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segunda-feira, 30 de junho de 2008

Infanticídio - Filme denuncia tribos que matam crianças

Do blog MOVCC
Diretor adota menina sobrevivente e é acusado pela FUNAI e por antropólogos de “interferir na cultura do povo indígena”

Hakani é um documentário de pouco mais de meia hora que chama a atenção para uma triste realidade ainda vivida por 13 etnias indígenas no Brasil: o assassinato de crianças. Crianças são condenadas à morte por serem portadoras de deficiências físicas ou mentais, por serem gêmeas ou filhas de mãe solteira. O filme conta a história da primeira menina a sobreviver à prática e traz ainda o depoimento de indígenas que são contra essa tradição. Hakani é o nome da menina que abriu os olhos dos índios suruwahas no Sudoeste do Amazonas para o fato de que deficiências, sejam físicas ou mentais, não significam uma maldição.

O filme foi exibido ontem em Curitiba pelo pai adotivo de Hakani, Edson Suzuki. Ele e sua mulher, Mônica, são lingüistas que trabalham desde 1986 dentro da tribo na análise da língua da etnia suruwaha e conviveram com várias histórias de infanticídio na tribo ao longo desses 22 anos.

Não fosse por um de seus quatro irmãos, Hakani teria sido enterrada viva por não ter se densenvolvido bem aos 2 anos de idade. Quando ela e um de seus irmãos mais velhos nasceram, os dois não apresentavam anomalia, mas, com o passar do tempo, ambos, por não crescerem como deveriam, passaram a ser motivo de vergonha. A solução seria a morte das duas crianças. Como os pais não tiveram coragem para matá-las, se suicidaram. O filho mais velho foi, então, incumbido da tarefa. Acertou a cabeça dos dois pequenos e os jogou em buracos. A menina começou a chorar e foi salva por um dos outros irmãos, que passou a cuidar dela. O outro não teve a mesma sorte.

“Esse irmão de Hakani ficou lutando pela vida dela debaixo de muita pressão da comunidade”, conta Edson. “Falavam que era um espírito ruim que teve relações sexuais com a mãe dela e deu naquilo.” O irmão da menina ficou com ela por 3 anos, até que decidiu entregá-la ao casal de lingüistas, que a levou para a cidade, onde foi descoberto que o motivo para o subdesenvolvimento era hipotireodismo congênito, doença que pode ser controlada.

Um ano mais tarde os três voltaram à aldeia para mostrar como Hakani estava saudável. “Todo mundo começou a falar que ela era gente mesmo, que era filha do pai dela”, explica Edson. “E começaram a pensar também que o irmãozinho dela devia ser gente. Foi aí que passaram a ver as coisas de maneira diferente.”

Mas o processo de adoção não foi fácil. O antropólogo Marcos Farias de Almeida, do Ministério Público, deu parecer contrário à adoção e acusou o casal de ameaçar a cultura suruwaha ao impedir o assassinato de Hakani. A menina só foi oficialmente adotada em 2005.

Desde 2000, ano em que Hakani passou a viver com os Suzuki, nasceram duas crianças na tribo que, antes de Hakani, estariam condenadas à morte: uma com paralisia cerebral e outra hermafrodita. “As famílias resolveram buscar tratamento e ver se poderiam resolver a situação”, diz Edson. “Nós as acompanhamos quando foram a São Paulo e fomos duramente acusados pela Funai e por antropólogos de interferir na cultura indígena.”

LEI

O projeto de lei apresentado pelo deputado Henrique Afonso (PT-AC), batizado de Lei Muwaji em homenagem a Muwaji Suruwaha, que se negou a sacrificar sua filha, nascida com paralisia cerebral, quer garantir direitos das crianças indígenas. Elas seriam protegidas com prioridade absoluta, de acordo com a Constituição, com o Estatuto da Criança e do Adolescente e com os acordos internacionais de Direitos Humanos, dos quais o Brasil é signatário. O projeto aguarda parecer da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Gazeta do Povo RPC

Para assistir ao documentário Hakani, acesse aqui

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".