Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro concede Medalha Tiradentes a Olavo de Carvalho. Aqui.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A mídia, os extremistas e as conspirações - Parte 1

MÍDIA SEM MÁSCARA

De acordo com Vogel, cujo artigo fala em expelir os supostos extremistas das fileiras conservadoras, há uma "nova abordagem" para purgar estes membros...

Uma história de Kenneth P. Vogel no Politico, com a manchete "Conservatives Target Their Own Fringe" (Conservadores apontam contra facções à margem do movimento conservador), insiste que "o establishmentconservador" está dando início a um expurgo dos "elementos extremistas" do movimento conservador. No entanto, e com toda a evidência, esses extremistas não são identificados no artigo como os "conservadores gays" que co-patrocinaram a recente Conservative Political Action Conference1 (CPAC). Estes são os "praticantes de sexo anal", como Howard Phillips, do Conservative Caucus2, prefere chamá-los.

Este termo de Phillips não se destina a rebaixar ninguém; é descritivo do que fazem os homossexuais masculinos. Tal comportamento tão inatural e extremo, além de perigoso, faz dos valores morais tradicionais e religiosos tão caros aos conservadores objeto de derrisão.

Vogel, no entanto, afirma que os homossexuais foram na verdade bem recebidos, em virtude do fato de que houve "zombaria" dirigida contra "um ativista anti-gay na CPAC que condenou os organizadores do evento por terem convidado o grupo republicano gay GOProud a participar."

O que ele ignora é a prova de que a "zombaria" veio principalmente de não-conservadores, muitos deles libertários, e que o "ativista anti-gay", Ryan Sorba, do Young Americans for Freedom3, estava a refutar um orador pró-gay, um líder de um grupo que, segundo ele mesmo me disse, não é conservador de maneira alguma.

Esclarecendo as coisas para Kenneth Vogel e outros na mídia, vamos deixar claro que um verdadeiro conservador como Howard Phillips, que tem sido um líder no movimento conservador por décadas, entende que o conservadorismo se traduz em valores religiosos e morais tradicionais, em uma defesa nacional robusta e em liberdade econômica. Não há nada de complicado ou de confuso quanto a isso. O movimento homossexual, fundado por um membro do Partido Comunista chamado Harry Hay, simplesmente não tem as qualificações para ser admitido no conservadorismo, não importa quantos libertários na platéia da CPAC aplaudam a GOProud ou zombem de Ryan Sorba.

A fim de purgar o movimento conservador dos seus extremistas, a CPAC terá que remover os próprios organizadores que os deixaram entrar.

Definindo a "margem"

O artigo ignora o problema real de como o "establishment conservador" - sob a forma dos organizadores da CPAC - escolheu os atuais e verdadeiros extremistas para co-patrocinar o evento. E esses foram os autodenominados "conservadores gays", que rejeitam o conservadorismo social, que tem sido parte essencial do movimento conservador.

O famoso e consolidado Family Research Council4 retirou-se da CPAC porque David Keene, organizador do evento, decidiu permitir que a GOProud, uma organização relativamente nova que trabalha em prol da eleição de republicanos esquerdistas e "centristas", participasse do evento. Mas Vogel faz vista grossa a este erro.

O "establishment conservador" não é definido por Vogel em seu artigo, mas os "extremistas" são os birthers5, ostruthers6, os movimentos milicianos ou a John Birch Society.

De acordo com Vogel, cujo artigo fala em expelir os supostos extremistas das fileiras conservadoras, há uma "nova abordagem" para purgar estes membros, no entanto, há também "obstáculos", os quais estavam à mostra durante a CPAC, obstáculos tais como a inclusão da John Birch Society como co-patrocinadora. Vogel acrescentou: "E, embora os organizadores da conferência tenham vetado um painel de debates a respeito do problema da cidadania de Obama, um grupo de birthers conseguiu marcar presença, como também o fizeram os Oath Keepers7, que co-patrocinaram a conferência".

Vogel descreve os Oath Keepers como uma "organização ligada a milícias", num esforço óbvio de conectá-las às organizações civis armadas que foram culpadas - por alguns - pelos atentados de Oklahoma City, em 1995. Mas a evidência apresentada é um artigo do New York Times que descreve os Oath Keepers como "novos membros de um movimento miliciano ressurgente". Este artigo, por sua vez, fala sobre "ligações informais" entre os grupos, seja lá o que isso significa.

Bem mais preocupante é a colaboração estreita entre os Oath Keepers e o radialista Alex Jones, que se tornou um favorito da televisão russa e até compareceu à rede Russia Today para defender a invasão da Geórgia - um Estado independente - pelo Kremlin. (Mais sobre este assunto na segunda parte desta série).

Diz-se que a tal presença dos "birthers" no CPAC, através de um "link" do no artigo de Vogel, é apenas um certo "Philip J. Berg, um advogado da Pensilvânia e partidário de Hillary Clinton", que exigiu a documentação da cidadania americana de Obama em juízo e estava no CPAC. Assim, com efeito, o movimento birther cruza fronteiras ideológicas.

Conspirações Políticas

Ele diz que a John Birch Society (JBS) - que tende a ser conhecida por adotar um ponto de vista conspiracionista da história - é uma organização que deve ser removida do movimento conservador. A comentarista lésbica da MSNBC-TV, Rachel Maddow - que nunca faria uma história sobre como o comunista Harry Hay fundou o movimento pelos direitos dos homossexuais - martelou à exaustão o co-patrocínio da JBS à CPAC porque, segundo ela, a JBS acredita em teorias conspiratórias demais a respeito de tramas comunistas.

Para início de conversa, conspirações políticas existem, como todos sabemos. É por isso que escândalos acontecem. Se alguém quer uma prova de uma conspiração política, não é preciso procurar muito longe: há umartigo de 1.500 palavras de Michael Calderone, publicado no Politico, sobre como o ex-candidato presidencial democrata John Edwards escondeu e mentiu sobre o seu caso de adultério. A falha da grande mídia em perscrutar Edwards "é preocupante em um mundo político mudado em que os homens públicos - sejam eles Barack Obama ou Sarah Palin - podem irromper nos palcos nacionais e tornar-se candidatos para os mais altos cargos do dia para a noite" argumenta Calderone.

A diferença, claro, é que Palin foi atacada e escrutinada pela imprensa, enquanto a Obama foi dado um passe-livre em questões como a de ter um mentor como Frank Marshall Davis, membro do Partido Comunista, e o fato de o FBI ter um arquivo de 600 páginas sobre esse mentor . Nossa mídia não quis nem quer investigar isso.

