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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Sob o comando de Lula, petistas tentam intimidar o STF e dizem que transmissão do julgamento pela TV põe em risco a democracia; o partido exibe a sua cara: odeia a imprensa livre, odeia a Justiça livre, odeia os homens livres, odeia a liberdade! Ou: O bolivarianismo da boca do caixa

 

VEJA

19/09/2012 às 6:11

Ontem, parlamentares petistas, na Câmara e no Senado, obedecendo ao grito de guerra lançado pela Executiva do PT, sob a inspiração de Luiz Inácio Stálin da Silva, assumiram a tribuna para defender o partido. Acusaram a existência de uma suposta conspiração contra o partido. Dela fariam parte, como sempre, as tais elites e a imprensa. O partido que mais arrecada recursos de campanha junto a indústrias, empreiteiras e bancos não disse exatamente a que elite se referia — quem sabe estivesse a falar sobre a elite dos homens de espírito livre, que não aceitam se submeter às vontades de um partido, de um candidato a tiranete, de alguém que acredita ser Deus. O deputado André Vargas (PR), secretário de Comunicação da legenda, não teve dúvida: afirmou que a transmissão ao vivo do julgamento, pela TV Justiça, põe em risco a democracia.

Viva! Eis, finalmente, sem máscara, a verdadeira cara do PT. Ao longo de 32 anos, a legenda se apresentou com várias faces. Já foi o partido “do socialismo”, da “terra, trabalho e liberdade”, da “ética na política”, da “sociedade organizada”, das “minorias”, da “democracia”. Um dos truques mais antigos do demônio — a rigor, é seu único recurso — é se apresentar por aquilo que não é.

Do socialismo, o PT só herdou o autoritarismo.

Da luta por igualdade e justiça, só conservou os burocratas da militância.

Da pregação em favor da ética, restou a construção de uma moral coletiva que só serve ao partido, a transformar seus bandidos em heróis e em bandidos aqueles que a ele se opõem, sejam ou não culpados.

Da sociedade organizada, fez uma máquina de aparelhar o estado, submetendo o bem coletivo aos interesses de um grupo.

Da luta das minorias, organizou as suas micropolícias do pensamento, de inspiração fascistoide.
Era fatal que chegasse, então, ao repúdio claro, escancarado, arreganhado, sem subterfúgios, à democracia. O secretário de Comunicação do PT disse ontem, com todas as letras, que uma Justiça que se exerce à luz do dia e ao alcance de uma parcela ao menos do povo é uma… ameaça a ordem democrática. Vamos ver.

No dia 2 de outubro, não se esqueçam, eu espero leitores de São Paulo na Livraria Cultura da Avenida Paulista para assinar “O País dos Petralhas II – O inimigo agora é o mesmo”. No dia 4, espero os do Rio na Livraria Argumento, do Leblon. Já há outras datas agendadas. Informo amanhã. Eu me orgulho de ter escrito o Volume I. Eu me orgulho de ter escrito o Volume II. E escreverei quantos livros se mostrarem necessários para denunciar o autoritarismo, a vigarice política, as tentações totalitárias, o ódio à democracia, a apologia dos “bons ladrões”. Eles não se cansam de mentir sobre si mesmos e sobre nós? Eu não me canso de fazer o contrário. Talvez um dia escreva “Como nos livramos deles”, mas não sou um finalista, não me proponho tarefas dessa natureza.

Denuncio as tentações totalitárias do PT bem antes de essa gente chegar ao poder. Conheço de perto seu repúdio à democracia. O ódio contra a Justiça e a defesa da censura decorre do fato de que essa turma não acredita na existência de culpados e inocentes. O mundo de Lula e de seus comandados obedece a outra clivagem: eles só enxergam aliados e adversários. Tudo o que serve aos propósitos do partido e a seu fortalecimento é bom; tudo o que se mostra um empecilho à expansão de seus domínios é mau. Afinal, não é esse mesmo Lula que, em menos de dois anos, tanto satanizou o clã Sarney em palanque como o classificou de paladino de democracia? Em solenidade recente, Marta Suplicy, ministra da Cultura (!), chamou o presidente do Senado de “estadista”.

O título dos meus livros, noto, nem sempre é bem compreendido. “O País dos Petralhas” não é o Brasil, onde também há milhões de pessoas decentes.
O país dos petralhas é aquele em que o compadrio toma o lugar das leis.
O país dos petralhas é aquele em que a impunidade dos companheiros é chamada de justiça.
O país dos petralhas é aquele em que o bem coletivo é tratado como propriedade privada de um partido.
O país dos petralhas é aquele em que um partido vigia a sociedade, em vez de a sociedade, por meio de suas leis democráticas, vigiar os partidos.
O país dos petralhas é aquele que quer censurar a imprensa livre.
O país dos petralhas é aquele que financia pistoleiros disfarçados de jornalistas.
O país dos petralhas é aquele que quer transformar o Supremo Tribunal Federal numa repartição de um partido.

Denuncio o país dos petralhas porque acredito no país dos homens livres, que não devem obediência a aiatolás e a aiatolulas; que podem pensar sem peias, que podem opinar sem medo, que se deixam intimidar pela policia do pensamento.

Espantoso atrevimento
É espantoso o atrevimento dessa gente! Nas conversas que manteve com seus interlocutores, Marcos Valério deixou mais do que claro: ele havia recebido dos petistas a garantia de que não seria molestado pela Justiça. Os ministros do Supremo que têm vergonha na cara — e, hoje, eles são uma maioria esmagadora — não aceitam ser tutelados por Lula porque, de fato, no estado de direito, essa tutela pertence à Constituição e às leis.

