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terça-feira, 22 de maio de 2012

Luiz Nassif dá meia volta na campanha de difamação à Veja

 

IMPLICANTE

por Flavio Morgenstern

Luis Nassif, como um dos líderes da blogosfera do dinheiro público, ou ao menos um dos que melhor sabem captar uma verbinha firmeza, é obviamente uma das vozes mais altissonantes contra a revista Veja. Aquela revista odiada por todos que ainda sonham com manchetes como “O capitalismo está ruindo, outro mundo mais estatal vem aí!”.

Nassif tem uma lógica muito peculiar. Digamos assim, alguns tiques de linguagem. Um deles é o truque de quase toda a turma progressista, do qual Nassif faz escola: uma frase com uma acusação genérica, como “a Veja faz parte de um conluio criminoso” para, na frase seguinte, quando qualquer regra lógica e retórica pediria alguma especificação e delimitação do crime, partir para algo como “vamos investigar, e aí vamos descobrir que há mesmo um conluio criminoso”.

É o que se vê em um artigo recente de seu blog, em que faz ilações genéricas sobre a revista rival, mas na hora de afirmar de fato algum erro pontual supostamente cometido por ela, prefere uma tergiversão, uma generalidade tão firme quanto gelatina em terrremoto. Assim, não é que a CPMI não provou nada de ruim sobre a Veja. É que a Veja é ruim mesmo sem nada de ruim provado contra ela. Vide parte de sua introdução:

“A CPMI fez bem em não convocar Policarpo Jr para depor. E a sessão de ontem deveria servir de lição para os próximos passos.

Nos últimos anos a perda de legitimidade da velha mídia – encabeçada pela Veja – se deveu à sua arrogância e absoluto desprezo pelas instituições e pelos preceitos legais. Foi isso que a levou à aliança com o crime organizado, à disseminação da intolerância, aos ataques desmedidos à reputação de quem atravessasse seu caminho. E são esses procedimentos que estão na raiz do profundo processo de descrédito que atinge a revista.”

A Veja já sofre um “profundo processo de descrédito” sobre os leitores de Luis Nassif, aquele blogueiro pénabundeado da Folha por sua empresa tentar arrancar uns trocados do governo de São Paulo, e que até hoje prefere processar a explicar como suas dívidas com o BNDES evaporaram. Aposto que não tem um jornalista da Folha que não ande precisando de Rivotril pra conseguir dormir à noite depois dessa. Há até uma justificativa curiosa:

“Só faltava, a esta altura do campeonato, atitudes que possam ser utilizadas para vitimizar a revista ou legitimar seu álibi de que defende o país contra manobras autoritárias da esquerda.”

Outro tique curioso de Nassif é um macete bem engraçadinho. Nassif faz suas acusações. Todos os seus leitores progressistas juram terem encontrado uma prova cabal de alguma denúncia, algum fato tangível e auferível. De repente, o andar da carruagem mostra que o denuncismo de Nassif deu com os burros n’água. É o momento ideal para Nassif aplicar um salto triplo ornamental twist carpado caindo de costas. Com a boca na botija, Nassif lembra do que ninguém lembraria sozinho: ora, não importa que ele estava errado, o que importa é que, se o que ele afirmou estivesse certo, ele estaria certo nesse momento! isso o torna quase certo. Isso mostra como, afinal, Nassif merece uma nota 9. Ele quase acertou na segunda tentativa. É o que ele diz:

“Por exemplo, há suspeitas fundadas de que a revista participava de um conluio criminoso com Carlinhos Cachoeira. Se há suspeitas, mesmo baseadas em indícios veementes, investigue-se antes.

Ouvidas as conversas, haverá um trabalho de relacioná-las com matérias da própria revista e com os ganhos diretos e indiretos das duas organizões: Cachoeira e Abril. Não há lógica em produzir um escândalo por dia, mas a necessidade de construir diligentemente todas as amarras que comprovemos procedimentos criminosos da revista.

Deve-se escutar, analisar e divulgar, sem pressa, sem arrogância. Se, de fato, mostrarem provas contundentes de envolvimento criminoso, que se convoque Policarpo e Roberto Civita. Mas sem colocar o carro antes dos bois. E por dois motivos: para impedir que o sentimento de vingança se sobreponha ao da justiça; e para ouvir Policarpo apenas quando se dispuser de elementos consistentes para um bom interrogatório.”

(grifos nossos)

Esses três parágrafos valeriam uma aula de retórica sozinhos. Primeiro, “há suspeitas fundadas”. Na frase seguinte, o indicativo vira condicional: “se há suspeitas…”. Para quem jurava há pouco que a Veja estava perdendo credibilidade, mudanças de modo verbal tão próximas são mesmo uma gracinha.

As suspeitas também são “fundadas”. Na frase seguinte, já há uma amainada. Fica meio hipotético: “mesmo baseadas em indícios veementes”… São tão veementes que ainda é preciso “construir as amarras que comprovem”; assim, “se, de fato, mostrarem provas contundentes de envolvimento criminoso”… Colocados os verbos lado a lado, os erros de concordância são tão flagrantes que dóem nos olhos. Na verdade, erros de construção de pensamento:



Existem provas, que na verdade se existem, deve-se investigar antes de se acusar, “sem arrogância” , para construir as amarras que comprovem se mostrarem provas contundentes quando se dispuser de elementos consistentes… ah, tudo começou com “a arrogância da velha mídia levou à [sua] ligação com o crime organizado”, quod erat demonstrandum. Melhor prova, impossível  É esse tipo de texto que a progressistada adora, usa como demonstração de crítica contundente, de pensar com a própria cabeça, como argumento para não acreditar nos jornalões e ser independente e racional.

É óbvio que não se deve falar com a cabeça quente, nem apelar á emoção desregulada dos que, por acreditarem no fim próximo do liberalismo, querem rifar os editores da Veja e jurar que defendem a liberdade de expressão ao mesmo tempo. Deve-se esperar investigações sérias e provas contundentes antes de afirmar qual será o veredicto, não é? Olhem só:

A CPMI deveria amainar o espírito de vingança e ensinar à própria Veja como utilizar técnicas de investigação correta e consistentes (sic), com direito ao contraditório e sem ceder ao clamor das ruas.

A punição de Veja ocorrerá seguindo todos os procedimentos legais e analisando-se seu papel com um senso de justiça que sempre faltou à ela própria. Baixe-se a fervura e que os parlamentares comportem-se com a dignidade que sempre faltou à revista.

(grifos nossos)

Não é um primor da independência e do correto encadeamento de causa e conseqüência em uma linha temporal e racional? Ainda mais com tantas provas consistentes, se é que são consistentes, se ficarem provadas que são provas, mas certamente a punição ocorrerá?

Ah, Nassif também escreveu uma carta aberta ao ministro Ayres Britto. Aquele mesmo que disse ser sua agenda mais importante do que atender a convite de encontro de blogueiro progressista de Paulo Henrique Amorim. O mesmo que sugeriu como frases suas, para um banner exposto no encontro, “A liberdade de expressão é a maior expressão da liberdade” e “os excessos da liberdade se corrigem com mais liberdade“(será mesmo que o encontro terá coragem de usar tais frases?).

Se alguém duvidou das razões que expomos, junto ao blog do Pannunzio, para PHA aproveitar um encontro com um ministro do STF e levar advogado a tiracolo (ou seja, tentar amenizar alguns dos freqüentes processos em que é réu), eis que Nassif deixa claro aos próprios leitores da blogosfera do dinheiro público. O primeiro parágrafo é outra pérola reluzente:

Ministro Ayres Brito,

Em que mundo o senhor vive? O senhor tem feito o jogo do jornalismo mais vergonhoso que já se praticou no país, usurpado os direitos de centenas de pessoas que buscavam na Justiça reparação contra os crimes de imprensa de que foram vítimas. E não para, não se informa, não aprende, não consegue pisar no mundo real, dos fatos.

No poder judiciário, o senhor tornou-se o principal responsável pelo aprofundamento inédito dos vícios jornalísticos. Sua falta de informação, sua atração pelo aplauso fácil, fez com que olhasse hipnotizado para os holofotes da mídia e (…) deixasse de cumprir seu dever constitucional de zelar pelos direitos individuais de centenas de vítimas de abusos da imprensa.

Centenas de pessoas sendo massacradas pelo jornalismo difamatório e o senhor ainda vem com essa história de defender a mídia das decisões de juízes de primeira instância.

Tomo meu caso.

(…)

Repito: o senhor é responsável direto pelo aumento do descalabro da mídia, os assassinatos de reputação que pegavam indistintamente culpados e inocentes, que arrasaram com a vida de centenas de pessoas. (…)

O senhor não entendeu que, ao contrário do que propaga, a mídia não precisa ser defendida do Judiciário; é o Judiciário que precisa ser defendido do mau jornalismo. (…)

O senhor deveria por um minuto sair de sua redoma, de seu mundo do faz-de-conta e passar o que passaram as vítimas desse jornalismo, testemunhar o abalo que esses ataques produziram em famílias, em mães, filhos, avós, entender por um minuto sequer o sentimento de indignação e impotência de ver direitos básicos sendo pisoteados a cada ataque difamatório sem que a Justiça se manifeste.”