O comunismo foi e é uma conspiração. Sem comentar que cada acusação feita pelo JBS ou seus líderes ao longo dos anos, a sua reivindicação central - de que os líderes dos Estados Unidos estão trabalhando com os comunistas e outros para estabelecer as bases de um governo mundial - não pode ser descartada assim de imediato. Objetivamente falando, alguém tem que admitir que o debate sobre taxas globais e governo mundial é comum nas notícias e não se pode dizer que são fantasias da turma do "black helicopter8". Mesmo o Papa manifestou a sua crença numa "Autoridade Política Mundial". O próprio jornal do Vaticano publicou uma crítica favorável da teoria marxista.

A esta altura, ninguém pode duvidar seriamente que algum tipo "Nova Ordem Mundial" é iminente. As verdadeiras questões são sobre a medida em que ela será deliberadamente concebida para subverter a posição dos EUA no mundo e o "American Way of Life9," e qual é o papel que o presidente Obama está exercendo nela.

Os críticos da JBS têm de admitir que a organização está na pista certa a respeito de um governo mundial emergente.

Sobre a questão dos famigerados truthers e birthers, são duas questões completamente diferentes. Pessoas agrupadas no "movimento pela verdade" sobre o 11 de Setembro são tanto de direita quanto de esquerda. Eles incluem os talk shows do Alex Jones, supostamente da direita, e do comunista Van Jones, da esquerda. Eles compartilham uma profunda desconfiança de que o governo seja dominado por corporações e agências de inteligência, que supostamente estão atrás do cenário manipulando as cordinhas.

A falha de inteligência no 11 de setembro

No caso do 11 de Setembro, entretanto, há provas abundantes de uma enorme falha de inteligência que levou aos ataques muçulmanos. A questão real é se os erros foram corrigidos e se os funcionários do governo responsáveis por essa falha de inteligência foram devidamente julgados. Claramente a resposta é não.

Os truthers do 11 de Setembro ignoram o fato de que, se os funcionários americanos orquestraram o atentado, por que esses mesmos funcionários não poderiam ter plantado armas de destruição em massa no Iraque para justificar a derrubada do regime de Saddam Hussein? Isso teria sido relativamente fácil, em comparação aos complicados e elaborados esquemas necessários para que se atacasse o World Trade Center e o Pentágono, para depois pôr a culpa dos ataques em muçulmanos que seqüestraram aviões comerciais americanos.

Se o 11 de Setembro foi uma conspiração membros do governo americano, por que o governo também não jogou a culpa na al-Qaeda pelos ataques com antraz ocorridos depois do 11 de Setembro? O FBI, porém, recusou-se terminantemente a fazê-lo, a despeito de evidências seguras ligando os membros daquele grupo terrorista muçulmano aos assassinatos causados pelo antraz. Como já argumentamos, isto demonstra a estupidez e a incompetência por parte funcionários do governo, a ponto de caracterizar corrupção. O problema do governo federal, sob as administrações Bush e Obama, foi e é a incapacidade de compreender e lidar com a ameaça islâmica, não a orquestração ou o amparo a tal ameaça.

Enquanto os conservadores estão sendo convocados para purgar os "truthers" de suas fileiras, o "truther" Van Jones está retornando ao Center for American Progress10 (CAP), financiado por George Soros, que tem fornecido pessoal e idéias para a administração de Obama. Na verdade, Jones trabalhou anteriormente para o CAP antes de trabalhar na Casa Branca.

A alegação de que o 11 de Setembro foi um "inside job11" é um desvio do esforço sério para analisar e responsabilizar os membros do governo que não conseguiram fazer o seu trabalho de prevenir os ataques aos Estados Unidos. Não é nenhuma surpresa que a al-Jazeera e a Russia Today - verdadeiros canais de propagandas financiadas pelos seus governos - têm promovido "movimento da verdade sobre o 11 de Setembro", sabendo que desviar a atenção dos reais autores destes atos terroristas e inspira um ódio ainda maior aos EUA.

Os "Birthers"

A questão dos "birthers" é completamente diferente. Em seu artigo, Vogel define os birthers como "conservadores acreditam que Obama não nasceu nos Estados Unidos e que, portanto, é inelegível para ser presidente". Como vimos em seu artigo, o "birther" do CPAC é um democrata partidário de Hillary Clinton.

Esta é uma questão que cruza fronteiras ideológicas porque mesmo esquerdistas honestos reconhecem o simples fato de que a cópia da certidão de nascimento divulgada pela campanha de Obama é carente de informações básicas e essenciais sobre quem estava presente no parto e em que hospital ele ocorreu. Um dos proeminentes céticos quanto à autenticidade deste documento é o ex-oficial da CIA Larry Johnson, um partidário de Hillary Clinton nas primárias do Partido Democrata para escolher um candidato à presidência.

Glenn Beck disse que breves referências de jornal sobre o nascimento de Obama vêm somar-se às provas de que ele de fato nasceu no Havaí. Mas estas notas também são carentes de informações essenciais, tais como os nomes do hospital e do médico que realizou o parto.

Ao publicar uma cópia da minha própria certidão de nascimento, eu tentei demonstrar quais são as outras informações necessárias sobre o nascimento de Obama que estão faltando. A única maneira de resolver estas questões é identificar exatamente onde ele nasceu, em que hospital e qual médico estava presente. Todas essas informações deveriam estar em uma certidão de nascimento original. Há uma razão inexplicável pela qual esse documento não foi liberado. É por isso que a questão "birther" ainda é legítima e é por isso que Beck e outros não deveriam descartar de maneira arrogante aqueles que, como Joseph Farah do WorldNetDaily, estão dispostos a continuar fazendo as perguntas difíceis.

Os assim chamados "conservadores" da mídia - como aqueles mencionados no artigo de Vogel no Político, que se recusam mesmo a tolerar as perguntas sérias e difíceis sobre o passado de Obama - ou foram intimidados pelos esquerdistas ou têm medo de realizar o árduo trabalho necessário para obter respostas. Em qualquer caso, eles não fazem parte de nenhum "establishment conservador" e não têm direito à influência sobre a mídia conservadora como um todo. Na verdade, eles sujam o nome do jornalismo conservador.


Na parte II: Alex Jones, a televisão russa e os Oath Keepers.
Cliff Kincaid é o editor do Accuracy in Media - www.aim.org
Tradução: Rafael Resende Stival, do blog Salmo 12.
Revisão: Alessandro Cota
Notas do tradutor.

O salário mínimo diminui a pobreza?

MÍDIA SEM MÁSCARA

Assim é a lei do salário mínimo. Pretende-se diminuir a pobreza, mas isso não acontece. Ao contrário, a lei estimula a saída dos adolescentes da escola e diminui as perspectivas de empregos e ganhos futuros para trabalhadores de baixa renda.