Aqueles aos quais é dado ter a última palavra no que concerne às leis são primariamente indicados para o cargo pelo presidente da República porque este é um dos ofícios do chefe do Executivo, constitucionalmente definido. Ao Senado cabe indicar ou reprovar o nome. O ministro que chega à Corte não está investido nem da vontade do presidente nem da vontade dos senadores. Sua investidura decorre da origem popular do mandato daqueles dois outros Poderes. Ministros do Supremo, senhor Luiz Inácio Lula da Silva, servem ao povo, dentro dos parâmetros da Constituição e dos demais códigos legais.

Ministros do Supremo, em suma, não são corruptos passivos que praticam atos de ofício em benefício de um corruptor ativo — ainda que em nome da ideologia ou de um partido.

Lula jamais vai entender isso. Não porque lhe falte instrução formal. Ele é mais autoritário do que propriamente ignorante. E é também um sem-limites. A Brasília e a corredores do STF já chegaram seus ódios e seus vitupérios, sua desmesura no uso de palavrões — comum, diga-se, mesmo em conversas amenas —, suas iras santas. Porque ele próprio nunca se reconheceu como um devedor das instituições, estava firmemente convencido de que os ministros que nomeou deviam vassalagem a ele, não ao estado democrático e de direito. É o que leva o deputado André Vargas a fazer aquela declaração boçal. A sociedade com a qual Lula sonha não é muito diferente da de Chávez. O petismo só escolheu outro método: o da boca do caixa.

O PT está em seu terceiro mandato presidencial. A oposição no Brasil é a menor — acreditem! — da América Latina (e de todo o mundo democrático). Até Chávez, Rafael Correa, Cristina Kirchner e Evo Morales têm mais adversários nos respectivos Parlamentos do que o PT. Mesmo assim, os petistas alimentam um permanente sentimento de derrota. Para que experimentassem mesmo a sensação de vitória, seria preciso ter juízes e imprensa debaixo do chicote. 

E não terão. O Brasil que se preza, acreditem, já derrotou o país dos petralhas. 

Texto originalmente publicado às 5h06

Por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Mensalão: Banco Rural pagou "cala-boca" a ex-funcionário

 

VEJA

18/09/2012 - 19:34

Mensalão

Lucas Roque, que trabalhou como superintendente na instituição, colaborou com as investigações da Polícia Federal no escândalo do mensalão

Hugo Marques e Gabriel Castro

Agência do Banco Rural, em Brasília

Agência do Banco Rural, em Brasília (Rafael Neddermeyer/AE)

O Banco Rural pagou por dois anos um “cala-boca” para que seu ex-superintendente Lucas da Siva Roque não revelasse fraudes na agência da instituição em Brasília, central de repasses de recursos do mensalão. Roque, que também falou à edição desta semana de VEJA, tinha uma função institucional no banco: a de captação de clientes de grande porte. Até que ficou sabendo de detalhes do esquema e colaborou com a Justiça.

O site de VEJA teve acesso a uma ação que Lucas impetrou na Justiça Trabalhista, em Belo Horizonte, em que ele denuncia sua dispensa “simulada” do banco, sem justa causa, em 2010. Roque disse que, após a demissão, passou a receber 70% do salário em espécie. No cargo, ganhava 23 000 mensais. O “cala-boca” correspondia a 16 000 por mês. 

Roque é o personagem que ajudou a PF a desbaratar o esquema do Rural, apontando para a Polícia Federal onde estavam as caixas de documentos com os saques da SMP&B de Marcos Valério. Segundo a ação impetrada pelos advogados do ex-superintendente, o pagamento de parte do salário e do plano de saúde até junho último foi uma “tentativa de encobrir o arquivo vivo que se tornou o reclamante, um 'cala-boca'".

Leia também: entenda o escândalo do mensalão
Reinaldo Azevedo: Quadrilha queria fundar um banco que unisse CUT, Rural e BMG

Como prova de que continuou recebendo benefícios do Banco Rural, Lucas exibiu ao site de VEJA um cartão do plano de saúde do banco, que expirou em 30 de junho desse ano. Ele pede na Justiça do Trabalho a imediata reintegração ao emprego antigo e o pagamento de diferenças salariais mês a mês, corrigidas, além de gratificações relativas ao cargo. O ex-superintendente diz que o pagamento era feito mensalmente pela cúpula do Rural. Roque diz que, além de pagar o "cala-boca", a diretoria do banco tentou forçá-lo a mudar seu depoimento na Justiça. 

Em 2005, ao apontar onde estavam as caixas de documentos, durante a operação de busca e apreensão, ele ajudou a implodir o esquema. “Eles tentaram me orientar, por um freio. Eu falei: ‘Não preciso de orientação de vocês, eu sei o que vou falar’”, diz Lucas. Na Justiça e na PF, no entanto, ele diz que se limitou a responder somente o que as autoridades perguntavam. “Eu não queria ser taxado de dedo-duro e tinha uma certa convicção de que o Ministério Público, o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal teriam competência de chegar onde chegaram sem eu ter que dedurar”, diz Roque.

O ex-superintendente foi enviado para Brasília em 2003 pelo então presidente do Rural, José Augusto Dumont, que morreu em 2004. Lucas também quer indenização por perdas e danos. Ele diz que nunca se envolveu com o esquema do mensalão, nunca assinou nenhum documento do banco relacionado ao escândalo, mas que toda a sua família sofreu muito, com perdas materiais e sentimentais. “Se eu não tivesse personalidade, teria me suicidado. Com os vexames, as humilhações, eu tinha entrado em depressão. As pessoas gritavam: “Mensaleiro, está rico?’”. 

Resposta - O Banco Rural nega o pagamento dissimulado ao ex-funcionário e diz que nunca tentou comprar o silêncio de Lucas Roque. A instituição afirma ainda que a manutenção do benefício do plano de saúde após a demissão é comum e segue os termos da convenção coletiva de trabalho. 

