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sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Eles passaram absolutamente dos limites

Do portal ZERO HORA
01 de agosto de 2008

Entrevista: Mozar Dietrich, superintendente do Incra no RS

Desde os tempos em que cursou a Escola Superior de Teologia de São Leopoldo, o superintendente do Incra no Estado sempre esteve ligado a movimentos sociais, entre eles o MST. Filiado ao PT desde 1987, Mozar Dietrich assumiu o cargo em 2006, tendo sido anteriormente assessor do ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Miguel Rossetto. A invasão e o vandalismo na sede do Incra, que teve salas arrombadas e elevadores estragados, foram a gota d'água para que ele ignorasse a simpatia que tem pelo movimento. Dietrich concedeu ontem entrevista a Zero Hora:

Zero Hora - Como o senhor avalia a invasão ao prédio do Incra?

Mozar Dietrich - A situação é inaceitável, não se justifica essa ocupação. Acabamos fazendo um acordo na terça que também não cumpriram. Em razão disso, entramos na quarta-feira com um pedido de reintegração de posse. Essa ocupação é prejudicial ao Incra e à nossa atividade de atendimento. As pessoas precisam do Incra para encaminhar qualquer negócio com terra. Nós atendemos mais de 300 assentamentos no Estado, e essas pessoas todas precisam de ações do Incra. Portanto, não há como aceitar essa ocupação. Reconhecemos a morosidade no processo, mas isso é da burocracia e não existe nenhuma idéia de retroceder na intenção de desapropriar as áreas e assentar as 2 mil famílias e cumprir o termo de ajuste de conduta.

ZH - O senhor historicamente apóia o movimento. Ele passou dos limites?

Dietrich - Eles passaram absolutamente dos limites. Tínhamos três acordos, e acho absolutamente injustificável o não-cumprimento dos acordos de saída. Sempre estivemos abertos à negociação, mas, no momento, não há mais nenhuma negociação. Aguardamos uma decisão da Justiça. Já estamos negociando com a Polícia Federal a retirada, se não for uma desocupação pacífica. Se houve depredações lá dentro, eles vão ter de responder por isso. Serão identificados e responsabilizados. Entendemos que apoiar a luta pela reforma agrária dentro da legalidade, tudo bem. Agora já está fora da legalidade.

ZH - Esse impasse vai contra eles mesmos, já que o processo de assentamento parou?

Dietrich - Sim. Queremos imediatamente retomar as atividades do Incra em benefício deles próprios. As desapropriações que estão sendo feitas pararam, e isso prejudica a eles próprios.

ZH- O MST perdeu o seu apoio?

Dietrich - Tudo o que é dentro da legalidade tem o meu apoio, como a ocupação do prédio público para fazer pressão para cima do Incra, para ser recebido. Conversamos por mais de quatro horas na quinta-feira da semana passada. Isso tudo está ok. Agora, a ocupação impedindo o funcionamento de órgão público é ilegal e eu não admito.

Comentário do Cavaleiro do Templo: bem, não tenho absolutamente nenhuma informação sobre este Sr. Mozar Dietrich aí de cima mas devemos prestar atenção ao seguinte: está na hora dos ratos deixarem o barco e muita gente vai tentar vir pro "nosso lado" depois das últimas semanas, visto que o triângulo amoroso LULA/FARC/FORO DE SÃO PAULO está em muitas bocas e ouvidos deste país e o MST vem sendo pressionado pelo MP do Rio Grande do Sul.

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".