Quando o governo modifica uma lei, as pessoas respondem a essas mudanças. Por isso, os verdadeiros efeitos de uma lei com freqüência diferem radicalmente das intenções de seus autores. Por exemplo, o governo quis criar a Previdência Social para ajudar os pobres em períodos de necessidade, mas em vez disso criou um ciclo de dependência que mantém na pobreza os americanos de baixa renda.

Da mesma forma, o aumento do salário mínimo resulta em conseqüências não desejadas, que vão contra os objetivos dos legisladores de ajudar os trabalhadores pobres. Assim como qualquer outra coisa, quando o preço da mão-de-obra aumenta as empresas contratam menos mão-de-obra. O papel do salário mínimo no aumento do desemprego é bem conhecido e bem documentado. Mas, pior ainda, uma pesquisa recente demonstrou que os salários mínimos mais altos reduzem o nível de educação dos adolescentes e diminuem os ganhos dos trabalhadores no longo prazo. Estudos também mostram que o salário mínimo não diminui a pobreza. Como sempre, os membros do Congresso deveriam olhar para além de suas boas intenções e considerar todos os efeitos das políticas propostas. Se isso fosse feito, eles rejeitariam o aumento do salário mínimo.

Os Salários Mínimos Diminuem o Número de Matrículas Escolares

Ao contrário da retórica daqueles que são a favor do aumento do salário mínimo, o maior número de pessoas atingidas pelo salário mínimo, na realidade, consiste em trabalhadores jovens. Indivíduos que têm entre 16 e 24 anos compõem 53% do total de trabalhadores que receberam salário mínimo em 2005. Quando o salário mínimo aumenta, aumenta a renda dos adolescentes que têm empregos que pagam o salário mínimo, tornando a entrada no mercado de trabalho atraente. Espera-se que isso, por sua vez, faça com que os estudantes passem menos tempo na escola e mais tempo trabalhando. Ao mesmo tempo em que o número de empregos de salário mínimo pode diminuir se os empregadores preferirem admitir adolescentes em vez de adultos menos qualificados, o número de adolescentes matriculados nas escolas cairá.

Este exato efeito foi confirmado por uma pesquisa recente. David Neumark, professor de economia da Michigan State University, e William Wascher, pesquisador do Federal Reserve (Banco Central norte-americano), concluíram que os aumentos do salário mínimo diminuíram a proporção de adolescentes matriculados nas escolas. Nos estados que permitem que os estudantes deixem a escola antes dos 18 anos, um aumento de 10% no salário mínimo resultou numa queda de 2% no número de alunos matriculados. Nos estados em que é obrigatório que os estudantes permaneçam na escola até atingirem 18 anos, o aumento do salário mínimo não teve nenhum efeito. Resumindo: quando os estudantes têm a opção, o salário mínimo mais alto motiva alguns a deixarem a escola e começarem a trabalhar.

Um outro documento recente confirma essa conclusão. Duncan Chaplin, do Urban Institute, Mark Turner, da Johns Hopkings University, e Adreas Pape, da Michigan State University, examinaram os níveis de continuidade dos adolescentes - a proporção de um estudante de qualquer série que ou se gradua ou se segue para a série seguinte. Eles concluíram que salários mínimos mais elevados reduziam os níveis de continuidade na escola. Mais uma vez, esses resultados mostraram que os adolescentes podiam abandonar a escola antes de completarem 18 anos.

Os trabalhadores necessitam de qualificações e educação para progredirem na economia, e os trabalhadores sem um diploma de segundo grau enfrentam dificuldades na perspectiva de empregos. Aumentar o salário mínimo realmente motiva os adolescentes a fazerem escolhas que podem levá-los à pobreza no futuro.

Efeitos de longo prazo do salário mínimo

O fato de que o salário mínimo diminui o nível de instrução sugere que se examine seus efeitos de longo prazo. Num estudo recente, Neumark e Olena Nizalova, da Michigan State University, examinaram a renda de adultos que eram adolescentes quando ocorreram os aumentos do salário mínimo em seus estados. Eles concluíram que os aumentos de salário mínimo diminuíram a probabilidade de manter o emprego e o rendimento dos trabalhadores durante a década seguinte a esse aumento. Eles também concluíram que esse efeito negativo é maior para os negros do que para os brancos, talvez porque mais negros detêm empregos que pagam salário próximo ao salário mínimo.

O aumento do salário mínimo tem esses efeitos negativos de longo prazo porque altera as escolhas que as pessoas fazem hoje, de tal forma que elas têm conseqüências no longo prazo. O aumento induz alguns estudantes o abandonarem a escola, diminuindo sua possibilidade de emprego no longo prazo. Ao aumentar o desemprego e eliminar o primeiro emprego, os aumentos do salário mínimo também eliminam as oportunidades para trabalhadores que ganhariam experiência e qualificação valiosas, as quais os preparariam para empregos futuros. Essas conseqüências não desejadas prejudicam muito o rendimento dos trabalhadores de baixa renda.

Os aumentos do salário mínimo não diminuem a pobreza

Por todos os efeitos negativos não previstos do salário mínimo, talvez não seja surpresa que o salário mínimo não diminui a pobreza. Newmark e Wascher concluíram que os aumentos do salário mínimo aumentam a probabilidade de que famílias pobres saiam da pobreza, mas também aumentam a probabilidade de que famílias que anteriormente não eram pobres caiam abaixo da linha de pobreza. No geral, as taxas de pobreza não se modificaram. Neumark e Wascher concluem que aumentar o salário mínimo não diminui a pobreza.

"No balanço geral, não encontramos qualquer evidência em apoio ao ponto de vista de que o salário mínimo ajuda na luta contra a pobreza. Aso contrário, como não apenas os ganhos de salário, mas também os efeitos de desemprego dos aumentos do salário mínimo estão concentrados nas famílias de baixa renda, os vários tradeoffscriados pelos aumentos do salário mínimo mais parecem uma redistribuição de rendimentos entre famílias de baixa renda do que uma redistribuição de famílias de alta para as de baixa renda".

Assim, o salário mínimo não melhora a vida dos trabalhadores de baixa renda no curto prazo e piora consideravelmente no longo prazo.

Conclusão

Devido a efeitos não desejados, uma lei pode causar o contrário do que seus defensores pretendiam. Assim é a lei do salário mínimo. Pretende-se diminuir a pobreza, mas isso não acontece. Ao contrário, a lei estimula a saída dos adolescentes da escola e diminui as perspectivas de empregos e ganhos futuros para trabalhadores de baixa renda. Não basta ter boas intenções. O Congresso não deveria aprovar o aumento do salário mínimo que prejudicará os trabalhadores mais vulneráveis.
James Sherk é Analista de Políticas Públicas no Centro de Análise de Dados da Heritage Foundation.