Lula ser julgado e preso? #enquete #participe

 

BLOG DO ONYX

observação: vote na enquete aqui: http://blogdoonyx.wordpress.com/2012/09/18/lula-ser-julgado-e-preso-enquete-participe/


Lula deve ser julgado e preso? Participe da enquete logo abaixo. (Foto: mosaicomonteiro.blogspot.com)

Muitos brasileiros indignados com a escandalosa e atrevida corrupção brasileira promovida pelo governo Lula/Dilma querem ver atrás das grades não só os operadores do mensalão e do valerioduto mas também seus mentores e beneficiários. A justiça brasileira é pródiga em condenar os mais pobres e até mesmo negros em muito maior número que os poderosos e os muito ricos. O espírito da igualdade de todos perante a lei tem que ser resgatada, e muito mais do que o mensalão o que está sendo julgado pelo STF é a própria credibilidade da justiça brasileira. Abaixo segue a enquete e a reportagem da Folha de São Paulo sobre a intenção de processar Lula a partir do julgamento do mensalão.

Oposição recua e decide esperar fim de julgamento para processar Lula

A oposição recuou da decisão de ingressar com representação contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Ministério Público por suspeita de chefiar o esquema do mensalão.

DEM, PSDB e PPS decidiram esperar o fim do julgamento do processo do mensalão pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para cobrar investigações da Procuradoria Geral da República.

“A oposição fará a sua parte e encerrado o julgamento em curso no STF cobrará a investigação dos fatos ao Ministério Público”, diz nota divulgada pelos presidentes dos três partidos, Sérgio Guerra (PSDB), José Agripino Maia (DEM) e Roberto Freire (PPS).

Eles justificaram o recuo ao afirmar que uma representação poderia paralisar ou atrasar o julgamento do mensalão –uma vez que abriria brechas para questionamentos das defesas dos réus.

“O Ministério Público não quer criar fato algum que possa ser utilizado durante o julgamento do mensalão no STF. Não quer criar impasse, não quer trazer a baila fatos que possam ser explorados juridicamente. Por isso a oposição decide que aguarda o julgamento do mensalão para que possa depois, então, protocolar a representação”, disse o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR).

O PSDB chegou a elaborar minuta de representação contra o ex-presidente com o objetivo de investigar sua participação no esquema do mensalão.

A decisão veio depois que a revista “Veja” publicou reportagem em que atribui ao publicitário Marcos Valério, operador do mensalão, a revelação de que Lula era o “chefe” do esquema e teria desviado, segundo a revista, R$ 350 milhões.

Na nota, os oposicionistas cobram que o ex-presidente se explique publicamente sobre denúncia publicada da revista “Veja” de que Lula era chefe do esquema de compra de votos no Congresso Nacional.

“Estranhamos o silêncio ensurdecedor do ex-presidente Lula, que deveria ser o maior interessado em prestar esclarecimentos sobre fatos que o envolvem diretamente. Já não surte mais efeito, especialmente depois que o Supremo Tribunal Federal comprovou a existência do mensalão e já condena mensaleiros, a tese defendida pelo PT, de que tudo não passava de uma farsa montada pela imprensa e pela oposição para derrubar o governo Lula”, afirmam os presidentes dos partidos na nota.

Segundo os oposicionistas, mesmo fora do governo, Lula não pode se “eximir das responsabilidades” de atos cometidos durante a sua gestão na Presidência da República. “Ainda mais quando há suspeitas que pesam sobre o seu comportamento no maior escândalo de corrupção da história da República”, diz a nota.

Durante a CPI (2005-2006) que investigou o mensalão, a oposição não incluiu o então presidente Lula entre os alvos.

Quando o publicitário Duda Mendonça disse ter recebido R$ 25 milhões pela campanha do petista em conta no exterior se cogitou investigar Lula, o que poderia redundar num processo de impeachment se a participação dele no esquema fosse comprovada.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1155360-oposicao-recua-e-decide-esperar-fim-de-julgamento-para-processar-lula.shtml

Autora: GABRIELA GUERREIRO DE BRASÍLIA

Voto de Barbosa indica penas rigorosas

 

FOLHA

MENSALÃO - O JULGAMENTO

Trecho da decisão do relator para as penas por lavagem de dinheiro foi divulgado por descuido no site do STF

Texto fixa 12 anos e 7 meses de prisão para Valério; Kátia Rabello e José Roberto Salgado teriam 10 anos cada

ANDRÉIA SADI
DO PAINEL, EM BRASÍLIA
RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA

Trecho do voto do ministro relator Joaquim Barbosa vazou no site do STF (Supremo Tribunal Federal) e expôs a tendência de que ele aplique penas altas para os réus do julgamento do mensalão.

Por uma falha, 30 páginas de um total de 154 vieram a público indevidamente e foram retiradas do ar pelo STF apenas na noite de domingo.

A Folha viu o conteúdo do voto de Barbosa e noticiou seu vazamento ontem, na coluna "Painel". O trecho sobre o tamanho das penas ficou mais de dois dias no ar no site do Supremo, entre sexta e domingo à noite.

Barbosa fixou a pena do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza para o crime de lavagem de dinheiro em 12 anos e sete meses de reclusão, além de 340 dias-multa (referência adotada pelo Judiciário para definir penas pecuniárias, que tem valor variável). No caso de Valério, o montante chega a cerca de R$ 850 mil.

Para a dona do Banco Rural, Kátia Rabello, e para o ex-vice-presidente da instituição, José Roberto Salgado, o relator votou por dez anos de reclusão. Para ela, mais cerca de R$ 937 mil em dias-multa. Para ele, R$ 625 mil.

Nos três casos, Barbosa votou pelo início do cumprimento da pena em regime fechado, "sendo incabível" a substituição por penas restritivas de direitos. Além disso, votou pela perda, em favor da União, "dos bens, direitos e valores objeto do crime".

A pena real de Valério e dos outros réus ainda precisa ser confirmada pelos outros ministros. Como o julgamento foi "fatiado", esse trecho só deveria ter vindo a público no fim do julgamento.

