Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Olavo de Carvalho fala das comparações entre cristianismo e comunismo

Fonte: NEO-ATEÍSMO - UM DELÍRIO





Não deixa de ser curioso que o tal do marxismo, até pelas próprias influências originais de Marx (incluindo Epicuro), tenha se tornado uma escola de mitômanos.
Basicamente, um filósofo marxista, e principalmente um líder marxista, ganha a vida mentindo, e se orgulha disso.

Uma mania européia, que também ocorre no Brasil (via turma do Boff e a Teologia da Libertação), se baseia numa “coisa” chamada marxismo cristão, que no fundo é uma contradição em termos.

Recentemente, um forista do Orkut, marxista, me disse que o marxismo apenas implementa aquilo que os cristãos não fizeram e deveriam ter feito.

Perguntei-lhe o que era tal coisa que os cristãos deveriam fazer e não fizeram. A resposta dele foi: “implantar aquilo que é dito no Sermão do Monte”.

Ele cita,então, o Sermão do Monte: “E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas. Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes.”

Aqui, é claro, ele confundiu a atitude de um cristão em ser caridoso e generoso, com a atitude dos líderes da revolução em roubar as propriedades e posses de outros para distribuição para o proletariado.

Confundir o Sermão do Monte com o roubo de propriedades feito pelos sistemas marxistas é o primeiro sinal de falta de senso de proporções, característica inerente a esse pessoal discípulo de Lenin.

Outra tentativa dele foi a seguinte citação: “E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha.”

Aqui de novo, ele confunde a caridade e o altruísmo, descompromissados, com o roubo forçado de bens, proposto no marxismo.

Até o momento, está claro que marxismo e cristianismo estão em direção praticamente oposta.

Nesse vídeo acima, Olavo de Carvalho brilhantemente comenta sobre as tentativas patéticas de associar comunismo ao cristianismo.

Talvez seja até possível que alguns cristãos do tipo self-service um pouco mais sofisticados (esses são do tipo mais “intelectualizado”, mais acadêmico, mas ainda assim precisarão ignorar mandamentos fundamentais do cristianismo) se associem ao marxismo.

Claro que quando a revolução tomar forma, eles serão os primeiros a ir para o paredão, pois ficarão ressentidos com o novo governo.

Mas é o livre arbítrio deles, não é?

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".