Adaptado do texto publicado na revista Banco de Idéias do Instituto Liberal.e p
ublicado no site Ordem Livre - www.ordemlivre.org

A LÍNGUA DE SOGRA DO MST

PERCIVAL PUGGINA



18/04/2010

Imagine se os traficantes de droga, como forma de ampliar o número de usuários, criassem um mês de promoções, tipo “Seu pó a preço de farinha!”, ou “Compre uma pedra e leve duas!”. E suponha que esses fatos fossem abordados com naturalidade pela mídia e pelos poderes de Estado. Ou, então, imagine que os ladrões de carro programassem ações em âmbito nacional, como, por exemplo: “Curta a primavera andando a pé”, e realizassem um grande tour de force para aumentar o furto de veículos. E as autoridades não esboçassem reação alguma. Escândalo?

Pois é isso que acontece em nosso país, há mais de uma década, no mês de abril. O MST, nestes dias que correm, rememora os episódios de Eldorado dos Carajás com um Abril Vermelho, desencadeando operações agressivas que incluem invasões de propriedades privadas e de prédios públicos e bloqueio de ruas e estradas. Até o último fim de semana, o mês em curso já contabilizava 42 ações praticadas em 16 estados. E tudo é considerado muito normal, porque, afinal de contas, trata-se de um movimento social cuja conduta criminosa não pode ser criminalizada sem grave ofensa a... A que mesmo? Ao direito de invadir? Ao direito de prejudicar o trânsito? Ao direito de destruir os bens alheios? Ao direito de cometer crimes e permanecer incógnito?

Note-se que não estamos perante uma gama de atividades lúdicas do tipo “Passe um dia no campo com o MST”, ou de celebrações cívicas, a exemplo das que são promovidas em lembrança às vítimas da Intentona Comunista de 1935. Não, não é isso. Em abril, o MST eleva o tom daquilo a que se dedica durante o ano inteiro: a ação destrutiva imposta pelo DNA dos movimentos revolucionários. Trata-se de destruir o direito à propriedade privada, os bens alheios e as instituições do Estado Democrático de Direito – entre elas o conjunto dos poderes de Estado. E de fazê-lo com a leniência deles, verdadeiros bobos da corte do movimento. Distraídos, como quase sempre, os Três Poderes (qualquer semelhança com Moe, Larry e Curly, os Três Patetas, corre por conta do leitor), vão da tolerância à inação, da perda de vigor à flacidez extrema. Sabem por quê? Porque eles supõem, no Olimpo onde vivem, que o movimento se volte apenas contra os “poderosos latifundiários do agronegócio”. No entanto, de modo muito especial, é para cada um deles, mais do que para proprietários e propriedades, que o MST e organizações conexas apontam as línguas de sogra de seu deboche.

Eis porque o tema, há muito tempo, deixou de ser coisa de um grupo social para se tornar pauta necessária das escassas reservas de inteligência do país, ainda capazes de compreender como operam os movimentos revolucionários e de bem avaliar seu poder de destruição. Porque saiba, leitor, aquilo que os desnorteados bispos da Comissão Pastoral da Terra, surdos à voz dos pontífices, fingem não saber: a primeira tarefa dos movimentos revolucionários é a destruição; o que vem depois fica para depois (inclusive acabar com o clero, como sempre fizeram ao longo da história). Eles já estão na fase de, sem receio algum, apontar a língua de sogra para os poderes de Estado.

_____________________
* Percival Puggina (65) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezena de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo e de Cuba, a tragédia da utopia. 

Suspensão da Vacinação Contra a Gripe A H1N1

Caros Amigos,

Acabei de ler e assinar esta petição online:

«Suspensão da Vacinação Contra a Gripe A H1N1»

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1582

Eu pessoalmente concordo com esta petição e acho que também podes concordar.

Subscreve a petição aqui http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1582 e divulga-a pelos teus contactos.

Obrigado.
Cavaleiro do Templo

Sanctus

Sanctus
Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 19 de abril de 2010

“The best lack all conviction, while the worst are full of passionate intensity.”
(William Butler Yeats)

As convicções íntimas do nosso presidente nunca foram muito claras. Há até quem diga que ele não tem nenhuma, antes amoldando-se às conveniências e alianças com a ductilidade sem fim da “matéria prima” aristotélica, aquele substrato cósmico vazio de qualidades definidoras, que podia tornar-se qualquer coisa justamente por não ser nada. No entanto, há pelo menos uma coisa em que ele me parece acreditar com fé constante e inabalável: que a espécie humana, em especial sua parcela brasileira, não tem outra finalidade nem razão de existir senão ajoelhar-se e entoar diariamente “sanctus, sanctus, sanctus” diante da imagem dele.

Tenho quase a certeza de que ele acredita nisso, por três razões:

Primeira, porque ele mesmo declarou ser homem sem pecados, equiparando-se a Nosso Senhor Jesus Cristo num momento e num contexto tão estranhos a qualquer possibilidade de ironia, que só restava, para explicar sua conduta, a hipótese da mais completa, ingênua e franca cegueira espiritual. S. Excia., em suma, cumpriu à risca a profecia de Simone Weil: “Estar no inferno é acreditar, por engano, que se está no céu.”

Segunda. Quando assumiu o poder, em 2002, ele ostentava uma glória singular, na qual só viria a ser superado por Barack Hussein Obama em 2008: nenhum candidato presidencial no mundo fôra jamais tão louvado, incensado e glorificado pela mídia universal sem necessidade de apresentar a menor realização que o justificasse. Isso sobe à cabeça, especialmente de quem nada tem dentro dela.

Terceira. Nunca vi um político ou intelectual esquerdista que não alimentasse essa crença a respeito de si próprio, em grau maior ou menor. Todo sujeito que traz no bolso o projeto de “um mundo melhor” acredita-se, por definição, melhor que o mundo existente. Não há razão mais forte para colocar-se acima de todo julgamento humano, nem para sentir que qualquer quantidade de poder que se entregue nas suas mãos é pouca e mesquinha para a realização de objetivo tão nobre, tão excelso. Nosso Senhor disse aos apóstolos: “Vós julgareis o mundo”.

Pelo menos desde o século XVIII, não há um só militante ou mero simpatizante revolucionário que, ouvindo essas palavras, não conclua com lógica implacável: “Isso é comigo.” Com candura exemplar, Jean-Jacques Rousseau, após ter abandonado cinco filhos na miséria, mentido a valer e comido as mulheres de seus benfeitores, proclamou que não havia em toda a Europa – a modéstia o impediu de dizer “em todo o mundo” – um homem melhor que ele. Ernesto Che Guevara achava-se um primor de ternura no instante em que estourava os miolos de prisioneiros amarrados. É com o mesmo espírito que hoje tantos indivíduos proclamam ser a sodomia, quando praticada por eles, um rito santificante. E sem dúvida é com idêntica razão que até os adversários de Dona Dilma Rousseff proclamam que ela não merece críticas por ter participado ativamente de assaltos e homicídios: afinal, ela fez isso “por um mundo melhor”.