Barbosa, a princípio, apontou pena de sete anos de reclusão para Valério, três a menos que a máxima prevista em lei. Mas a aumentou levando em conta as alegações finais da acusação, segundo as quais sua pena deveria ser majorada porque ele cometeu várias operações de lavagem, em crime continuado.

Procurada para explicar o vazamento, a assessoria do Supremo afirmou que o gabinete do relator enviou a íntegra do texto por engano. Disse ainda que tirou o material do ar até porque o relator poderá fazer alterações.

O advogado de Valério, Marcelo Leonardo, disse que o vazamento expõe a noção da proposta de Barbosa, que fixou penas bases elevadas, confrontada com a do ex-ministro Cezar Peluso, que, antes de deixar o STF, aposentado, estipulou pena mínima.

NA INTERNET
Leia o trecho do voto de Barbosa que vazou em
folha.com/no1154982

O Fome Zero de Obama

 

MÍDIA SEM MÁSCARA

ESCRITO POR OLAVO DE CARVALHO | 18 SETEMBRO 2012
INTERNACIONAL - ESTADOS UNIDOS


O que do ponto de vista econômico parece um absurdo pode ser politicamente lógico e sensato, ao menos no sentido maquiavélico da coisa.
Obama, ao contrário do nosso ex-presidente, não encontrou uma massa de miseráveis pronta para ser alistada na sua clientela. Teve de fabricá-la.

Se os caros leitores compreenderam o meu artigo anterior ("A engenharia da desordem"), deve ter-lhes ocorrido, ao menos de raspão, a ideia de que o sr. Barack Hussein Obama talvez não estivesse fazendo puro jogo de cena quando, ao encontrar o sr. Lula em Washington D.C., exclamou: "Esse é o cara!"

O presidente americano prometeu imitar o Fome Zero, e não somente o fez como vem obtendo, desse empreendimento, resultados perfeitamente simétricos aos alcançados pelo seu colega brasileiro.

Nos últimos anos, a economia americana caiu do primeiro lugar para o sétimo na escala de competitividade do Fórum Econômico Mundial. O desemprego, que em 2008 não passava muito de 4%, já está acima de 8%, e a criação de novos empregos é cada vez mais lenta. Comparando números, o colunista Donald Lambro, do Washington Times, conclui que o desempenho do presente governo americano na área trabalhista é o pior desde a II Guerra Mundial.

Em compensação, Obama foi o recordista absoluto na distribuição de dinheiro do governo não só aos pobres como também aos ricos – incluindo um vistoso leque de empresas falidas por má administração e fraudes, em geral pertencentes a seus contribuintes de campanha. Para isso, sobrecarregou o Estado de mais dívidas do que todos os seus antecessores somados, desde George Washington.

É um fracasso colossal, dizem os analistas econômicos. Mas, os utilitaristas que me perdoem, a racionalidade econômica não é a motivação última dos atos humanos. O que do ponto de vista econômico parece um absurdo pode ser politicamente lógico e sensato, ao menos no sentido maquiavélico da coisa.

Um artigo excelente do comentarista Ira Stoll , feito no New York Sun (www.nysun.com/national/paradox-of-obama-emerges-with-the-danger-that/87978/) mostra que as melhores chances de sucesso do candidato democrata nas eleições de novembro repousam precisamente no descalabro da sua política trabalhista: na primeira gestão Obama, o número das pessoas que vivem de ajuda governamental começou a superar, pela primeira vez na história americana, o das que trabalham e pagam impostos.

Hoje são 46,7 milhões de americanos que recebem vale-alimentação, 8,7 milhões de estudantes bolsistas, mais 7,6 milhões de empregados estatais sindicalizados. Total: 63 milhões de obamistas compulsivos. Quatro milhões acima do número de votos obtidos por John McCain em 2008.

Será especulação psicótica, será "teoria da conspiração" suspeitar que houve alguma premeditação por trás de um fracasso tão benéfico à pessoa do seu autor? Não, quando se leva em conta o seguinte fato: o único emprego que Obama teve na vida, o único ramo de atividade no qual adquiriu alguma experiência, foi o de "organizador comunitário", empenhado na aplicação da estratégia Cloward-Piven. E essa estratégia consiste, de alto a baixo, na arte de fomentar o desastre econômico para tirar dele proveitos políticos.

Expliquei isso num artigo de 2009 publicado neste mesmo Diário do Comércio (www.olavodecarvalho.org/semana/090305dc.html). Que pode haver de tão inverossímil em supor que, na Presidência, o homem fez a única coisa que comprovadamente sabe fazer?

Aí reside também a diferença entre ele e o seu modelo brasileiro. Lula, para implantar o monopólio político da esquerda e corromper a sociedade inteira, teve de manter a economia funcionando razoavelmente e fazer o possível para cortejar o empresariado, dessensibilizando-o para tudo o que se passasse fora do círculo de seus interesses mais imediatos.

Obama, ao contrário do nosso ex-presidente, não encontrou uma massa de miseráveis pronta para ser alistada na sua clientela. Teve de fabricá-la – e não havia como fazer isso senão demolindo a economia, aumentando ao mesmo tempo o desemprego e a dívida pública para que esses dois monstros se alimentassem um do outro até à completa exaustão do organismo nacional.

Outra diferença é a posição dos EUA no cenário internacional, que tinha de ser corroída mediante cortes no orçamento militar e o favorecimento inicialmente discreto, depois explícito, às forças inimigas que se levantavam contra governos aliados ou neutros.

O assassinato do embaixador americano na Líbia, sincronizado com manifestações anti-americanas na Tunísia, no Iêmen, no Irã e no Egito (onde, para cúmulo, os marines que guardam a embaixada continuam proibidos de portar munição de verdade), é o símbolo condensado da lógica que orienta toda a política do governo Obama. Essa lógica resume-se na simples aplicação local do mandamento globalista: enfraquecer os Estados no plano internacional e fortalecê-los no plano interno.