(grifos nossos)

Motivo para Nassif começar um carta a um ministro do Supremo Tribunal Federal com um belo “Em que mundo o senhor vive?”? Ora, é que há “vítimas da imprensa” (uma nova categoria, depois das vítimas da ditadura), que essa imprensa “assassina reputações” (também tortura em seus porões, aposto) e famílias, mães, filhos e vovózinhas estão hoje chorando e vivendo na miséria por serem “vítimas do abuso de imprensa”. E, claro, Nassif ele próprio é uma dessas “centenas de vítimas”, e o Judiciário é que deve se proteger da imprensa má, porque imprensa livre nunca nos levará até o grau de civilização que os leitores de Nassif adorariam ver. Por isso, toma o próprio caso (mais ou menos como PHA) de sua maçante tentativa de processo novamente com os burros n’água contra a Veja – e mais uma vez provando por a+b que a+b não prova nada, afirma que se não estava certo, estaria se estivesse. Logo, estava quase lá. Se é que vocês entendem.

É um dado curioso. Temos testemunhos aqui neste mesmo site do que é ser, digamos, “vítima do excesso de imprensa” de Nassif. Afinal, os espiões do mesmo Nassif já divulgaram até o endereço de um de nossos escrevinhadores, que teve de atender interfone de alguns dos esbirros leitores do próprio Nassif. Isso, claro, antes de Nassif, novamente, perder na Justiça.

Será que Nassif irá discursar no Encontro dos Blogueiros do Dinheiro Público na frente de um banner escrito “Os excessos da liberdade se corrigem com mais liberdade – Ministro Carlos Ayres Britto”? Essa valerá uma foto muito curiosa.

Flavio Morgenstern é redator, tradutor e analista de mídia. É torturador assassino da imprensa, mas ainda não foi processado pelo Nassif. No Twitter,@flaviomorgen

O Congresso pode anular a decisão do STF – Ives Gandra Martins

 

DEUS LO VULT!

Publicado por Jorge Ferraz (admin) em 18/04/2012.

São muito importantes estas considerações do Dr. Ives Gandra Martins a respeito da recente escandalosa decisão do Supremo Tribunal Federal que legalizou o assassinato de crianças deficientes no Brasil. A permissão para o aborto de anencéfalos, emborairracional de uma ponta a outra (como explicou magistralmente o próprio César Peluso no seu voto – após o qual, envergonhados e humilhados, todos os demais ministros se sentiram na obrigação de tomar a palavra para dizer (em outras palavras) “V. Excia. está correcto, mas eu vou insistir no meu voto sem lógica mesmo”…), atualmente reveste-se de um verniz de legalidade e vale no Brasil. Ou seja: apesar de ser ilegítima e de não fazer sentido, na prática está em vigor a permissão para que crianças deficientes sejam assassinadas inclusive às custas do dinheiro dos nossos impostos.

Disse o Dr. Ives Gandra na entrevista linkada acima:

Diário do Comércio – Como o senhor avalia a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o aborto de anencéfalos?

Ives Gandra Martins –  A decisão está tomada e vale. Eu entendo, do ponto de vista exclusivamente acadêmico, que foi uma decisão incorreta. Eu entendo que o Supremo não tem essa competência, com base no artigo 103 parágrafo segundo da Constituição Federal. O correto seria o STF esperar uma decisão por parte do Congresso sobre o assunto. Assim,  houve uma invasão de competência da Justiça no Legislativo. No mais, o direito à vida é inviolável. E nossa legislação garante que a vida começa na concepção.

[...]

DC –Existe alguma possibilidade de reverter a posição do Supremo?

Martins – Só se o Congresso resolver anular a decisão. Porque o Congresso pode anular, com base no artigo 49 inciso onze da Constituição [cabe ao Congresso Nacional zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes].

DC – É a única saída das entidades contra o aborto? Pressionar o Congresso pela anulação da decisão do STF?

Martins – É conseguir que o Congresso reverta a decisão, dizendo que houve invasão de competência.

Como o Congresso [ao contrário dos semi-deuses do STF com seus faniquitos totalitários] possui ainda alguma sensibilidade à opinião pública,é junto aos nossos deputados e senadores, portanto, que nós temos agora também que nos organizar. A batalha perdida não nos dá o direito de esmorecer nesta guerra – à qual somos movidos não por conveniências, mas por princípios inegociáveis. Ainda há muito o que ser feito; aliás, há [muito!] mais o que fazer agora do que antes deste [mais um...] golpe da nossa vergonhosa Suprema Corte.

A redação da Fuvest que trazia “mensagem subliminar” e o desastre da qualidade no ensino universitário

 

REINALDO AZEVEDO

21/05/2012 às 20:26

 

Como vocês já devem ter lido, a Fuvest (Fundação Universitária para oVestibular), que realiza o vestibular da USP,  mantém em seu site aquelas que considera as melhores redações. Uma delas trazia uma mensagem nem tão subliminar assim, como se nota abaixo. O candidato ou candidata reforçou  letras de palavras que compunham dois acrósticos vagabundos: “Fora Rodas” e “Fora PM”. Por que vagabundos? Porque nem recorreu às primeiras letras de cada vocábulo. Essas são palavras de ordem que mobilizam a extrema esquerda uspiana e maconheiros militantes, que querem queimar mato dentro da universidade sem incômodos. São os filhos radicalizados da geração Toddynho com sucrilho, que não se sentem obrigados a seguir a termo as leis que valem para a pobrada brasileira…

Quando o caso virou notícia, a Fuvest tirou a redação do site. Já há orelhudos falando em censura. A fundação diz que não tinha percebido o truque — é o caso de demitir o falso distraído, não? — e que decidiu excluir o texto porque não quer estimular manifestações dessa natureza. Vejam parte da redação antes que eu prossiga.

redacao-fuvest

Voltei
A coisa em si é uma tolice e nem merecia figurar aqui não fosse um particular: a Fuvest considera essa maçaroca de abstrações um texto exemplar??? Mesmo para um estudante que acabou de concluir o ensino médio, isso é ruim de doer. Se atende aos princípios gerais da correção gramatical (nem tanto: há ali um ” permite-se que (…) decisões afete“), o que se tem acima é um pastel de vento, um apanhado contraditório de tolices e generalidades. Em 20 linhas de texto, não há um miserável argumento.

Atropelar a regência de modo miserável constitui redação exemplar, ainda que o autor seja um aluno que acaba de concluir o segundo grau? Leiam isto:
“Mas o que muitas vezes não é percebido é que a crescente campanha de reavivamento do interesse pela política poderia ser considerada como mais uma artimanha para introduzir e absorver cada vez mais os indivíduos para um senso de pseudocoletivismo, uma falsa sensação de estar contribuindo (…)”

Heeeinnn? O quê? “Introduzir e absorver o indivíduo para???” O candidato, apesar de erros evidentes, expressa-se de forma razoavelmente ordenada. O chato é perceber as consequências da tal “educação crítica” exercida nas escolas. Notem aí: o indivíduo é tratado como vítima passiva do “sistema”. Isso é fruto do proselitismo de professores em sala de aula, mais ocupados em demonizar os meios de comunicação e em pregar a resistência ao “famigerado capitalismo” do quem em… ensinar a parte que lhes cabe.

Esse negócio do “Fora Rodas” e “Fora PM” é uma tolice sem importância. Espanta-me saber que a Fuvest, que realiza o vestibular mais concorrido do país, considere esse troço um modelo a ser seguido. Isso,  se querem saber, é evidência de um desastre que está em curso no ensino universitário. É cedo para saber quanto vai custar. Mas será caríssimo.

Por Reinaldo Azevedo

Hugo Chávez y las FARC

 

Dinesh D'Souza fala sobre o Neo-ateísmo

 

SENTIR COM A IGREJA

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No programa One Minute Apologist (Um Minuto de Apologética) o escritor e palestrante Dinesh D'Souza faz uma apresentação da diferença entre o comportamento dos ateus e dos ateístas militantes (ou neo-ateístas).

Nota: desculpem por qualquer eventual erro na tradução do vídeo. Fiz o meu melhor. Se alguém tiver alguma sugestão, eu agradeço.

Sou extremamente contra qualquer tipo de preconceito ou intolerância a ateus e esse vídeo só tem por objetivo esclarecer como pensam ateístas militantes como Dawkins, Hitchens, Harris e outros.
Não apóio qualquer tipo de ofensa ou discriminação a ateus.