Por definição, o privilégio de redimir-se mediante a simples alegação de boas intenções imaginárias não se estende jamais aos adversários da revolução. Estes, a priori, agem sempre por motivos egoístas e malignos, mesmo quando nada ganhem e, de coração, tudo sacrifiquem por aquilo em que acreditam. O revolucionário, em contrapartida, santifica-se automaticamente pelo simples fato de sê-lo, mesmo quando se locuplete e desfrute gostosamente dos bens alheios, colhidos a pretexto de salvar o mundo.

Não, meus amigos, os revolucionários não pensam como nós outros. A nós cabe o fardo dos nossos pecados, cuja lembrança nos envergonha, nos humilha e nos atormenta. Só alguns poucos dentre nós têm a imensa cara-de-pau de confessá-los em privado a Nosso Senhor e, quando apontados na rua por algum fofoqueiro malicioso, mandá-lo lamber sabão. A maioria, como não tem outra consciência moral senão a opinião alheia, encolhe-se diante do acusador, tanto mais envergonhada e genuflexa quanto mais descabida e pérfida a acusação. Ora, quem neste mundo acusa com a veemência, o vigor, a eloqüência feroz do revolucionário previamente imunizado, como Jean-Jacques, Che, Lula ou Dilma Rousseff, contra a consciência dos seus próprios pecados?

Eis aí a razão do sucesso das ideologias revolucionárias, mesmo e sobretudo entre aqueles que têm tudo a perder com a vitória delas.

$talinácio, “Tuíto” e Diamantes

ALERTA TOTAL
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Domingo, 18 de abril de 2010

Por Jorge Serrão


Os presidentes não são eternos. Suas popularidades, idem. Eternos são os diamantes. Nem que seja em título de filme de James Bond. Pois então que o famoso agente 007 nos explique por que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, apresentou ao popular presidente do Brasil um dos maiores especialistas na comercialização global de diamantes. O pessoal do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos devia acompanhar mais de perto o interesse repentino de Lula sobre o assunto. Pode render bons negócios.

Quem merece um diamante é a italo-brasileira Marisa Letícia Lula da Silva. Nesta terça-feira, 13 de abril, o presidente em exercício do Brasil, José Alencar, vai assinar um decreto que admite Marisa no quadro suplementar da Ordem do Rio Branco, no Grau de Grã-Cruz. A mulher de Lula receberá a mais alta condecoração da diplomacia brasileira. Ana Maria Amorim, mulher do Chanceler petista Celso Amorim, também será agraciada com a comenda. Somos todos gratos a ambas pelos relevantes serviços que prestaram ao Brasil. Uma tonelada de diamantes é pouco para a grandeza delas.

Deixando que outros se ocupem de investigar a recente paixão de Lula pelas pedras preciosas ou pelos prêmios de sua amada primeira-dama, vamos cuidar de outras pedras no caminho da sucessão presidencial deste ano. Foi o sabido Apedeuta quem identificou aquilo que deve ser uma grande pedreira a ser derrubada para a nada fácil missão de fazer o eleitorado digerir a candidatura da Dilma Rousseff. O inimigo de Lula foi identificado como “Tuíto”. Os aliados não entenderam bem quando ele nominou o tal inimigo pelo telefone via satélite. Tuíto? Ah, sim. Lula se referia ao microblog Twitter.

O popular chefão advertiu seu assessor de que é preciso tomar muito cuidado com o tal “tuíto”. Os marketeiros petistas não se mostram tão preocupados quanto Lula. Afinal, montam uma das maiores frentes de batalha midiática da história para garantir que a internet seja decisiva para eleger Dilma. Tanto que já contrataram da Telefonica, em Brasília, nada menos que 4.600 pontos de banda larga para a batalha virtual que mobilizará a militância e atacará os adversários ou inimigos – com respostas imediatas aos ataques da oposição.

Será uma grande prova para a liberdade de pensamento e a consequente liberdade de expressão. Ainda mais no momento em que o governo colocou, em consulta pública, há uma semana, uma proposta de “Marco Legal da Internet no Brasil”. O grande temor ´r que tal projeto crie mecanismos para a censura prévia, cerceando a já questionável liberdade no exercício do jornalismo.

O princípio constitucional inquestionável é: liberdade de informar, sem censura prévia e, se houve problemas, pedido de direito de resposta que, não sendo atendido, pode virar ação judicial. Jornalistas e veículos de comunicação estão sujeitos agora à legislação comum (códigos Civil e Penal). O Supremo Tribunal Federal acabou, muito bem, com a famigerada Lei de Imprensa (mecanismo dispensável em uma democracia verdadeira, que nem é o nosso caso).

O projeto de Marco Legal prevê que pessoas que se sintam difamadas por algum conteúdo entrem em contato com o provedor, que poderá manter o conteúdo no ar (se responsabilizando por sua veiculação) ou retirá-lo e comunicar seu autor sobre a reclamação. Se o autor quiser que as informações voltem à internet, ele terá que se identificar e responder por elas, inclusive perante a Justiça. Bonito na teoria, mas pode não funcionar na prática, gerando prejuízo para a liberdade de informação.

Os segmentos esclarecidos da sociedade precisam ficar cada vez mais atentos às pretensas boas intenções da nazipetralhada – sempre focada em cercear quem se coloca contra seu projeto coletivista de perpetuação no poder. Se o bicho pegar, “tuíto” neles, com a força e dureza de um diamante.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 18 de Abril de 2010

Globo sai em defesa do PLC 122

JULIO SEVERO

19 de abril de 2010
Julio Severo

No dia 15 de abril, o Jornal Hoje tocou no assunto do PLC 122, na tentativa de dar uma mão (ou pata) para a ditatorial lei anti-“homofobia” passar.



O jornalismo da Globo, numa verdadeira atitude de preconceito, arrogância e discriminação contra os fatos, apresentou o PLC 122 apenas como uma lei que protege os homossexuais contra o preconceito, frisando o tempo inteiro o PLC 122 apenas como uma lei supostamente benigna que combate crimes contra os homossexuais.

Em nenhum momento, a Globo revelou o fato de que o PLC 122 é uma grave ameaça aos cidadãos brasileiros, instituindo pela primeira vez na História do Brasil o delito de opinião, tornando crime a expressão de toda e qualquer opinião moral, filosófica, científica ou religiosa contrária ao homossexualismo.