Dito de outro modo: desarmá-los contra seus inimigos e armá-los contra suas próprias populações, de modo a fazer deles os cães de guarda, ao mesmo tempo dóceis e implacáveis, da nova ordem global. De sob as cascas dos velhos Leviatãs nacionais começa a erguer-se, majestosamente sinistro, o Leviatã planetário.

Nota: O desenlace sangrento da intromissão dos EUA na Líbia ajudou a grande mídia a abafar pelo menos uma notícia importante: o Instituto de Ciência e Tecnologia de Israel examinou a certidão de nascimento de Barack Hussein Obama divulgada pelo governo americano (ver https://usjf.net/2012/09/video-former-netanyahu-adviser-obama-birth-certificate-forged/?utm_source=USJF+List&utm_campaign=418932d804-RSS_EMAIL_CAMPAIGN&utm_medium=email) e confirmou que "é manifestamente falsa".

Publicado no Diário do Comércio.

Colômbia versus FARC: o que diz (realmente) o "pré-acordo"

 

MÍDIA SEM MÁSCARA

ESCRITO POR EDUARDO MACKENZIE | 18 SETEMBRO 2012
NOTÍCIAS FALTANTES - FORO DE SÃO PAULO

As FARC conseguiram meter essa doutrina leninista no “pré-acordo”, envolvendo-a em frases sibilinas, sem que os “plenipotenciários” do governo tenha se dado conta de semelhante contrabando.

A maior debilidade do documento que os meios de comunicação deram a conhecer sob o título de “acordo geral para o término do conflito e a construção de uma paz estável e duradoura”, é que não diz qual é o ardil conceptual sobre o qual se abririam as negociações. Não diz que há valores, princípios, liberdades e instituições que não são nem serão negociáveis.

Como se cala a respeito de tudo, pode-se deduzir que as liberdades, princípios, valores e instituições colombianas poderão ser negociados. Essa é, lamentavelmente, a filosofia desse texto e o marco psicológico no qual, por descuido ou pressa, os que representavam o governo Santos nos “contatos preliminares” com as FARC se deixaram enredar.

Se se lê esse documento com atenção, vê-se que não há nele pontos não-negociáveis. Tudo é negociável. É como se os que subscreveram isso vissem a Colômbia como um imenso deserto onde não existe nada e onde tudo está por construir, ou melhor, pactuar. É como se os negociadores tivessem que partir do zero e avançar para a construção de uns valores e umas instituições, pois nada do que os colombianos temos seria estável e legítimo. Natural: o comunismo considera que séculos de capitalismo não produziram nada de valor.

A menção da fórmula “direitos humanos” nesse texto poderia dar a idéia contrária de que ao menos essa é a base intocável, não negociável. Erro. Os direitos humanos só aparecem lá, lamentavelmente, como algo que deve ser “promovido”, como uma perspectiva, não como uma realidade, como algo já adquirido.

Esse texto nem sequer diz que a democracia impera na Colômbia, pois esta, assegura o documento, deve ser “ampliada” para que sirva de algo, sobretudo para que sirva de “base para a paz”. O absurdo é total! Os que assinaram esse papel parecem ignorar que os colombianos, graças à democracia, estão em paz com eles mesmos e que só uma facção subversiva absolutamente minoritária, que trata de demolir essa democracia, se opõe a essa paz desde há 50 ou mais anos. Essa facção armada se auto-excluiu do pacto social. Esse documento aceita de cara fazer concessões de princípio enormes a esse grupo. É a civilização capitulando ante a barbárie.

Os pontos mais assombrosos
A agenda das negociações “de paz” teria seis temas, mais um capítulo sobre as “regras de funcionamento” da negociação. O que aparece nessa agenda é aterrador. Vejamos os temas principais e o que ocultam certas frases.

O primeiro ponto fala de uma “política de desenvolvimento agrário integral”. Por que o desenvolvimento agrário que querem as FARC deve ser “integral”? Porque não é o que a Colômbia fez e faz. Porque se trata de desenvolver outra agricultura, com outros atores, outros métodos e outros objetivos. O que as FARC propõem é uma agricultura socialista, onde os proprietários são eliminados como classe. Por isso deve ser “integral”. Quer dizer, radical, extrema, violenta. Nesse texto, “integral” quer dizer isso: que o desenvolvimento agrário deve ser acompanhado de expropriações, invasões, vias de fato, matanças. É a luta de classes em todo seu esplendor, a eliminação das classes sociais no campo. Essa agricultura fracassou em todos os países onde foi aplicada.

O ponto dois diz que, após a assinatura do acordo final, surgirão “novos movimentos de oposição” e que a estes deve-se dar-lhes garantias e direitos para que exerçam sua oposição, e para que tenham acesso aos meios de comunicação. Tal ênfase anuncia algo: que uma parte das FARC se disfarçará de partido político e poderá penetrar ainda mais em todas as esferas da sociedade e do Estado. Em particular, a fração midiática deverá contar com espaços autônomos na televisão, no rádio e nos jornais do país. Por isso o pré-acordo se abstém de dizer qual será o futuro dos meios de comunicação privados e públicos, do pluralismo e da liberdade de imprensa na Colômbia?

Em honra da “concórdia nacional”, vamos para um modelo de imprensa única, como a de Cuba, na qual os capatazes, os únicos com direito na mídia, serão os “novos movimentos” controlados pelas FARC? Uma informação deformada e que projeta sobre a sociedade uma ideologia caduca constitui um perigo para o futuro.

O ponto três suscita enorme preocupação, pois fala do “abandono das armas” e não da entrega das armas. A diferença é enorme! A idéia fixa das FARC é impor seu modelo de sociedade às maiorias nacionais, sem que tenham que entregar ao Estado suas armas, suas guaridas, suas redes clandestinas e seus cultivos ilícitos. As FARC, diz o texto, “deixariam” as armas “de acordo com os seus interesses”. Quer dizer, que continuarão armadas e com uma série de braços legais incrustados na sociedade e no Estado, para miná-los desde dentro. É o que as FARC chamam de “a combinação de todas as formas de luta”, uma tenaz diabólica para destruir o que somos. Elas esperam que a negociação “de paz” ratifique isso.