Livro "A verdade sobre o cristianismo": http://www.submarino.com.br/produto/1/21368553/verdade+sobre+o+cristianismo+,+a

MARQUETEIRO DO PT E DA DILMA USA UM EMBUSTE PARA TENTAR REELEGER O TIRANO HUGO CHÁVEZ

 

BLOG DO ALUIZIO AMORIM


Terça-feira, Maio 22, 2012

 

Santana: marqueteiro bolivariano

O slogan da campanha do marqueteiro do PT e da Dilma para eleger o tiranete Hugo Chávez, é "Coração Venezuelano", algo baseado no esquema Lula Paz e Amor. No entanto, o vídeo acima mostra que de paz e amor não há nada na ditadura cubano-chavista que domina a Venezuela. Chávez, à moda de Fidel Castro, já armou cerca de 500 mil civis com armamento pesado para rechaçar uma eventual vitória da oposição.

O texto que segue é da Folha de S. Paulo desta terça-feira, menos o vídeo e as fotos que estão disponíveis na internet.

Emocionados depoimentos, no estilo "chora, eleitor", são a aposta do marqueteiro do PT e de Dilma Rousseff, João Santana, para a campanha de "re-reeleição" de Hugo Chávez na Venezuela.

"Nunca imaginei que iria existir um presidente que ia me ajudar com meus filhos", diz uma senhora pobre, que agradece a um programa do governo para crianças deficientes num dos filmes produzidos pelo brasileiro. "A vida inteira eu vou agradecer ao presidente", completa ela.

A música instrumental entra num crescendo e, então, surge a voz de Chávez: "Este é um mundo que reclama tempos de gigantes, corações de gigantes, ideias de gigantes, amores de gigantes".

Não por acaso aparece apenas a voz de Chávez. O presidente, que combate um câncer cujos detalhes são obscuros, tem governado cada vez mais "em off", o jargão da TV para a voz de narrador.

O estratagema foi transposto para o material produzido por Santana, apresentado pelo marqueteiro na semana passada, em Porto Alegre, em reunião do PT.

Clique para ver: milícias camponesas de Chávez

A apresentação arrancou palmas da plateia petista. "Pode chorar, hem, gente? Tem gente chorando", brincou André Vargas, secretario de Comunicação do PT.

"Política é teatro, mas não ficção", explicitara momentos antes Santana.

Além da campanha de Chávez, favorito nas eleições de outubro, ele fará a do PT para a Prefeitura de São Paulo. Anteontem, levou mais uma: ele fez a campanha de Danilo Medina, governista que venceu a eleição da República Dominicana.

A extensa e azeitada máquina de marketing de Chávez, há 13 anos no poder, já explora os "depoimentos agradecidos" usados pelo marqueteiro.

A contribuição de Santana parece ser o acabamento "de cinema" -com bonitas imagens externas, imensidões - já utilizado no Brasil.

O tom escolhido pelo marqueteiro brasileiro casa com a nova marca do governo venezuelano.

Chávez trocou, em maio, o selo que lembrava o bicentenário da independência venezuelana por um com voltagem muito menos ideológica. Toda a produção do governo vai agora com a marca "coração venezuelano". Da Folha de S. Paulo desta terça-feira

Código Florestal e o pequeno produtor

 

Enviado por movimentoagro em 01/11/2011

Leia a história de Élcio Evangelista em
http://www.souagro.com.br/a-realidade-ignorada-pelo-codigo-florestal

Depois de quase 30 anos, seu Élcio conseguiu comprar uma pequena propriedade que produz 50 sacas de café por ano e deu adeus ao trabalho da roça na terra dos outros. Deixou de ser um camarada, que é como se chamam em Minas os roceiros que não possuem terras e ganham a vida trabalhando aqui e ali.

A nova filosofia: marketing, simplificações e truques

 

LUCIANO AYAN

Há uma distinção que faço entre filosofia e nova filosofia, e o contexto que utilizo é bem diferente daquele utilizado por John Donne, poeta inglês do século XVII:

E a nova filosofia coloca tudo em duvida,
O elemento fogo e deixado de lado,
O sol esta perdido , e tambem a Terra
E nenhuma sabedoria humana e capaz de guiar essa brisa,
E livremente os homens confessam que este mundo se esgotou,
Quando procuram nos planetas e no firmamento tanta novidade
veem que tudo esta de novo pulverizado em atomos,
Tudo em pedaços, toda coerencia se perdeu.

O que chamarei de nova filosofia aqui é algo totalmente diferente daquilo a que Donne se refere.

Para mim, a nova filosofia é um conjunto de sistemas filosóficos que surgiram a partir da renascença, momento no qual a tradição filosófica de busca da verdade é substituída por “filosofias self-service”, que em muitos casos não passam de simplificações, sistemas pré-fabricados com objetivos excusos (como os sistemas de pensamento da esquerda) e até mesmo trucagens, pura e simplesmente.

A partir de um dado momento histórico, muitos pensadores decidiram não mais escrever  pensando no “saber”, mas em obter resultados. Podemos até suspeitar que eram escritos feitos por encomenda por pessoas com objetivos politicos. Ou mesmo alguns desses próprios escritores poderiam ter tais tipos de objetivos, por pertencerem, em muitos casos, à aristocracia.

Eu não quero dizer que TODA a filosofia produzida antes da Renascença era isenta desses males. O epicurismo (surgido antes de Cristo), por exemplo, era simplesmente um sistema filosófico que buscava valorizar o hedonismo a partir de uma série de afirmações absurdas.

Eu também não quero dizer que TODA a filosofia antiga que não tenha caído na mesma vala em que o epicurismo seja VERDADEIRA em seus postulados. Na verdade, sempre existiram afirmações absurdas, e em alguns casos elas foram refutadas posteriormente.

Mas a DIFERENÇA entre a filosofia tradicional e a nova filosofia é que no primeiro caso havia a BUSCA da verdade, na maioria dos casos, e no segundo caso temos recursos convenientes, junto com trucagens, a serem utilizados para obter benefício político. Nada mais que isso.

Em mais uma objeção a ser tratada, também não digo que TODA filosofia feita a partir da Renascença cai na mesma vala. O método popperiano, que deu sustentação ao método científico, não pode ser chamado de truque feito por um picareta, de jeito algum, mesmo que posteriormente algumas afirmações popperianas esquerdistas não passem de nova filosofia.

O que deve ficar bem claro é que a nova filosofia abarca um estilo moderno de se fazer “filosofia”, mas isso não significa que todo material produzido a partir da Renascença caia neste perfil.

É mais ou menos como a música eletrônica. Há um período em que a música eletrônica surgiu, mas isso não significa que toda música a partir daí seja eletrônica, mesmo que o componente eletrônico seja uma constante em GRANDE PARTE da música produzida a partir desse momento.

Vamos dar nomes aos bois. O que pode ser chamado de “nova filosofia”? Sistemas de pensamento como racionalismo, marxismo, positivismo, humanismo, gramscismo, assim como a maioria do material de Kant, Voltaire, Rousseau, Adorno, Foucault, Derrida, Horkheimer, etc.

Há uma teoria para explicar como isso ocorreu.

Por mais que existissem sistemas de pensamento focados na busca da verdade, eles não faziam muito para modificar o status quo, principalmente em um momento em que muitas pessoas se sentiam subjugadas por uma monarquia que cobrava impostos altíssimos e ainda assim cometia barbáries contra o seu povo. Para piorar, essa monarquia era apoiada pela Igreja Católica.

Um exemplo de nova filosofia, iluminismo, foi  útil para derrubar a monarquia, através de uma série de recursos psicológicos, como a rotina Dono da Razão. Basicamente, os autores usavam o truque do racionalismo, baseado em fingir, por repetição, que se está “do lado da razão”, enquanto o oponente não está.

Os adversários, ao invés de mapearem e denunciarem o truque, caíram nele, e respondiam com coisas como: “A razão não pode resolver tudo”.  O truque do racionalismo era, portanto, um truque de marketing, que sempre funcionou a favor daqueles que o utilizavam.

Com isso, conseguiram obter o efeito psicológico que esse truque podia prover (colocar o oponente na espiral do silêncio), e derrubaram a monarquia.

Tecnicamente, o resultado inicial foi bom, pois eu não gostaria que a monarquia continuasse. O problema é que os truques continuaram a ser usados pelos esquerdistas, para, depois da queda da monarquia, implantar novas formas de poder, como a “ditadura do proletariado” ou “estado de bem estar social”.

A lógica é simples: para um mágico, a partir do momento em que um truque funciona, ele continuará a utilizá-lo até que o truque não mais funcione.

Como muitos pensaram que a nova filosofia era algo a ser levado a sério academicamente, os truques embutidos nesses sistemas de pensamento raramente eram investigados como tais: truques, ressignificações, alegações absurdas, simplificações pífias e daí por diante.

Qual a proposta para lidar com isso? Simples: aplicar o ceticismo de forma enérgica, especialmente o ceticismo político.

Eu sugiro não mais tratar QUALQUER adepto da nova filosofia como alguém com quem se debate dialeticamente, mas sim alguém a ter seus argumentos investigados, da mesma forma que investigamos um alegador da leitura na borra do café.

Note que um paranormal tem uma série de alegações que, se aceitas, resultariam em impactos em como visualizarmos a natureza. Há uma diferença no que chamamos de real se aceitarmos que é possível prever o futuro na leitura da borra de café. Logo, questionamos essa alegação. E da mesma forma temos que questionar todas as alegações surgidas da nova filosofia.