Para assistir ao vídeo inédito preparado pelo Blog Julio Severo expondo o jornalismo tendencioso da Globo, siga este link: 
http://www.youtube.com/watch?v=tO5-fSh0Mog

O que a Globo fez é perfeitamente natural. Para quem há anos defende o adultério, a prostituição (todo relacionamento sexual fora da aliança conjugal), o homossexualismo, a bruxaria e outras perversões em sua programação, seria de surpreender ver a Globo agora fazendo um “jornalismo imparcial” sobre o PLC 122?

A Globo já está fazendo sua parte para aprovar o PLC 122.

Faça agora a sua parte para enfraquecer a propaganda global que defende a ditadura gay mascarada de lei de “proteção aos homossexuais”.

Escreva agora mesmo aos senadores pedindo a rejeição do PLC 122/2006, o projeto da ditadura gay. Para ver a lista completa de emails dos senadores, siga este link:
http://juliosevero.blogspot.com/2009/04/cientista-medica-escreve-aos-senadores.html

Ligue agora mesmo aos senadores pedindo a rejeição do PLC 122/2006, o projeto da ditadura gay, pelo telefone gratuito do Senado: 
0800-612211

Divulgue esta mensagem para todos os seus amigos, especialmente aos pastores, padres e outros líderes.

E persista na rejeição da ditadura gay. Periodicamente, mande emails ao seu senador

“Ditadura gay às portas do Brasil” neste link: http://juliosevero.blogspot.com/2009/03/plc-122-ditadura-gay-as-portas-do.html

Para ler muitos artigos sobre o PLC 122, siga este link: 
http://juliosevero.blogspot.com/search?q=122

Para ler sobre a TV Globo e sua promoção da agenda homossexual:
É só a Globo que apóia a Globo, o aborto e o homossexualismo?

A Tarrafa e o PT

INSTITUTO PLINIO CORRÊA DE OLIVEIRA

13, abril, 2010

A tarrafa é uma rede de pesca circular, de malha fina, com pesos na periferia e um cabo fino no centro, pelo que é puxada. Ela é usada manualmente, nos lagos e no mar. Serve para pegar os peixes que, distraidamente, passam pelo lugar, “pensando” em outra coisa.

A roda é guarnecida, de espaço em espaço, de pequenos cilindros de chumbo ou “chumbadas”. Quando a tarrafa é jogada, cada um vai numa direção.

Assim, o campo de pesca é ampliado. Quanto mais aberto, melhor. A perfeição é que os chumbinhos estejam bem longe um do outro.

Feito isto, na parte superior da tarrafa ou “olho”, existe um cordel que toma o nome de fieira. Então puxa-se tudo e os despreocupados peixinhos vão ser pesados, vendidos e devorados.

Tarrafas grandes podem ter a roda (perímetro) de 12 a 20 metros e o peso de 5 a 6 quilos.

E o que tem isso com o PNDH-3? Muito. O leitor já percebeu.

Veja os pesos de chumbo que estão no projeto para lançá-lo em diversas direções: intervenção no Judiciário, no Exército, na Polícia, na mídia, na Religião, na Educação, na família, na depravação, na agricultura, nas cidades, no meio ambiente… Todos bem diferentes, mas…

O PNDH-3 é muito completo. Tem tudo quanto a esquerda pode querer, numa primeira fase.

Quando os peixes estiverem bem dentro da rede, puxa-se a fieira. E vem tudo! teremos mais um país socialista na América Latina e no mundo!

Na linguagem esquerdista, cada pesinho de chumbo da tarrafa é um “soviete”, apresentado como conselho popular ou comissão de estudos. “Nada mais inocente”.

O PNDH fala deles a todo momento, em suas 80 páginas. Parecem autônomos e independentes, diferentes dos demais, até que chega o momento do “todo poder aos sovietes” (Lênin) e então, com um puxão na fieira, está feito o serviço. Os diversos tipos de “peixe” estão apanhados. A meta está atingida.

Já tem acontecido, na História. Aqui no Brasil, não pode acontecer.

Em conclusão: ver e denunciar cada chumbinho é bom. Ver e denunciar toda a tarrafa é melhor.

A escravização através da dívida pública

ALERTA TOTAL
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net


Sábado, 17 de abril de 2010



Por Adriano Benayon


Em junho de 2008, nº 43, A Nova Democracia publicou o artigo de minha autoria, “Perdas com o serviço da dívida”. Mostrei então que a União, despendeu de 1988 a 2007, R$ 4,5 trilhões no serviço das dívidas interna e externa, em valor atualizado a preços de 2007, por juros, encargos e amortizações, não contadas a rolagens. A fonte dos dados, em preços correntes, é a SIAFI, STN (Secretaria do Tesouro Nacional, despesas da União por grupo).

Acrescentando a despesa de 2008 e 2009, e atualizando tudo em preços de dezembro de 2009, o gasto acumulado, de 1988 a 2009, com o serviço da dívida ascendeu a R$ 5,7 trilhões.

Note-se a assustadora velocidade de crescimento desse serviço, que já havia sido recorde em 2007 com R$ 244 bilhões. A elevação foi de 15% de 2007 para 2008 (R$ 280 bilhões) e de 35% de 2008 para 2009 (R$ 380 bilhões), em preços correntes.

Pergunto: quem teve aumentos anuais nesses percentuais sendo assalariado ou como empresário pequeno ou médio? A propósito, eu havia esquecido de fazer a mesma pergunta no artigo do mês passado, “Brincando à beira do abismo”, A Nova Democracia nº 63, março de 2010, em que descrevi a ininterrupta escalada dos lucros dos bancos em atividade no Brasil, de 1995 a 2010.

Bancos, juros, SELIC
Não é difícil explicar a coincidência entre o aumento dos lucros dos bancos e o aumento dos gastos da União com a dívida pública federal. De fato, há um elo entre as duas coisas: as taxas de juros, no Brasil as mais altas do mundo, como é notório.

A fim de colaborar com a CPI, cujo corpo técnico procura suscitar a instalação de comissão permanente na Câmara dos Deputados para realizar a auditoria da dívida, o Engenheiro Luiz Cordioli fez exaustivo levantamento das operações de títulos do Tesouro com taxa SELIC, de 1986 a 2009. Suas tabelas apontam conclusões estarrecedoras, como esta: a aplicação de uma unidade de moeda em junho de 1986 à taxa SELIC resultaria no fantástico número de 14,45 bilhões. Claro que raros se beneficiaram sempre da SELIC, que superava a taxa de inflação, mesmo quando esta era estratosférica. Muitos, muitíssimos, muitas vezes, foram lesados, como os confiscados pelo Plano Collor e os prejudicados pelos demais planos, a cada troca de moeda.