O texto diz que haverá “re-incorporação das FARC à vida civil, no [aspecto] econômico, social e político, de acordo com seus interesses”. Quer dizer que elas conservarão seu nome, suas armas e seus interesses. E poderão intervir, ordenar, interferir em todas as esferas da sociedade: no “[aspecto] econômico, social e político, - de acordo com seus interesses”. Em outras palavras: o interesse particular das FARC, minoritário, violento e detestável, poderá se impor sobre o interesse geral.

Conclusão: as FARC conseguiram meter essa doutrina leninista no “pré-acordo”, envolvendo-a em frases sibilinas, sem que os “plenipotenciários” do governo tenha se dado conta de semelhante contrabando. Esse detalhe mostra o que será a “negociação de paz” em Oslo e em Havana.

O ponto 3c abre a possibilidade de um pacto de impunidade, sob a forma de anistias, indultos, cessação de procedimentos, a favor dos detidos e condenados por terrorismo, rebelião, crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Esse ponto faz eco com o chamado “marco jurídico para a paz”, que pretende deixar em liberdade toda sorte de criminosos “políticos”, inclusive os autores de crimes de lesa-humanidade.

O ponto 3d fabrica um instrumento para varrer com todos os que se oporão a isso. Eles serão catalogados como “organizações criminosas” e “redes de apoio de organizações criminosas”, e deverão ser “acabados”, como diz o pré-acordo. A menor crítica às FARC, a seus agentes e a seus grupos e movimentos será catalogada como um “atentado contra defensores de direitos humanos”, e deverá ser “acabado” (note-se a conotação violenta dessa palavra) [1].

Quanto à Força Pública (Forças Militares e Polícia Nacional), o documento é tremendamente cínico. Não menciona a Força Pública mas assinala que ela poderá ser “reformada” e “ajustada”, quer dizer, desmembrada, desmobilizada e transformada em força menor, diversa e dividida. As Forças Militares ficarão sem doutrina, sem orientações, com um mínimo de efetivos, equipamentos e material de guerra. Tudo isso em honra de “construir a paz”. É o que significa esta frase”: “O Governo Nacional revisará e fará as reformas e os ajustes institucionais necessários para fazer frente aos desafios da construção da paz”. Tal perspectiva é tenebrosa. Na Colômbia há uma lei: cada vez que a força pública é desatendida e perseguida, o para-militarismo e a guerrilha crescem, e cada vez que a força pública é reforçada, o para-militarismo e a guerrilha decrescem.

Em matéria de “vítimas”, as únicas que o pré-acordo reconhece são as vítimas dos para-militares. Nisso o texto é muito claro. O pré-acordo não diz nada acerca de como as FARC “ressarcirão” suas vítimas. No ponto 3, sobre o “fim do conflito”, o item g diz: “No marco do estabelecido no Ponto 5 (vítimas) deste acordo se esclarecerá, entre outros, o fenômeno do para-militarismo”.

Quais são esses “outros”? As FARC e o ELN, as Bacrim? Por que o pré-acordo não diz? Esse texto só aponta contra o chamado “para-militarismo”, noção que, além disso, é imprecisa. As FARC também são um movimento para-militar. É a organização para-militar mais antiga do país. Porém, o pré-acordo não acredita que o para-militarismo comunista tenha por que ressarcir suas inúmeras vítimas.

Outro ponto que chama a atenção é o que consagra este princípio: não haverá entrega nem destruição de cultivos ilícitos das FARC, nem de seus laboratórios de droga, depósitos clandestinos, pistas de aterrissagem e outros elementos constitutivos do narcotráfico, como contas bancárias e infra-estrutura imobiliária. Só há uma frase sobre “substituição” de cultivos ilícitos. O pré-acordo é totalmente frouxo em matéria de luta contra o tráfico de drogas na Colômbia. 

Sobre o cessar fogo bilateral, o ponto talvez mais importante da eventual negociação é muito curioso. No ponto 3 há, efetivamente, uma frase que diz: “a. Cessar fogo e hostilidades bilateral e definitivo”. Entretanto, esse ponto não é desenvolvido em nenhuma parte: nem nos parágrafos que seguem, nem no resto do documento. Na realidade, não há nada mais sobre o cessar fogo bilateral. No ponto 3, “as partes” tocaram outros pontos, como o “abandono de armas”, a luta para “acabar” com o para-militarismo, a impunidade para com os detidos e condenados das FARC, a redução das Forças Armadas (que se deriva do que diz o ponto g).

Porém, o ponto do cessar fogo bilateral não é desenvolvido. Por que? Para mim, esse ponto não existe. Ou foi incluído arbitrariamente e dessa curiosa maneira, sem precisá-lo, pois existiu acordo sobre isso. Estamos, pois, ante outro enigma que afeta um tema central, como disse em um artigo anterior. [2].

Farsas nas regras de funcionamento das conversações
A eventual “transparência” das conversações é uma piada: não haverá um só elemento de “transparência”: as reuniões serão secretas e nem sequer as discussões poderão ser conhecidas pela imprensa. O mesmo secretismo cobre os “informes periódicos” que alguém redigirá (não diz quem redigirá essa notas). Esses textos também serão secretos. 

Em troca, haverá um mecanismo (cujo perfil não é precisado) para “dar a conhecer conjuntamente os avanços da mesa”. O texto fala também de uma “estratégia de difusão eficaz”. O problema é que a tal “difusão” não se sabe a quem chegará primeiro. O documento não diz uma só palavra sobre a relação formal que haverá entre a mesa e os meios de informação em geral. A imprensa em geral (e não os amigos das FARC) terão acesso prioritário a tais “avanços” e “difusões”? Tais vazios nesse ponto crucial não são para relegar os jornalistas e os meios de comunicação que não engolem esse misterioso pacto? 