O que proponho é que não precisamos do rigor formal com que tratamos a filosofia do passado, pois antes o objetivo era buscar a verdade, através de construções muitas vezes complexas. Após a Renascença, o que importa para a nova filosofia é implantar truques e exercer manipulações psicológicas. Por isso, poupamos tempo convertendo tudo em alegação, que e, como tais, devem ser testadas.

Ué, muitos deles não defendem o “racionalismo”? Então que tenham suas alegações submetidas à empiria e à razão.

Se hegelianos afirmam que a “tese, antítese e síntese” resolverão o problema para criar o “mundo racional”, onde cada um “se vê no outro”, que provem isso. Os genocídios da Rússia, China e Alemanha Nazista provaram exatamente o contrário.

Se Rousseau defende que o “homem nasce bom, a sociedade o corrompe”, que seus adeptos tragam evidências científicas disso. Pelo que se nota na psicologia evolutiva, vemos exatamente o oposto do que Rousseau alegou.

E assim, sucessivamente, o que deve ser feito, é o escrutínio cético e assertivo de tudo que esses sujeitos alegam.

A nova filosofia foi útil no passado, ao ajudar a derrubar a monarquia. Também foi útil ao ajudar-nos a implementar os princípios do capitalismo, responsável pelo sucesso da civilização ocidental. Mas muitos dos benefícios pararam por aí.

De resto, a nova filosofia, utilizada marotamente, trouxe aumentos assustadores de impostos (ou seja, a recuperação do status quo dos poderosos – se antes tínhamos a monarquia, agora temos os burocratas), aumento da criminalidade e consequente impunidade, além de totalitarismos mais radicais e violentos do que qualquer monarquia do passado.

São motivos de sobra para tornar a nova filosofia objeto do ceticismo.

Sei que pode parecer até petulante, principalmente para adeptos de estudos da filosofia que gostem da nova filosofia, mas porque alegações absurdas devem ficar livres de questionamento? Somente por que foram embutidas dentro de supostos sistemas filosóficos?

Não vejo desta maneira. Uma alegação é uma alegação, e portanto deve ser colocada sob extenso ceticismo, especialmente quando as consequências da aceitação desta alegação são perigosas.

Silas Malafaia fala sobre os homossexuais no Congresso: cadê a militância homossexual?

 

Enviado por milagredafe2011 em 02/12/2011

Silas Malafaia audiência pública no Senado Federal 29/11/2011. Mais uma vez volta ha se falar dessa aberração da PL 122.

STALIN, OS JUDEUS E ISRAEL

 

HEITOR DE PAOLA

 

HIPOCRISIA, DECEPÇÃO E VINGANÇA I [1]

HEITOR DE PAOLA

10/05/2012

Com as declaradas intenções nazistas de exterminar os judeus, Stalin, ele mesmo antissemita, aproveitou para mostrar-se como campeão da defesa dos judeus e outras minorias. A fábrica de mentiras comunista criou o mito de que o Pacto Molotov-Ribbentropp era uma saída stalinista para salvar a URSS e o comunismo da “reação capitalista antirrevolucionária representada pelo nazismo”, e não o que realmente era: a continuação lógica da aliança com a Alemanha na conquista e destruição dos países livres da Europa ocidental [2]. Hitler seria apenas a ponta de lança da ofensiva e para tal Stalin implicitamente endossou a política de extermínio judaico. Substituiu Máxim Lítvinov, nascido Meir Henoch Mojszewicz Wallach-Finkelstein, um judeu de rica família de banqueiros de Bialystock, da função de Comissário do Povo para Assuntos Exteriores, que exercia desde 1930, por Vyácheslav Mikháilovich Mólotov. Este não era judeu e não ofenderia aos aliados nazistas que dificilmente aceitariam um como negociador. Mólotov foi um dos signatários da resolução do Politbüro autorizando o massacre de Katyn (atribuindo posteriormente as mortes aos nazistas) e liderou pessoalmente a Comissão Extraordinária para a Expropriação de Grãos na Ucrânia que se apossou de 4,2 milhões de toneladas levando os camponeses ucranianos à escassez abrupta e à fome (conhecido comoHolodomor, o Holocausto Ucraniano).

Na época do Holodomor a NKVD (antecessora do KGB) possuía 40% de judeus entre seus membros, sendo que mais da metade – 54% - dos Generais [3]. Os judeus eram a única minoria étnica super-representada na NKVD no final do Grande Terror. Em 1936 a representação dos judeus no aparato central da NKVD em Moscou era de 64% e na Ucrânia Soviética 67%.

A possível explicação para isto eram os pogroms do período tzarista, principalmente por parte dos Kossacos na Ukrania, e durante a guerra civil o fato de que o exército Branco era ostensivamente judeofóbico enquanto o Vermelho era comandado por um judeu, Leon Trotsky, nascido Lev Davidóvitch Bronstein. Era natural que os judeus vissem o estado soviético como protetor.

A URSS se beneficiou enormemente das violências públicas na Alemanha nazista encorajando a Frente Popular, comandada pelo Partido Comunista (KPD - Kommunist Partei Deutschland) e o Front Populaire francês a mostrá-la como protetora das minorias étnicas europeias.

O Grande Terror foi uma terceira revolução soviética: a de 17 mudou o sistema político, a coletivização forçada pós 1930 mudou o sistema econômico e o Terror de 37-38 significou uma revolução mental, destruindo grande parte das teorias marxistas e leninistas.

Stalin se aproveitou desta grande participação judia para por a culpa nos judeus. Ao final do Grande Terror, em 1938, apenas 20% da NKVD eram da minoria judaica e um ano depois não mais de 4%. Todos foram mortos a começar pelos líderes Izrail Leplevskii, Lev Raikhman e Boris Berman.

Stalin começava a mostrar suas garras antissemitas que o levariam novos expurgos. Mas a hipocrisia ainda não chegara ao seu fim. Veremos na próxima parte.

(SEGUE: Stalin e a fundação do Estado de Israel).

Para publicação no Jornal Visão Judaica, Curitiba, PR


[1] Este artigo é o primeiro de uma série de três e o único que será publicado no Jornal Visão Judaica. Os Editores e eu pensamos que publicados em intervalos mensais, a frequência do VJ, perderiam continuidade.

[2] A aliança soviética com as forças armadas alemãs começou em 1922 corroborando a oferta de Erich von Ludendorff, chefe do Estado-Maior na Frente Oriental, de transportar Lenin da Suíça para Petrogrado e declarar a paz em separado (Tratado de Brest-Litovski) eliminando a frente oriental da I Guerra Mundial. Ver: The Red Army and the Wehrmacht: How the Soviets Militarized Germany, 1922-33, and Paved the Way for Fascism, the Secret Archives of the Former Soviet Union, de Yuri Dyakov & Tatyana Bushuyeva, Prometheus Books, 1995.

[3] Todas as informações desde que não sejam referidas a outras fontes, são do livro Bloodlands: Europe Between Hitler and Stalin, de Timothy Snyder, Basic Books, 2010.

 

Stalin e as repercussões de Yom HaAtzmaut [1]

HEITOR DE PAOLA

20/06/2012

Él término anti-semitismo fué acuñado por el pensador alemán Wilhelm Marr para amparar uma ideologia que propugna la inferioridad y malignidad de los judíos

SERGIO VICH SÁEZ

Las semillas del ódio – Europa desata el terror, Revista Historia y Vida, nº 520

O final da guerra e o conhecimento do horror do Holocausto Judeu (Shoah) fez renascer esperanças, mas a volta dos sobreviventes aos seus antigos lares não foi fácil. A judeofobia continuava dominante em muitos países, como na URSS e na Polônia. Seus bens tinham agora novos donos que resistiram a lhes devolver, provocando longos e penosos processos judiciais geralmente mal resolvidos para os judeus. Para muitos a opção sionista esboçada de forma ambígua por Lord Balfour, por insistência de Theodor Herzl, parecia a mais viável. A Declaração Balfour não falava da criação de uma pátria judia, mas sim de um lugar onde poderiam regular sua convivência com as comunidades não-judias da área.

A ambigüidade levou a que as próprias autoridades britânicas, signatárias do Tratado se Sèvres, impedissem o desembarque de navios de refugiados que eram internados em campos provisórios em Chipre, numa forma mais benigna, mas não menos humilhantes que os campos de concentração.

Em mais uma medida obscura, a resolução da ONU ordenou a partição da região de um estado judeu e outro árabe, reforçando o anti-semitismo muçulmano. Os árabes trataram logo de mandar contingentes de egípcios, jordanianos, libaneses e outros para ocupar a terra, criando do nada um mitológico povo “palestino” que juraram defender contra a “entidade sionista”. Até hoje este é o nome oficioso de Israel para os muçulmanos, grande parte culpa da ambiguidade e obscuridade das Declarações e Resoluções mencionadas acima.