Não que os bancos só obtenham lucros aplicando, em títulos da dívida pública e para ganho próprio, o dinheiro que as pessoas neles depositam. Também auferem muito, sugando diretamente as pessoas físicas e jurídicas que deles precisam para tomar créditos, pois nesse caso as taxas são astronômicas, como, por exemplo, no cheque especial.

Estados e municípios
Falando em juros dessa ordem, por incrível que pareça, os Estados e os municípios pagam à União juros extorsivos, ainda mais altos que os propiciados aos aplicadores financeiros bafejados pela generosidade (com o dinheiro alheio) do Banco Central e do COPOM (Comitê de Política Monetária, controlado pelo Banco Central).

O contador João Pedro Casarotto expôs, na CPI em curso na Câmara dos Deputados, os diversos ônus que incidem sobre as dívidas dos estados e municípios. Entre esses está a correção monetária por meio do IGP-DI, que tem superado em muito os índices de preços ao consumidor. Vale citar este flash do resultado disso:

“Em valores de dezembro de 2008, os Estados receberam R$ 184,98 bi, pagaram R$ 119,49 bi e ainda estão devendo R$ 320,25 bi. Um formidável subsídio dos Estados para a União de R$ 254,76 bilhões, o que se explica por ter o Governo Federal da época tratado o empréstimo como ...reles operação bancária comercial.”

A “renegociação” das dívidas dos estados e municípios (1997/1998) é uma das incontáveis bombas destruidoras, de efeito retardado, deixadas no País pela famigerada administração tucana, por ordem do FMI, Banco Mundial et caterva (i.e., bancos estrangeiros ditos credores). Na ocasião, as dívidas estaduais foram assumidas pela União.

As múltiplas sangrias
Resumindo a dinâmica da agiotagem, o povo brasileiro é extorquido diretamente pelos juros quando toma empréstimos, usa cheque especial ou qualquer outra forma de credito, e indiretamente, pagando impostos cuja arrecadação escorre pelo ralo da dívida pública nos três níveis da Federação.

Por cúmulo, mesmo com a altíssima carga tributária, equivalente a 35,8% do PIB (era de 23,7% em 1989, tendo aumentado 51%), os brasileiros não contam com serviços públicos dignos desse nome, não só porque os ainda providos, em tese, pelo Estado têm caído em qualidade, mas também porque parte substancial deles foi privatizada.

Essa é outra bomba destruidora, montada pela tucanagem e mantida pelos petistas, não menos hipócritas. A privatização resultou em que se adicionem à carga tributária imposta pelo setor público as tarifas abusivas, e sempre em aumento, cobradas pelas empresas transnacionais que se apropriaram das concessões. Essas concessionárias quase nada investem; fazem, em geral, cair ainda mais a qualidade dos serviços; e devastam recursos naturais inestimáveis, como acontece com a água.

A água, por demais abundante no Brasil, vem sendo crescentemente fornecida por transnacionais, como Suez, Nestlé e Coca-Cola. Além disso, engarrafada com a adição de químicos e desmineralizada para ser vendida à população, que deveria desfrutar de água natural, saudável, e de graça. Ademais, as transnacionais do setor, que se vêm expandindo por grande número de cidades, fazem esgotar e deteriorar os lençóis freáticos. Para controlar a água, prometem investir em saneamento, e não o fazem.

Não bastasse a exação através dos juros do crédito (1), a dos impostos pagos aos governos federal, estadual e municipal (2), a das tarifas dos serviços públicos (3), há ainda a dos preços de oligopólio dos bens e serviços pagos às empresas ditas produtivas, das quais as principais estão, hoje, quase todas, sob controle estrangeiro (4).

Um dos exemplos mais acintosos desse deboche são os preços dos automóveis: o consumidor brasileiro paga pelo mesmo carro - fabricado no Brasil - o dobro do preço dele no exterior, por exemplo, na Argentina e no México. Essa diferença de 100% corresponde, quase toda, a lucros dos oligopólios, aumentados pelas inúmeras isenções e vantagens à exportação dadas pelo “governo”, sem falar nos subsídios à produção, inclusive taxas de juros favoráveis por conta do BNDES.

Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”, editora Escrituras. abenayon@brturbo.com.br

MOMENTO DE DECISÃO

ViVerdeNovo

SEXTA-FEIRA, 16 DE ABRIL DE 2010

Por Arlindo Motenegro

Trincheiras, catapultas, canhões, espiões e brigadas avançadas de intimidação, tudo acionado! Com a máquina de meter medo azeitada, as táticas de propaganda em curso, o plano de guerra comunista para a capitulação do território e população brasileira foi disparado. O abril vermelho é um ensaio avançado, uma distração do que está preparado para a totalidade do continente. 

As batalhas parciais já foram vencidas. Os focos de resistência estão calados, submetidos, desarmados: infiltração nas hostes cristãs? Sucesso total! O Boff, o Miguel d'escroto e o Ortega, por iniciativa do camarada Gorbachov, já adiantaram a reengenharia social anti cristã, a Carta da Terra, para substituir os 10 Mandamentos. No momento a tarefa é atribuir ao Papa e à Igreja os crimes dos homens que vestiram a batina sem ter a vocação e sem sentir a presença de Deus. 

A nova bíblia, dedicada á deusa Gaia, mãe terra, escrita por Paulo Freire e Leonardo Boff, aprovada pela ONU diz: “A raça humana está condenada a fazer o que faz por ser um parasita da Terra... É muito melhor que a Terra se livre desse câncer. A Terra poderá seguir tranquila desenvolvendo outra forma de vida, infraestrutura biológica portadora de espiritualidade, candidata a suceder-nos. O necessário é a espiritualidade e não credos e doutrinas”. Que morram os homens! Viva a Terra!

Ponto dois: a família já está convenientemente desestruturada. Na ausência da autoridade dessa instituição, a moral tradicional, os fundamentos da sociedade e missão de vida que orientava os humanos, a propriedade e sucessão, foram anuladas. Foi um grande esforço preparado há um século, implantado em Woodstock, Paris, feminismo, drogas e liberação sexual, com ajuda dos grandes artistas, verdadeiros santos da causa comunista: Hendrix, Beatles, Baez, Buarque...

Os meios de difusão e de “fazer a cabeça” das pessoas são obedientes, descarregando com rapidez uma variedade e quantidade de assuntos que impossibilita qualquer análise. São descartáveis úteis para impedir a reflexão ponderada. Para distrair a atenção e dificultar as relações e alcance dos significados: governantes desprezando as Leis, pais e filhos que se drogam e se matam, professores agredidos, forças armadas desmoralizadas, grandes roubos e negociatas anunciadas como benefício, famílias enterradas vivas, bombeiros salvando vidas nas enchentes e políticos gordos, risonhos, prometendo...