Um ponto final: o recebimento de propostas está concebido para tirar estabilidade às discussões. Qualquer pessoa ou qualquer grupo poderá apresentar “propostas” (ante quem, não se sabe) e a mesa poderá delegar “um terceiro” para que organize esse “espaço de participação”. Criam assim uma caixa de correio (físico e eletrônico) aonde poderão chegar, sem controle algum, exigências anônimas ou não. Esse obscuro mecanismo pode se converter no instrumento para pressionar ou favorecer a um dos lados. Se os negociadores do governo insistem em um ponto (algo que a opinião pública ignora, pois o segredo da discussão impede a circulação de informação), as FARC poderão fazer pressão através de suas redes para criticar, insultar, intimidar esses negociadores. Assim se prepara um mecanismo para favorecer uma das partes, impor outros temas, aplicar outras saídas, etc.


Notas:

[1] “Acabar” em espanhol, tem o mesmo significado que em português: acabar, terminar. Entretanto, algumas vezes aparece com a conotação de “exterminar”, “matar”, daí a observação do autor como sendo uma palavra violenta.

[2] Ver http://www.pensamientocolombia.org/DebateNacional/colombia-hacia-un-cese-del-fuego-bilateral

[3] Para ilustrar este magnífico artigo, recomenda-se assistir a esses dois curtos vídeos de uma palestra que Eduardo Mackenzie, autor do artigo, ofereceu em Bogotá em 2009, no Seminário promovido pela ONG colombiana “Un Millón de Voces” sob o título “Os universitários têm a palavra”.

 

Acordo judicial derruba festa “M.I.S.S.A.” em todo o território Nacional!

 

BLOG CARMADÉLIO

Fonte: Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro

A Associação Arquidiocesana Tarde com Maria conseguiu celebrar acordo judicial com a Cinco Entretenimentos, grupo que realizava as festas denominadas “M.I.S.S.A.”. A partir de agora, o substantivo “missa” não pode ser usado nos eventos produzidos, assim como não pode haver a utilização de indumentária e símbolos católicos nas citadas festas.

Conforme o acordo, a Cinco Entretenimentos “obriga-se, definitivamente, a nunca mais promover, nesta cidade ou em qualquer outro ponto do território nacional, qualquer evento que se identifique pelo substantivo “missa”, ou no qual se utilize essa palavra, de modo a associar o espetáculo à principal celebração da liturgia da Igreja Católica Apostólica Romana”.

Em eventos, materiais publicitários ou shows “qualquer indumentária, dístico, palavra ou verso, símbolo, letra, coreografias, foto, músicas ou outro elemento de qualquer natureza, que possa de algum modo associar a ação à mesma Igreja ou a seus sacerdotes, templos, livros, objetos de culto, ritos ou liturgia” também não será permitida.

A empresa continuará a utilizar a sua denominação “Movimento dos Interessados em Sacudir a Sua Alma”, não podendo dispor das iniciais para compor o substantivo em questão.

NoTubio: QUER MARCAR ESTA ELEIÇÃO? VOTE COM O DEDO PINTADO DE PRETO!!!

 

 

Publicado em 17/09/2012 por NoTubio, o Canal

STF aceitou provas do mensalão

 

Published on Sep 18, 2012 by nivaldocordeiro

O voto do ministro Joaquim Barbosa, ontem, expôs em detalhes os mecanismo de compra de votos de parlamentares durante o governo Lula. O mensalão está provado e é com base nessas provas que provavelmente todos os chefes políticos do PT, à exceção de Lula, serão condenados. Com a disposição de Marcos Valério de falar é possível que mesmo Lula venha a ser processado com base nos mesmos fatos. O STF tornou-se a reserva moral da Nação.

Mensalão em debate: o cerco se fecha

 

Published on Sep 17, 2012 by vejapontocom

A tensão decorrente do começo do julgamento dos políticos é ampliada pela repercussão da reportagem de capa de VEJA. Este e muitos outros foram os temas do 17º debate com Augusto Nunes, Miguel Reale Jr., Marco Antônio Villa e Reinaldo Azevedo.

“Eu sou cheirador de Bíblia”, diz candidato à Prefeitura de Vitória/ES

 

GOSPEL

Em sua defesa ele chega a acusar os outros candidatos de se serem usuários de drogas.

por Leiliane Roberta Lopes

“Eu sou cheirador de Bíblia”, diz candidato à Prefeitura de Vitória“Eu sou cheirador de Bíblia”, diz candidato à Prefeitura de Vitória

Um dos candidatos a prefeito da cidade de Vitória (ES), Edson Ribeiro, do Partido Socialista Democrata Cristão, o PSDC, usou a polêmica envolvendo o pastor Lucinho Barreto para falar sobre seus trabalhos como evangelista.

O candidato gravou um vídeo para o horário eleitoral explicando uma polêmica que envolvia o seu nome, dizendo que ele usava sua religião para se promover, o que ele nega, afirmando que sobe os morros da cidade como pastor da Igreja Batista para pregar a palavra de Deus.

“Eu nunca usaria a religião como objeto de eleição. Agora não escondo meu lado religioso. Sou pastor batista, subo ao morro, mas quando eu subo ao morro eu subo é pra pregar a Bíblia”, afirma o político.

O candidato além de pastor é psicanalista e desenvolve trabalhos junto a população levando a mensagem de Cristo. “Se eu tiver que usar a Bíblia, eu vou cheirar a Bília. Porque eu, como outros pastores, sou ‘cheirador’ de Bíblia”, disse Edson Ribeiro imitando o sinal que o pastor Lucinho Barreto fez, como se estivesse usando cocaína.