Stalin percebeu a chance de se opor ao imperialismo britânico na região criando um estado comunista. Certamente a maioria dos primeiros colonos judeus era socialista e de dedicaram a incrementar um sistema que já existia há décadas nas áreas rurais, uma economia baseada exclusivamente no cooperativismo e na divisão igualitária do trabalho e dos bens: os kibutzim. Estes primeiros colonizadores acreditavam ter uma grande gratidão com a liberdade com que exerceram suas atividades na URSS, inclusive com o apoio dado por Stalin ao Comitê Judeu Anti-Fascista e o grande número de judeus aceitos em altos cargos soviéticos, inclusive na NKVD como vimos no artigo anterior. O segundo homem do regime, considerado por anos como o virtual sucessor de Stalin, Lázar Káganovitch, conhecido com “o lobo do Kremlin” ou “Lázar de ferro”, era judeu. Participara, junto com Mólotov na Conferência do Partido para Toda a Ucrânia em 1930 onde se determinaram as tarefas de implementação da política de coletivização forçada (1932-33) que causou o Holodomor. Supervisionou pessoalmente o confisco de grãos. Políticas similares foram infligidas às Repúblicas Centrais Soviéticas, como o Cazaquistão, Kuban, Criméia e baixo Volga.

A participação de judeus até no Comitê Central (5 de 210 membros) e a ajuda inicial da URSS na fundação do Estado de Israel, o treinamento de soldados na Polônia comunista, o envio de armas tchecas para a lutar contra os invasores árabes e o fornecimento de víveres enganou os primeiros colonizadores de ter na URSS e nos seus satélites da Cortina de Ferro amigos fiéis e duráveis. Não se deram conta de que Stalin apenas perseguia uma estratégia de dominação do Oriente Médio, pois inicialmente os países árabes recém-descolonizados foram dirigidos por governos títeres do Ocidente.

Naqueles tempos iniciais mais judeus viviam na URSS do que em Israel. Os russos, Judeus ou não, parecem ter adorado a carismática embaixadora Golda Meir, nascida em Kiev. O Rosh Hashanah foi naquele ano uma das festas mais concorridas de Moscou nos últimos vinte anos. Poliina Zhiemchuzhina, mulher de Mólotov encorajou Golda a voltar a frequentar a Sinagoga e as tradições religiosas e, falando em Yiddish sugeriu a unidade nacional Judia sem fronteiras. Ekatierina Gorbman, mulher de Klímient Voróshilov exclamou: “Agora nós também temos nossa própria Terra Natal”.

A pergunta que Stalin se fez era se devia continuar apoiando Israel contra o Ocidente, ou se o estabelecimento de uma Pátria para ser considerada sua colocava em risco a lealdade dos judeus soviéticos para com a URSS e deveria ser não apoiada, mas temida. No final de 1948 decidiu que os judeus estavam influenciando mais o estado Soviético do que este conseguia influenciar o estado Judeu.

Em 1948 e início de 49 começaram as medidas antissemitas na URSS: acabara-se o efeito da hipocrisia stalinista, veio a decepção e, como não poderia deixar de ser numa personalidade cruel, totalitária, que não aceitava decepções mesmo de seus mais próximos colaboradores – por isso os grandes expurgos na cúpula civil e militar dos anos 30, surgiu a vingança!

(SEGUE: Stalin e o desencadeamento do antissemitismo interno e do antissionismo).

 


[1] Yom HaAtzmaut (do hebraico יום העצמאות) é o Dia da Independência de Israel, e cujo feriado ocorre no dia 5 de Iyar, que correspondeu a 14 de Maio de 1948, dia no qual David Ben-Gurion declarou o fim do Mandato Britânico da Palestina e a fundação do Estado de Israel.

 

Decepção e vingança: a repressão interna e o antissionismo

HEITOR DE PAOLA

21/06/2012

A lo largo de los siglos, aquellas antiguas tribus hebreas iban a resisitirse a todo intento foráneo de asimilación. Su obstinación les granjeó muchos enemigos

SERGIO VICH SÁEZ

Las semillas del ódio – Europa desata el terror, Revista Historia y Vida, nº 520

Não obstante tenha havido – e ainda haja - coincidência ideológica de muitos judeus com o comunismo, mais uma vez as “tribos hebréias” não se deixaram assimilar pelo stalinismo. E agora tinham uma terra para orgulhosamente chamar de sua! Às identidades étnicas, culturais e religiosas, somava-se agora a identidade Pátria. Não só identidades, mas principalmente solidariedades e sentimento de irmandade. Um povo que durante milênios foi afastado de sua terra, rapidamente mostrou que mesmo em diáspora continuou sendo uma poderosa Nação.

Foi demais para Stalin – e continua sendo para supostos aliados ocidentais, como veremos no próximo artigo.

Na verdade, a repressão stalinista começou antes da fundação de Israel. Já em janeiro de 48, Solomon Mikhoels, Chairman do Comitê Judeu Antifascista e Diretor do Teatro Yiddish de Moscou, foi brutalmente assassinado em Minsk por ordem direta de Stalin [1] a Lavrienty Tsárvana, chefe da polícia Bielorrussa. Mikhoels estava lá para julgar uma peça para o Prêmio Stalin de Teatro. Como ele escrevia uma história dos partisans judeus que lutaram contra a Wermacht e o Livro Negro do Judaísmo Soviético, ambos sumiram. Os judeus foram sem dúvida os que mais sofreram em Minsk durante a guerra, mas a liberação pelos comunistas não terminou com seus sofrimentos e isto não poderia ser mostrado.

Retroativamente Viktor Abákumov, chefe do então MVD, concluiu em março que Mikhoels era um perigoso nacionalista judeu a serviço dos Estados Unidos.

O Holocausto não podia fazer parte da história oficial soviética, pois esta teria que admitir sua cumplicidade: implícita, pela aliança com a Alemanha até 41 e dissolvida por Hitler, não por nenhuma ação soviética explícita, já que muitos russos se apresentaram à polícia como voluntários para tomar conta dos guetos e guarnecer os campos de Treblinka, Sobibór e Bełżec. Tal colaboração, maciça em alguns lugares, minava a crença no mito de uma população soviética unida na defesa da honra da Rodina [2] na resistência ao odiado invasor fascista. Portanto, o extermínio em massa dos judeus tinha que ser esquecido.

Uma distorção mais profunda da história, especialidade marxista, já estava em andamento: a mudança da própria data do início da guerra. Esta não poderia ser admitida como tendo começado em 1939 com a invasão e participação conjunta germano-soviética na divisão e destruição da Polônia derivada do Pacto Mólotov-Ribbentropp [3], mas sim pela invasão alemã em 1941. Tomou forma a história oficial soviética: A Grande Guerra Patriótica é confundida como sendo uma versão russa do nome do conflito em substituição ao consagrado II Guerra Mundial,quando não é: é a total distorção da verdade histórica para livrar a URSS e Stalin do fato de terem sido co-partipantes, e até mesmo a verdadeira raiz da guerra contra a Polônia e o Ocidente. Assim, os territórios absorvidos através da agressão soviética passaram a “ser” partes da Rússia desde sempre, e o morticínio soviético no leste polonês, igual ou mais brutal ainda que o germânico a Oeste foi disfarçado de baixas soviéticas causadas pelos alemães. No número “oficial” de baixas soviéticas estão incluídos poloneses, ucranianos, lituanos, bielorrussos e de outras regiões, que foram na verdade, assassinados pelos russos durante o Grande Terror, ou da coletivização forçada ou em atos de guerra. Assim se faz a história segundo os cânones da distorcida dialética  marxista [4].

Uma das mais absurdas distorções foi a aplicação ao levante do gueto de Varsóvia em 1943, uma luta desesperada dos Judeus que acabou numa das maiores tragédias da guerra, onde inúmeros Judeus demonstraram um heroísmo ímpar ao enfrentar a morte inevitável.

Pode-se notar neste feito comunista um exemplo do que recentemente fazia furor no Brasil e na França, o desconstrucionismo e a “construção” de uma mentira em seu lugar: o levante foi descrito pelo judeu polonês comunista Hersh Smólarsegundo a fórmula “dialética” de Andréi Zhdánov segundo a qual existiam dentro do gueto dois grupos: o progressista e o reacionário. Este último era constituído pelos Sionistas de esquerda ou direita e o Bund, União Judaica Trabalhista, o primeiro pelos comunistas. Segundo a fábula de Smólar só os comunistas lutaram contra as tropas nazistas: “Toda a resistência contra o fascismo era, por definição, comandada por comunistas, caso contrário não seria resistência” [5].

A OFICIALIZAÇÃO DO ANTISSEMITISMO

A jornal do Partido, Pravda (A Verdade) sempre foi o veículo que anunciava da “nova linha” decidida pelo Politbüro. A população soviética aos poucos se acostumou a modular suas opiniões pelas mudanças ideológicas expressadas em suas páginas, não apenas nos Editoriais como também no próprio tom das notícias, inclusive, no que viria a ser consagrado como Ministério da Verdade, por Orwell, às súbitas mudanças no teor das mesmas, dando início ao que hoje chamamos de politicamente correto.