A perplexidade mantem a crença de que o Poder Judiciário faça valer o Direito. Alguns comunistas declaram que esta é a última resistência a vencer. São bonzinhos. O direito já virou avesso. Os juizes, com poucas exceções, estão amestrados ou soterrados sob pilhas de processos protelados, não resolvidos enquanto o campo está livre para os poderosos, que pagam fortunas aos advogados ou os nomeiam pra as sinecuras mais rentáveis.

O cenário da farsa eleitoral está montado. E que ninguém duvide: a sanha e agitação para manter o botim é imensurável. Os fins, vão justificar todo e qualquer meio, custe o que custar, doa a quem doer. E que ninguém se surpreenda se “O Chefe” tirar uma carta do bolso do colete, que lhe permita a continuidade com alguma transgressão ética, porém convenientemente legal ou legalizada.

Ele já avisou que a militância do Partido no poder está mobilizada para colocar nas ruas milhões de sem terra, sindicalistas, estudantes. Tudo depende das ordens do comando internacional, dos interesses globalitários. China, Russia, Inglaterra e Estados Unidos, muçulmanos e cristãos, árabes e israelenses, foro de são paulo e onu, Chavez e Castro, todos estão envolvidos, ativos nos bastidores.

O povo brasileiro? Ora, os internacionalistas, os coletivistas (comunistas) lá de fora, invadiram a casa, lar, igreja, instituições brasileiras, dizendo o que fazer, como fazer em que acreditar, como educar os filhos, como um vizinho que invadisse a nossa própria casa determinando como arrumar os móveis e como envenenar a horta.

Pense aí: se o seu vizinho, entrasse na sua casa dizendo que a poltrona deveria ir para a cozinha, que os signos da sua religião deveriam ser atirados ao lixo, que as crenças e construção dos antepassados não valiam nada, que a sala deveria ser aberta para uso de quem quisesse descansar, que seu patrimônio era devido para distribuir, que seus costumes estavam ultrapassados... O que você diria ao vizinho? Como reagiria?

É o que estão fazendo há séculos os donos da casa Brasil, em nome dos lares do Brasil, como o seu lar. A quase, senão a totalidade dos políticos anda associada aos modernismos coletivistas que matam a liberdade, há muito tempo. Estão voltados para o próprio umbigo e satisfação pessoal. Ignoram o terreno onde pisam. Em política esta coisa perdeu a característica de direita x esquerda. É a nova ordem mundial, que associa controladores da economia mundial num bloco em que as divergências são formais.

Estamos diante de dois dinossauros gigantes que trocam tapas e beijos, um tentando tirar proveito das distrações do outro. Cada um querendo dominar o outro. Ambos contra cada indivíduo ou grupo de pessoas que ainda tenta conservar a liberdade em seus diversos aspectos. Somos todos irmãos como natureza. E bem por isso não somos iguais e temos o direito de defender-nos dos ataques das feras bestiais. 

Neste momento, ou nos unimos como nação, ou cuidamos do nosso lar e da nossa família, restauramos nossos direitos e traçamos nosso rumo ou obedecemos às ordens vindas de fora, curvando a cabeça ao chicote dos feitores locais, materialmente privilegiados mas carentes de espírito e de amor ao próximo.

Na França, “alarmistas” não convencem e pedem Inquisição contra “céticos”

VERDE: A COR NOVA DO COMUNISMO

Domingo, 18 de abril de 2010



"A impostura climática", livro de Claude Allègre
600 pequisadores que acreditam que o “aquecimento global” é obra humana pediram ao Estado francês punir dois cientistas que denunciam essa teoria como uma impostura.

Eles são Claude Allègre, climatólogo e ex-ministro de Educação, e Vincent Courtillot, diretor do Instituto de Física do Globo.

Os dois publicaram livros (Claude Allègre, “L'Imposture climatique”, Plon, 2010, 290p.; e Vincent Courtillot “Nouveau voyage au centre de la Terre", Odile Jacob, 2009, 348p.), e proferiram conferências que tiveram grande aceitação na opinião pública. 

Os “alarmistas” se dizem magoados pelas denúncias de Allègre e Courtillot e pedem que o governo os obrigue a se retratarem.

O apelo foi encaminhado para o Ministério de Educação e Pesquisa, à Academia de Ciências e aos diretores de organismos públicos de pesquisa científica BRGM, CEA, CEMAGREF, CIRAD, CNRS, CPU, IFREMER, INRA, IRD, LCPC, Météo France, MNHN; além de outros 

Para o público francês, o pedido dos 600 soou a perigoso retorno à Inquisição e à “era das Trevas”, inclusive para os leitores do diário portavoz do socialismo “Le Monde”. 

Courtillot respondeu no diário “Le Figaro” que em ciência as questões não se decidem pelo voto democrático mas pelo valor dos dados e teorias. Para ele, os signatarios do apelo se “autodecretam” portavoces de uma “comunidade de climatólogos” que ainda não existe.

Os 600 sentem-se ofendidos pelas críticas feitas pelos autores ao IPCC, como se tivessem sido feitas a eles próprios. “Eu sustento que o IPCC embora contando com muito numerosos cientistas, constitui um sistema que em momento algum garante a “verdade científica”, disse ele. 

Vincent Courtillot
A verdade científica explicou o paleoclimatólogo “não pode ser resultado de um voto democrático … Em última análise, uma opinião contrária isolada pode se revelar exata. O século XX está cheio de exemplos nesse sentido”, acrescentou.

Os 600 acusam a Allègre e Courtillot, que são membros da Academia das Ciências da França, de fazerem “acusações mentirosas” à “comunidade dos climatólogos” e manipularem dados e gráficos para desmoralizar os “alarmistas”.

O Dr. Allègre qualificou o pedido de “nulo e estúpido” pois o debate é proveitoso para a ciência e não é afogando-o que o conhecimento vai progredir.

Courtillot convidou os 600 a apresentarem argumentos convincentes para a ciência e para o público. “Como escreveu meu colega o físico Jean-Marc Lévy-Leblond, acrescentou ao “Figaro”, o fato dos ‘signatários julgarem necessário apelar aos poderes políticos e administrativos para impor suas posições equivale a reconhecer a falta de independência verberada pelos seus adversários e que obscurece a confiança nos trabalhos do IPCC’”.

domingo, 18 de abril de 2010

Entrevista com MARIO OLIVEIRA - TV Vídeo Livre


ENTREVISTA EXCLUSIVA COM MARIO OLIVEIRA 
FEITA PELO SITE TV VIDEO LIVRE
NO VERDADE E LIBERDADE ONLINE (VLO).

cliquem aqui e assistam

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".