“Agora melhor ser ‘cheirador’ de Bíblia e subir o morro pra pregar e evangelizar (…) do que outros candidatos que sobem o morro pra cheirar”, disse ele insinuando que outros candidatos sobem o morro de Vitória para usar drogas.

“Eu pelo menos sou cheirador de Bíblia”, disse.

Assista:

Escritório de campanha de Luiz Paulo (PSDB) é roubado em Vitória

 

G1

14/09/2012 16h02 - Atualizado em 14/09/2012 16h20

 

Segundo assessoria do candidato, computadores e dinheiro foram levados.
Nenhum suspeito foi encontrado, diz Polícia Civil.

Leandro Nossa Do G1 ES

Um escritório da equipe de campanha do candidato a prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) foi assaltado na manhã desta sexta-feira (14), no bairro Bento Ferreira, em Vitória. De acordo com a assessoria do candidato, no local há um estúdio onde os programas de TV são gravados.

A coordenação da campanha informou que três homens armados renderam o vigia  e levaram onze computadores e equipamentos utilizados na produção dos programas de TV e rádio, além de R$ 850. De acordo com a Polícia Civil, a ocorrência foi registrada na Delegacia de Jucutuquara, e algumas buscas já foram feitas, mas nenhum suspeito foi encontrado.

Segundo a assessoria de Luiz Paulo, os materiais roubados pertencem a uma empresa produtora, mas no local funciona uma espécie de comitê de campanha, onde ficam equipes de comunicação e marketing, além de materiais de campanha. No local também são gravados os programas de TV e rádio do candidato. No momento do assalto, nenhum membro da equipe estava presente no local.

O local não possui placas de identificação do candidato, mas, segundo a assessoria, há um fluxo grande de veículos de campanha, o que pode identificar o local como um comitê de campanha e chamar a atenção de quem passa.

Para ler mais notícias do G1 Espírito Santo, clique em g1.globo.com/es. Siga também o G1 ES no Twitter e por RSS.

AMEAÇA ATRAVÉS DE TELEFONEMA, NÚMERO RESTRITO

 

Precisa dizer que ameaças telefônicas anônimas é coisa de covarde? Não, certo?

Ligaram para um familiar e ameaçaram. Disseram que eu, o cara por trás do Cavaleiro do Templo, estou indo “longe demais”. Minha resposta é a seguinte: vocês, por trás desta ameaça, não viram nada.

Sabem o que conseguiram, canalha ou canalhas por trás desta ameaça? Me “empurrar” DEFINITIVAMENTE para a ação p-o-l-í-t-i-c-a.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Cel PAES DE LIRA 25045, para Vereador da cidade de São Paulo



 

Cel PAES DE LIRA 25045

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CNPJ eleitoral 16.189.591/0001-27

Para Vereador da cidade de São Paulo

Prezado brasileiro pela legítima defesa, atirador desportivo, caçador ou colecionador de armas de fogo:

Você me conhece bem.

Conhece a minha conduta e o meu histórico profissional de trinta e cinco anos nas fileiras da nossa Polícia Militar, a combater o crime em defesa da sociedade. Você testemunhou a minha luta sem trégua na campanha do Referendo de 2005, quando liderei, ao lado de outros grandes combatentes, a coalizão que conseguiu virar a opinião pública e obteve a histórica vitória contra a proibição do comércio de armas de fogo e munição no País. Você assistiu ao meu discurso de julho de 2006, no plenário da Organização das Nações Unidas, em favor do direito das pessoas de bem à legítima defesa. Você acompanhou a minha atuação em 2009 e 2010, quando exerci o cargo de Deputado Federal, trabalhando incessantemente, no plenário, na tribuna e na Comissão de Segurança Pública da Câmara para reformar profundamente o draconiano Estatuto do Desarmamento. Poderia, no entanto, ter dúvida a respeito da influência municipal nessa matéria. De fato o grande campo de batalha da nossa causa é o Congresso Nacional. Não obstante, o poder público municipal é relevante nessa área, principalmente em razão da regulação do uso do solo e das edificações e do licenciamento ambiental. Pode estar certo de que um prefeito, ou câmara municipal, desarmamentista dispõe de larga capacidade de dificultar a vida das associações e clubes de tiro, criando-lhes obstáculos de natureza fiscal, regulatória e ambiental. Resulta, portanto, fundamental que tenhamos representantes aguerridos também nas casas legislativas municipais. Ademais, trata-se da Câmara Municipal mais importante da Nação: a da cidade de São Paulo. Uma tribuna nessa Casa de Leis é importante para que tenhamos voz forte para defender a nossa posição. Pronunciamentos nela emitidos têm condição de repercutir em todo o País. Não serei, é claro, um Vereador de bairro. Mas saberei ser um Vereador de grandes temas: lutarei contra a opressão fiscal; proporei medidas para que a cidade de São Paulo coopere mais com a segurança pública, no seu nível constitucional; combaterei pelo resgate dos valores cívicos e da disciplina na educação municipal; opor-me-ei à propaganda “gay” nas escolas da Capital; buscarei melhoria da atuação da Guarda Metropolitana na segurança das escolas municipais; proporei programas que afastem a juventude das drogas e do canto de sereia do crime organizado.

Peço o seu voto, e peço mais, pois não tenho condição de realizar uma campanha milionária. Mesmo que não seja eleitor na Capital, faça a campanha por mim. Convença os nossos parceiros da necessidade de elegermos um representante forte e leal para lutar por nós na Poder Legislativo. Conquiste também os votos de seus familiares e amigos.

Ofereço-lhe a minha experiência de combate legislativo, comprovada em quase dois anos de mandato como Deputado Federal. Conduza à Câmara Municipal de São Paulo um combatente legislativo experiente, de posições inabaláveis e de conduta inatacável: um Vereador e que o fará sempre orgulhar-se do seu voto.

Forte abraço. À vitória!

Cel PAES DE LIRA

Lula toma agora o impeachment que não tomou quando era presidente da República

 

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".