fechado um acordo com Rússia, China, França e Reino Unido para impor sanções ao Irã.
Em outras palavras, as potências mundiais viram o trato feito pelo Irã com o Brasil e a Turquia como mais uma tentativa de Teerã de ganhar tempo enquanto continua a construir armas nucleares em segredo. O Irã continua a enriquecer urânio a todo vapor nos últimos sete meses.
Também na imprensa nacional, Lula foi fortemente criticado. Rubens Barbosa, em “O Globo” considerou que “ficou evidente a série de erros de avaliação por parte do governo brasileiro quando tomou a decisão de negociar o acordo com o Irã”.
Para o analista, “superestimou-se a disposição da China e da Rússia, apesar dos seus interesses estratégicos e comerciais no Irã, de enfrentar os EUA para apoiar os esforços do Brasil. Por outro lado, não houve uma adequada avaliação dos prejuízos que o apoio ao Irã poderia trazer para o Brasil. Atrás de ganhos incertos, o Brasil parece ter feito pouco caso das suas perdas. Foi minimizado o risco de que as relações com os EUA pudessem ficar afetadas pela iniciativa brasileira, prevalecendo a percepção do PT de que os EUA estão em decadência.”
Por sua vez, Eliane Cantanhêde, na Folha de S. Paulo, afirma que “ao tentar evitar o isolamento do Irã, o Brasil pode estar se isolando junto com ele. Típico abraço de afogados.”

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".