Em 28 de janeiro de 1949, um ano após a morte de Mikhoels, o Pravda publicou um artigo sobre “críticos teatrais não patriotas”, defensores do “cosmopolitismo apátrida” iniciando uma campanha de denúncia de judeus em todas as áreas profissionais. Em março o Pravda dispensou todos os colaboradores judeus, assim como o Exército Vermelho e o próprio Partido Comunista. O Comitê Judaico Anti-Fascista foi dissolvido em novembro por ter se tornado uma “agência a serviço do imperialismo americano”.

Mais uma vez a “dialética” marxista conseguia acusar os judeus simultaneamente de nacionalistas e cosmopolitas. Abákumov desencadeou uma verdadeira caça aos judeus nas mais altas posições no Estado e no Partido. Stalin, por razões políticas, não permitiu que Káganovitch, o único judeu ainda no Politbüro, fosse preso, mas a mulher de Mólotov, Polina Zhemchuzhima, foi presa, seu marido vergonhosamente se divorciou e ela foi exilada para o Kazaquistão. De nada adiantou: Mólotov foi expurgado do Partido pouco depois.

Stalin havia justificado o Grande Terror para remover qualquer ameaça em potencial contra a URSS antes de dar início à guerra em 1939. Depois desta, Stalin estava convencido de que uma III Guerra, contra o Ocidente seria inevitável e precisava se livrar dos judeus soviéticos, supostamente espiões americanos. Em 1951 Stalin, já fisicamente doente, inventou que havia uma conspiração de médicos judeus para matar os líderes soviéticos e declarou que “todo judeu é um nacionalista e agente da inteligência americana”. Em 30 de janeiro o Pravdaanunciou oficialmente o complô.

Na Polônia comunista o anti-semitismo se estabeleceu com a mesma incongruência “dialética”: os judeus foram divididos em duas classes, os “Sionistas” eram a favor do Estado de Israel e os “cosmopolitas” tendiam a favorecer os Estados Unidos, mas ambos os grupos eram aliados do imperialismo e, portanto, inimigos do Estado. A liderança comunista polonesa identificava Israel com a Alemanha Nazista e o Sionismo com o Nacional-Socialismo. Israel representava o campo reacionário: judeus milionários ligados aos monopólios americanos.

É impressionante como esta interpretação, simplória e idiota, ainda é a dominante na esquerda, inclusive judia, sessenta anos depois!


[1] Segundo testemunho de sua filha Sviétlana Allííuieva, Stalin pessoalmente sugeriu que o assassinato fosse disfarçado de “acidente de carro”.

[2] (РОДИНА), a palavra russa para a Mãe-Pátria, não confundir com a atual partido político ultra-nacionalista com o mesmo nome.

[3] Até a estratégia tinha sido previamente combinada: em primeiro lugar nazistas e comunistas deviam eliminar todos os intelectuais poloneses, tarefa não muito fácil pois a Polônia era dos países com mais intelectuais de primeira grandeza do que os russos e alemães somados.

[4] Certamente e mesma que está orientando a Comissão “da Verdade” aqui no Brasil.

[5] Esta mesma fórmula já tinha sido empregada na Guerra Civil espanhola, negando ter havido resistência a Franco por parte de inúmeros liberais, como Miguel de Unamuno, e outras forças de esquerda, anarquistas, trotskystas, independentes e outros. O próprio Federico Garcia Lorca Republicano com vagas idéias humanitárias confusamente socialistas, foi transformado em counista pós-mortem. As demais forças de esquerda foram dizimadas pelo comunistas por ordem expressa de Stalin e endossadas até a morte por canalhas do tipo Pablo Picasso. Depois da guerra a fórmula foi tentada na França: só os comunistas lutaram de verdade na Resistánce, os demais movimentos nada fizeram. Assim os comunistas são sempre os únicos heróis e as únicas vítimas.

A COLUNA QUE ORIGINOU O ATENTADO CONTRA LONDOÑO

 

HEITOR DE PAOLA

 


Esta columna originó el atentado contra Londoño

Esta reveladora columna escrita por el ex ministro del Interior de Colombia, Fernando Londoño, acerca de lo que le espera a Venezuela tras la muerte de Hugo Chávez, es considerada por muchos como la verdadera causa del sangriento atentado con coche-bomba en Bogotá que produjo la muerte de dos personas. Sin duda describe con total lucidez lo que le espera a la nación llanera. La reproducimos a continuación.

Si Chávez muere…

Tranquilos, lectores, que no agregaremos una versión más a las innumerables que circulan sobre la salud de Hugo Chávez. Nuestro trabajo intelectual es distinto. Porque simplemente vamos a suponer que el Coronel está moribundo, lo que es altamente probable, o que sufre de una enfermedad que no le permitirá el ejercicio del poder, lo que nadie descarta, o que algún día se muera, lo que es seguro. De lo que se trata es de averiguar qué pasará cuando Chávez falle y cómo manejará la sociedad venezolana ese vacío.

Cuando Chávez muera, los venezolanos tendrán que hacerse la más obvia de las preguntas: ¿dónde está mi dinero? Porque no hubo otro país de América Latina que recibiera tanto. Si Venezuela hubiera conservado razonablemente lo que la fortuna le trajo en esta bonanza petrolera, sin milagros ni exageraciones, sería el país más rico del continente. Y a fe que no lo es.

Después de los doce años en los que pasaron por las manos del paracaidista más de un billón doscientos mil millones de dólares ( US$ 1 200 000 000,00), leído que sea literalmente y sin figuraciones ni metáforas ni hipérboles, Venezuela dejó perder toda la infraestructura que tenía y no construyó alguna nueva se ha endeudado hasta los tuétanos ha destruido su industria y su producción agropecuaria volvió pedazos a PDVSA, arrasó con todo el talento humano que la servía y le hizo perder, al menos, un millón de barriles diarios de producción porque nunca la mantuvo, ni la acrecentó, se le esfumó la producción de energía perdió el crédito internacional y no ha entrado en "default" porque los altos precios del petróleo le ayudan a tal cual malabar evasivo tiene la inflación más alta del mundo y los peores sistemas de salud del continente. Tanto, que cuando el Camarada se siente mal, o muy mal, busca cura en Cuba, el país más miserable de América.

A los venezolanos no les han dejado mirar estas tozudas realidades. Si Chávez muere, o se va, o queda postrado, quedarán a la intemperie las corruptelas gigantescas que explican buena parte del desastre. Y se sabrá el valor real de los regalos que el pueblo venezolano le ha entregado por la mano providente del Presidente a todos sus socios del Socialismo del Siglo XXI. Y quedarán a la vista los costos fabulosos de las confiscaciones o expropiaciones o tomas de la propiedad privada, nacional o extranjera. Y no habrá manera de ocultar el precio que se ha pagado por la ineptitud sin orillas de la más mediocre burocracia que nunca trató de administrar una Nación.

Si Chávez muere, el pueblo venezolano tendrá que enfrentar el problema de los centenares de miles de predicadores cubanos de marxismo que lo invaden, y que no saben hacer cosa de provecho. Si lo supieran, hace rato que lo hicieran en Cuba.

Si Chávez muere, no quedará duda de la influencia nefasta que el narcotráfico tiene en la sociedad venezolana. Los escandalosos índices de inseguridad que matan a la gente del que fuera hace poco país tranquilo, están ligados a las mafias que transportan y venden las trescientas toneladas métricas de cocaína que anualmente las alimentan y conservan.

Si Chávez muere, no quedará quién siga ocultando el alcance de los juegos peligrosos, extremadamente peligrosos, que ha entablado el Dictador con Irán, con Libia, con la Eta y con las Farc. Los gringos siempre son lentos y suelen ser ingenuos. Pero cuando descubren que se los maltrata, rara vez son piadosos.

Si Chávez muere, Venezuela tendrá que enfrentar el problema de desmontar una autocracia. Reestructurar un poder judicial que no conoció por años sino voces de mando crear organismos de control, independientes y respetables darle vía a un Congreso deliberante y plural conformar una administración ilustrada y seria, sobre las ruinas que dejó el capricho, es tarea de titanes. Y fundar partidos sólidos, darle espacio a un periodismo libre, educar un ciudadano honrado y ecuánime, es una misión colosal.

Si Chávez muere, Venezuela tendrá que hacerse cargo de su verdad y su destino. Ya es mucha ganancia.

Publicado en El Tiempo, de Colombia, el 8 de mayo.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O acolhedor bispo de São Carlos: repercussão internacional – II.

 

FRATRES IN UNUM

Após o seu escárnio da Missa Tradicional e dos fiéis que a amam ser retransmitido por veículos dos Estados Unidos, México, Portugal, Espanha e Argentina, na última semana o importante site alemão Kreuz.net também repercutiu as posições nada católicas do senhor bispo diocesano de São Carlos, Dom Paulo Sérgio Machado:

O (aposentado) grande liturgo de Uberaba, Dom Aloísio (esquerda), e Dom Paulo (direita): expoentes do ódio à Missa Tridentina no episcopado nacional.

O (aposentado) grande liturgo de Uberaba, Dom Aloísio (esquerda), e Dom Paulo (direita): expoentes do ódio à Missa Tridentina no episcopado nacional.

Wann muß er eine dogmatische Präambel unterschreiben?

Brasilien. Der kirchenfeindliche Bischof Paulo Machado Sérgio (66) von São Carlos versteht nicht, warum Leute im 21. Jahrhundert die Messe aller Zeiten wünschen. Das sagte er in einem Artikel vom 31. März auf der Seite ‘servosdocristoredentor.com’. Mons. Sérgio schimpft gegen Priester, die „mit dem Rücken zum Volk“ und in „schweren römischen Kaseln“ zelebrieren. Er „fühlt die Notwendigkeit, ein Drittes Vatikanisches Konzil abzuhalten“. Der Bischof ist besonders besorgt, daß die Altgläubigen jung sind und studieren. Sie glaubten, daß „die Hölle voll ist“ – nicht der Himmel. Die altgläubige „Minderheit“ sehe überall die Sünde und den Teufel. Die Webseite ‘fratresinunum.com’ fordert, daß der Vatikan den altliberalen Bischof zu sich zitiert und eine dogmatische Präambel unterschreiben lasse.

Nossa tradução: Quando é que ele vai precisar assinar um preâmbulo doutrinal?

Brasil. O bispo anti-Igreja Paulo Machado Sérgio (66), de São Carlos, não entende porque as pessoas desejam a Missa de Sempre em pleno século XXI, disse ele em um artigo de 31 de março no sítio ‘servosdocristoredentor.com’. Dom Sérgio fala mal dos padres que celebram “de costas para o povo” e “com pesadas casulas romanas”. Ele “sente a necessidade de convocar um Concílio Vaticano III”. O bispo está especialmente preocupado com o fato dos tradicionalistas serem jovens e estudantes. Eles acreditariam que “o inferno está cheio” – não o Céu.  A “minoria” dos tradicionalistas enxergam, sobretudo, o pecado e o demônio. O sítio ‘fratresinunum.com’ exige que o Vaticano faça o referido bispo liberal assinar um preâmbulo doutrinal.

Após alguns dias de nossa publicação, o site da Diocese de São Carlos foi retirado do ar. Primeiramente, os que tentavam acessá-lo eram redirecionados à página da CNBB; agora, caem em uma página de acesso restrito. Há algumas semanas tentamos acessar a página em cache com as colunas de Dom Paulo, mas esta foi a primeira a ser eliminada. Esperamos um esclarecimento da diocese de São Carlos sobre este “problema técnico” (cuja origem poderia estar no Vaticano?…).

Um bispo acolhedor e inclusivo: espíritas sim, Católicos não.

 

FRATRES IN UNUM

Dois artigos de Dom Paulo Sérgio Machado, ordinário de São Carlos, São Paulo. Lá também, como em muitos outros lugares do Brasil, não chegou a carta do Santo Padre dirigida aos bispos que acompanha o Motu Proprio Summorum Pontificum. Embora os cientistas ainda não tenham “inventado um aparelho para abrir cabeças”, muitas delas “de vento”, sua leitura lançaria algumas luzes sobre as trevas da ignorância que cobrem a mente um tanto “fora de linha” do senhor bispo.

O Retorno à Idade Média

Por Dom Paulo Sérgio Machado, bispo de São Carlos, SP – 31 de março de 2012

Não consigo entender como, em pleno século XXI, existam pessoas que querem a volta da Missa em latim, com o padre celebrando “de costas para o povo”, usando os pesados paramentos “romanos”. Estamos celebrando, neste ano, os cinqüenta anos da abertura do Concílio Vaticano II, quando já sentimos a necessidade da realização de um Vaticano III e encontramos gente que quer retornar ao passado. E, o que é mais  preocupante, são pessoas que freqüentaram a universidade, que entraram na universidade, mas a universidade não entrou neles. Penso que é hora de os nossos cientistas inventarem um aparelho para “abrir cabeças”. O “desconfiômetro” já está ultrapassado, mesmo porque estas pessoas não desconfiam que estão “fora de linha”, “fora de época”. Querem, a todo custo, a volta ao passado. Vivem de milagres e aparições, de devoções e pieguismo já, felizmente, ultrapassados.

Imaginemos um padre celebrando em latim numa capelinha rural. “Dominus vobiscum”. “Et cum spiritu tuo”.O nosso povo simples vai pensar que o padre está maluco ou, pelo menos, que o está xingando. Lembro-me de meu tempo de criança, quando a missa era em latim. As senhoras piedosas, não entendendo nada, rezavam o terço. Não tenho nada contra o terço -aliás eu rezo o rosário todos os dias- mas terço é reza, não é celebração.

Só falta defenderem a volta às famosas “mantilhas” que cobriam as cabeças das mulheres. E eu pergunto: por que não a dos homens? Seria até bonito ver os homens de “mantilhas rendadas”. Difícil seria encontrar quem as quisesse usar. A não ser alguns “cabeças de vento” que andam por aí querendo ensinar o pai posso ao vigário.

Mas, persiste a pergunta, o que está por detrás disso? Um saudosismo? Penso que não. É mais do que isso: é um desejo mórbido, um medo do novo. Uma aversão à mudança. É o que poderíamos chamar de -para usar uma expressão francesa – um “laissez faire, laissez passer”, um “deixa estar para ver como é que fica”. É uma tentativa de manter o “status quo”, mesmo que esse “status quo” beneficie a uma meia dúzia. E os outros é que se danem.

Para esses puritanos o inferno está cheio de gente; quando na verdade, cheio está o céu, porque Deus quer salvação de todos. E não apenas de uma minoria moralista que vê pecado em tudo e para quem o capeta é mais poderoso do que Deus. “Rasgai os vossos corações e não as vossas vestes”, diz o profeta. Gente que se preocupa em lavar os copos, as taças, e não as mentes e os corações. É a velha posição dos fariseus – que ainda hoje são muitos - que criticavam Jesus por curar no dia de sábado. Lembro-me da história de uma pessoa que, ouvindo a notícia de que o João havia assassinado Pedro na sexta feira santa, disse: “por que ele não deixou para matar no sábado?“ Para esta pessoa o dia era o mais importante.

Termino citando dois pensamentos que fazem pensar: “O passado é uma lição para se meditar, não para se reproduzir” (Mário de Andrade — autor de Macunaíma); “Leve do altar do passado o fogo, não as cinzas” (Jean Jures — líder socialista francês).

Nosso agradecimento ao leitor Dionisio Lisbôa pela indicação.

* * *

Espiritismo: teoria ou religião?

Por Dom Paulo Sérgio Machado, bispo de São Carlos, SP – 1º de fevereiro de 2012

Nós encontramos, na história, vários codificadores de teorias. E teoria, segundo o Aurélio, é o conjunto de princípios fundamentais de uma arte ou ciência. Marx codificou as teses socialistas; Adam Smith, as capitalistas; Charles Darwin, as evolucionistas; Allan Kardec, as espiritistas. Cada um no seu campo específico.

Allan Kardec, por exemplo, preocupado com a vida após a morte, defendia a tese da reencarnação, fundado num princípio de “nova chance”, talvez preocupado com a condenação eterna. Foram muitos os seus seguidores e, principalmente no Brasil, o espiritismo assumiu características de religião. E o vasto tempo de apologética da Igreja católica contribuiu para isso. Daí os espíritas terem sido estigmatizados pelos católicos como hereges.

No meu ponto de vista, três coisas devem ser consideradas. Primeiro, que toda religião tem doutrina e culto. O espiritismo tem doutrina e não tem culto. Daí ser uma teoria e não uma religião. Basta ver que os espíritas estão mais ligados à Igreja Católica. Dificilmente se encontra um espírita evangélico, isto é, protestante. Eles fazem questão de batizar os filhos na Igreja Católica, casar na Igreja Católica e chegam até encomendar missa de sétimo dia, na igreja Católica, para os familiares falecidos.

Em segundo lugar, o que leva uma pessoa a ser espírita? São várias as razões: uns, por tradição: os pais são espíritas, os avós foram espíritas. Outros porque procuram respostas imediatas para questões insolúveis: a morte, por exemplo. Quando uma “alma” envia mensagens, ela, de certa forma, alivia o sofrimento dos que ficaram. Se um filho perdeu a mãe, indo ao centro espírita, julga que se “comunica” com ela, isso serve de alívio para ele.

E, em terceiro lugar, onde o espiritismo se desenvolveu? Nos países subdesenvolvidos. Não se fala de espiritismo, por exemplo, na Europa. Lembro-me que, uma vez, numa visita ad limina – visita que os bispos fazem ao Papa – um bispo brasileiro tentava falar do crescimento do espiritismo no Brasil. E o Papa não conseguia entender o que era o espiritismo de que o bispo falava. É, de certa forma, o “animismo” que caracteriza o “africanismo” e seus cultos.

A única coisa que, no espiritismo, contraria a Igreja Católica é a teoria da reencarnação. Isso porque ‘bate de frente’ com a fé na ressurreição. Eu chamaria isso de “atalho”, E o que é um “atalho”?  O dicionário vem em nosso socorro: “caminho que encurta a distância entre dois pontos”. No mundo moderno temos muitos atalhos: o quebra-molas, por exemplo. É mais fácil colocar um obstáculo na estrada do que educar para o trânsito; o preservativo: é mais fácil recomendar o seu uso do que promover uma educação para a castidade. Assim, a reencarnação: é mais fácil “dar uma chance” à alma penada do que exigir dela, em vida, uma conversão.

Outro aspecto relevante no espiritismo é a caridade. Os espíritas são caridosos, isto é, promovem a caridade como forma de purificação. Basta ver o exemplo de Chico Xavier. Inúmeras foram as obras de caridade por ele sustentadas. Apesar de seu “status” de médium famoso, procurado por tanta gente, viveu e morreu pobre. Talvez tenha sido esta a “isca” para atrais tantos admiradores. Com certeza, foi isso que fez dele o “papa” do espiritismo.

Espiritismo: teoria ou religião? Para mim, perguntar se um espírita pode ser católico é o mesmo que perguntar se um evolucionista ou capitalista também pode. Ou, para ser mais radical, um corintiano pode ser católico? Ou, então, um católico pode ser corintiano? Não só pode, como deve.

Fim da União Europeia

 

Publicado em 21/05/2012 por CasandoOVerbo

http://twitter.com/JaysonRosa
http://www.facebook.com/CasandoOVerbo

COMISSÃO DA VERDADE: Marighella arrancou a perna dele! Indenização: R$ 500 por mês. Chefão terrorista foi homenageado pela Comissão da Anistia; terrorista que largou a bomba no local recebe o triplo! Rosa Maria, Paulo Sérgio Pinheiro e Maria Rita Kehl aplaudem?

 

REINALDO AZEVEDO

21/05/2012 às 6:39

 

Seja para tratar de CPI, seja para tratar da história do Brasil, as esquerdas, em associação com o JEG e a BESTA, escrevem mentiras deliberadas para enganar trouxas. Não é que elas ignorem os fatos. Ao contrário: porque os conhecem muito bem e porque sabem que são incômodos, preferem a farsa. O coro dos idiotas satisfaz plenamente as suas ambições.

A dita “Comissão da Verdade” está instalada. Contra a letra explícita da lei que a criou, Rosa Maria Cardoso da Cunha, ex-advogada da presidente Dilma, acena com a revisão da Lei da Anistia e diz que os crimes da esquerda não serão nem devem ser investigados, com o que concordam Paulo Sérgio Pinheiro e Maria Rita Kehl, que também integram o grupo. Na história perturbada dos três, não existe um homem como Orlando Lovechio, cuja história narrei aqui no dia 5 de dezembro do ano passado.

No dia 19 de março de 1968, o jovem Orlando, com 22 anos, estacionou seu carro na garagem do Conjunto Nacional, na avenida Paulista, em São Paulo, onde ficava o consulado americano. Viu um pedaço de cano, de onde saía uma fumacinha. Teve uma ideia generosa: avisar um dos seguranças; vai que fosse um reator com defeito… É a última coisa de que ele se lembra. Era uma bomba. A explosão o deixou inconsciente. Dias depois, teve parte de uma das pernas amputada.

Era o primeiro atentado terrorista da Ação Libertadora Nacional (ALN), organização chefiada pelo “patriota” Carlos Marighella. ATENÇÃO! O AI-5, QUE SERVIU DE PRETEXTO PARA AÇÕES VIOLENTAS, SÓ SERIA DECRETADO EM DEZEMBRO DAQUELE ANO. Ele se preparava para ser piloto. Marighella não deixou porque, afinal, queria mudar o mundo, não é? A Comissão de Anistia já fez uma homenagem ao líder terrorista e decidiu indenizar a sua família.

E Lovecchio? Conseguiu uma pensão, atenção!, de R$ 500 por mês!!! Foi o que a Comissão de Anistia achou justo por sua perna. É que a comissão, sabem?, não previa benefícios para as vítimas dos esquerdistas! As regras só protegem as “vítimas” do regime militar. Já Diógenes Carvalho de Oliveira, um dos que deixaram a bomba no local, recebe, por decisão da mesma comissão, três vezes mais. E isso não é piada.

Luiz Inácio Lula da Silva, que ficou preso 40 dias no começo dos anos 1980, sem que ninguém lhe tenha encostado um dedo, recebe quase R$ 7 mil por mês! Ziraldo e Jaguar, fundadores do jornal “O Pasquim”, foram beneficiados com pagamento retroativo de mais de R$ 1 milhão cada um e uma indenização mensal de R$ 4.375 (em valores de 2010). Sinto vergonha até de escrever isso! Como foi que nós permitimos que isso acontecesse?

O jovem Lovecchio não era de direita. O jovem Lovecchio não era de esquerda. Era só um brasileiro, com futuro, que estava no lugar errado, na hora errada. Como escreveu um leitor deste blog, a culpa deve ter sido do regime militar, né?, que obrigava a ALN a explodir bombas, tadinha! Marighella é aquele senhor que fez o tal “Minimanual da Guerrilha Urbana”, em que ensinava, de modo meticuloso, como e por que matar inocentes.

O Filme
O corajoso cineasta Daniel Moreno, hoje com 36 anos, fez um filme a respeito, intitulado “Reparação”. Abaixo, segue um trailer. Fica fácil saber quem é Lovecchio. Falam, entre outros, o professor Marco Antonio Villa, do Departamento de História da Universidade de São Carlos (o que afirma que tanto a esquerda como a direita eram golpistas), e o sociólogo Demétrio Magnoli, o que lembra que uma significativa parte da esquerda “ainda não aprendeu que Stálin era Stálin”.

Esses são apenas fatos.
É mais uma contribuição à Comissão da Verdade!
É mais um alerta contra o photoshop da história!

Vejam trecho do filme. Volto em seguida.

Voltei
Assim que Maria Rosa Cardoso da Cunha, Paulo Sérgio Pinheiro e Maria Rita Kehl tornarem públicos seus e-mails de trabalho, a gente pergunta o que eles têm a dizer a Orlando. Como ele, são mais de 120 pessoas assassinadas pelas esquerdas. As indenizações e pensões já passam a casa dos R$ 5 bilhões — é isso mesmo! Não errei na conta, não!

Para encerrar este post — ainda escreverei outro nesta segunda falando sobre o filme “Reparação”. É mentira que todos os esquerdistas responsáveis por atentados terroristas tenham sido punidos de uma maneira ou de outra.

Será que eles suportam mesmo a verdade?

Texto publicado originalmente às 5h07 de hoje

Por Reinaldo Azevedo

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A teoria marxista da “ideologia de classe” não tem pé nem cabeça. Ou a ideologia do sujeito traduz necessariamente os interesses da classe a que ele pertence, ou ele está livre para tornar-se advogado de alguma outra classe. Na primeira hipótese, jamais surgiria um comunista entre os burgueses e Karl Marx jamais teria sido Karl Marx. Na segunda, não há vínculo entre a ideologia e a condição social do indivíduo e não há portanto ideologia de classe: há apenas a ideologia pessoal que cada um atribui à classe com que simpatiza, construindo depois, por mera inversão dessa fantasia, a suposta ideologia da classe adversária. Uma teoria que pode ser demolida em sete linhas não vale cinco, mas com base nela já se matou tanta gente, já se destruiu tanto patrimônio da humanidade e sobretudo já se gastou tanto dinheiro em subsídios universitários, que é preciso continuar a fingir que se acredita nela, para não admitir o vexame. Olavo de Carvalho, íntegra aqui.
"Para conseguir sua maturidade o homem necessita de um certo equilíbrio entre estas três coisas: talento, educação e experiência." (De civ Dei 11,25)
Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras. Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação. Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos. Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
A perversão da retórica, que falseia a lógica e os fatos para vencer o adversário em luta desleal, denomina-se erística. Se a retórica apenas simplifica e embeleza os argumentos para torná-los atraentes, a erística vai além: embeleza com falsos atrativos a falta de argumentos.
‎"O que me leva ao conservadorismo é a pesquisa e a investigação da realidade. Como eu não gosto de futebol, não gosto de pagode, não gosto de axé music, não gosto de carnaval, não fumo maconha e considero o PT ilegal, posso dizer que não me considero brasileiro - ao contrário da maioria desses estúpidos que conheço, que afirma ter orgulho disso". (José Octavio Dettmann)
" Platão já observava que a degradação moral da sociedade não chega ao seu ponto mais abjeto quando as virtudes desapareceram do cenário público, mas quando a própria capacidade de concebê-las se extinguiu nas almas da geração mais nova. " Citação de Olavo de Carvalho em "Virtudes nacionais".